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sexta-feira, 12 de maio de 2017
Memória de um Inferno que desapareceu
É difícil explicar aos gloriosos mais novinhos o que é, o que era, o INFERNO DA LUZ. Impossível pintar com palavras aquele ambiente que começava dentro do coração de cada um dos 120.000 benfiquistas e, de repente, inundava todos os centímetros de betão da Catedral. O zumbido, o batuque, o sismo que fazia disparar todas as escalas de som, fúria e movimento.
As cores do Estádio pareciam cair do céu, uma chuva de vermelho e branco. Ondas tectónicas cresciam debaixo dos pés, vagas de bandeiras e cachecóis mergulhavam-nos num mar glorioso. Sentia-se o estalar do cimento, a compressão do ar. Cheiros de tochas, de fumos incandescentes, do cheiro da relva a pegar fogo.
Alguém no topo do Terceiro Anel começava a dança tribal: batia em compassos rápidos os pés no chão. Ao lado, a fila seguia a percussão. Alastrava-se a batida por toda a bancada. Descia o batuque para o Segundo Anel, para o Primeiro, para dentro do relvado. A onda levantava o campo, juntava-se ao som do coração dos jogadores. TUM-TUM, TUM-TUM, TUM-TUM. A bola abanava as costuras, quase explodia, queria golo do Benfica.
O Estádio da Luz era uma nave, uma caravela, um balão mágico. Era um sonho louco. Uma festa surrealista com placards e torres de iluminação a derreter como queijos amanteigados. O tempo dobrava-se naquele batuque: 240.000 pés como adufes divinos, como bateria mística, a última música do último dia do Universo.
O som era vermelho, o cheiro era branco, a vibração tinha a cor da Mística - que é a cor de todas as cores. Se um avião passasse por Lisboa, via lá em baixo um cogumelo cósmico às pintinhas vermelhas e brancas. Uma explosão nuclear de amor. Uma alucinação colectiva. O Deus Benfica transformando a sua alma etérea em corpo palpável. O Estádio da Luz, a nossa eterna Catedral, era o lugar em que todas as aparições eram possíveis.
É difícil explicar aos gloriosos mais novinhos o que é, o que era, o INFERNO DA LUZ. Peço só que amanhã não assobiem os nossos jogadores. Que passem o jogo todo a empurrar o Benfica para a vitória. Que batam com os pés no betão, que cantem a Mística, que sejam gloriosos. Que façam da Nova Catedral a ancestral dança primitiva do INFERNO DA LUZ.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Estádio da Luz
A comoção do Presidente Joaquim Ferreira Bogalho no dia 1 de Dezembro de 1954, o dia da inauguração do Estádio da Luz. Um estádio construído pelo amor, dedicação e solidariedade de todos os benfiquistas.
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domingo, 3 de julho de 2016
Encher a Luz em TODOS os jogos!
Somos 250.000 sócios, imaginemos que 150.000 pagantes com as quotas em dia. Só na Grande Lisboa, apostaria que temos pelo menos 50.000 sócios desses 150.000. Se metade destes fosse, jogo-sim jogo-não, ao Estádio (ou seja, uma vez por mês, o que significaria 15 euros por mês, nenhuma fortuna), teríamos, com os restantes sócios e adeptos do resto do país, a Luz sempre cheia. Mas imaginemos que só 20.000 sócios da Grande Lisboa vão aos jogos. Seriam os suficientes para encher o estádio, acrescentando a estes os adeptos da Grande Lisboa e os sócios e adeptos do resto do país.
Sabendo da grande adesão dos sócios e adeptos de todo o país (esses, sim, fazem esforços bem mais significativos em termos financeiros), deparamo-nos com um problema real de "sofazismo" entre os que estão mais perto do estádio. E isto, para mim, é inaceitável. Quantos adeptos do Benfica terá a Grande Lisboa (e aqui englobo Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas, Loures, Cascais, Mafra, Oeiras, Vila Franca de Xira e ainda concelhos da Margem Sul mais próximos da cidade)? Vamos dar um número por baixo: 700.000 benfiquistas, entre adeptos e sócios. Bastava que 6 por cento destes fosse ao estádio (ou seja, 42.000 pessoas), para que a Luz estivesse sempre cheia ou quase, já que os outros benfiquistas do resto do país completam os restantes 10000/15000/20000, consoante o adversário e nível de interesse do jogo.
