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domingo, 25 de maio de 2014

Não nos mexemos e recebemos um Sílvio

O Benfica, sem ter mexido uma palha, recebeu nos últimos dois dias 4,250 milhões de euros:

- 2M por a final ser no Estádio da Luz
- 1,250M decorrente do negócio David Luiz
- 1M decorrente do negócio Di Maria

Não é pouca coisa. Usem-no bem, que dá muito jeitinho. Deixem-se de Fariñas.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Palha para romântico comer



No dia de domingo e no dia de ontem fomos presenteados com reportagens, mais ou menos exaustivas, elaboradas pelo diário desportivo “Record”. Uma sobre o “BenficaLab” e uma outra sobre as 5 “pérolas” que o Benfica tem na sua equipa secundária.

Numa altura em que as competições de clubes se encontram em stand by, por via do calendário das selecções, convém aos jornais ter matéria para encher páginas e vender edições e, numa altura de contestação interna e externa aos resultados da equipa, convém ao clube, à sua direcção fazer um pouco de propaganda com assuntos que entusiasmam, tentam mostrar eficácia na gestão actual mas que, comparando matérias semelhantes e comportamentos subsequentes, ameaçam não passar de meras capas de jornal. Basicamente temos aqui uma relação de simbiose, em que a direcção propagandeia a sua aparente eficiência e o jornal, Record ou A Bola dependendo dos momentos e conveniências, vende edições e ilusões.

A questão não reside na utilidade do tal BenficaLab, embora possamos sempre perguntar o porquê de existirem tantas lesões no plantel ou questionar, ainda mais veementemente, as afirmações de Jorge Jesus no final do jogo com o PSG sobre Ibrahimovic, muito menos se coloca em causa a valia dos jogadores apresentados como as estrelas do futuro do clube. Se no primeiro caso demonstra organização, ou pelo menos uma tentativa disso, no segundo nem era preciso o Record para nos apercebermos da qualidade dos nossos meninos, aliás, basta observar 2/3 jogos da equipa B e facilmente nos saltará à vista a qualidade dos referidos jogadores, essencialmente de Cavaleiro, Bernardo Silva e Cancelo.

O problema deste tipo de modus operandi é o facto de se ir tornando repetitivo e, por isso, fácil de desmontar através da analogia que se pode fazer com o passado ou mesmo observando com atenção o que foi feito na construção do plantel actual.

Muitos se lembrarão das infinitas linhas de jornal que se escreveram quando se ia renovando contractos com jogadores como Miguel Vítor, Nelson Oliveira, Miguel Rosa entre tantos outros. Por aqui, facilmente perceberemos a esterilidade destas situações. Qual destes jogadores foi aposta do Benfica? Nenhum! Miguel Vítor foi posto de parte perante Jardel e mesmo perante Roderick (com quem o Benfica RENOVOU contrato em JANEIRO deste ano, mesmo depois de já se perceber que não havia ali qualidade para o Benfica, tendo-o dispensado no final da época passada); a Miguel Rosa de nada lhe valeu os inúmeros golos marcados pelo Belenenses durante os 2 anos de empréstimo que teve, nem sequer as boas exibições e nova enxurrada de golos pela equipa B, sendo dispensado pelo clube que tanto aposta nos jovens… estrangeiros; a Nelson Oliveira, internacional A por Portugal, de nada valeu ser formado no clube e, está mais que visto, perdeu a corrida com Rodrigo, ainda que este não tenha mostrado nada a mais que o jovem luso no plantel do clube, restando-lhe apenas andar de empréstimo em empréstimo, definhando em clubes de menor nomeada até ao dia em que será dispensado pelo clube. 

Podemos argumentar com uma hipotética falta de qualidade demonstrada pelos exemplos citados nas parcas oportunidades que lhes foram dadas (no caso de Miguel Rosa, não foram muitas nem poucas, apenas não existiram), mas pergunto: Que seria de jogadores como Di Maria ou David Luiz se lhes tivessem sido dadas as mesmas oportunidades? Ou estes, como outros, mal entraram na equipa demonstraram a qualidade que têm hoje? Ou, por exemplo, Di Maria não andou 2 anos a demonstrar tanto talento quanto inconsistência? E Rodrigo que ainda vive à sombra do que foi capaz de demonstrar nos primeiros meses de Benfica? Qual a diferença de Di Maria e Rodrigo para os que foram formados no clube? Simples, os milhões que custaram e que era preciso justificar a todo custo, daí o tempo que, muito bem, lhes foi dado para irem evoluindo.

