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sábado, 16 de agosto de 2014

Entrevista a Carlos Daniel - Segunda Parte

Luís Filipe Vieira tem afirmado por diversas vezes que o objectivo do clube passaria por ter cada vez mais jogadores oriundos da formação no plantel principal. Tomando esta ideia por absolutamente sincera, considera Jorge Jesus a escolha certa para o fazer?
Hoje parece-me uma evidência que essa ideia é apenas um slogan vazio, ao qual verdadeiramente não tem sido dada sequência nenhuma, treinador incluído.

O que acha de João Teixeira? Considera-o mais um 6 ou um 8? Vê nele potencial para um futuro titular do clube?
Sem dúvida um bom jogador e com potencial para isso. Mais um 8, parece-me, mas sem capacidade para ser, no imediato, o 8 que também é 10, no sistema  de Jesus. Lucraria com um terceiro médio criativo à frente. 

Nelson Oliveira, Bernardo, Ivan, Dawidowicz, Joao Teixeira, Cancelo merecem ou não estar na equipa A em detrimento de Luis Filipe, Sidnei, Jara, Artur? Ou seja, tendo em conta o desinvestimento claro por parte da Direcção do clube, não faria sentido apostar na evidente qualidade dos jovens da formação ao invés de continuar a confiar em jogadores que ou não o têm ou parecem não estar interessados em mostrar o seu valor?
É sempre simpático responder que sim a isso, qualquer que seja o clube mas a qualidade tem de prevalecer e os jogadores têm de saber aproveitar as oportunidades. Creio que foi tardia e receosa a aposta em André Gomes e que Bernardo Silva justificava mais oportunidades. Já quanto a Nelson Oliveira desaproveitou todas as que teve, Cancelo tem desaproveitado e de Dawidowicz ainda não se pode dizer nada. Ivan Cavaleiro não consigo explicar porque foi aposta e deixou de ser.

Talisca tem aparecido, nesta pré-época, a titular indiscutível na posição "8". Quais as mais-valias que tem em relação a, por exemplo, João Teixeira ou até Bernardo Silva (que é um jogador mais ofensivo)?
Promete muito como médio de transição (que Bernardo não é), com qualidade de passe indiscutível e muito potencial a desenvolver. Não me parece que algum dia vá ser um bom segundo avançado, como acaba de ser testado. É a melhor contratação do Benfica até agora, com Bebé a seguir.

É possível ao campeonato português ganhar competitividade sem perder a capacidade de fazer boas prestações na Europa? O campeonato holandês, por exemplo, antes desta fase do Ajax, ganhou competitividade, mas as suas equipas desapareceram das fases mais adiantadas a nível europeu.
É possível, sem dúvida, isso depende das receitas dos clubes mas não apenas, também de uma maior qualidade no trabalho da formação e num melhor aproveitamento dos valores nacionais.

Vislumbra a entrada de capital russo ou árabe e transformar o Benfica num Chelsea ou PSG?
Não me parece mas não consigo prever se vai acontecer ou não.

Se fosse Presidente do Benfica, e todos estivessem disponíveis nas mesmas condições, quem escolheria para treinar o Benfica: Leonardo Jardim, Fernando Santos, Jorge Jesus, Vilas Boas ou Marco Silva?
São todos competentes e, num determinado momento, todos poderiam treinar qualquer grande em Portugal, como já treinam ou treinaram aliás. (Sim, fugi à pergunta, que era boa). Atenção: não é fácil substituir Jesus no Benfica, pode haver mais um ou dois além dos citados (gosto muito também de José Peseiro e Vítor Pereira, tenho expectativa sobre a evolução de Nuno Espírito Santo) mas a elite fica por aí (com mais um ou dois).

Para além da óbvia necessidade de conquistar títulos de forma consecutiva, o que falta ao Benfica para conseguir quebrar a hegemonia do FC Porto?
Também depende dos adversários, que têm a mesma legitimidade de querer ganhar, mas diria que a ambição de ganhar é decisiva e o Porto tem-na tido em doses superiores às do Benfica ao longo dos anos.

