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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Momento Futebolistico na Luz



Vem aí o jogo com o Belenenses, a estreia na Champions e a deslocação ao Dragão.

A paragem para as selecções veio no momento certo para a equipa de Rui Vitória (ou da super-estrutura, ainda estou para perceber). Esta paragem no campeonato não pode nunca ter significado descanso, muito pelo contrário.

A pré-época foi um desastre. Já é comum. Antes era assim porque tínhamos um treinador que precisava de 5 meses e agora é devido ao desastroso planeamento do mês de Julho e Agosto.
Neste contexto esta paragem no campeonato surge como uma oportunidade para o treinador e jogadores recuperarem muito do tempo perdido.

Vimos de duas derrotas em 4 jogos. Vimos de 4 exibições pouco convincentes. Vimos de dois jogos na Luz onde trememos contra o Moreirense e demorámos 70 minutos para nos conseguirmos superiorizar ao Estoril.
Mas pior que isto tudo é olhar para o futebol desligado da equipa. Os sectores estão desligados. Os jogadores estão desligados entre si. A equipa está desligada das ideias do treinador. As contratações não fazem sentido com as ideias do treinador. E o próprio treinador está desligado das suas próprias ideias.

Falhas defensivas, um meio-campo permeável e um ataque sem ideias.

O reforço do plantel foi feito à medida do antigo treinador, baseado em jogadores de ataque para um futebol de transição e não de construção.
O próprio treinador tenta não alterar muito o trabalho feito nos últimos anos. O problema é esse ser um trabalho que ele não compreende, que ele não sabe interpretar e é principalmente um trabalho que não é seu.
Rui Vitória usa o mesmo sistema táctico, com todas as suas fragilidades e permeabilidades, e tenta incutir nele uma filosofia de posse de bola e de construção de jogo. Não resulta.
A equipa tenta construir jogo a partir da defesa mas pressionada tem graves problemas em fazer circular a bola sem a perder. Mesmo não pressionada fica sem ideias a partir do meio-campo, recorrendo constantemente aos cruzamentos para a área.

Neste momento já nem me importa se a filosofias futebolística de Rui Vitória tem qualidade ou não. Neste momento quero é ver o treinador do Benfica livre de amarras a trabalhar uma equipa para ter a sua identidade. Quero ver as ideias de Rui Vitória no campo. Quero poder julgar o treinador Rui Vitória pelo seu trabalho e não pelos seus receios.
Chega de ceder às pressões da super-estrutura.

O futebol do Benfica neste momento não é carne nem peixe, não é Vitória nem Jorge Jesus.

Eu gosto de um futebol de construção e de equilíbrios. Contudo é essencial ter os intérpretes certos nos lugares certos para tal futebol não se tornar passivo, inofensivo e desinspirado.

Nesta altura o futebol do Benfica resume-se a Júlio César a safar na defesa e à dupla Nico-Jonas a fazer a diferença no ataque.

Algo que não percebi neste mercado de transferências foi a inexistência de um reforço tanto para substituir o Maxi como para substituir o Eliseu (problema vindo da época transacta)
Foi renovado o empréstimo ao Sílvio, que parece pronto para mais uma época só de Seixal, e contratou-se o Marçal que por esta altura já anda pela Turquia.

No centro da defesa o grande problema reside no péssimo momento exibicional do Luisão. Inicio de época muito fraco, à imagem do que aconteceu em 2013-2014. As exibições do capitão podem estar também a ser prejudicadas pelo seu desconforto neste Benfica (mais ou menos) de Rui Vitória.

O meio-campo é a base da filosofia do nosso treinador, o qual optou pelo caminho mais fácil: apostar na dupla da época passada. Não está a funcionar.
Defensivamente o Samaris deixa muito a desejar. Ofensivamente o Pizzi está muito limitado pelo seu posicionamento e só parece conseguir fazer a diferença quando recorre aos remates a meia-distância.
Com Fejsa, Djuricic e Cristante no plantel, não se justifica esta dupla. Aqui o Rui Vitória pode e deve fazer muito melhor.

Nas alas temos o Nico (continuo a achar que seria melhor aproveitado no centro) e a lesão do Salvio. Não consigo entender a saída do Sulejmani.
Esperava um reforço de peso para substituir o Toto mas tal não aconteceu.
Neste momento, tirando o Nico, temos para as alas o Guedes, o Victor Andrade e o Carcela. Muito curto.
Depois desta pausa no campeonato está na hora do Carcela começar a justificar a sua contratação.
Para a posição do Salvio também temos jogadores como o Djuricic, Pizzi e Taarabat (outro que tem de ter aproveitado esta pausa para recuperar a forma física). Aliás, acho que faria mais sentido utilizar o sérvio ou Pizzi em vez do Victor Andrade.

