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domingo, 8 de dezembro de 2013

Os 3 problemas do Benfica (e duas soluções)

O problema do Benfica são três: ter Vieira como Presidente; ter Vieira como Presidente; ter Jesus como treinador.

O que originam estes três problemas? Uma liderança acéfala, incompetente, ruinosa em termos financeiros; destruição dos princípios fundamentais do benfiquismo, espoletando uma segunda cria de ideologia benfiquista, esta passando por uma sã convivência com o "quase"; total insucesso desportivo; pelas acções sobranceiras, arrogante e despropositadas, cada vez mais ódio por parte dos outros clubes e adeptos em relação ao Benfica.

A maior parte desta lista que vai matando o Benfica é responsabilidade exclusiva de Vieira e dos seus dirigentes comprados a peso de ouro para acreditarem no que há pouco tempo já não acreditavam - e são exemplos deste tachismo vira-casacas Vice-Presidentes como Gomes da Silva, Moniz ou Varandas. Como pode o Benfica ser bem representado e defendido se tem na Direcção um bolo que mistura vendidos, oportunistas, interesseiros, incompetentes e adeptos de outros clubes? Alguém que acredite que tal misturada pode fazer algo pelo Benfica já não está apenas cego; está morto. De actividade cerebral.

Por fim, Jesus. Os erros cometidos não são, na sua generalidade, novos. Desde que chegou que os comete. Porém, neste último jogo, com a alucinante escolha de partir o futebol que, ainda assim, naquele momento tinha alguma coerência, e decidir meter 8 jogadores à frente da bola, num caos completo em que em vez de decidir potenciar o futebol inteligente procurou o regresso ao chuveirinho praticado nas ilhas britânicas em 1914, Jesus demonstrou que ou já não quer saber ou está de má-fé. Qualquer uma não serve, tem de sair. 

Como Vieira é idolatrado por uma massa em coma e Jesus, por lhe ter sido renovado estupidamente o contrato (só mais uma de Vieira), está atrelado ao Grande Líder, resta procurar o melhor dentro da lama. Há que tentar o que ainda é possível. E o que é possível mudar passa pelo factor mentalidade. Este grupo vem destruído desde a época passada, só um tonto não o percebe. Há que injectar sangue novo que não só melhorará as possibilidades de um futebol melhor e mais seguro como dará sinais para dentro de que todos têm de estar a 100 por cento com os objectivos do clube; caso contrário, serão afastados.

Por ora, duas grandes mudanças se impõem: a substituição de Artur por Oblak - o brasileiro não tem estado bem, é evidente, mas passa esta passagem de testemunho mais pelo efeito-choque e pela necessidade de apostar na qualidade do último do que qualquer outra razão; integrar imediatamente, já no próximo jogo, Bernardo Silva na equipa, fazendo dele o terceiro médio, com Enzo e Matic nas suas costas. Com isto, o Benfica muda radicalmente a sua disposição no miolo, procura um novo e melhor equilíbrio, e aposta num jogador que, pelas capacidades e talento que tem, pode elevar o futebol da equipa a um patamar que este ano ainda nunca atingiu. 

Enquanto tivermos Vieira a liderar o clube, perderemos 4 em 5 campeonatos, é certo. Mas ao menos façamos por ver bom futebol. Os títulos ficarão para quando a maioria em coma decidir abrir os olhos e iluminar o coração.

domingo, 24 de novembro de 2013

Vítor Martins, Artur e Vítor Baptista

Moinhos comove-se a falar em Vítor Martins, Artur e Vítor Baptista - 3 excelentes jogadores que foram forçados a acabar a carreira mais cedo, cada um com o seu azarado motivo.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rei Artur

Artur Moraes é o meu guarda-redes. Bom, pelo menos até chegar um que seja inequivocamente melhor que ele. Desde o final da época passada que muitos adeptos vêm pedindo a substituição de Artur pelo jovem esloveno Oblak. Numa posição tão específica como a de guarda-redes, uma alteração tem sempre os seus riscos. E neste caso específico parece-me que qualquer alteração, de momento, será mais que contraproducente, maléfica para os objectivos do Benfica.