Não quero com isto culpar ninguém nem medir benfiquismos, muito menos ser insensível à situação financeira de muitos benfiquistas, mas pelos dados apresentados apercebemo-nos de que facilmente encheríamos o estádio se todos os que podem quisessem apoiar a equipa. Bastaria que esses 6 por cento (42000) se fossem revezando ao longo do ano. Repare-se: se um benfiquista da Grande Lisboa decidir ir ver o Benfica ao vivo uma vez em 4 meses, teremos o estádio sempre cheio sem grandes gastos pessoais. Um sócio, se for uma vez em 4 meses, gastará 15 euros (3,75/mês); um adepto, se for uma vez em 4 meses, gastará 25 euros (6,25/mês). Excluamos os que não têm dinheiro para dar comida aos filhos e os que, não estando em situação tão delicada, não podem acrescentar mais despesa às contas mensais. Ainda assim, sobra um número suficiente de benfiquistas que podem ir e não vão porque não querem. Esse número chegaria para ter a Luz sempre cheia.
A questão do "sofazismo" tem de ser confrontada com inteligência. Sabendo que com os actuais preços o Estádio deveria estar sempre cheio (pelas razões e números que apresento atrás), parece-me da mais elementar necessidade que os dirigentes do Benfica contrariem estas fracas assistências com medidas que "forcem" os "sofazistas" a ir ver a equipa ao vivo. A redução de preços de bilhetes é uma medida acertada, tal como a redução do preço das quotas (estamos há 4 anos à espera que a promessa eleitoral se cumpra), mas devem ser-lhes acrescentadas outras medidas que favoreçam a paixão clubística e fidelidade. Não importa só levar o adepto "sofazista" uma vez; interessa que, a partir dessa primeira vez, ele queira voltar e sinta que o lugar dele é no Estádio e não no sofá.
Daqui a uns tempos darei algumas medidas simples que podem favorecer esta maior adesão, mas deixo uma primeira ideia: e se um não-sócio pudesse comprar um pack de 5 jogos com 3 deles a preços de sócio e 2 com preços de não-sócio? Não se conquistaria só um adepto para um jogo, dar-se-ia o incentivo suficiente para que esse não-sócio fosse a 5 jogos (ajudando a encher o estádio) ao mesmo tempo que se promovia a fidelidade desse adepto e possível vontade de ser sócio. É uma, há várias ideias. É necessário é que haja inteligência, vontade, respeito pelos adeptos e visão.
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
A 18 de Abril de 1990 estava na Catedral dos Sonhos com o meu Pai, os dois engalfinhados nos braços um do outro. No abraço glorioso de 130.000 almas em delírio. Benfica, Ontem vi-te no Estádio da Luz.
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sábado, 20 de fevereiro de 2016
O Patilhas
O notabilíssimo «Patilhas» da Velha Catedral. Vendia queijadas de Sintra e nougat. E tanto vestia de vermelho e servia na Luz como punha um manto verde e ia dar de comer aos sportinguistas para Alvalade. «Olhá queijada de Sintra! É de Sintra, a queijada!». Dá saudades do Benfica.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Cantona, Eusébio, Estádio da Luz.
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sábado, 5 de dezembro de 2015
O Futebol - Chico Buarque
Para estufar esse filó
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca
Parafusar algum joão
Na lateral
Não
Quando é fatal
Para avisar a finta enfim
Quando não é
Sim
No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha
Parábola do homem comum
Roçando o céu
Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga
(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para
Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca
Parafusar algum joão
Na lateral
Não
Quando é fatal
Para avisar a finta enfim
Quando não é
Sim
No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha
Parábola do homem comum
Roçando o céu
Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga
(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para
Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Eterna Catedral
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Dar mais Benfica ao Estádio da Luz
Uma
das coisas que mais me impressionou no Estádio da Juventus quando lá fui
ver a final da Liga Europa foi a forma de homenagem que escolheram para
celebrar as grandes figuras do clube: na parede exterior do estádio
puseram, dando a volta ao mesmo, imagens dos grandes jogadores,
treinadores e figuras de glória que representaram a Juve.
Julgo que na Luz podíamos fazer o mesmo. Seria extraordinário termos imagens em tamanho substancial de um Torres a saltar para um belo cabeceamento, de um Eusébio no momento de um remate, de um Chalana a fintar um adversário, de um Rogério «Pipi» a passar com elegância a bola por cima do guarda-redes, de um Cosme Damião em pose clássica, de um Arsénio a correr para a bola, de um Bento a voar pelos céus da baliza, de um Rui Costa a chorar no momento do golo «traidor», de um Diamantino a marcar um livre, de um José Águas a parar a bola no peito, de um Germano a controlar a defesa, de um Zé Gato a estirar-se para a o aconchego do abraço com a bola.
