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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Actualidade no Benfica



O que tenho visto é um plantel do Benfica com qualidade para o campeonato mas não para voos mais altos.
Esta época não estivemos à altura em nenhum dos jogos mais exigentes. Os dois jogos com o Mónaco foram os mais bem conseguidos mas longe de impressionarem.

Muito se tem falado que no inicio da época ninguém pensaria que à vigésima jornada estaríamos com mais 4pts que o Porto e 7pts que o Sporting. É verdade mas é redutor.
Vimos de uma época de imenso sucesso desportivo com a conquista dos 4 troféus nacionais com presença em uma final da Liga Europa, contudo arrancamos este Fevereiro eliminados da Europa e da Taça de Portugal.
Não trocaria de lugar com o Sporting mas provavelmente com o Porto sim.
O plantel não tem qualidade para grandes ambições e o treinador não faz milagres e também não é tão fantástico como muitos acreditam. 

A direcção permitiu (ou foi forçada por obrigações e necessidades financeiras desmentidas) que os melhores jogadores do saíssem e agora é ver a equipa muito dependente do génio do Gaitán para fazer a diferença.
O Jorge Jesus aplica uma enorme intensidade nos seus jogadores, trabalha muito e ensina muito. Infelizmente não aprende. Não se sabe adaptar ao plantel que tem nem à exigência dos jogos. A sua leitura do jogo parece sempre muito condicionada pelo seu ego e necessidade defender as suas ideias. Talvez por aqui se explique porque as substituições de Jorge Jesus só para si façam sentido.

Com 14 jornadas para disputar resta-nos saber manter a liderança no campeonato e ganhar a Taça da Liga.
Teoricamente a próxima jornada, recepção ao Setúbal, será o jogo ideal para fazer a transição do Derby e organizar as hostes para o resto do campeonato.
Depois segue-se um ciclo crucial de 5 jogos complicados: fora com o Moreirense, casa com o Estoril, fora com o Arouca, casa com o Braga e fora com o Rio Ave.

Portanto disputaremos os dois jogos caseiros mais complicados do que resta da competição, à excepção da recepção ao Porto, e ainda teremos deslocações a terrenos propícios ao empate ou a vitória pela margem mínima. 

Para o que resta da época projecto 4 grandes objectivos:
1º Bi-Campeonato
2º Vencer a da Taça da Liga
3º Finalmente derrotar o Braga esta época.
4º Receber o Porto com uma vitória e exibição ao nível da última recepção.
 

Infelizmente terminaremos a época sem uma vitória sobre o Sporting.


domingo, 6 de julho de 2014

Estratégias Sensacionais e a importância da ética



No fim de um livro que já me acompanhava há algum tempo, deparei-me com um capítulo que me remeteu imediatamente para as minhas preocupações com o nosso Benfica.
Passo a citar:


“Estratégias Sensacionais

Para lucrar com a inovação infinita, precisamos de focalizar a nossa energia em algumas dessas dimensões mais fugazes. A estratégia competitiva é um caminho que leva a lado nenhum. Precisamos de criar estratégias sensacionais, porque são estas que captam a atenção das pessoas com quem queremos fazer negócio. São as estratégias sensacionais que apelam aos cinco sentidos do homem, que abrangem as nossas emoções. A estratégia competitiva significa estar um passo à frente. A estratégia sensacional significa participar num jogo diferente.



A primeira estratégia sensacional diz respeito à ética. Os jornalistas actuais são peritos em vasculhar as nossas vidas. Numa “aldeia CNN”, a coscuvilhice global viaja à velocidade da luz. A transparência total vai desmascarar quem não tem escrúpulos. As pessoas e as empresas que não entendam isso podem ser transferidas do Passeio da Fama para o Passeio da Lama. Pelo menos neste sentido, uma economia de mercado é profundamente democrática. Os clientes votam com o dinheiro; um euro, um voto. Os competentes votam com as mentes; uma ideia, um voto. Não há capitalismo sem representação. Se recorrermos ao trabalho infantil ou não nos preocuparmos com o meio ambiente, os clientes irão fazer negócio para outro lado. O mesmo se aplica à maioria dos investidores e intelectuais. Poucas pessoas querem trabalhar e investir em empresas tóxicas, como Jeffrey Pfeffer, da Universidade de Stanford, prefere chamar-lhes.






As empresas querem deixar cada vez mais transparecer os seus cuidados. Por exemplo, a Toyota está a desenvolver árvores que absorvem gases tóxicos. Os cuidados precisam de ser acompanhados pela credibilidade. As empresas funky têm ética total. A ética deve dizer respeito a todos e a tudo numa empresa, deve ser continuamente praticada em toda a parte. Não podemos ser apenas um pouco éticos ou meramente éticos quando nos convém. A ética é absoluta.



Numa era de afeição e abundância, a ética também é uma arma competitiva poderosa. Pode fornecer um meio de diferenciação – raramente tem sido plenamente explorada pela concorrência. Podemos usar a ética para atrair novos clientes e funcionários. Hoje em dia, as EOVPT encontram as PVPE: Empresas Onde Vale a Pena Trabalhar encontram Pessoas que Vale a Pena Empregar. Como empresa, conseguimos os funcionários que merecemos e vice-versa. Não esperemos mais nada para além disso. Nesta perspectiva, uma empresa funciona como um peixe. Apodrece da cabeça para baixo. Se a direcção da empresa não fornecer bons modelos, por que é que os restantes elementos da empresa deveriam comporta-se como bons cidadãos?”

Retirado do livro Funky Business do Jonas Ridderstrale e do Kjell Nordstrom.