O problema dos múltiplos golos que o Benfica sofre jogo após jogo não é do guarda-redes. Artur tem limitações, é certo, sobretudo no que ao jogo de pés diz respeito, mas não é por ele que sofremos a quantidade absurda de golos que sofremos. A forma como a equipa defende como um todo (ou como um meio, porque praticamente metade dos jogadores não defende) é o verdadeiro problema. Demasiados contra-ataques cedidos, demasiadas vezes apanhados em inferioridade numérica, demasiadas vezes com a equipa completamente desposicionada, perdida em campo. Mais: se formos a ver os golos sofridos pelo Benfica no reinado de Artur, chegamos à conclusão que poucos foram "frangos" ou lances em que o guardião foi mal batido.

Vamos imaginar que Jesus tinha a peregrina ideia de substituir Artur por Oblak. O esloveno teria de defender a maior baliza do mundo. Uma baliza na qual os menos assíduos adeptos do mundo não permitem um erro. Uma pressão gigante para um miúdo de 20 anos. Ao primeiro falhanço, lá vinha a história da imaturidade, de que não percebe os colegas por falar um idioma diferente, e ainda o recordar do triste episódio da tentativa de rescisão do contrato que marcou a nossa pré-temporada. Com um guarda-redes fragilizado na baliza e outro no banco, o que sugerem? Volta Artur, estás perdoado? Avança, Paulo Lopes? Soltem o Mika?

Retomo a principal ideia deste post: o nosso principal problema é a forma como defendemos. Por isso, com Artur, Oblak, Cech, Buffon ou Lloris, sofreríamos sempre uma quantidade descomunal de golos.

Trocar de guarda-redes numa fase tão precoce da época tem estes riscos. Até pode suceder que, à semelhança do que se passou com Trapattoni, quando o italiano substituiu Moreira por Quim, a equipa ganhe outra confiança e conquiste troféus importantes. Ou então ter o efeito oposto, como sucedeu com Quique Flores, onde as constantes trocas entre Quim e Moreira se sucederam por erros individuais causados pela falta de confiança que lhes foi passada pelo treinador.

Continuo na minha: Artur é, neste momento, mais e melhor guarda-redes que Oblak. E uma substituição traz, por agora, mais problemas que soluções. É um risco demasiado grande. E que não devemos correr.

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma vitória preciosa



Como aqui escrevi antes do jogo de ontem, esta partida revestia-se de uma importância superior à mera disputa dos três pontos que ela colocava em causa. Era um jogo que podia ajudar a revitalizar a equipa do ponto de vista psicológico ou afunda-la numa espiral com consequências imprevisíveis. Era um jogo que lançaria bases para o ciclo que agora iniciou e, por isso, determinar aquilo que será a performance durante o próximo mês. Numa conjuntura destas e com alguns jogadores-chave de fora, a equipa, ainda que sem ser absolutamente categórica, cumpriu frente a um adversário que enquanto conjunto e líder técnico parece frágil e que dificilmente escapará à luta pela permanência.

Gostei que tivéssemos voltado aos golos obtidos através de lances de bola parada, gostei muito da forma como obtivemos o 2º golo, revela muito e bom trabalho desenvolvido nos lances “estudados”, com mérito para Jorge Jesus não há dúvida, e gostei ainda da coesão mental da equipa.

Acho ainda importante elogiar a prestação de Enzo Pérez, não só pelo golo que marcou e as participações que teve nos outros 2, mas sobretudo pela liderança emocional que teve sobre a equipa, pela capacidade de luta que evidenciou e pela clareza de decisões que foi tendo. Parece-me que a equipa tem muito a ganhar com Enzo à direita, já que o jogador demonstrou capacidade para jogar por terrenos mais interiores, sem comprometer a profundidade ofensiva, facto que ajuda na divisão do meio-campo com o adversário. Talvez seja exagerado, mas a prestação de Enzo Pérez no dia de ontem, fez-me lembrar, durante largos minutos, o que fazia Ramires no ano do titulo, ou seja, grande capacidade e disponibilidade física e táctica para atacar e defender, juntar linhas e fechar ao meio quando o adversário mantinha a posse de bola, sem nunca deixar de dar profundidade ao ataque e demonstrar um bom entendimento com Maxi nas funções ofensivas.