Neste momento, e tendo em conta a preparação e organização dos plantéis, vendas e contratações, qual é a equipa favorita a ser Campeão Nacional?
Vai depender das entradas e saídas deste mês mas Benfica e Porto estão mais próximos este ano. O Benfica tem todas as condições para voltar a formar uma equipa forte e competir com o Porto que se reforçou muito bem, em qualidade e quantidade. O Sporting tem a vantagem de manter a estrutura, até ver, e de ter um excelente treinador mas continua atrás dos rivais.

Se pudesse mudar alguma coisa no futebol português, por onde começava?
Pela obrigatoriedade de os clubes das competições profissionais terem todos os escalões de formação, pela melhoria obrigatória da qualidade dos relvados (sob pena de ter de se jogar em casa emprestada) e pela definição de uma política global, e constante, em relação a preços de bilhetes (com promoção do futebol como jogo de toda a família).

Qual o jogador mais sobrevalorizado da época transata? E o que menos foi valorizado?
Não é fácil dizer mas o mais sobrevalorizado talvez tenha sido Lucho, que já não estava na plenitude e o Porto (de Paulo Fonseca) também perdeu por esperar dele o que já não podia dar. Um dos menos valorizados foi Rojo, que é o melhor defesa do Sporting e jogador de qualidade indiscutível, além de fazer dois lugares de modo muito competente.

Qual o 11 do ano do Campeonato Português da época passada?
Oblak; Danilo, Luisão, Garay, Siqueira; Enzo, William Carvalho; Markovic, Rodrigo, Gaitán; Jackson.

Quais os 3 melhores jogadores que viu jogar?
São quatro: Maradona, Ronaldo “Fenómeno”, Cristiano Ronaldo e Messi.

E em Portugal, quais os 3 melhores jogadores que passaram pelos relvados nacionais?
São muito mais que 3. Por épocas: Madjer, Chalana e Futre, primeiro; Figo, Rui Costa e João Pinto depois; Deco, Cristiano Ronaldo, Falcao, Aimar. E devo ter-me esquecido de alguns óbvos.

Num 442 à Jesus, escolha o melhor 11 de sempre do campeonato português (portugueses e estrangeiros).
Juntando todos é impossível, e mesmo assim incluo alguns suplentes. Separo estrangeiros e portugueses, se me permitem, mudo para 1x4x3x3 que acaba por ser mais fácil,… e mesmo assim devo ter-me esquecido de algum óbvio.
Portugueses: Vítor Baía; João Pinto (Veloso), Humberto Coelho, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão; Rui Costa (Oliveira), Paulo Sousa, Chalana; Figo, Cristiano Ronaldo (Jordão ou Fernando Gomes) e Futre.
Estrangeiros: Preud´Homme; Maxi Pereira, Mozer, Ricardo Gomes (Aloísio), Branco; Deco (Valdo) Matic, Aimar (Lucho); Madjer (Hulk), Falcao (Jardel) e Di María.


Guardiola é o melhor treinador do Mundo?
É, tem sido nos últimos anos, pela qualidade do futebol e pelos resultados também.

Qual o contributo indirecto de Guardiola no título de Campeão Mundial por parte da Alemanha?
Grande, ao nível de um jogar em que a bola está muito menos vezes com o adversário e em que a equipa não se precipita mas não deixa de atacar. Não será dele o maior mérito mas não é por acaso que a Espanha e a Alemanha ganham com as equipas dele como base. Como o Porto de Mourinho serviu Portugal em 2004 e o misto Juve-Milan favoreceu o título Mundial da Itália em 2006.