No ataque há Jonas. Só Jonas ou Jonas mais um ou Jonas mais dois.
Sempre pensei que o Rui Vitória iria jogar só com um avançado. A contratação do Mitroglou e do Jimenez têm de contrariar essa possibilidade.
Jogando com 2 fica a questão de qual fica no banco. O grego? O avançado 18M? Ou o Jonas?

Uma situação com a qual não concordo é a utilização à força do Mitroglou neste início de época. Notou-se que nestes primeiros jogos andou perdido em campo, um corpo estranho ao nosso futebol e campeonato. Não se sei isto mostra o desespero do treinador ou a falta de soluções que dispõe.

As expectativas estão em baixo neste arranque de campeonato mas nem tudo é mau.

O Júlio César está num excelente momento de forma.
O Nico e o Jonas continuam no plantel.
O Lisandro parece começar a assumir-se no centro da defesa.
O Nélson Semedo, apesar de normais carências defensivas, parece poder começar a ganhar um lugar de destaque na equipa. Ofensivamente é muito bom.
No jogo com o Estoril o Rui Vitória mostrou ter uma excelente capacidade de leitura do jogo. Pena parecer ter estagnado nesse momento.

Exige-se uma prestação convincente com o Belenenses e com o Astana na Luz.
Quero ver mais Rui Vitória em campo, mais fluidez, mais Luisão, mais Djuricic e mais Cristante.
 
A super-estrutura já perdeu este campeonato mas o treinador Rui Vitória ainda o pode ganhar.


Se o Rui Vitória não começar já a apostar nas melhores opções irá chegar a altura em que será tarde demais para o fazer (rotinas e ritmo competitivo).

Meu 11 para o Belenenses:

Júlio; Nélson; Luisão; Lisandro; Almeida; Fejsa; Cristante; Djuricic; Nico; Jonas; Mitroglou. Deixo a dúvida entre o grego e o Carcela.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pedro Demagogo Guerra e o Camião de Sérvios




Na expectativa pelo anúncio do treinador, na expectativa pela renovação do Maxi e na expectativa da venda do Nico, andei a passear pela internet e deparei-me com esta pérola do Pedro Guerra na CMTV.
Já tem um ano mas a demagogia e peixeirada deste comentador são muito actuais.

Pedro Guerra, na sequência dos vários títulos nacionais que conquistámos em 2014, decidiu, como já é seu apanágio, atacar todos aqueles que alguma vez criticaram algo feito pela presente direcção. Neste caso o assunto era os sérvios.

No Verão passado muitos fomos aqueles que fizemos referência ao “camião de sérvios” que tinha chegado à Luz. A questão não se prendia na qualidade individual dos jogadores mas sim no motivo que justificava a chegada simultânea e inovadora de tantos jogadores sérvios ao clube. Aliás, com tanta promessa à volta da Formação, ficou a dúvida se tal Formação seria a sérvia e não a do nosso clube.

O termo “camião de sérvios” surgiu com a chegada do Markovic, Sulejmani, Djuricic, Mitrovic, Uros e Filip. Depois também veio o Fejsa. Portanto 6 + 1.

No final da época o Benfica foi campeão. No final da época o Markovic provou ser uma enorme mais valia e o Fejsa mostrou ser um jogador que poderia ser importante na equipa principal.
Com base nisto o Pedro Guerra decidiu atacar todos os que falaram no camião de sérvios, mostrando uma foto onde figuram Markovic, Fejsa, Sulejmani e Djuricic.

Alguém me diga o que é que Pedro Santos conseguiu provar com esta atitude? À data o Sulejmani foi um jogador secundário. À data o Djuricic foi um jogador terciário. E quanto ao Uros e ao Filip? E quanto ao Mitrovic?
E já agora, um ano depois como foi o rendimento destes jogadores no Benfica? Actualmente o que é feito deles?

O Benfica foi campeão com mérito. O Benfica contratou muito bem o Fejsa e o Markovic. Daí a poder atacar e apontar o dedo aos que falaram no “camião de sérvios” vai um longo caminho.
Ser campeão não prova que tudo o que se fez foi bem feito. Um jogador quando prova o seu valor não prova também o valor de outros 4.

O Benfica foi campeão? O Jonas brilhou? Então vamos a ver e tanto o Benito como o Derley como o Candeias foram excelentes contratações.