Também gostei da estreia de Fejsa, jogador que nunca tinha visto jogar. Dos minutos que esteve em campo pareceu-me ser um nº 6 semelhante Javi Garcia e, digo eu, mais dentro daquilo que Jorge Jesus procura num médio defensivo, ou seja, um jogador essencialmente defensivo e que dê saída de jogo fácil, sem grande transporte de bola nem grande risco no passe, que seja capaz de garantir equilíbrios defensivos quando sobem os laterais, através das poucas acções ofensivas e pouco desposicionamento na hora de posse e é um jogador fisicamente imponente, que pode garantir boa ajuda aos centrais no jogo aéreo. Pode parecer estranho o que vou dizer, mas não tenho grandes duvidas que Jorge Jesus prefere um médio defensivo como Fejsa que um outro como Matic. É ainda de referir que a dupla constituída por Fejsa e Matic pode ser muito importante em jogos de grau de dificuldade superior e em que tenhamos mais “luta” pelos espaços e posse a meio-campo.

Ainda que não tenha sido um jogo capaz de demonstrar as qualidades e/ou defeitos de Siqueira, fiquei bem impressionado com o nosso novo lateral e penso que podemos ter resolvido de vez um problema que já se tinha tornado crónico no Benfica. Espero ainda que Jorge Jesus tenha razão e que o lateral Brasileiro não tenha sido substituído por lesão e “apenas” por cansaço físico, pois vêm aí jogos muito difíceis.

Neste jogo houve ainda tempo para o golo da praxe, com mais dois erros de Artur. O primeiro, numa hesitação que não entendi muito bem, pois acho que se o guardião Brasileiro não tivesse parado a marcha, chegaria à bola primeiro que o jogador do Paços e o segundo numa bola que, tenho a sensação, podia ter agarrado, mas preferiu jogar com os pés, complicando ainda mais quando decidiu faze-lo com o esquerdo. Por aqui se vê que o problema de Artur na baliza do Benfica não era, nem nunca foi, a possível falta de concorrência. Ainda que não acredite que Jorge Jesus o faça, a continuar como nos últimos tempos, dificilmente não se justificará a aposta em Oblak. Não obstante, assinalei com agrado os aplausos que foram dados a Artur depois do segundo erro. Os aplausos podem não resolver o seu problema, mas não será com assobios que o faremos, com toda a certeza.

Para finalizar, depois dos últimos 2 jogos, começo a sonhar com um jogo em que o Benfica possa fazer as 3 substituições por opção técnica e não por imposição física.

O que fazer com Artur?

Manter a aposta num guarda-redes que fez uma primeira época fantástica e uma segunda com erros em jogos decisivos

ou

entender que Artur continuará a cometer erros recorrentemente e apostar na qualidade de Oblak?


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lesão de Salvio - uma oportunidade de fazer diferente

Sem Salvio até Março, urge mudar de sistema de jogo. Não faz qualquer sentido continuar a apostar em dois extremos, dois avançados e dois médios quando o mais eficaz dos extremos e o que mais equilibra um sistema já de si bastante fragilizado não pode jogar até quase ao final da época. Além disso, não há solução para a direita; Ola John e Gaitán têm dificuldades desse lado, Sulejmani é inconstante.

Com a qualidade que há no miolo - este ano, se não houver saídas, teremos finalmente um lote de médios (não «10»; médios) capaz de assegurar qualidade até ao final da época: Matic, Fejsa, Enzo, Amorim, Almeida, Gomes -, o que é lógico é optar por uma de duas soluções:

4x3x3 - Matic como homem mais recuado, Enzo a 8, Djuricic a 10; nas alas, Ola John na esquerda; Markovic na direita, os dois em constantes movimentos interiores (que é o que procuram recorrentemente), deixando a profundidade para os laterais - Siqueira e Maxi têm qualidade na forma como aparecem em movimento ofensivo a dar soluções ao portador. Na frente, Lima. Soluções alternativas para este sistema: por Matic, Fejsa ou Almeida; por Enzo, Amorim ou Gomes; por Djuricic, Gaitán; por Ola John, Gaitán; por Markovic, Sulejmani (mais vertical); por Lima, Cardozo, Rodrigo ou Funes Mori.

