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quarta-feira, 5 de março de 2014

PAIXÃO, o Homem da Águia



O genuíno, verdadeiro e glorioso Homem da Águia é este: José Manuel Paixão, o alentejano mecânico de automóveis que um dia foi avistado num Portimonense-Benfica com a Sara, a sua companheira de altos voos. Convidado por Manuel de Almeida, antigo dirigente do clube, a ir à Luz dar uma volta ao relvado antes do jogo, aceitou. Comprou bilhete e lá foi - logo lhe disseram que por aquilo que transmitia, podia entrar de borla. E por lá ficou anos a fio, fazendo juntamente com o Homem da Bandeira - Senhor Valentim -, uma dupla que emocionava a plateia antes dos verdadeiros artistas entrarem em campo.

Entretanto, a Sara morreu. Veio a Glória. E continuaram a emocionar o público, jogo após jogo. Foram estrelas de cinema: primeiro no «Lampião da Estrela», depois no «Vai e vem», do César Monteiro. Percorreram país e estrangeiro atrás do Benfica, junto aos benfiquistas, convivendo com emigrantes e curiosos. Uma vez encontrei-o com o meu Pai no Bar dos Sócios, bêbado até mais não, benfiquista até mais sim. Não ficou fotografia, só memória, que é a película mais duradoura dos alentejanos.



A 14 de Fevereiro de 2008, Dia dos Namorados, foi impedido por uns stewards de cumprir o seu clássico ritual. Não se sabe bem porquê - mais uma de muitas histórias do Novo Benfica que envergonham o Verdadeiro Benfica. Havia um espanhol, parece, que conhecia melhor o marketing, que era menos efusivo, que talvez não fosse de excessos benfiquistas - tão pouco aceitáveis num clube-empresa. Também esse foi corrido anos mais tarde, mas essa já é outra história.

Voltou-se para novos projectos. Trabalhou com vários jovens da ACREDITAR, fazendo de todos felizes, transportando a infância com a águia ao lado. Um obrigado sentido ao José Manuel Paixão. O Benfica és muito tu.