Mostrar mensagens com a etiqueta Español. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Español. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pizzi, por quanto e para quê?



Quando se começaram a ouvir/ler os primeiros rumores que davam conta do interesse do Benfica no extremo Português do Atlético de Madrid, ainda que lhe reconheça qualidade, afirmei, em conversa entre amigos, “deve ser especulação para vender jornais”.


No entanto, os ditos rumores não paravam, pelo contrário aumentavam. As “certezas” de que o Benfica estaria interessado na contratação de Pizzi eram cada vez maiores e já não podia ser um caso de mera especulação jornalística que procura o lucro, tinha de ser mais qualquer coisa.


Por isso, e fazendo contas ao plantel, perguntei: “Para quê?”. Então o plantel já não estava dotado de soluções viáveis para a posição? Havia/há Gaitan, Salvio, Ola John, Markovic e Sulejmani que, em princípio farão parte do plantel. “Deve estar alguém para sair”, pensei eu. Quem? Gaitan é sempre um dos nomes mais falados quando se aborda o assunto de saídas do plantel, tem sido anunciado o interesse do Man. City em Salvio, bem como foi tornado publico o interesse do AC Milan em Ola John. Ou seja, dos 5 nomes apresentados, 3 podem constituir uma saída (não me parece “admissível” mais que isso). “Boa medida”, apressei-me eu.


Porém, havia esquecido que Urreta ainda faz parte do plantel, logo, a pergunta “para quê?” voltou a surgir. “Será que pensam perder mais que um jogador daquela posição?” Se assim for, ficaríamos com menos 2 dos 5 que fazem parte do plantel (não coloco a hipótese de serem vendidos os 3), ou seja, aos 3 que sobrariam, poder-se-ia juntar Urreta e teríamos o “problema” resolvido, até porque no plantel ainda há soluções de recurso, caso assim seja necessário, como Melgarejo, Rodrigo ou Enzo. Logo, a questão do número de opções não seria justificação suficiente para a contratação de Pizzi.


Tentando não ser negativista ou abutre, coloquei a hipótese de se equacionar a vinda de Pizzi pela questão da nacionalidade, podendo haver dificuldades em encontrar gente suficiente que havia sido formada localmente para a lista a enviar para a UEFA. Logo, para enquadrar a aquisição de Pizzi, já teria de colocar 3 factores que deveriam acontecer cumulativamente: 1 – Saída de um dos extremos do plantel, 2 – saída de outro extremo e 3 – a necessidade de haver jogadores formados localmente. 


Chegado aqui, ocorreu-me outra pergunta (sou pior que os miúdos), “para quê gastar dinheiro num jogador que servirá para fazer numero, quando há Miguel Rosa (embora não seja extremo de origem, jogou muitas vezes, e muito bem, nessa posição durante a ultima época na equipa B) que seria uma solução a custo 0 e, talvez, com um custo salarial mais reduzido?”. A resposta não foi fácil, mas ainda assim, querendo reduzir ao mínimo a minha vontade de dizer mal, consegui “engolir” a embirração de Jorge Jesus com o Miguel e decidi aceitar, sem mais perguntas, a contratação de Pizzi.


Estava já eu convencido da lógica da contratação e sou “apanhado” pela notícia de que o extremo ex-atlético ia rumar ao Español de Barcelona por empréstimo do Benfica, ou seja, todas as minhas “explicações” para a contratação caíram por terra. Para fazer número não era, pois os emprestados não “fazem número”; Por ser melhor que Urreta também não seria, porque não fica no plantel; Para suprir alguma saída também não é, porque caso ela ocorra de que nos serve o Pizzi estando no Español?


Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui encontrar a resposta à pergunta inicial e, por isso, lanço o repto a quem consiga: Pizzi, por quanto e para quê?