Todo este teatro e demagogia servem só um interesse e infelizmente não é o de defender o Benfica mas sim o de atacar e rebaixar todos aqueles que algum dia fizeram qualquer critica ao Vieira.

Parabéns Fernando Guerra, fizeste bem o teu trabalho. É que quanto mais gritas, insinuas, mentes e insultas, menos os outros têm paciência para pensar sobre a lógica do que estás a querer mostrar com essa foto na tua mão.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 5)


Em terras de sua majestade o Chelsea já é rei.

Falta uma jornada para terminar a Premiership e a equipa de Ramires e Matic lidera o campeonato com 8pts de vantagem. Depois de 4 anos sem se sagrar campeão, o Chelsea conquista este ano o 5º título da sua história.
Ao campeonato junta também a conquista da Taça da Liga, tendo derrotado o Tottenham na Final.
Foi na Liga dos Campeões que as expectativas foram defraudadas. A equipa de Mourinho não foi além dos Oitavos, caindo em Stamford Bridge perante o PSG.

Esta época o Manchester City não mostrou andamento para lutar pelo título. Valeu-lhe a inconsistência do Arsenal para conseguir já ter garantido o 2º lugar.
Tal como os Blues, os Citizens e os Gunners caíram nos Oitavos da Champions. O City não aguentou o poderio do Barça e o Arsenal caiu frente ao Mónaco depois de uma derrota por 1-3 em Londres.

Arsenal e Manchester United completam o top-4 e os lugares de acesso à Champions.
A equipa de Londres deverá manter o seu lugar no pódio pois tem uma vantagem de 3pts sobre o United do Di Maria.
O Arsenal tem agora o seu foco na Final da Taça que irá disputar com o Aston Villa.

O 5º lugar, que dá acesso à Liga Europa, está a ser disputado pelo Liverpool, Tottenham e Southampton.
Os Reds têm vantagem nesta luta. A equipa do Markovic parte para a última jornada com mais 1pt que o Tottenham e mais 2pts que o Southampton.
O 5º lugar na Liga e o 3º lugar no grupo da Champions, atrás do Basileia, mostram que este Liverpool ainda tem um longo caminho a percorrer para começar a fazer jus à sua história. Além disso, a equipa de Anfield foi batida, nos penalties, pelos turcos do Besiktas logo nos 16-avos da Liga Europa.
Também o Tottenham não foi além dos 16-avos, tendo sido eliminado pela Fiorentina.
O Southampton, com a liderança do Ronald Koeman, caiu de rendimento na segunda volta do campeonato. O 5º lugar pode ser o culminar de uma época muito bem conseguida e que contou com o contributo do nosso Djuricic e principalmente do José Fonte.

Também o Everton representou Inglaterra na Liga Europa e também o Everton caiu mais cedo do que o expectável. Depois de atropelar o Young Boys, os Toffees não tiveram pedalada para Dynamo Kiev e caíram nos Oitavos.

Com o 8º lugar assegurado está o Swansea. O nosso emprestado Nelson Oliveira deu o seu contributo na época dos Swans mas este foi mais um empréstimo marcado pelas lesões.

Despromovidos estão já o QPR e o Burnley.
A lutar pela manutenção estão o Newcastle e o Hull City. Os Magpies têm a vantagem pontual (2pts) e a vantagem no calendário. Enquanto o Hull vai receber o United, o Newcastle irá receber o West Ham.

O Kun Aguero lidera a tabela dos melhores marcadores. Os seus 25 golos são seguidos pelos 20 do Kane e os 19 do Diego Costa.
De destacar as 18 assistências do Cesc Fàbregas, mais 8 que o Di Maria e o Sigurosson.
Este primeiro ano em Inglaterra não correu de feição nem ao Di Maria nem o Markovic. A uma jornada do fim o argentino leva 3 golos e o sérvio 2. Apesar das incertezas à volta do Di Maria, este consegue somar 10 passes para golo.
O N.Oliveira conseguiu estrear-se a marcar na Premier. Já o Djuricic ainda não marcou qualquer golo.