De um Borges Coutinho numa Assembleia-Geral, de um Ferreira Bogalho a discursar, de um Sven-Goran num banco ao ar livre do relvado do Jamor, de um Toni em Leverkusen, de um Bella Guttmman a orientar um treino, de um Humberto Coelho a mandar na área, de um Aimar já sem ângulo a encostar a bola para as redes do Patrício, de um Otto Glória e seu carismático olhar, de um João Santos sentado na cadeira presidencial, dos irmãos Rosa Rodrigues num onze do Benfica, de um Félix Bermudes em traje de passeio, de um Isaías em Londres, de um Paneira a atirar-se para a multidão da Luz, de um Víctor Baptista à procura do brinco, de um Simões a cruzar com classe, de um José Augusto a receber em velocidade, de um Coluna a cumprimentar Maldini, de um Valdo a acariciar a bola com os seus pés de veludo, de tantos e tantos e tantos grandes jogadores e treinadores e presidentes que fizeram do Benfica este maravilhoso clube.
Ao longo do estádio, em cima de cada porta, estas imagens. Por dentro, nas quatro torres de iluminação, o palmarés do clube: Numa torre: 33 CAMPEONATOS; na outra: 25 Taças de Portugal; na terceira: 5 Taças da Liga e 5 Supertaças; na quarta: 2 Taças dos Clubes Campeões Europeus e 1 Taça Latina.
O nosso Estádio precisa de mais vida, de mais memória, de mais mística.
Julgo que na Luz podíamos fazer o mesmo. Seria extraordinário termos imagens em tamanho substancial de um Torres a saltar para um belo cabeceamento, de um Eusébio no momento de um remate, de um Chalana a fintar um adversário, de um Rogério «Pipi» a passar com elegância a bola por cima do guarda-redes, de um Cosme Damião em pose clássica, de um Arsénio a correr para a bola, de um Bento a voar pelos céus da baliza, de um Rui Costa a chorar no momento do golo «traidor», de um Diamantino a marcar um livre, de um José Águas a parar a bola no peito, de um Germano a controlar a defesa, de um Zé Gato a estirar-se para a o aconchego do abraço com a bola.
De um Borges Coutinho numa Assembleia-Geral, de um Ferreira Bogalho a discursar, de um Sven-Goran num banco ao ar livre do relvado do Jamor, de um Toni em Leverkusen, de um Bella Guttmman a orientar um treino, de um Humberto Coelho a mandar na área, de um Aimar já sem ângulo a encostar a bola para as redes do Patrício, de um Otto Glória e seu carismático olhar, de um João Santos sentado na cadeira presidencial, dos irmãos Rosa Rodrigues num onze do Benfica, de um Félix Bermudes em traje de passeio, de um Isaías em Londres, de um Paneira a atirar-se para a multidão da Luz, de um Víctor Baptista à procura do brinco, de um Simões a cruzar com classe, de um José Augusto a receber em velocidade, de um Coluna a cumprimentar Maldini, de um Valdo a acariciar a bola com os seus pés de veludo, de tantos e tantos e tantos grandes jogadores e treinadores e presidentes que fizeram do Benfica este maravilhoso clube.
Ao longo do estádio, em cima de cada porta, estas imagens. Por dentro, nas quatro torres de iluminação, o palmarés do clube: Numa torre: 33 CAMPEONATOS; na outra: 25 Taças de Portugal; na terceira: 5 Taças da Liga e 5 Supertaças; na quarta: 2 Taças dos Clubes Campeões Europeus e 1 Taça Latina.
O nosso Estádio precisa de mais vida, de mais memória, de mais mística.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Somos um bom cliente dos bancos
Pelos vistos um clube europeu, ali da zona da Alemanha e mais especificamente Munique, cometeu o amadorismo de saldar a sua divida relativamente à construção do seu estádio.
Pagar atempadamente? Aliás, pagar antecipadamente? Ser bom pagador? Preocupação em liquidar as dividas? Seriedade e responsabilidade? Puro amadorismo.
Hoje em dia ser um bom cliente dos bancos é tão ou mais importante do que ganhar títulos.
Quanto mais milhões de juros pagarmos aos bancos mais motivos temos para nos orgulhar e gabar.