Diga-nos os 5 melhores treinadores de sempre e os 5 que podiam substituir Jesus no Benfica sem perder qualidade.
É impossível apenas 5, que houve Vittorio Pozzo, duplo campeão do mundo em 34 e 38 e Hugo Meisl, que criou o Wunderteam austríaco na mesma década; Jimmy Hogan, um inglês de quem se fala pouco mas que esteve na génese dessa grande Áustria e depois da Grande Hungria (de Gustav Sebes) e Herbert Chapman, do Arsenal, que inventou o WM e revolucionou a táctica; Boris Arkadiev, professor de Valeri Lobanovsky e mais este, o czar do futebol científico soviético; Béla Guttman e Otto Glória, na década de ouro do Benfica e de Portugal; Rinus Michels, o inventor do futebol total e Stefan Kovacs, que lhe desenvolveu o conceito no grande Ajax; Johan Cruijff e Pep Guardiola na linhagem do Barça que adora a bola; Helenio Herrera (símbolo do melhor futebol defensivo que ficou como marca em Itália e criador dos mind games)  e Arrigo Sacchi (com ele o conceito zona triunfou, associado ao pressing); Bob Paisley, que ainda melhorou o Liverpool criado por Bill Shankly, e Brian Clough, o da impossível promoção do Nottingham Forest, das divisões inferiores inglesas ao topo da Europa; César Mennoti, porque o futebol também é poema e sonho; Alex Ferguson, pela vontade de querer ganhar e de querer saber sempre mais, José Mourinho, porque sabe tudo de futebol e ganhou como quase nenhum outro. E faltam muitos. Qualquer destes, dos que estão vivos, podia substituir Jesus sem perder qualidade. Não é mau acabar com um sorriso, pois não?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Entrevista a Carlos Daniel - Primeira Parte

Sendo jornalista e amante do futebol, poderá estar atento, de uma forma geral, à blogosfera desportiva. Acompanha blogues de futebol ou é um universo que desconhece? Se sim, quais?
Não acompanho nenhum em concreto, por regra, mas estou atento a uns quantos, sobretudo de futebol, política e música. Nos de futebol, afasto-me sempre que percebo que o tom geral é de crítica oca ou clubismo doentio. É para o que já não tenho paciência. Nem idade.

A blogosfera é um espaço que permite um certo tipo de liberdade de que nem sempre o jornalista desportivo goza quando escreve em jornais nacionais. Há muitos jornalistas “camuflados” na blogosfera?
Admito que sim mas confesso que não sei, de facto. Às vezes deve saber bem poder dizer tudo o que se pensa.

Numa entrevista ao semanário “Sol” disse que os seus dois temas preferidos são a política e o futebol. São duas áreas com muitos pontos de contacto? Quem sai a ganhar com a mistura dos dois?
Ganha sempre o futebol, que é paixão genuína, que nasce connosco antes de darmos por isso. A política deve ser desapaixonada, racional. A clubite faz sentido (até a um certo limite), a partidarite (clubite na política) não faz sentido nenhum.

Vê alguma possibilidade real de a curto prazo se alterar o balanço de poder entre os media desportivos e os clubes de futebol? Doutra maneira, será possível que continuemos a viver esta realidade em que os jogadores vivem numa bolha e pior, os presidentes tampouco são questionados?
Não me parece fácil. Os dirigentes só falam nos momentos das vitórias ou então procuram cada vez mais os órgãos de comunicação dos próprios clubes. E todos os grande têm hoje jornais, revistas, canais de tv. O jornalismo tem de reagir a essa “informação amansada” e precisa de definir como, e depressa.

Uma ideia muito defendida por alguns jornalistas é a de que em jornalismo não deve haver emoção – que o profissional deve apenas relatar factos, ser “isento”, “imparcial”, frio. Isto faz algum sentido?
Faz, na análise e no comentário. Na narração, num relato (de rádio em particular, mas também de televisão), em directo, a emoção tem de fazer parte. Mas é possível ser emotivo e isento, equidistante, ao mesmo tempo. Disso não tenho dúvida, até porque conheço vários jornalistas que são.