É um final de época pouco surpreendente em Inglaterra.
O Chelsea não deslumbra mas apresenta mais consistências e estofo que os seus rivais mais directos.
O City ataca cada campeonato com a força das suas finanças. É este poderio financeiro que lhe permite lutar pelo título. Falta no clube alguém que goste e perceba de futebol e que tenha liberdade para gerir o plantel sem as pressão dos cifrões.
O Arsenal continua a ser a equipa que apresenta o futebol mais atractivo da Premiership. Falta maturidade e equilíbrios no plantel para poder ser um sério candidato ao título.
O United continua à procura de recuperar da despedida ao Sir Alex Ferguson. Com Van Gaal a equipa parece estar a construir uma nova identidade com uma grande revolução no futebol da equipa de Old Trafford, a qual levou ao sacrifício de toda a primeira volta do campeonato.
O Liverpool também é um clube em fase de renovação. Procura ainda recuperar a sua identidade e a saída do Gerrard é um contratempo para este processo.
Conta com estrelas como o Coutinho, Sterling, Sturridge e Markovic mas precisa construir um melhor suporte para as elevar e se elevar.

O futebol inglês tem de encontrar uma solução para a pouco produtividade das suas equipas nas competições europeias.
A Premiership é provavelmente o campeonato europeu mais competitivo e intenso, as equipas inglesas são bem treinadas e estão recheadas de talento, mas nada disto se tem espelhado na Europa.
O desgaste na época do Boxing Day é possivelmente um dos factores responsáveis por isto.
 

No final desta época fico com algumas perguntas na cabeça:

Com um City mais motivado e um United com os processos mais trabalhados, o Chelsea tem futebol para fazer o Bicampeonato?

O Wenger tem condições para voltar a vencer com os Gunners? E capacidade?

O Nélson deverá voltar ou ficar mais um ano na Premiership?

O Markovic tem lugar no Liverpool enquanto titular?

O que está a falhar nas campanhas europeias dos clubes ingleses?


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sem rumo

Djuricic muito próximo de sair do clube. É este o problema: falta de estratégia, ausência de coordenação entre as ideias do técnico e as compras efectuadas. Avançámos 8 milhões de euros num excelente jogador que, pelas características que tem - é potenciado a «10», nunca a segundo avançado ou encostado numa ala -, não se enquadra no modelo de Jorge Jesus.

Agora irá de empréstimo para nunca mais voltar. Sidnei-Sete-Milhões e Ola John-Nove-Milhões conhecem o conceito. E tantos outros que, somados, mostram o porquê de o Benfica estar endividado até ao pescoço. Enquanto se enganam os adeptos e se destrói uma equipa campeã, enquanto se justifica esta absurda sangria com o endividamento (do qual os dirigentes são os únicos responsáveis), temos enterrados milhões de euros em jogadores emprestados. 

Já só apoia isto quem ou é muito cego ou tem algum interesse pessoal. 

sábado, 23 de novembro de 2013

Um bom resultado num jogo com péssimos sinais

Mau jogo. Uma análise que não seja inundada pelo resultado - que é o que convém a qualquer análise, ao contrário do que é normalmente feito pelos adeptos - dirá que os sinais são de preocupação. Porquê?

- Porque Jesus demonstra que não viu as melhorias de ter 3 jogadores no miolo. Basta uma lesão para voltar a colocar dois jogadores mais avançados - Djuricic, que é um óptimo 10, passa o tempo nas mãos de Jesus a fazer de segundo avançado. Já o excelente segundo avançado Markovic vai perdendo talento e confiança encostado à linha.

- Porque continuam as lesões. Tendo em conta que a equipa técnica é a mesma, só pode ser consequência de mudança de tipo de treino. Seja o que for, revela incompetência. São lesões a mais para apenas 3 meses de época.

- Espera-se que aqueles que adoraram ver o treinador do Benfica a manchar a História do clube com um comportamento indecente estejam felizes: agora não temos treinador durante um mês, com o óbvio prejuízo para a vertente desportiva - mais um sinal do caos e anarquia que reina na estrutura. Para a próxima vez que defenderem a violência por parte de gente que representa o nosso clube, já que perderam os princípios todos, ao menos sejam calculistas e pensem naquela que pode sair prejudicada pelos imbecis comportamentos de Jesus: a equipa. Sim, aquela que gostamos de apoiar.

- O jogo resolveu-se num momento de inspiração do melhor em campo: Matic. Colectivamente, estivemos próximos do zero.

(editado) O Nacional foi ao Dragão abrir as pernas, empatar e dar-nos a possibilidade de ficarmos a apenas um ponto. Mais uma teoria conspirativa que vai para o cano. Também houve um penálti a favor do Porto que não foi marcado. Imagino que este não entre na contabilidade dos maluquinhos das conspirações. Trabalhem. Sejam competentes. Sejam Benfica. E não alimentem os adeptos das alucinações.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Não há razão para mudar

Como já aqui escrevi, ainda que Jorge Jesus não o admita, a inclusão de Ruben Amorim no 11 do Benfica, produziu uma inegável modificação tática e de processos na equipa que, pelas exibições produzidas, se traduziu numa melhoria substancial no rendimento da equipa. E digo apenas pelas exibições produzidas e não refiro os resultados, porque essas exibições não tiveram correspondência absoluta em resultados por sucessivas e graves falhas nos lances de bola parada defensivos.