Estes bávaros estão loucos mas o Maior Clube do Mundo é o nosso e o título de Clube Melhor Cliente dos Bancos está bem encaminhado.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Internacional/alemanha/interior.aspx?content_id=915851
Pagar atempadamente? Aliás, pagar antecipadamente? Ser bom pagador? Preocupação em liquidar as dividas? Seriedade e responsabilidade? Puro amadorismo.
Hoje em dia ser um bom cliente dos bancos é tão ou mais importante do que ganhar títulos.
Quanto mais milhões de juros pagarmos aos bancos mais motivos temos para nos orgulhar e gabar.
Estes bávaros estão loucos mas o Maior Clube do Mundo é o nosso e o título de Clube Melhor Cliente dos Bancos está bem encaminhado.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Internacional/alemanha/interior.aspx?content_id=915851
é gajo para ter sido escrito por
Daniel Oliveira
à(s)
quinta-feira, novembro 20, 2014
14
comentários
sábado, 24 de maio de 2014
O líder sonhou e com o argentino lucrou
E no Estádio da Luz quem (também) ganhou foi.... O Sport Lisboa e Benfica!
(Afinal o LFV até tinha alguma razão em tanto sonhar...)
Allez allez Di Maria allez!
"Estádio da Luz o maior de Portugal tua beleza real dá-te um valor tão profundo.
Estádio da Luz o Benfica campeão o mais linda da Nação e és o maior do Mundo!"
(Afinal o LFV até tinha alguma razão em tanto sonhar...)
Allez allez Di Maria allez!
"Estádio da Luz o maior de Portugal tua beleza real dá-te um valor tão profundo.
Estádio da Luz o Benfica campeão o mais linda da Nação e és o maior do Mundo!"
Que seja, portanto, um grande jogo e que no fim vença a Luz.
O João Bizarro genialmente diz: «Nunca me tinha acontecido ver um jogo e estar pelo Estádio», que é uma frase que magistralmente explica o sentir generalizado dos benfiquistas no jogo de amanhã.
domingo, 11 de maio de 2014
Decisões espanholas com olho na Luz
Ali no país vizinho o campeonato está ao rubro.
A equipa do Di Maria e do Fábio Coentrão já só pensa em jogar na Luz e perante o Celta disse adeus ao título nacional.
O Atlético e o Barça deixaram as decisões para o dia do Jamor.
No próximo Domingo o Messi, Iniesta e companhia recebem este Atletico fortemente liderado pelo Simeone num verdadeiro espectáculo pelo título.
Vitória caseira dá o campeonato ao Barcelona e qualquer outro resultado consagra o Atlético.
Também o Tiago já deve estar a sonhar com o jogo na Luz mas primeiro ainda tem de brilhar nesse duelo de titãs.
Aos benfiquistas sugiro que preparem a gravação do jogo (ou qualquer outro método), é que a festa no Marquês não espera por jogos alheios, muito menos uma festa com quatro canecos!
A equipa do Di Maria e do Fábio Coentrão já só pensa em jogar na Luz e perante o Celta disse adeus ao título nacional.
O Atlético e o Barça deixaram as decisões para o dia do Jamor.
No próximo Domingo o Messi, Iniesta e companhia recebem este Atletico fortemente liderado pelo Simeone num verdadeiro espectáculo pelo título.
Vitória caseira dá o campeonato ao Barcelona e qualquer outro resultado consagra o Atlético.
Também o Tiago já deve estar a sonhar com o jogo na Luz mas primeiro ainda tem de brilhar nesse duelo de titãs.
Aos benfiquistas sugiro que preparem a gravação do jogo (ou qualquer outro método), é que a festa no Marquês não espera por jogos alheios, muito menos uma festa com quatro canecos!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Os Mágicos de Vermelho Coluna
A partida decorria, diluía-se, arrastava-se insossa como
que inebriada pela melancólica tristeza que invade a alma Benfiquista, num
estádio apaziguado, esquecido e vazio de si, rumo a um desfecho esperado e
anunciado.
A dado momento, sente-se um Monstruoso e Sagrado silvo
de impaciência que culmina na subtileza de um enlace que Katsouranis decide
oferecer ao maior clube que já representou. Ali, naquele momento, o Grego veste
o fato de assistente a um qualquer Mágico que quisesse tomar o palco. A nação
vermelha, entendida em ajudantes de magia, decide atribuir-lhe uma justa, e
talvez última, ovação.