4x4x2 losango - Não é propriamente um losango simétrico; comparando, poderá ser uma espécie de regresso de Jesus ao sistema que o fez pela única vez, em 4 anos, campeão nacional. Usar na ala esquerda, um extremo puro e na direita um interior que garanta todas as valências de um médio e acrescente a capacidade para, não sendo extremo, dar largura e profundidade à ala direita, em troca com o lateral desse lado. Assim:

Matic mais recuado; Enzo a interior direito (posição que conhece bem, visto que na Argentina, além de jogar a extremo, quando entrava para o meio-campo normalmente partia de uma posição de interior direito e não de um «8», como no Benfica), Ola John a extremo esquerdo, Djuricic (Gaitán) a «10». Na frente, Markovic no apoio ao ponta-de-lança, que neste sistema já poderá mais facilmente ser Cardozo (se não for vendido). Lima, Rodrigo e Funes Mori servirão como alternativa.

Na baliza, Artur até ver. Oblak tem capacidades para discutir o lugar e agarrar a titularidade se Artur voltar a cometer alguns dos erros do ano passado. À esquerda, obviamente Siqueira; à direita, dependerá dos jogos. Não tendo o Benfica um único lateral-direito de qualidade inegável, terá de revezar Maxi com Almeida (ou até Amorim). Seria bom começar a apostar na evolução de um talento puro como o de João Cancelo, mas não tenho grandes esperanças que isso aconteça com Jorge Jesus ao leme. No centro, Garay e Luisão. As alternativas são fracas e darão problemas, enquanto o segundo melhor central do plantel (melhor do que Luisão, inclusivamente) foi emprestado. 

É apenas e só um exercício. Sabemos que Jesus continuará, mesmo sem Salvio, a apostar no seu 4132. Pagará ou receberá louros por isso. Até agora, e apesar do bom trabalho da época passada, o saldo é francamente negativo, além de que perdeu o balneário (razão mais do que suficiente para não ter visto o seu contrato renovado, muito menos por dois anos). Mas o problema do Benfica está muito longe de ser técnico. Está lá em cima, na bancada presidencial. E enquanto lá estiver em cima, estes exercícios far-se-ão por gosto por futebol; títulos, sucesso desportivo, respeito pelo Benfica - apenas sonhos e delírios de uns quantos anti-benfiquistas primários como nós.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um plantel para o vice-tetra

Agosto, a poucos dias de começarmos oficialmente a época. Falta-nos muita coisa. Falta-nos isto:


- Um guarda-redes

Não há qualquer dúvida sobre o acrescento de qualidade que Artur trouxe ao Benfica depois de termos tido um guarda-redes medíocre - que comprámos por 8,5 milhões de euros, fingimos que vendemos por 8, 6 milhões de euros mas afinal só conseguimos vendê-lo, dois anos depois, por meio-Pizzi - ao que parece, meio-Pizzi vale 6 milhões de euros. Discutível, claro. O que não é discutível é que, mesmo aceitando que meio-Pizzi vale 6 milhões de euros, com o negócio Roberto perdemos uma época (e títulos e títulos) e 2,5 milhões de euros. Mais um negócio magistral. 

No entanto, Artur na época passada demonstrou dar-se mal com dois aspectos: não ter, dentro do plantel, competitividade séria (Paulo Lopes funciona como corpo presente para Jesus, nada mais) e cometer erros graves em muitos jogos dos chamados cruciais. Qual a solução? Acredito que continua a passar por dar a titularidade ao brasileiro, desde que haja, dentro do plantel, uma solução de qualidade superior, de preferência ainda a evoluir e mais novo. Nós tínhamo-la: Oblak. Por algum - mais um - obscuro motivo, Jesus tratou logo de resolver a equação e neste momento ninguém sabe qual o paradeiro do guarda-redes. Sendo assim, há que ir buscar outro. Um Artur sem alguém que o obrigue a estar sempre ao mais alto nível é insuficiente. 


- Um central

Mitrovic já se viu que ainda não tem qualidade para ser jogador do Benfica - parece-me que nunca a terá, mas deixemo-lo evoluir na equipa B para podermos depois tirar conclusões definitivas. Jardel é o que se sabe: um central medíocre que não serve para a equipa principal - o ano passado, aquando do castigo de Luisão, várias foram as vezes em que aqui alertei para os erros constantes de Jardel; como não deram muitos golos adversários e a malta queria era apoiar muito na internet, dizia-se que não, que Jardel cumpria e muito bem. Depois o final da época, nos momentos em que se define quem pode ou não jogar no Benfica, Jardel continuou a cometer erros - desta vez com consequências trágicas. É o resultadismo no seu melhor. Parece que Jesus também não achou tudo isso que grande parte dos adeptos acharam e portanto tenta agora despachá-lo - tudo o que for acima de 2 milhões de euros é metê-lo em correio azul. 

