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terça-feira, 20 de março de 2012

E hoje, damos quantos?

Hoje acordei em modo Jorge Jesus. Para mim, é mais do que evidente que logo à noitinha não só ganharemos como daremos a maior goleada dos últimos 30 anos aos jogadores do demo. Uma humilhação tão ansiosamente esperada quando ardentemente desejada. Uma vingança, uma desforra, a vitória do Bem contra o Mal e todas essas verdades universais que sabemos constituírem a supremacia do lado bom do mundo sempre que o Benfica ganha ao Porto.

Logo num dia em que os medrosos ficarão em casa, logo quando muitos confundem ser do Benfica com ser das vitórias, logo na noite em que todos se sentarão no sofá, quase displicentes, à espera de mais uma derrota. Será hoje, nesse dia em que muitos desistiram e abandonaram o clube, que ele se reerguerá para uma noite triunfal. 

Depois não chorem não terem estado naquele que será o 5-1 mais falado nos próximos 10 anos.  




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sobre a ideia extravagante e certeira de apoiar o Benfica de qualquer forma possível

O problema ocidental está no politicamente correcto. Tudo é político e tudo é quase sempre correcto. Só há dois extremos: ou o bípede exalta-se a tal ponto que acaba em cuecas na jaula (não é essa) de Alcântara, entre putas, bêbados e brasileiros que ainda não descobriram se são homens ou meninas bonitas nas noites de Belém ou então serve-se da gravata que usa no escritório que o faz assemelhar-se quase a um humano e torna-se político. Prefiro o primeiro exemplo, mas também acho muita graça ao segundo. 

Isto porque a casota do Manelito não tem tabaco. Nem o Manelito nem as outras todas. Que raio de casotas são estas que nem tabaco têm? Podem vir os americanos comprar o país, é isso? Não se entende. Um gajo sai do jogo, vai beber um copo e acaba perdido sem cigarros que fumem as vitórias do Benfica. Felizmente, no meu caso, houve Diego, um ser extremamente dado, que passou a noite a distribuir cancro pela humanidade que se concentrava toda em redor do Estádio da Luz. Há mais disto: Diego tem a bonomia dos que pressentem a vontade dos outros e dá sem ser pedido. Isto vale muito nos dias que correm. Ao 5º cigarro que Diego ofereceu, apeteceu-me comprar-lhe uma pedra do Benfica. Daquelas com direito a eternidade em frente ao Estádio e tudo. Mas depois lembrei-me de que a pedra custa quase tanto como o iate do Vale e Azevedo e deixei-me de coisas. Na próxima, ofereço-lhe um maço e ficamos assim, porque a simpatia deve sempre ser reposta com juros. 

E depois há os que vêem o Benfica e a vida como algum concurso-maratona-conta bancária que acham que toda a gente tem o prazer de viver o Benfica da mesma forma. Não tem. Se chega pão e ervilhas a algumas casas, é bom e deve ser preservado. Assim como o benfiquismo. Pode parecer estranho a alguns cérebros demasiado ovais mas o Benfica nasceu sem viscondes nem caga-tacos que ostentassem os galões de marquise na lapela. O Benfica nasceu de gente simples e assim continuou. Construiu-se por dentro, às vezes comendo a paixão em detrimento da carne que sempre esteve muito cara. É por isso fundamental que nunca cheguemos ao lugar da soberba e desprezo pelas necessidades dos outros. Antes, e assim é que é bonito, devemos ir ao encontro dos que querem, dos que precisam, dos que comem Benfica ao pequeno-almoço e o bebem à noite como instinto de sobrevivência. 

O que se pretende, portanto, e sem mais delongas nem milongas, é que toda a gente do Benfica tenha direito a ver o autocarro cheio de estrelas e lhe possa prestar vassalagem. Com dois euros no bolso, se for preciso. Porque para cantar pelo Benfica ainda ninguém se lembrou de pedir taxa. Que assim continue.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O melhor blogue do ano (chupa, Tomás Pizarro!)

É este, evidentemente. 

Pelo menos é assim que o JNF, do Eterno Benfica, pensa. Quem somos nós para duvidar? Somos os melhores do ano, claro. Parece-me até injusto que haja segundo e terceiro lugares - no caso, o Céu Encarnado e o A Mão de Vata. Sim, são jeitosos, às vezes até roçam um certo anti-benfiquismo primário que se elogia e a que aqui se dará sempre guarida, mas sejamos claros: haverá melhor blogue a desfazer o benfiquismo que este?

O prémio é justíssimo e só peca por não trazer dinheiro envolvido que, como está explicado uns posts atrás, teria dado muito jeito nesta quadra festiva. Enfim, o mundo não é perfeito, Cláudio Ramos respira, Rui Oliveira e Costa mantém-se em zurros, ainda se sente no ar o cheiro de Estarreja dos fartos peidos de Pinto da Costa - saibamos nós o poder da resignação. 


JNF, no entanto, não se ficou pelo prémio de melhor blogue - o que faz todo o sentido, visto que se isto é um blogue (e há quem muito injustamente duvide) há-de ter posts e coisas escritas e até gente que os escreve. E, como tal, logicamente o escritor (já não escriba, mas criador de escrita) Ricardo recebeu, outra vez de forma lógica e evidente, o prémio de melhor blogger de toda a blogosfera benfiquista - mais um sinal da lucidez desarmante do sempre iluminado JNF. Não nos opomos. Concordamos, até. E, apesar da modéstia que sempre nos orienta, aconselhamos muito humildemente uma acção que julgamos de todas as formas justíssima: a foto do escritor Ricardo como wallpaper de todos os que nos lêem. Num sinal de afecto e regozijo pela possibilidade única de virem a este espaço ler coisas que, enfim, ponhamos isto no sítio correcto: não há em mais lado nenhum, exceptuando aqueles trechos de poesia extraordinária dos competidores a uma viagem ao Martim Moniz (com estadia paga) que a Dica da Semana, sempre vanguardista, oferece aos seus leitores.

Claro, a vossa esposa poderia por vezes questionar a razão pela qual apareceria um barbudo de óculos apaneleirados e um chapéu no mínimo questionável sempre que ligava o computador para ir ver o horóscopo. Mas nenhum homem é livre, lembrem-se disso. E honrem quem tem pelo menos a decência de não dar ao blogue o nome de "bimbolagartada" ou coisas asquerosas do género. Posso mandar-vos fotos minhas em outras poses - tenho uma plêiade delas na minha secreta pasta (com password, obviamente). Há uma em que visto de azul e branco e levo tatuado na testa a frase: "Reinaldo Teles só há um: o que congela bactérias e mais nenhum". Por exemplo. Mas podemos negociar.

O que acho mal nisto tudo é ter perdido para o Trainmaniac (outro dos maus benfiquistas - valha-nos isso!) o melhor post do ano, ficando num humilhante segundo lugar. E logo num post em que eu dizia que o Porto era uma boa equipa e o Falcao um extraordinário jogador! Doeu-me, claro, calou fundo no peito, confesso, mas atribuo a essa evidente falta de gosto do JNF a necessidade de espalhar o mal pelas aldeias. Magoado, aceito. E só espero que em 2013, quando todos estivermos no autoclismo cósmico, a justiça seja reposta.

No que concerne aos outros prémios, posso concordar aqui e ali. O Constantino, o Diego Armés, o Éter e o Pedro serão merecedores de alguma coisinha pequena. Não odeiam tanto o Benfica mas também têm as suas loucuras. Continuem a postar parvoíces que um dia chegam lá.

Pelo preço certo, dou workshops.