O assistente retira-se do palco deixa-o inteirinho
para o Nico Mágico Gaitan. O Argentino, mestre em truques e ilusões, agarra na
bola e, enquanto ela lhe sorri, de uma penada, fá-la sobrevoar uma mole de
gente, de preto e branco vestida, fazendo-a aterrar e adormecer feliz no fundo
das redes.
Não satisfeito, o mestre de cerimónia Jorge Jesus faz
subir ao palco Lazar Poeta Markovic que nos fez saborear um delicioso rascunho
do seu novo conto de fadas.
Ir ao Estádio da Luz é assim, pagar por um jogo de
futebol e assistir a poesia declamada ao ritmo de um Glorioso bailado, digno de
uma qualquer Monstruosa história Sagrada de Reis Cósmicos.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
«Olhá queijada de Sintra! É de Sintra, a queijada! Olhó nougat! É 4 a 100!»
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Somague.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
O que fica do não-jogo?
A expectativa era, como em qualquer derby, elevada.
Benfica e Sporting discutiriam a liderança do campeonato no relvado da luz. O
estádio estaria quase cheio, os corações ao rubro e as unhas ao mínimo. O
não-jogo de ontem envolvia dois rivais viscerais e eternos na disputa mais bela
de todas no futebol: a vitória, liderança e a conquista do “poder” de “humilhação”
dos amigos rivais. Porém, para infelicidade desportiva, mas felicidade humana,
a partida ficou adiada, pelo menos, para amanhã. Assim teremos de aguardar mais
umas horas para descobrir qual o vencedor de um dos jogos da época.
Não me quero deter nas razões do adiamento da partida,
por não ter conhecimentos sobre a matéria, isto apesar de ser espectável da
minha parte que a cobertura do estádio da luz seja mais resistente às intempéries
do que o telhado de minha casa que fica logo ali ao lado, sendo que um deles se
desfez e não foi em minha casa.
Gostaria isso sim, de analisar os eleitos de cada
treinador para o jogo que pensavam disputar ontem. Nesse sentido, Jorge Jesus
apresentou o 11 mais espectável de todos. Nada de surpresas nos intervenientes
nem sequer no esquema táctico a apresentar. Aliás, depois da vitória sobre o
FCP no passado mês, diria que Jorge Jesus arrumou de vez a hipótese de voltar a
uma solução que passe por 3 médios no início de qualquer jogo. Ele sentirá que
naquele jogo teve a sua vitória táctica, ainda que frente ao FCP mais confuso
dos últimos anos, sendo de esperar que não volte ao 4x3x3 que deu boa conta de
si já esta época.
Por outro lado, Leonardo Jardim surpreendeu e em
grande. Apresentou um esquema com dois pontas de lança a que juntou Heldon.
Fica a dúvida do que realmente pretendia Leonardo Jardim, isto é, se jogar num
sistema próximo do 4x4x2 com meio campo em losango e Heldon nas costas dos dois
avançados ou, por outro lado, manter o seu 4x3x3 com Montero a surgir da
direita para o espaço interior, deixando corredor aberto a Cedric e André
Martins (movimentação já habitual quando ali actua W. Eduardo o Carrilo),
deixando a faixa esquerda ao reforço recém-chegado da Madeira.
Eu tendo a pensar que a segunda hipótese (a de manter
o 4x3x3 com uma dinâmica semelhante ao habitual, mas com diferentes
interpretes) será a utilizada pelo treinador leonino. Acredito que Heldon e a
sua verticalidade e velocidade seja utilizado como meio para impedir as subidas
de Maxi e aproveitar o espaço deixado nas suas costas e que Montero aparecerá
como elemento mais solto no ataque, aproveitando uma eventual maior atenção
prestada a Slimani por parte de Luisão e Garay, procurando André Martins fugir
para a ala direita para assim se eximir à marcação de Fejsa e poder jogar no
espaço entre linhas.
No entanto, se Jardim optar pela solução de um meio
campo em losango, só aumentará as dificuldades do Benfica no controlo de jogo
nessa zona do terreno, podendo manter a profundidade com as movimentações de
Heldon no espaço deixado em aberto entre Maxi e Luisão.
Do Benfica prevejo a mesma estratégia utilizada frente
ao FCP, isto é, aproximação acentuada de linhas, procurando fechar todos os
espaços entre sectores e assim limitar a posse de bola do adversário,
aproveitando as recuperações de bola para lançar ataques rápidos através da
velocidade de deslocamento e condução de Markovic e a boa amplitude de
movimentos de Rodrigo e Lima.