Sendo assim, restam Luisão, Lisandro e Vitória (Garay estará de saída, inevitavelmente). Ora, Vitória servirá, se tanto, para 4º central; Luisão será o titular; de Lisandro resta saber se pode dar titular ou ser o terceiro. Falta um central, é evidente. E de qualidade acima da média. Não o comprar/pedir emprestado/recuperar do vasto lote de jogadores sob contrato será mais um clássico erro que, no fim, terá o pagamento em... falta de títulos.


- Um lateral-esquerdo

Melgarejo, depois de uma época a aprender (só mesmo no Benfica é que se aposta em defesas que começam as épocas a aprender a defender), lá chegou a Março com um nível razoável para a função. Depois foi encostado nos últimos jogos (apoiem, não questionem!) e agora está na fila de espera para ser emprestado (não questionem, apoiem!). Temos então Cortez e Sílvio. Ora, Sílvio dará para ser titular revezando-se com Maxi à direita; na esquerda, como recurso. Cortez... não serve (mais um defesa que vem aprender a defender; este, ao contrário de Melga, já não aprenderá mais nada porque o que tem a aprender é demasiado complexo para aquilo que ele, aos 26 anos, pode aprender). Falta lateral-esquerdo titular - onde é que já ouvi isto?


- Um pivot defensivo

Matic estará de saída, mas mesmo sonhando com a sua permanência continua a faltar outro médio defensivo capaz de entrar e garantir qualidade. Amorim é um 8, a 6 não cumpre o que o modelo do Jesus exige para a posição; Almeida poderá dar um bom pivot se for sendo testado ali e não a fazer posições de defesa - tem de especializar o seu jogo a médio, pode ser esta época, mas ainda não garante o que o Benfica precisa, sobretudo porque Matic estará mesmo de saída. Falta um médio defensivo, é também evidente. Se puderem, tratem do assunto. 


- Um ponta-de-lança

Com a saída de Cardozo (sairá, não sairá? treina em Sesimbra ou treina no Seixal? vendem-no pela cláusula ou a um décimo disso?), resta-nos Lima e Rodrigo. Lima funciona se tiver à sua frente um Cardozo - colocá-lo como homem mais avançado é retirar-lhe todo o talento que tem e desvirtuar-lhe o jogo; Rodrigo, ao contrário do que o Jesus anda a fazer com ele há anos a fio, onde rende é a ponta-de-lança. Como já percebemos, se ficarem só os dois ou joga só um apoiado por outro jogador (Markovic, Djuricic, Gaitán, Sulejmani) ou jogam os dois, mas trocados em relação ao que são as suas posições naturais. Um jogador letal, mais posicional mas não só (Cardozo está longe de ser só um "pinheiro"), capaz de, com a sua movimentação na área adversária, favorecer o dinamismo dos médios e extremos, é o que se pede. Precisamos de um Cardozo. Se querem despachar este, encontrem outro. Mas aviso-vos já que não será tarefa fácil.


- Um Presidente

Era preciso que houvesse no seio dos benfiquistas a noção de que este não serve. Não havendo, resta-nos ir mostrando todos os dias quem é este senhor apoiante de corruptos, incompetente, comissionista, teimoso, mentiroso, incapaz de levar o Benfica ao sucesso desportivo. De forma simples: com Vieira a Presidente, o Benfica ganhará apenas títulos esporádicos - a fórmula "1 título em cada 5 anos" é mesmo ao máximo a que se pode almejar. Pelos vistos, serve para a maioria. E, como todos sabemos e a História política e desportiva sempre estará aí para quem quiser conhecer, as maiorias têm sempre razão. Logo, mais um campeonato para o caralho. Para o ano há mais.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ainda Leverkusen (após uma semana a chicotear-me pelo Jesus ter feito o que ando a escrever há 3 anos e meio)

- Sim, 3 anos e meio depois Jesus compreendeu o que deve fazer nos jogos de dificuldade média/elevada. Pena ter demorado tanto, mas mesmo os benfiquistas menos católicos não terão problemas em ter esperança na conversão do mister. Acreditemos, companheiros, acreditemos. Continua a ler o blogue, Jorginho, que só te (nos) faz bem.

- Matic numa posição mais favorável às suas características. (Ainda mais) luxo.