Com Ruben Amorim o Benfica organiza-se naquilo que Jaime Pacheco apelida, e bem, de um 4-3-3 envergonhado, pois Markovic não aparece como um ala/extremo puro, antes como o jogador que mais vezes aparece no flanco direito. Diria que a tendência natural dos jogadores será para se organizarem nesse 4-3-3 em processo ofensivo, com Gaitan pela esquerda, Cardozo pela zona central e Markovic como “vagabundo” com liberdade de movimentação a toda a largura do terreno, sendo apoiados por um trio de médios que tem em Matic o seu elemento mais recuado, em Ruben Amorim a sua unidade de trabalho e de transição e em Enzo o jogador mais liberto na missão ofensiva.

No momento defensivo a equipa varia entre o 4-5-1, com Markovic e Gaitan a fecharem nas alas, juntando-se ao trio de médios, formando assim uma linha de 5 na zona intermédia (com Matic ligeiramente recuado face aos demais) e um 4-4-2 quando Markovic não fecha sobre a ala direita, deixando essa missão entregue, por norma, a Ruben Amorim, sendo que o Sérvio permanece na frente com Cardozo.

Com a lesão de Ruben Amorim, existirá a tentação natural para se alterar o que foi feito no final dos jogos com o Nacional e Académica, e a quase todo o tempo nos jogos com Olimpiakos e Sporting, por ter “caído” o principal interprete desta mudança.

Quanto a mim, e porque o jogo que se segue é com o SC. Braga (longe do melhor Braga dos últimos anos, mas ainda assim, uma das melhores equipas da nossa liga), não há razões para se alterar o que está bem feito. É verdade que o plantel não foi organizado tendo por ideia base o novo sistema tático (basta atentarmos ao numero de médios que o plantel possui para percebermos isto), também não é menos verdade que neste momento não temos nenhum outro médio disponível que seja capaz de dar à equipa o que dá Ruben Amorim, todavia os benefícios aportados com a mudança são tão evidentes e tamanhos que mudar agora seria retroceder ao ponto de partida deste processo evolutivo.


Vejo em André Gomes e, no limite, em Djuricic, elementos perfeitamente capazes de integrarem o 11 nesta nova organização tática, desde que ocorram as respetivas nuances táticas inerentes à saída de alguém como Ruben Amorim e à entrada de alguém eminentemente criativo. E essa nuance, prende-se essencialmente com a entrega do papel até aqui desempenhado pelo médio português a Enzo e o papel deste entregue a uma das unidades que referi, nada mais. Tudo que passe além disto, será voltar ao tão amado 4-4-2 de Jorge Jesus e a tudo o que ele tem de melhor e pior. E quanto a mim o que esse modelo tem de melhor não chega para superar o que tem de pior em jogos de patamar competitivo superior como é o jogo com os bracarenses e o jogo imediatamente seguinte para a liga dos campeões com o Anderlecht.

domingo, 14 de julho de 2013

Boas impressões: Lisandro, Mitrovic, Sílvio, Markovic, Djuricic.

De volta aos jogos.



Muitas semanas, reforços e algumas dispensas depois, podemos ver novamente em acção os jogadores por quem acalentamos esperanças e a quem desejamos o maior sucesso possível. O adversário, Etoile Carouge de seu nome, estava longe de entusiasmar, mas a sede de voltar a ver a nossa equipa e as nossas caras novas, era mais que muita e por si só suficiente para nos prender ao ecrã da Benfica TV nesta sua nova etapa.


A equipa não desiludiu, mal seria que assim fosse, e conseguiu um resultado robusto, numa altura e com um adversário em esse mesmo resultado menos interessa. Os golos foram muitos, variados e até dos reforços. Não deu para ver muito das novas caras, mas já deu para serem retiradas algumas ideias iniciais e, por isso, já foi suficiente para se dar inicio à construção daquilo que poderemos ver no futuro.


Sem surpresa, Sulejmani e Djuricic, dos reforços, foram os que mais deram nas vistas, não só por serem os que trazem mais e melhores referências, mas sobretudo por ter sido um jogo de (quase) sentido único e onde não deu para ver Lisandro, Mitrovic, Bruno Cortez e Silvio mostrarem as credencias que podem ter levado às suas contratações.