Qual das duas estratégias será a melhor? Obviamente a
que vencer. Sendo que a do Sporting estará mais próxima de ser uma estratégia
de controlo do jogo e a do Benfica visará um maior controlo do adversário,
ainda que sem posse de bola. Mas amanhã teremos todas as respostas.
Não acredito ainda que qualquer dos treinadores venha
a efectuar alguma alteração de nomes e/ou estratégias para o jogo de amanhã em
relação ao não-jogo de ontem, salvo algum contratempo de última hora. Jardim
perdeu algum do efeito surpresa, mas não vai, por diferença de 2 dias, alterar
todo o trabalho feito durante a semana. E Jorge Jesus estará agora, mais que
nunca, espicaçado e tentado a provar que ele tem mesmo a mestria táctica acima
de todos os outros.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
7 tiros sobre a boa vitória sobre o Porto
- É fácil dizer que «estava visto que com Oblak não sofreríamos golos» depois de acabar o jogo. Na verdade, qualquer das opções seria válida - se, por um lado, o puto vinha de 3 jogos consecutivos com boas exibições e baliza inviolada, por outro, a pressão e exigência de um jogo como o de ontem poderiam ter forçado Oblak a uma exibição menos conseguida. Artur não tem estado bem, é facto indesmentível, mas não estaria incapaz de responder de forma assertiva se tivesse sido chamado. Jesus arriscou, optando por aquilo que a maioria pedia - elogios, no entanto, por isso, porque se tivesse corrido mal facilmente seria alvo de críticas. Arriscou, deu-se bem e, agora sim, após este teste de fogo, parece-me de todas as formas justo que se mantenha o guarda-redes em quem se apostou e respondeu à altura. A qualidade superior de Oblak, essa, é visível há muito tempo, mesmo tendo em Artur um guarda-redes de qualidades evidentes.
- O jogo não teve qualidade de explosão, não foi um festival de futebol glorioso, não desaguou em muitos golos, não foi daqueles que vão directamente para o panteão dos clássicos. Mas foi um jogo interessante do ponto de vista táctico. Jesus fez recuar, na primeira linha de pressão, os dois avançados para zonas mais próximas dos médios. Ou seja, deu liberdade aos centrais do Porto para trocarem a bola mas retirou-lhes as opções (sobretudo as do miolo). Digamos que a ideia de jogo do Benfica passou por direccionar a posse dos portistas: ou sendo forçados a sair pelas laterais ou obrigados a jogo directo. Resultou de forma exemplar na primeira parte, com o acrescento de ter em Markovic não propriamente um extremo mas uma espécie de interior que vagueava entre a linha e a zona central (Enzo compensava a saída de posição do sérvio). Num dos vários lances em que a pressão sufocante do Benfica a meio-campo conseguiu recuperar a bola, Markovic fez o que sabe fazer como mais ninguém que estava em campo: desequilibrou para golo. Primeiro, criando a dúvida (ninguém sabe o que pode sair dali), depois arrancou, feito menino d´oiro, para chegar à zona de decisão e decidir. Como quase sempre, Markovic decidiu bem e rápido. Rodrigo, onde é mais forte (trabalho de desmarcação em linha com a última barreira adversária e não quando joga mais recuado), saiu disparou no momento certo para de primeira rematar e fazer o 1-0. Este tipo de entendimento, se for mais vezes explorado, dará muitos mais golos. Basta ler.
- Como sabe quem me lê, nunca fui um indefectível do Cardozo como nunca o achei o diabo em campo. Reconheço-lhe qualidades óbvias, acho-o excelente para ter no plantel - sendo titular ou suplente utilizado, consoante a estratégia de jogo -, gosto dele, tem golo, é versátil, mas importa lembrar algo: o Benfica pode ganhar sem Cardozo. Mesmo que seja a uma equipa à qual raramente ganhamos. Os fundamentalismos, de um lado e do outro, nunca foram benéficos. Este é só mais um que se dispensa.
- Este Porto é fraco. Este ano tenho visto poucos jogos dos portistas e ontem foi o primeiro que vi ao vivo. Fica mais fácil de ler uma equipa quando temos todo o enquadramento colectivo à nossa frente e não o que as televisões mostram. Sofre de pouca criatividade no miolo, obriga Fernando (que é, de facto, um bom jogador) a incursões para as quais não tem qualquer capacidade- Fernando não é Matic, mas é obrigado a isso num meio-campo que não tem ideias definidas, em que os automatismos existentes passam por tentar combinações laterais com os extremos e esperar uma desmarcação do Jackson. Moutinho faz-lhes falta. Moutinho faz-lhes toda a falta do mundo. Licá e Varela não correspondem, parecendo sempre sem saber se devem explorar a profundidade ou atacar as zonas centrais. Fonseca, que fez uma época soberba o ano passado (é bom não esquecer), está a fazer um trabalho aquém das qualidades que parecia poder desenvolver e o resultado é uma equipa que, se bem pressionada, hesita e demonstra não ter planos alternativos para chegar à baliza adversária.