- Tendo em conta a forma como o Leverkusen sabe jogar, apostar no 442 suicida na Luz será isso mesmo: um convite à nossa própria morte. Manter um avançado apenas, com Gaitán nas suas costas. A peregrina ideia de que jogar com muitos avançados faz ganhar mais jogos e marcar mais golos devia dar pena de prisão. 

- Muito importante analisar o último lance do jogo por aquilo que ele revela do que deve ser a atitude competitiva de um jogador. Revejam a jogada e observem Melgarejo. Imaginem que o paraguaio tinha ficado parado como vários colegas seus. Fixem a imagem no momento em que entra o cabeceamento/assistência para a desmarcação do jogador do Leverkusen. A antecipação dos lances, a constante concentração competitiva e a crença de que se chegará à bola antes de ela entrar: tudo isto Melgarejo teve no último minuto do jogo. Com isso segurou a vantagem da equipa. Uma lição para apresentar no balneário antes dos jogos.

- Fantástico Artur. A diferença de um medíocre para um bom guarda-redes também está nisto: a resposta a um momento menos feliz. Em Leverkusen, Artur foi O REI. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

12

1) A melhor equipa do grupo foi a casa da pior equipa do grupo perder; a segunda melhor equipa do grupo ficou extremamente feliz por empatar em casa da pior equipa do grupo; a pior equipa do grupo foi a casa da segunda pior equipa do grupo ganhar; a segunda melhor equipa do grupo foi a casa da segunda pior equipa do grupo perder e levar um banho de bola; a segunda melhor equipa do grupo ficou deveras contente com a excelente derrota em casa («por apenas 2-0») contra a melhor equipa do grupo, embora a pior equipa do grupo tenha vencido a melhor equipa do grupo em casa. A segunda melhor equipa do grupo, em vez de se assumir como segunda melhor equipa do grupo, e procurar ganhar os jogos fora contra a segunda pior equipa do grupo e contra a pior equipa do grupo, decidiu que podia empatar um e perder outro porque, naturalmente, a melhor equipa do grupo tudo resolveria quando fosse jogar fora contra a pior equipa do grupo e contra a segunda pior equipa do grupo. A segunda melhor equipa do grupo contou com o ovo no cu da galinha e agora espera que a segunda pior equipa do grupo vá resolver os problemas da segunda melhor equipa do grupo ao campo da pior equipa do grupo. Isto se não acontecer o que seria uma surpresa monumental: a segunda melhor equipa do grupo ir a casa da melhor equipa do grupo ganhar o jogo. Mas isso não deve ocorrer visto que, como nos foi vendido na altura, a melhor equipa do grupo é a melhor equipa do planeta, o que quer dizer que perder por 0-2 em casa contra a melhor equipa do grupo é não só um motivo de satisfação como até de orgulho e, vá, alguma vaidade. A segunda melhor equipa do grupo decidiu abdicar do estatuto de segunda melhor equipa do grupo, fez-se de pior equipa do grupo durante uns jogos e agora vai ter de ser, à força, a melhor equipa do grupo se quiser passar o... grupo.

2) Ola John tem coisas. Muitas, variadas e boas. 

3) Gaitán também tem coisas. Geralmente más.

4) Matic seria um 8 delicioso. Aquele passe vertical na segunda parte, uma coisa deliciosa que faz sonhar com o rapaz mais avançado no campo e pensar no que poderia fazer se largasse a posição onde vai andando, desposicionando-se e desposicionando a equipa ou fazendo faltas desnecessárias que originam livres perigosos para os cepos que só têm essa arma como futebol.

5) Garay e Pérez. Delícia.

6) Cardozo: há mais baliza além do sítio central onde está o guarda-redes.

7) Não havendo soluções experientes, Almeida a médio defensivo. A lateral não, por favor.

8) Informação aos «melhores adeptos do Mundo»: há jogos aos fins-de-semana também. E, espantem-se, bem mais importantes para a equipa do que os das Terças e Quartas.

9) O nosso mister veio dizer antes do jogo que a dupla Lima-Cardozo não é a sua preferida mas que, por ser decisivo o encontro de ontem, tinha de arriscar no "tudo ou nada" e meter os dois de início. Eu julgava que nos jogos decisivos, e nos outros, o mister devia meter os jogadores em quem acredita e que acha que podem criar a melhor solução para resolver os problemas. Afinal não. Quando o jogo é decisivo, arrisca-se. É todo um novo conceito futebolístico.