Do magote de Sérvios do plantel, Djuricic foi o que brilhou, na minha opinião, com maior intensidade, fez duas assistências para os dois primeiros golos, teve participação importante no terceiro golo e foi demonstrando alguns pormenores de classe. Apareceu muito perto de Lima, mas com larga amplitude e liberdade de movimentos, aparecendo preferencialmente no flanco onde ia estando a bola, ora a entrar no espaço entre o central e lateral, como na assistência para o 2º golo, ora aproximando a Lima, como no 3º golo, onde pode fazer combinações rápidas com o extremo, ponta-de-lança e médios. Faltou-lhe um pouco de acutilância na hora de finalizar, mas nada que o tempo e trabalho não resolva. O jovem 10 não foi muito participativo no início de construção ofensiva, penso que por opção táctica de Jorge Jesus, mas parece-me que, em jogos de grau de dificuldade superior, uma maior participação de Djuricic na hora de construir só beneficiaria a equipa, mas esperemos para ver mais e melhor.


Quanto a Sulejmani marcou dois golos tendo por principio a mesma movimentação táctica, ou seja, as diagonais interiores, ora aquando do deslocamento do avançado de referencia para a ala esquerda, como no seu 1º golo, ora no aproveitamento do espaço deixado nas costas dos centrais adversários que foram atraídos pela movimentação de aproximação de linhas feita pelo ponta-de-lança, como no seu 2º golo. Este tipo de movimentação parece-me poder ser benéfica para o Markovic que actuou do lado esquerdo do ataque e de quem pouco ou nada se viu, ainda que haja a atenuante de ter sofrido uma pequena mazela muscular nesta ultima semana.


Como já referi, dos restantes reforços (todos eles defensivos) nada de especial deu para ver, ainda que tenha notado um erro posicional grave a Mitrovic que não trouxe maiores problemas por fora-de-jogo do adversário, ao deixar demasiado espaço entre ele e Lisandro; e deu ainda para ver que Bruno Cortez é um lateral que adora atacar, mas que apresentou algumas deficiências técnicas ao nível do passe e demonstrou demasiado gosto para individualizar as jogadas mesmo em zonas de risco, coisa que com adversários de maior valia pode trazer alguns dissabores. Ainda assim, para esta gente parece-me mais sensato aguardar por jogos com grau de dificuldade maior, como o que acontece já hoje com o Bordéus, para avaliar melhor as suas capacidades.


É ainda justo de assinalar a boa entrada na partida de Urreta e o bom golo que marcou, ainda que não tenha actuado na sua posição de origem. Pelo menos, demonstrou vontade de trabalho para tentar fazer parte do plantel.


Por último, parece-me importante destacar a relação difícil, mas mediática, entre os jornalistas da Benfica TV e os mosquitos Suíços.

domingo, 30 de junho de 2013

As soluções...



A pré-epoca aproxima-se, o dia de arranque dos primeiros trabalhos é já amanha, e como já aqui foi escrito pelo Ricardo, as duvidas sobre o plantel são mais que muitas, e eu, em jeito de complemento do que foi dito pelo Ricardo, e para que não digam que só apontamos problemas e não soluções, proponho-me tentar apontar algumas soluções para os problemas encontrados.


Com a chegada de Djuricic, o Benfica assegura um organizador de jogo de qualidade extra e que, quanto a mim, justifica a aposta num sistema de jogo (diferente de modelo) ligeiramente diferente do que tem sido habito em Jorge Jesus no Benfica, mas muito semelhante ao que foi aposta na sua 3ª época ao comando da equipa e que passava por um trio de meio campo de luxo, com o qual Jorge Jesus conseguiu o Benfica mais equilibrado da sua era, na minha opinião, falo claro está, do trio composto por Javi-Witsel-Aimar. Embora JJ preferisse sempre dizer que o sistema era o mesmo, mas composto por jogadores diferentes, logo, com dinâmicas diferentes, eu prefiro achar que, com este trio, o Benfica jogou muito mais próximo do 4x2x3x1 do que do tal 4x1x3x2 com um dos avançados claramente mais recuado que o outro. Já sem Aimar e Witsel, mas com a chegada de Djuricic, parece-me o momento ideal para o regresso táctico ao melhor passado de JJ no Benfica, relembro que foi com aquela disposição no miolo que o Benfica chegou aos ¼ de final da Liga dos Campeões e não acredito que sejam factores dissociáveis, apostando então numa “tripla” que pode ser composta por Matic-Enzo-Djuricic, isto se Matic não abandonar o clube entretanto.


