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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Porque vai o Benfica perder o derby de Domingo

Na antecâmara de mais um derby dos derbies, o Benfica vem deixando sinais desencorajadores relativamente ao momento de forma e ao futebol praticado em campo. De cinco pontos de vantagem sobre o eterno rival, arrisca-se a terminar a próxima jornada atrás do Sporting. E este Nostradamus que vos escreve acredita que tal acontecerá.

O principal motivo para tal crença prende-se com a forma como Benfica encara e joga os grandes jogos, contra equipas de valia desportiva semelhante, como Napoli, Besiktas e Porto. Se nos jogos com os italianos até se admite a superioridade transalpina, fruto não só da qualidade individual dos seus jogadores mas também pelos princípios de jogo, com privilégio pela posse de bola, maioritariamente a circular pelo corredor central, impostos por um dos melhores e mais sedutores treinadores europeus, tal não se compreende com equipas como Besiktas e Porto. Consentir e aceitar o domínio do Porto de Nuno Espírito Santo é um péssimo sinal. Especialmente quando, nos escassos momentos em que o Benfica tinha posse de bola, conseguia colocar em sentido a equipa azul-e-branca. Com o Besiktas, na Turquia, sinais diferentes de um mesmo problema: a forma como a equipa abdicou da posse de bola, voluntariamente, após o terceiro golo, despoletou a sólida recuperação dos turcos, potenciada por 15 minutos de descontrolo emocional à semelhança do que se vira em Napoli. Por outro lado, o Sporting, nos jogos que teve esta temporada com equipas de valia semelhante ou superior à sua (Porto, Dortmund e Real Madrid), conseguiu produzir exibições sólidas em todos os jogos, sem se encolher, com excepção na recepção aos alemães. Falhou em momentos chave, é certo, o mais flagrante esta quarta-feira passada com o Legia, mas é uma equipa que nos jogos grandes não se amedronta, não recua, não despreza a posse de bola e põe os adversários em sentido. Deste modo, não me admiraria se o Sporting entrasse na Luz sem medo, com vontade e capacidade para mandar no jogo, tal como no ano passado com o resultado que se conhece.

E tal situação é um espelho, mais do que o que valem as equipas, do que são os seus treinadores. Já aqui explanei o que penso de Jesus e de Vitória em escritos anteriores e o que faz de cada um deles, à sua maneira, com as suas características, treinadores com sucesso a nível nacional. Enquanto Jesus vale o que vale pelo que sabe e conhece do jogo, no plano táctico, peca no lado humano, na condução de homens, na forma como lida com a adversidade, onde Rui Vitória leva vantagem. Contudo, é nesta dualidade Jesus x Vitória que reside a força e a potencial da vantagem do Sporting e do seu treinador para o jogo de domingo. Pese embora o facto de o Benfica se ter sagrado campeão nacional, o ascendente psicológico de Jesus sobre Vitória é uma realidade que neste momento me parece indesmentível. Da mesma forma que Mourinho tem um ascendente sobre Wenger ou o Barça continua a conseguir dominar o Real Madrid, Jesus continua por cima nestes duelos com Rui Vitória, contribuindo para tal as três vitórias conseguidas nos primeiros quatro meses da época passada, com especial destaque para aquele derby que, por muito que tentem, os jogadores e adeptos do Benfica não esquecerão quando entrarem na Catedral no próximo domingo.

Por fim, a qualidade colectiva e individual. Acredito que do ponto de vista colectivo as equipas estão significativamente mais próximas uma da outra por esta altura do que há doze meses e que as diferenças que se poderão sentir no domingo serão fruto do que foi escrito nos parágrafos anteriores, isto é, da forma como jogadores e treinadores encaram os grandes jogos, nomeadamente o encontro com o maior rival. Já no campo das individualidades, estou longe de estar tranquilo. André Almeida não oferece a mesma qualidade que Eliseu (sim, leu bem, Eliseu); Luisão e Lindelof estão num momento de forma medonho (falaremos disso noutras núpcias) e Pizzi quando é obrigado a tarefas defensivas no corredor central contra equipas de alguma valia vê-se dominado pelas circunstâncias. Por tudo isto, não me chocaria se o Sporting saísse da Luz com os três pontos e a liderança.

domingo, 24 de julho de 2016

Belle (pré)époque

Tão habituados à volatilidade emocional dos adeptos, nem os benfiquistas mais pragmáticos conseguem escapar a um certo entusiasmo que se está a gerar em torno da equipa. E com razão. A época que se avizinha promete ser risonha.