Falemos do Benfica, que é essa a paixão deste blogue. A diferença na qualidade de jogo do primeiro ano de Jesus para os três seguintes passou muito pela ausência de Ramires – que defensivamente e na reacção à perda de bola era muito forte – ou há uma mudança clara de Jesus na forma como compôs a equipa, depois de ser campeão nacional?
Tem muito a ver com a capacidade dos alas e dos avançados nos momentos defensivos (de organização mas sobretudo transição). Os melhores conjuntos de Jesus foram o primeiro (com a capacidade de recuperação de Ramires e até de Di María) e o último (com a participação no processo defensivo de Lima e Rodrigo). Por definição, o modelo de Jesus (que ele constrói sobre o sistema 4x4x2 ou 4x1x3x2) é desequilibrado mas sempre ambicioso.

Qual foi o melhor ano, em termos de qualidade e competência no trabalho, de Jesus desde que está no Benfica?
O primeiro, quando fez depressa uma grande equipa. Tinha grandes jogadores mas apresentou trabalho e mudou o rumo do clube. No último ano aproximou-se, com a equipa mais equilibrada de quantas fez na Luz, mas frente a uma concorrência (Porto e Sporting) que não tinha metade dos argumentos do Benfica.

Jorge Jesus é o treinador certo no clube certo?
Neste momento é, que só pode ser positivo haver alguma continuidade no meio de tanta mudança. É um treinador competente, sem dúvida, teimoso até ao limite também, e que não muda nem nunca vai mudar no essencial. Já pôde sair por baixo (há um ano) e em alta (há uns meses) mas que optou por ficar, talvez sem prever o que aconteceria na pré-época. Esta época é um risco enorme, sobretudo para Jesus.

Concorda com a ideia de que Jorge Jesus é  simultaneamente um treinador de enorme competência, a nível técnico e táctico, e alguém cuja teimosia é capaz de pôr em risco todo o seu excelente trabalho? 
Concordo. Tem competências top, sobretudo no plano técnico-táctico, mas muda mais vezes por necessidade (Oblak por Artur, Rodrigo por Cardozo, p.e.) que por convicção. Costumo dizer que após tantos anos num clube grande mantém intactas as qualidades, que são muitas, mas também os defeitos.

Acredita que Jorge Jesus tem um conhecimento mais aprofundado do aspecto táctico do futebol do que, por exemplo, Mourinho, perdendo em termos de comunicação e valências motivacionais?
Não. Mourinho sabe tudo de táctica e treino, que é o essencial no futebol. Jesus é um apaixonado do jogo e do treino, um grande conhecedor, mas tinha de evoluir para chegar mais alto, concretamente ao nível da liderança e das relações humanas. 

Ao dizer que  "só trabalho não chega, é preciso qualidade"  o treinador do Benfica dá a entender que não passou por ele a contratação dos que chegaram nesta época. Não considera peculiar que não seja o treinador a escolher os jogadores que melhor se adaptem ao modelo de jogo que implementou no Campeão nacional e vencedor de ambas as taças?
Tenho curiosidade em sabe quem foram afinal – entre tantos – os jogadores que Jesus quis, que pediu ou avalizou, e os que não quis e lhe impuseram (se é que impuseram). Interrogo-me se um treinador campeão, que recusou propostas importantes, não faz valer minimamente a sua vontade, quem fará? E claro que Jesus está longe de ser o maior responsável pela estranha pré-época do Benfica.

Como compreender a contratação de um jogador como Luís Felipe (e, no passado, de jogadores como Emerson ou Cortez) por parte de um clube como o Benfica? 
Uma coisa é falhar na escolha de um jogador, que todos falham. Outra é escolher um jogador errado para uma posição na qual havia quatro opções melhores (Maxi, Sílvio a prazo, André Almeida e Cancelo). Isso não se entende.