Esta minha breve introdução daquilo que acho que deve ser o sistema táctico predominante da equipa para a próxima época, serve essencialmente para justificar a minha única discordância em relação ao que foi escrito pelo Ricardo, isto é, com esta disposição táctica, o Benfica passará a jogar com um único ponta-de-lança puro, logo, mesmo que Cardozo não permaneça, parece-me desnecessária a chegada de um novo nº 9, e porquê? Para assumir a titularidade teremos sempre Lima, jogador que na sua primeira época apresentou um registo impressionante e que deu provas de ser capaz de assumir o papel de maior referência ofensiva da equipa. Como opção para a rendição de Lima teremos sempre Rodrigo, jogador que parece estar no ponto para se ir afirmando, sendo que ainda não goza do estatuto de jogador completamente “afirmado”, ajudando na gestão de espectativas e egos dentro do plantel. Para terceira opção, há Nelson Oliveira que, depois de um ano horribilis no Corunha, começa este ano como o ano do “sim ou sopas” para a sua afirmação, até porque estamos em ano de mundial, competição onde ele pode alimentar legitimas aspirações a estar presente no Brasil com a selecção nacional. Em suma, para um sistema que contemple um único avançado puro, parece-me exagerado haver mais que 3 avançados no plantel, sendo que Rodrigo e Nelson Oliveira poderão viver no respaldo de Lima e de não serem as referências máximas do ataque encarnado. Para alem destes, ainda há Markovic, que vejo mais como jogador de faixa, do pouco que vi, mas de quem se diz poder ser também um avançado de eixo central, ainda que preferencialmente nas costas de outro que seja mais referencia.


Para o lugar de lateral direito, seguindo a mesma linha de raciocínio de que há Maxi Pereira (ainda que ache que não tem nível para ser titular indiscutível do Benfica) para assumir a titularidade num primeiro momento, podendo por isso, servir de respaldo para o aparecimento de um jovem, aponto duas soluções, uma interna e outra externa: A interna – João Cancelo, jovem que na época passada “flutuou” entre e equipa B e os juniores e que se encontra na Turquia com a selecção de sub20 a disputar o mundial daquele escalão, pode ser uma aposta arriscada, mas com a vantagem de ser uma aposta de baixo custo. Acho que para ele, o mais benéfico seria o de rodar numa equipa da 1ª liga portuguesa no próximo ano (já não lhe vejo grande margem de progressão na equipa B e 2ª liga), antes de ser “atirado” para a equipa principal, sobretudo para o ajudar a refrear um pouco os ânimos “agressivos” que parecem ser alguns e perigosos, voltando então ao Benfica posteriormente, para aí sim assumir um lugar no plantel principal. Este possível empréstimo deverá passar por um clube cuja constituição do plantel lhe possa “assegurar” uma utilização regular, sugerindo eu o Vit. Guimarães, que se prepara para ver Alex dizer adeus à sua carreira. Quanto à solução externa – Lucas Marin, lateral direito Argentino de 21 anos que actua no Boca Juniors, que apareceu na primeira equipa este ano e, do que vi, me parece um lateral muito equilibrado, ou seja, que ataca a preceito, mas que antes de mais sabe defender e não perder posicionamentos, sendo também competente no jogo aéreo e na ajuda aos centrais, fazendo-se valer do seu 1.83m. Esta solução será, claramente, mais cara que a primeira, mas parece-me possível, podendo assumir posteriormente, o papel em relação ao João Cancelo que Maxi pode assumir em relação a si, ou seja, o do tal “respaldo” para o aparecimento do jovem. No caso do lateral direito, caso o Benfica tivesse achado que o necessário mesmo seria a contratação de alguém capaz de assumir a titularidade já, poder-se-ia ter “atacado” Leandro Salino, mas agora já vamos tarde. Há sempre a solução Sílvio, que me parece boa, mas incerta pela sua recente propensão para lesões.