Gostaria de ilustrar esta discrepância de tratamento e aposta com mais 2 casos do actual plantel, falo de Markovic e Ola John. No caso do holandês, que diferença há entre ele e Ivan Cavaleiro, por exemplo? No caso do primeiro, estreou-se pelo clube com 20 anos, no caso do segundo leva 19 anos e, apesar de já estar na 2ª época em bom nível na equipa B, ainda não teve qualquer oportunidade na primeira equipa (talvez surja com o Cinfães). Analisando Markovic, que brota talento por todos os poros do corpo, mas que ainda está longe de apresentar uma consistência exigível para o nível do Benfica, tem 19 anos, pergunto: Que há de diferente entre o Sérvio e Bernardo Silva, também de 19 anos? 

Mais uma vez, por estes e tantos outros exemplos, se vê que a tal aposta na “prata da casa” (digo eu que é mais “ouro da casa”) é uma falácia, porque se não for o argumento da qualidade apresenta-se o argumento da idade, ignorando que é vasta e longa a lista de jogadores que se estrearam e brilharam na primeira equipa do Benfica jogadores de tenra idade, tendo-lhes sido dado o tempo e as oportunidades necessárias para a sua evolução, assim haja vontade (€).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bluff ou suicídio?

"Neste momento não estamos a pensar em entradas", diz Jesus hoje aos jornalistas mas especialmente aos adeptos do clube. 

Pelo bem superior que são os interesses do Sport Lisboa e Benfica espero que o nosso técnico esteja a fintar a concorrência com estas declarações e que haja gente dentro do clube 24 horas por dia em busca de uma solução para a lateral-esquerda. É certo que o facto de já terem passado 17 dias desde que o mercado reabriu e o problema Emerson estar identificado há 5 meses não adivinha um futuro brilhante mas eu, que tenho esta tendência para o sonho, até dia 31 de Janeiro vou esperar ansiosamente por novidades que favoreçam o sonho maior que é o de ser campeão nacional e chegar o mais longe possível na Champions League. Com Emerson, sejamos muito sinceros, só por incompetência dos adversários atingiremos esses patamares.

Quem lê este blogue, sabe da minha incredulidade em relação a muita coisa que se faz actualmente no clube. Desde incompreensíveis apoios a agentes nefastos a uma competição saudável, passando por uma comunicação distorcida e adulterada aos adeptos, há várias acções desta Direcção que me desagradam. Mas convém ser justo: desde que Rui Costa abandonou os relvados e, em sintonia com outros (menos competentes), tomou conta do futebol do Benfica, houve uma melhoria clara nas tomadas de decisão, no planeamento da época, na qualidade das contratações e na identificação das lacunas do plantel. Houve erros, claro, alguns básicos e óbvios - desde logo os autocarros de jogadores que nem sequer chegam a vestir a camisola em jogos oficiais ou, se o fazem, nem tempo têm de mostrar serviço (Mora será só mais um que, emprestado ao lugar de origem, nunca mais calça chuteiras benfiquistas) ou como os do ano passado, especialmente na aposta em manter Roberto como guarda-redes do Benfica e a venda de David Luiz - duas acções incompetentes que favoreceram a época deprimente que acabou por ser a de 2010/2011. 

Nem tudo foi perfeito, longe disso, mas há que assumir uma maior competência no futebol do clube e nos resultados conseguidos. O que, neste momento, falta para que a hegemonia nacional e a competitividade constante nas competições europeias sejam uma realidade é aquele golpe de asa de saber emendar erros, ao invés de manter teimosamente apostas que se sabem erradas e prejudiciais à equipa e aos objectivos futuros. Nesse sentido, é imperioso que, no Benfica, haja a consciência de que, numa equipa de grandes jogadores e num plantel rico de várias e diferentes soluções, não pode coabitar um elemento como Emerson. Não pode. Não só por aquilo que (não) faz individualmente mas também pela mensagem que emite para todos os que com ele partilham o campo e o jogo. Um jogador medíocre no seio de uma grande equipa é um cancro que tende a alastrar-se e a torná-la paulatinamente mais fraca. Pela tomada de decisão, pela indecisão, pelo momento do passe, pela dúvida, pelo desequilíbrio que gera. 

É, por isso, fundamental extirpá-lo antes que nos vejamos de calças na mão, com eliminatórias perdidas e pontos desbaratados na Liga nacional. Já é muito tarde. Tardíssimo. Mas ainda vamos a tempo.