10) A única forma possível de os 11 postes escoceses poderem marcar golo passava por atirarem bolas para a área, um ou dois fazerem uns bloqueios à basquetebol e criarem um espaço para alguém cabecear. Isto sabia eu, sabias tu, sabia o mundo e até sabia o Jorge Jesus. Mas foi mesmo assim que o Celtic marcou o seu golo. Encosto ilegal? Aceito. Já é mais difícil aceitar a ingenuidade de Artur, o mau posicionamento defensivo do Benfica e aparecer um gajo isolado ao segundo poste. Contra um futebol de 1913, soluções pontuais e específicas de 1913. 

11) Eu já não me lembro de uma arbitragem europeia a nosso favor. É possível que tenha existido na década de 90, mas começa a ser desesperante ter de assistir consecutivamente a prejuízos - em casa e fora. Se calhar o encosto do Luisão, as gargalhadas histéricas de jogadores e técnicos, as frases imbecis do lagarto carraça e a falta de uma palavra de apaziguamento naquele dia que colocou o nosso capitão dois meses de molho têm alguma coisa a ver com isto. Mas não quero ser apelidado de mau benfiquista. Bem fez Luisão em atirar-se para cima do árbitro. Ou, como diz esse tratado de brilhantismo Rui Gomes da Silva, «o árbitro não tinha nada de meter o corpo à frente do Luisão». E é esta coisa Vice-Presidente do Benfica.

12) Vítor Pereira anda com «As bolinhas amestradas» pois «parece que sabem que gostamos de grandes desafios». É bem verdade: no Porto adoram grandes desafios. Especialmente se as bolinhas dos árbitros também estiverem amestradas:



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Umas notas do fim do mundo

- Se Roberto vale 8,5 milhões, quantos vale Artur? De facto, os abutres que andaram um ano inteiro a dizer que o Benfica não podia jogar com o espanhol só queriam mal ao clube. Bons, bons, são aqueles que, independentemente do valor dos jogadores, os defendem à exaustão só porque não querem criticar nada no Benfica, na sua Direcção ou especificamente no Presidente que apoiam. Esses é que são bons.

- Confirmam-se as ideias primeiras: Emerson dá para o campeonato nacional (exceptuando os jogos com os outros 3 de qualidade superior), nada mais do que isso. Fico é a pensar por que razão está um gajo muito melhor sentado no banco...

- Não há qualquer tipo de estratégia colectiva na forma como a equipa pressiona. Não raras vezes vemos, bem, os dois da frente em pressão sobre os centrais, direccionando a bola para as laterais, só que o resto da equipa, especialmente os extremos - e especialmente Gaitán -, não segue a pressão exercida pelos da frente. Resultado: os médios têm de subir mais do que deviam, abrem espaços entre eles e a defesa e os defesas, vendo jogadores soltos de marcação a bombear bolas para esse espaço, dividem-se entre subir o bloco ou recuar. Neste instante de dúvida, surgem golos. Já ocorreram dois e mais se adivinham.

- Jorge Jesus, por alguma razão que nos escapa, parece ter aversão em ter em campo simultaneamente Aimar e Witsel. Coisa estranha, já que, além de os dois serem jogadores que individualmente são dos melhores do Benfica, juntos criam uma dinâmica e consistência impossíveis de superar quando não jogam juntos e são ou substituídos por outros ou jogam em posições que não as deles - Witsel não é nem será nunca um 10.

- Gaitán terá de sair da equipa por uns tempos. É demasiadamente clara a falta de solidariedade colectiva. Nem que seja como forma de o ensinar esse valor tão nobre da humildade. O Jorge D., do Centro de Jogo, já o disse há uns tempos. Concordo totalmente.

- Cardozo pode perfeitamente funcionar num 433 como este. Disse-o antes e repito-o hoje. Quem viu a jogada do segundo golo e o excelente primeiro golo faça o favor de rever as notas que tinha sobre o paraguaio. Não tem técnica? Alguém me explique como é possível marcar aquele golo sem técnica. Não sabe jogar com os 3 jogadores de trás? Alguém me explique como é possível não saber jogar rápido em transição e fazer o que ele fez no segundo golo.