Para a posição de lateral esquerdo a solução afigura-se mais difícil de encontrar, pois é uma posição deficitária a nível mundial, logo, os melhores estão escolhidos e/ou são demasiado caros. Por isso, e não tanto pela existência de algum titular indiscutível no plantel, aponto dois nomes jovens, mas que me parecem com capacidade para se assumirem como titulares, falo de Lucas Digne (Lille) e de Daley Blind (Ajax). O primeiro, francês de 19 anos, começou a afirmar-se na primeira equipa do Lille no ano seguinte a estes terem ganho o campeonato francês, sendo, apesar dos seus 19 anos, um lateral já rodado no futebol profissional, inclusive com alguns jogos de Liga dos Campeões, mas que, por isso mesmo, pode ser uma solução demasiado cara para os cofres Benfiquistas. O segundo, holandês de 23 anos, vi-o no mais recente Europeu Sub21, e pareceu-me, ao contrário do que vem sendo hábito dos laterais holandeses, um lateral com qualidade posicional, sem ser demasiado defensivo, sendo que a solução Lucas Digne me parece uma solução mais solida. Há ainda Gianni Rodriguez, jovem uruguaio que já pertence aos quadros do Benfica, mas para aposta nesta solução, parecia-me indispensável que o plantel dispusesse do tal lateral esquerdo titular indiscutível.


Para alternativa a Matic, poderíamos enveredar por uma solução que passasse por um jogador já feito, mas sem a “reputação”/qualidade suficiente para colocar em causa o sérvio, ou seja, um jogador capaz de tapar as “falhas” de Matic, mas não o suficiente para lhe fazer sombra na equipa titular ou, por oposição, a solução pode passar por um jogador jovem que possa ir evoluindo à sombra de Matic. Para a primeira linha de raciocínio, aponto André Leão do Paços de Ferreira, um jogador já “formado” (28 anos) e perfeitamente identificado com a posição e futebol português. Sabe defender e bem, mas também ajuda na construção ofensiva, não tem, até pela idade, muita margem de progressão, mas acho que tem qualidade para dar segurança ao treinador de ter nele uma opção credível para as “deixas” de Matic. Para a segunda linha de raciocínio, vejo na actual selecção portuguesa de sub20 duas soluções possíveis ainda que completamente diferentes entre si, quer no que diz respeito aos jogadores quer no que concerne à possível negociação com os respectivos clubes. Falo de Agostinho Ca do Barcelona e Ricardo Alves do Belenenses. O jovem que passou a época passada na equipa B dos blaugrana já demonstrou algum interesse em voltar a Portugal, nomeadamente para o Sporting, pelo que não seria disparatado uma tentativa de empréstimo com opção de compra por parte do Benfica. Agostinho cá é um jogador com bastante intensidade defensiva e óptima capacidade de passe, sendo por isso um jogador algo semelhante a Matic, sendo que é, consideravelmente mais baixo e, por consequência, mais débil no jogo aéreo e ajuda aos centrais. Quanto a Ricardo Alves, fisionomicamente mais próximo de Matic, mas futebolisticamente mais afastado, ou seja, parece ter boa capacidade de posicionamento defensivo, sendo que está habituado a fazer aquela posição sem acompanhamento, mas na saída de jogo opta muitas vezes (considero mesmo demasiadas) pelo passe longo à procura das costas da defensiva adversaria, ou seja, defensivamente assegura qualidade, mas ofensivamente, parece-me algo limitado e “impaciente”.


Para o lugar de nº 8, como alternativa a Enzo, se Jorge Jesus optar pela via que logo no inico referi, a tal do trio de médios, parece-me que André Gomes e Ruben Amorim, a que se pode juntar Diego Lopes (que esteve emprestado ao Rio Ave) podem ser alternativas credíveis ao Argentino, pois são jogadores menos intensos, mas que por via de terem mais um jogador na ajuda defensiva e ofensiva (o tal 10 que seria Djuricic) podem perfeitamente fazer o lugar sem grandes sobressaltos. No entanto, se Jorge Jesus insistir na ideia de manter 2 avançados puros na equipa, aí já duvido mais das capacidades de qualquer um destes 3 jogadores para fazerem a posição com competência exigível. Nesse caso, e uma vez “perdido” Carlos Eduardo, vejo também na selecção holandesa sub21 3 boas soluções, sendo que uma delas já não deve estar ao alcance do Benfica, falo de Kevin Strootman (o tal que não deve ser alcançável) jogador pertencente aos quadros do PSV, com 23 anos e capitão daquela selecção; há ainda Leroy Fer, jogador pertencente ao FC Twente, também ele com 23 anos, passada larga, quase 190cm de altura e facilidade de remate com ambos os pés; e por último e, talvez o mais discreto, Marco van Ginkel do Vitesse, com 20 anos, e por quem o Benfica já se terá demonstrado interessado.


Como podem perceber, não falei em nenhum central por ser quase certa a chegada de Lisandro Lopez.