É sabido que Eliseu é um “amor antigo” de Jorge Jesus (há algumas épocas chegou mesmo a afirmar em público que ou era Eliseu o eleito para a lateral esquerda ou não valia a pena contratar ninguém). Considera o lateral português a alternativa certa para assumir com qualidade inegável o lugar no 11?
Não duvido que vai ser titular, e que Jesus vai dar-lhe todas as oportunidades. Quanto ao que vai provar só o futuro o dirá, que já não é jovem e nem sempre foi defesa esquerdo. Mas neste caso acredito que Jesus, pelo que conhece do jogador, não se enganará. Nem faz sentido que se engane.

Imagine que era o treinador do Benfica - que sistema táctico base utilizaria (4-4-2, 4-3-3, outro) e sobre que modelo de jogo assentaria (linha recuada alta, pressão horizontal, vertical, posse de bola, transição rápida)? 
Boa pergunta. Não há sistemas melhores que outros, há jogadores que mexem com o sistema, pelos posicionamentos que os favorecem ou não. Gosto de ver dois avançados numa grande equipa mas isso não pode ser um dogma, depende da matéria disponível. O meu modelo preferido é de posse com profundidade, largura e objectividade, com iniciativa, num bloco compacto que é eficaz na reacção à perda de bola. Mas isso é o que querem quase todos. Decisivo é saber o que se consegue fazer em cada momento, o que serve melhor o interesse da nossa equipa, ser capaz de definir ritmos, de esconder fragilidades e exponenciar o melhor que se tem. 

Tendo em conta que o treinador do Benfica já disse que quer um guarda redes, um médio defensivo e um avançado, que jogadores pensa poderem ser bons reforços para o Benfica, capazes de entrar directo no onze inicial?
Há vários mas dependeria sempre da capacidade financeira. Parece-me um erro não se pensar num central de nível top, com Luisão a envelhecer e sem mais nenhum indiscutível (Jardel nunca será de eleição). O avançado tem de ser compatível com Lima ou Derlei e terá sempre o problema de manter Gaitan amarrado a uma faixa, o que me parece ser um erro persistente, ainda que Jesus dê finalmente sinais de que lhe vai permitir maior liberdade esta época.

Uma alteração táctica para um esquema com um meio campo mais preenchido poderia ser uma boa solução de contornar as saídas de jogadores importantes (especialmente no caso de Enzo sair) e rentabilizar os recursos disponíveis?
Sim, penso que poderia ser ensaiada essa alternativa. Duvido, no entanto, que Jesus o faça, que o jogar do Benfica é muito definido por posicionamentos que resultam do sistema, da estrutura definida e sempre mantida.

O que acha de um 433 com um médio defensivo (Amorim, Almeida, Fejsa ou um jogador a contratar) no vértice recuado e Enzo (se ficar) e Gaitán à sua frente?
Podia ser uma espécie também de 1x4x2x3x1, mas dependerá de haver Enzo e Gaitán. Fejsa é o mais dotado para a função de médio defensivo, que Amorim é hoje mais um médio organizador (ou de transição) e André Almeida será apenas uma alternativa (um suplente de qualidade, em linguagem directa).

Gaitán, desde que chegou ao Benfica, jogou a extremo e, no ano passado, apesar de partir da linha, experimentou zonas mais interiores. No entanto, nunca jogou como jogava no Boca, a segundo avançado, livre, tanto jogando no espaço em desmarcação como vindo buscar jogo atrás, criando desequilíbrios. Não terá Gaitán a ganhar se jogar como apoio a Lima (ou outro avançado) e não, como muitas vezes é pedido, a 10 (que nem sequer é posição no sistema de Jesus)?
A questão radica sempre no sistema em vigor, que Gaitán altera, uma vez que seria sempre mais um 10 lançador e de último passe que um segundo avançado na linha do que foram Saviola ou Rodrigo. Não duvido que Gaitan renderia mais (também em assistências e golos) mas só se Jesus quiser mexer nas dinâmicas. E se com Rodrigo, com mobilidade e pé esquerdo (penso em trocas posicionais), Gaitán permaneceu sobre a faixa, creio que acabará por se manter por lá.