- Witsel no golo de Nolito. Um compêndio que devia ser lido aos muitos idiotas que proferem a frase mais estúpida dos manuais das imbecilidades futebolísticas: não se pode criticar o jogador por rematar à beira da baliza. Claro que pode. E deve, se o jogador tem uma solução mas fácil de fazer chegar a bola às redes. E ela ali estava: passe para Nolito, deixando o defesa e o guarda-redes fora do lance e o seu companheiro com a baliza aberta. A este gesto é que não se pode encontrar qualquer erro. Perfeito. De um jogador acima da média.

- O maior perigo para o Benfica nos dias que correm? Jorge Jesus. Ou antes: a incapacidade de Jesus para admitir os próprios erros e aprender com as boas soluções que se lhe apresentam. Por vezes, acidentalmente. E um treinador que põe o seu ego à frente dos interesses da equipa será sempre, por mais qualidade que tenha (e ele tem, muita), um treinador limitado.

- A eliminatória está muito longe de estar resolvida.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De calcanhar, Artur?

Se todos fôssemos como o Tomás Pizarro - sujeito pelo qual este blogue sente um amor tremendo e incomensurável -, em vez de, ao segundo jogo da pré-época do ano passado, termos afirmado com todas as letrinhas: o Roberto é um frango de primeira!, tínhamos pedido a união dos benfiquistas em torno do espanhol e a manutenção dele por um bem superlativo: o Benfica. Mas nós não somos o Tomás Pizarro. Infelizmente. E também não somos os outros todos Tomás Pizarro que passaram a época a dizer que iam falar bem do Roberto todas as semanas. Mais uma vez, infelizmente. Porque ser Tomás Pizarro - conceito que já extravasou o indivíduo para garantir a imortalidade num sentir colectivo muito próprio - é que é ser benfiquista. Para os Tomás Pizarro, o Roberto ainda hoje e ainda ontem estaria a fazer o que faz de forma sublime: voos demorados em supenso pequena e grande áreas adentro, com recorte artístico de qualidade elevada - pena é que a bola, esse objecto insignificante no futebol, nada dissesse ao espanhol de aviário e, como tal, acabasse variadíssimas vezes nas redes como peixe amuado.

É, por isso, fundamental que todos entendamos bem o que os Tomás Pizarro nos querem ensinar: o benfiquismo. Não um benfiquismo que se questione mas um benfiquismo que se masturbe para dentro da boca. Questões secundárias como a qualidade ou falta dela dos jogadores do Benfica devem ser postas de lado, porque o que realmente interessa é a união dos benfiquistas em torno de uma ideia. Se possível até com referências constantes à arbitragem e aos poderes obsucros. E sempre, sempre, começando as frases assim: "Se não fossem os árbitros" ou, numa perspectiva globalizante: "Se não fosse o sistema...". Porque assim, dadas todas estas condicionantes que afectam de forma clara o mundo Benfica, poderemos sempre refugiar-nos na ideia peregrina de que, não fossem (cá está) os outros, nós ganharíamos tudo e mais alguma coisa, inclusivamente a noção de que o Roberto é um excelente guarda-redes. Mesmo que saibamos que o Roberto sofre dessa doença crónica que é a de ser um mau guarda-redes. Façamos todos agora, em sinal de apoio aos Tomás Pizarro, uma verdadeira manifestação: assobiemos Artur em todos os jogos do Benfica. Digo mais: a partir de ontem, devemos dizer todas as semanas que o Artur é um mau guarda-redes. Tudo numa perspectiva de salvaguardarmos a saúde mental de Roberto, porque, como todos sabemos, não fosse (viram como se faz?) a hedionda histeria crítica em torno do espanhol, o Roberto seria um guarda-redes soberbo. O mal, mais uma vez, está na falta de benfiquismo dos benfiquistas, ou melhor, dos "supostos" benfiquistas, que atormentaram a frágil condição mental do espanhol mãos de manteiga.

Sejamos benfiquistas por uma vez na vida. Abracemos este projecto e mostremos ao mundo que, unidos, somos mais fortes. E acabemos os nossos discursos abordando as condicionantes intrínsecas das coisas.

Começo eu: não fosse o Roberto um mau guarda-redes e de certeza, de certezinha absoluta, seria um excelente guarda-redes.

Ou ainda: não fosse o Artur um bom guarda-redes e ontem tínhamos sofrido golos.

Eu sei: isto não é benfiquismo.