- O Benfica, se tivesse feito o que lhe competia nesta primeira volta, teria hoje não 3 mas 7 ou 8 pontos de vantagem. Não é a olhar para a classificação ou para a liderança a meio do campeonato que se analisa a prestação de uma equipa; é vendo o que os adversários jogam, a qualidade de plantel que têm, sabendo a que nós temos e o que podemos fazer. Se o Benfica, este Benfica anémico, vence um campeonato em cada 5 e sempre que o Porto está fragilizado e não por ser melhor do que o melhor Porto, então talvez seja altura de no Benfica perceberem que este ano é o tal para aproveitar o facto de os portistas estarem em ano medíocre. Já que só vencemos pela falta de qualidade alheia, que ao menos a aproveitemos para ganhar uns títulos, que afinal tanto escasseiam.
- Soares Dias assinala falta; fiscal diz-lhe que não é falta; Soares Dias tem de marcar bola ao solo. O amarelo ao Enzo advém de um lance anterior. Ok, está compreendido. Agora só resta perceber qual a razão para o fiscal de linha ter achado que aquilo não é falta; o porquê de Josué não ter sido expulso num lance no qual nem amarelo viu; o porquê de não ter assinalado o penálti do Mangala e o penálti do Garay; o ter interrompido o lance que isolava o Jackson e a razão de ter deixado 4 amarelos a jogadores do Porto no bolso na primeira parte. Ou seja: foi provavelmente a pior arbitragem dos últimos 50 anos. Isto porque errou para os dois lados. Quando erram para um só lado, não se chama arbitragem, chama-se roubo.
- O Estádio da Luz existe para estar sempre cheio. Sempre. Não só contra o Porto, não só porque o Eusébio morreu. Que o fabuloso ambiente de ontem sirva para animar mais benfiquistas a voltarem a estar presentes. É que já andamos cansados de ver tanta cadeira vazia nos outros jogos todos. O Marquês constrói-se também com o Gil Vicente, com o Arouca, com o Freamunde, com o Sarilhense. Está na altura de ver alguém da Direcção entender isso e saber usar o cérebro para encher o estádio e de os benfiquistas sentirem gosto por ir ver futebol ao vivo. Não há nada mais emocionante, mais bonito e transcendental do que um golo do Benfica a acontecer à nossa frente.
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domingo, 5 de janeiro de 2014
É GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO DO BENFICA, É GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO DE EUSÉBIO
Não sei o que é, ao certo; se o crescendo
"Sou dooooo Beeenfiiiiica"
se é o orgulho que aquela voz transporta, como que carregando nas sílabas todos os momentos gloriosos que este clube viveu
"e iiiiiiiiiiisso m´envaideeeece"
ou talvez a voz radiofónica dos grandes tenores do século passado misturada com as acentuações perfeitas em português-veludo das personagens dos filmes a preto e branco de filmes de Leitão de Barros, Perdigão Queiroga ou Arthur Duarte
"tenho aaaaaaaaaaa geniiiiica que a qualquer engrandeeeeeeeeeeeece"
parece que vejo a casa da minha avó, a sala ampla, portadas para a luz branca-transparente das paredes solares do Alentejo, na mesa um bordado minucioso, fotografias gastas, um terço, um rosário e o barbudo-mártir ao lado dos pratinhos de pássaros, de mãos e braços abertos para a eternidade. As asas de anjinhos de loiça querendo voar sobre os livros e algo ou alguém, de dentro das histórias fechadas em lombadas a couro vermelho e letras a ouro, que sai e anuncia
"Sooooou de um cluuuuube lutadoooooooooooooooor"
e parece que vejo a sala, depois a casa toda, a rua, a vila e todas as salas, ruas e vilas encostadas de ouvidos à escuta junto à telefonia, enquanto Artur Agostinho canta "É goooooooooooooolo do Benfica, é gooooooooooooolo de Eusébio" e os pássaros dos pratos aterram nos ombros de famílias inteiras em silêncio, escutando golos e passes e defesas, imaginando os lances, criando novos movimentos, inventando as cores que não vêem nos botões do aparelho que lhes sopra que o Benfica está a voar sobre o Real Madrid, que é Cavém, Coluna, de novo para Cavém, abre para Águas, levanta de primeira para a área, Eusébio amortece, remate de Cavém, golo