O planeamento da pré-temporada saiu do papel para o campo de forma exemplar. As saídas, as grandes vendas, são inevitáveis num clube com a dimensão e poderio financeiro que o Benfica ocupa na Europa do futebol (e se outros não vendem, terão de explicar esse milagre de engenharia financeira). As saídas de Nico Gaitán e Renato Sanches ocorreram com a normalidade esperada, por verbas interessantes dada a qualidade dos futebolistas em questão, se bem que a conjuntura do mercado poderia ter favorecido mais o Benfica no caso da saída do jovem Renato, caso houvesse maior prudência e perspicácia dos seus dirigentes (mas falaremos desse assunto noutras núpcias). E precisamente por essa mesma conjuntura, aliada ao facto de o Benfica ter vendido "a alma ao diabo", leia-se, Jorge Mendes, o clube poderá ainda efectuar avultados encaixes financeiros sem a necessidade de abdicar das chamadas primeiras linhas: Talisca, Lisandro ou Samaris, jogadores que estão longe de serem indiscutíveis nas escolhas de Rui Vitória, poderão sair por verbas interessantes graças a esse facilitador de negócios chamado Jorge Mendes. Deste modo, jogadores fulcrais como Ederson, Lindelof, Salvio ou Jonas, poderão ficar apesar do assédio de grandes colossos europeus e de outros novos ricos que proliferam entre a Europa e a Ásia.

No campo das manutenções e contratações, ao contrário do que sucedeu, regra geral, nas duas últimas temporadas, o Benfica parece ter igualmente acertado o passo. Contratou pouco, com critério, para posições carenciadas e aparentemente com acerto. Assegurou o desconhecido Kalacia, que nos poucos minutos que teve deixou sinais surpreendentemente positivos para um jovem de 18 anos; fez regressar o outrora dispensado André Horta, que parece estar a impor-se com autoridade na posição que ficou órfã com a saída de Renato Sanches; expandiu com talento e velocidade as alas, com as chegadas de Carrillo, Cervi e Zivkovic, três jogadores individualmente muito diferentes mas com talento mais que suficiente para serem titulares; fez ainda chegar dois jogadores que, muito provavelmente, noutros Benficas mais fracos teriam entrada segura no plantel e talvez até no onze titular, mas que provavelmente rodarão um ano na Europa para se adaptarem ao estilo de jogo do velho continente, tão diferente do sul-americano, casos de Celis e Benitez. Sete jogadores no total. Longe dos camiões de 20 atletas que chegavam noutros verões, há assim não tanto tempo.

Mas não nos fiquemos pelo plano mais superficial da questão. A existência de uma pré-temporada na qual não se andou a fazer turismo em viagens intercontinentais para ganhar dinheiro influencia, naturalmente, a qualidade do trabalho e o produto final do mesmo. Da mesma forma, a presença de um plantel mais curto, no qual não é necessário fazer um casting com quase uma dezena de jogos amigáveis para aferir a qualidade dos jogadores, tem influência na qualidade do trabalho e na estabilidade do plantel. E assim se vê a diferença gritante da pré-época actual para a anterior: índices físicos muito interessantes para uma fase tão precoce da época, entrosamento e cumplicidade entre os jogadores, processos bem definidos tanto na coesão defensiva como na dinâmica ofensiva.

É certo que os resultados e as exibições da pré-época não apresentam causalidade directa com a classificação final do campeonato, mas é inegável que há uma correlação entre ambas as variáveis, especialmente no que diz respeito à forma como as equipas iniciam as competições desportivas oficiais. E atendendo à estabilidade directiva (sim, é verdade, a "estrutura" existe), de equipa técnica e jogadores, acredito que o Benfica tem o primeiro tetracampeonato da sua riquíssima história ao seu alcance.

terça-feira, 5 de julho de 2016

11 para a nova época



Ederson
Almeida, Lindelof, Garay, Grimaldo
Fejsa
Pizzi, Xavi, Cervi
Jonas, Zivkovic

SUPLENTES

Júlio César
Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu
Samaris
Carrillo, Celis, Guedes
Jiménez, Mitroglou

sábado, 28 de maio de 2016

“Futebol Chinês não mexe comigo” – Jonas



As minhas dúvidas sobre a possível vontade de um jogador como Jonas querer ir para um país tão longínquo, ainda que tão rico, ficaram desfeitas com esta frase do Pistolas.

Jackson Martinez já o tinha deixado vincado naquela foto de apresentação e agora é Jonas em discurso directo: A China só interessa a quem já não se sinta útil, a quem já não se sinta ao mais alto nível ou a quem já entendeu que nunca chegará lá. Fora estes casos, por muito que se ganhe, a China/Ásia não tem o aspecto desportivo que alimenta os jogadores de topo.

Por isso, Vieira, deixa-te de tretas e constrói o plantel em torno do melhor jogador do Benfica deste século. Esquece lá o BI do rapaz e, se necessário for, renova-lhe o contrato, aumenta-lhe o salário, sei lá. Comecemos o tetra nos pés do Pistolas.

Faz o que for preciso para manter o nosso verdadeiro cérebro, até porque agora já não há como dizer que a vontade de Jonas era sair para "fazer o seu último grande contrato”