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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Um apelo aos muitos que podem e não costumam ir

Se não for pedir muito, quero 30.000 na Quarta contra a Académica e 65.000 no Domingo contra o Porto. Uma equipa que, nos últimos 14 jogos, ganha 12 e empata 2 é capaz de merecer mais do que a preguiça do sofá ou do café em dois jogos fundamentais para a conquista de títulos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por uma Luz sempre a abarrotar

Campeonato
Benfica-Braga - 53.357 espectadores
Benfica-Nacional - 34.695 espectadores
Benfica-Beira-Mar - 28.303 espectadores
Benfica-Vitória - 31.543 espectadores

Média: 36.974 espectadores


Champions League

Benfica-Barcelona - 63.847 espectadores
Benfica-Spartak - 36.448 espectadores

Média: 50.147 espectadores


Campeonato+Champions League

Média: 41.365 espectadores



No campeonato, as assistências têm sido pouco superiores a metade do estádio; na Champions, uma boa média, mas porque recebemos a melhor equipa do Mundo. Há sinais nestes números que preocupam e devem ser alvo de um estudo sério por parte dos responsáveis do Benfica.

Repare-se que na competição fundamental para o clube - na qual todos os adeptos deveriam apostar as suas fichas no apoio à equipa - a média de assistências é fraca e beneficia ainda da boa casa que o primeiro jogo contra o Braga deu. Se retirarmos esse jogo, ainda no Verão e com muitos emigrantes nas bancadas, apercebemo-nos de que o normal nos jogos em casa para o Campeonato é estar meia-casa. É pouco, muito pouco.

Claro que um dos argumentos sobre estas fracas assistências passa pelo preço dos bilhetes e a situação precária do país e dos portugueses. É, quanto a mim, um falso problema. Não que a crise não afaste benfiquistas do estádio, mas não é suficiente para explicar estes fracos números. Os bilhetes deverão baixar (é isso que esperamos da promessa feita pelo Presidente), mas, tal como estão, não podem servir para uma explicação sobre o afastamento dos benfiquistas do Estádio da Luz.

Somos 250.000 sócios, imaginemos que 150.000 pagantes com as quotas em dia. Só na Grande Lisboa, apostaria que temos pelo menos 50.000 sócios desses 150.000. Se metade destes fosse, jogo-sim jogo-não, ao Estádio (ou seja, uma vez por mês, o que significaria 15 euros por mês, nenhuma fortuna), teríamos, com os restantes sócios e adeptos do resto do país, a Luz sempre cheia. Mas imaginemos que só 20.000 sócios da Grande Lisboa vão aos jogos. Seriam os suficientes para encher o estádio, acrescentando a estes os adeptos da Grande Lisboa e os sócios e adeptos do resto do país. 

Sabendo da grande adesão dos sócios e adeptos de todo o país (esses, sim, fazem esforços bem mais significativos em termos financeiros), deparamo-nos com um problema real de "sofázismo" entre os que estão mais perto do estádio. E isto, para mim, é inaceitável. Quantos adeptos do Benfica terá a Grande Lisboa (e aqui englobo Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas, Loures, Cascais, Mafra, Oeiras e Vila Franca de Xira e ainda concelhos da Margem Sul mais próximos da cidade)? Vamos dar um número por baixo: 700.000 benfiquistas, entre adeptos e sócios. Bastava que 6 por cento destes fosse ao estádio (ou seja, 42.000 pessoas), para que a Luz estivesse sempre cheia ou quase, já que os outros benfiquistas do resto do país completam os restantes 10000/15000/20000, consoante o adversário e nível de interesse do jogo.

Não quero com isto culpar ninguém nem medir benfiquismos, muito menos ser insensível à situação financeira de muitos benfiquistas, mas pelos dados apresentados apercebemo-nos de que facilmente encheríamos o estádio se todos os que podem quisessem apoiar a equipa. Bastaria que esses 6 por cento (42000) se fossem revezando ao longo do ano. Repare-se: se um benfiquista da Grande Lisboa decidir ir ver o Benfica ao vivo uma vez em 4 meses, teremos o estádio sempre cheio sem grandes gastos pessoais. Um sócio, se for uma vez em 4 meses, gastará 15 euros (3,75/mês); um adepto, se for uma vez em 4 meses, gastará 25 euros (6,25/mês). Excluamos os que não têm dinheiro para dar comida aos filhos e os que, não estando em situação tão delicada, não podem acrescentar mais despesa às contas mensais. Ainda assim, sobra um número suficiente de benfiquistas que podem ir e não vão porque não querem. Esse número chegaria para ter a Luz sempre cheia.

A questão do "sofázismo" tem de ser confrontada com inteligência. Sabendo que com os actuais preços o Estádio deveria estar sempre cheio (pelas razões e números que apresento atrás), parece-me da mais elementar necessidade que os dirigentes do Benfica contrariem estas fracas assistências com medidas que "forcem" os "sofazistas" a ir ver a equipa ao vivo. A redução de preços de bilhetes é uma medida acertada, tal como a redução do preço das quotas, mas devem ser-lhes acrescentadas outras medidas que favoreçam a paixão clubística e fidelidade. Não importa só levar o adepto "sofazista" uma vez; interessa que, a partir dessa primeira vez, ele queira voltar e sinta que o lugar dele é no Estádio e não no sofá. Daqui a uns tempos darei algumas medidas simples que podem favorecer esta maior adesão, mas deixo uma primeira ideia: e se um não-sócio pudesse comprar um pack de 5 jogos com 3 deles a preços de sócio e 2 com preços de não-sócio? Não se conquistaria só um adepto para um jogo, dar-se-ia o incentivo suficiente para que esse não-sócio fosse a 5 jogos (ajudando a encher o estádio) ao mesmo tempo que se promovia a fidelidade desse adepto e possível vontade de ser sócio. É uma, há várias ideias. É necessário é que haja inteligência, vontade, respeito pelos adeptos e visão.