"que na luuuuta com fervoooooooooooooooooooooooooor nuuuuuuuuuuuunca encontrou rrrrrrrivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"
e o país explode vindo de um soturno silêncio de damas-de-companhia, medos, fomes, gabardinas e chapéus nos balcões dos cafés, para um grito que faz levantar as saias da donzela tímida que esperava no banco de jardim o seu prometido, que faz ouvir a voz daquele velho sisudo que não dava palavras ao mundo, faz abrir de alegria a cara do pai-de-família que, todo metido no ar, prometeu bebidas, comidas e o que se quisesse a metade do povo que se abraçava, se beijava, se aleijava, se atirava contra as amarguras do tempo enquanto as portas se partiam, mesas eram mergulhadas na intempérie de pernas, braços, cabeças, gente aos pulos, gente aos gritos, gente aos beijos, o padeiro a agarrar na jarra de flores e a levantá-la no ar, em gesto de vitória: "é nossa", e as crianças, espantadas, aos gritos histéricos, a mãe "cuidado com o deus-menino" e o deus-menino estatelado no soalho, embebido em aguardente e ferido de morte pelas vidraças da garrafa, dos copos, das loiças, pés atrás de pés, espezinhado o filho de Nosso Senhor e, na parede, o barbudo parecendo rir de sangue
"neeeeeeste nooooooooooooooosso Poooooooooooooooooooortugaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"
não posso dizer, não sei dizer, o que é, que me faz levantar no Estádio, emocionar-me, ter amor desta maneira por uma ideia que não tem corpo nem precisa de ter, por um ideal, um voo, um sentimento, uma dor e uma alegria tamanhas sempre que oiço
"Seeeeeeeer Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenfiquista"
e transporto dentro de mim todas as memórias misturadas numa só, passado, futuro, presente tudo numa amálgama de tempo em que vejo slides difusos, pequenos momentos, grandes momentos, vêm-me à alma aqueles instantes e o Estádio, aquele ecoar do golo que parecia que começava por debaixo da relva e ia espraiando a voz, subindo lentamente pelas escadas e pelos corpos das pessoas, era um língua de som que, quando a bola tocava as redes, nos afundava como onda, goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo e nós morríamos uns nos outros, engalfinhávamo-nos uns nos outros, já sem saber se as pernas e os braços eram nossos ou dos outros, uma massa compacta de gente e cachecóis, bandeiras, chapéus, camisolas, sapatos, fumo, papelinhos e o ritmo que subia, pulsava, o chão tremia, o ar vibrava e começava a dança
"é ter na aaaaalma a chama imensa, que nos conquiiiiiiiiista e leva à palma a luz inteeeeeeensa"
e o Sol vinha mesmo, risonho, beijar-nos, em tardes que pareciam infinitas, tardes que amoleciam o betão e se prolongavam para lá do possível
"com orgulho muito seeeeeeeeu, as camisolas berrantes, que nos campos a vibraaaaaaaaaaaaaaaaaaar"
e os velhos lembravam-se de ter erguido com as mãos as vitórias e o Estádio, os novos ouviam e queriam fazer parte, os Pais levantavam os filhos, mostravam-lhes o que era aquilo, queriam-nos ali para toda a vida, e os filhos mostravam orgulho e gratidão por poderem vibrar, e pais, filhos, avôs, netos, estranhos, conhecidos, amigos, amantes, namorados olhavam-se dentro do golo e cantavam
"são papooooooilas saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaltitanteeeeees"
e então calava-se tudo um instante, um pequeno instante em que 120.000 pessoas não faziam um único ruído, jogadores e adeptos numa espécie de comunhão do silêncio, os holofotes como templos antigos, os placards electrónicos gigantes anunciavam 00:00, cheirava a relva e a terra molhadas, a fumos inebriantes, sentia-se um pulsar que era a própria respiração do Estádio, tum tum tum tum tum tum, e era de dentro dele, por osmose do betão para os pés, depois pelo corpo, até ao céu, que se iniciava o estrondo da batucada
"Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica!"
sábado, 7 de dezembro de 2013
Quem é que roubou a bola ao Eusébio?
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