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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pedro Demagogo Guerra e o Camião de Sérvios




Na expectativa pelo anúncio do treinador, na expectativa pela renovação do Maxi e na expectativa da venda do Nico, andei a passear pela internet e deparei-me com esta pérola do Pedro Guerra na CMTV.
Já tem um ano mas a demagogia e peixeirada deste comentador são muito actuais.

Pedro Guerra, na sequência dos vários títulos nacionais que conquistámos em 2014, decidiu, como já é seu apanágio, atacar todos aqueles que alguma vez criticaram algo feito pela presente direcção. Neste caso o assunto era os sérvios.

No Verão passado muitos fomos aqueles que fizemos referência ao “camião de sérvios” que tinha chegado à Luz. A questão não se prendia na qualidade individual dos jogadores mas sim no motivo que justificava a chegada simultânea e inovadora de tantos jogadores sérvios ao clube. Aliás, com tanta promessa à volta da Formação, ficou a dúvida se tal Formação seria a sérvia e não a do nosso clube.

O termo “camião de sérvios” surgiu com a chegada do Markovic, Sulejmani, Djuricic, Mitrovic, Uros e Filip. Depois também veio o Fejsa. Portanto 6 + 1.

No final da época o Benfica foi campeão. No final da época o Markovic provou ser uma enorme mais valia e o Fejsa mostrou ser um jogador que poderia ser importante na equipa principal.
Com base nisto o Pedro Guerra decidiu atacar todos os que falaram no camião de sérvios, mostrando uma foto onde figuram Markovic, Fejsa, Sulejmani e Djuricic.

Alguém me diga o que é que Pedro Santos conseguiu provar com esta atitude? À data o Sulejmani foi um jogador secundário. À data o Djuricic foi um jogador terciário. E quanto ao Uros e ao Filip? E quanto ao Mitrovic?
E já agora, um ano depois como foi o rendimento destes jogadores no Benfica? Actualmente o que é feito deles?

O Benfica foi campeão com mérito. O Benfica contratou muito bem o Fejsa e o Markovic. Daí a poder atacar e apontar o dedo aos que falaram no “camião de sérvios” vai um longo caminho.
Ser campeão não prova que tudo o que se fez foi bem feito. Um jogador quando prova o seu valor não prova também o valor de outros 4.

O Benfica foi campeão? O Jonas brilhou? Então vamos a ver e tanto o Benito como o Derley como o Candeias foram excelentes contratações.

Todo este teatro e demagogia servem só um interesse e infelizmente não é o de defender o Benfica mas sim o de atacar e rebaixar todos aqueles que algum dia fizeram qualquer critica ao Vieira.

Parabéns Fernando Guerra, fizeste bem o teu trabalho. É que quanto mais gritas, insinuas, mentes e insultas, menos os outros têm paciência para pensar sobre a lógica do que estás a querer mostrar com essa foto na tua mão.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O tempo explicará



Desde o início do presente ano civil, o Benfica já anunciou a alienação dos direitos económicos e desportivos de 6 jogadores (Matic, Rodrigo, André Gomes, Garay, Markovic e Oblak), por valores, no mínimo, assinaláveis – falo, naturalmente, de jogadores de relevo do plantel, já que, o clube também já cedeu outros jogadores “secundários”.

Ainda que o Benfica não detivesse a totalidade dos passes de cada jogador, tudo junto dá uma bela “pipa de massa”.

No plano estritamente desportivo, esta debanda só pode dar mau resultado ou, pelo menos, não deixará o plantel mais forte. Há quem justifique esta venda compulsiva com as pressões de cada jogador para sair e também há que veja esta situação como a face mais visível das dificuldades financeiras que o Benfica poderá estar a atravessar.

Estando por fora de todo e qualquer processo, será sempre difícil acertar com exactidão nas razões que levam a tamanho desmantelamento de um plantel vitorioso. Porém teremos sempre um aliado… o tempo.

O tempo será responsável por nos explicar a razão da saída em cardume de tanta “truta”. E este defeso será fulcral para nos dar essa explicação.

Caso o clube seja capaz de atacar o mercado de transferências em força e revelando aquisições de monta para o plantel, poderemos inferir que o dinheiro encaixado com as vendas servirá para pagar compromissos financeiros, mas também para reinvestir no plano desportivo, reinventando o plantel, já que, falamos realmente de muito dinheiro.

Por outro lado, se daqui a té ao início de Setembro o clube mantiver a actual política de aquisição, ou seja, comprar o mais baratinho e desconhecido possível, aí sim, teremos a prova provada de um possível falhanço do actual modelo de gestão.

Verificando-se a segunda hipótese, poderemos sempre argumentar com o eventual realismo do presidente, face aos dias que vivemos, mas será pouco credível que Luís Filipe Vieira e a sua direcção tenham invertido tão bruscamente o caminho que seguiram na última década.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Lazar

O futebol, apesar de dito colectivo, vive de jogadores, de homens singulares. Homens que, por actos ou palavras, ganham o direito à memória, a um lugar especial na memória colectiva do clube, no coração de todos nós. As horas que mediaram o Benfica-Guimarães e a notícia da morte do grande Coluna são disso exemplo capaz.
Primeiro foi Matic, regressado a Lisboa por breves horas para receber um merecido prémio, para coroando o belo ano que havia de lhe escancarar as portas dos corações Benfiquistas. Mas eis que, quando parecia ser impossível fortalecer essa relação que a distância parecia condenar, o bom Sérvio abre o livro aos microfones da TSF num comovente Português, citando Aimar como o melhor jogador com quem alguma vez jogou. Ou jogará, acrescento eu, porque virtuosos daquela estirpe não abundam, camisolas 10 com aquela magia contam-se pelos dedos de uma mão. Foi belo o momento, Matic em Lisboa, venerando Aimar, mesmo a tempo de assistir in loco à magia de Markovic. Dúvidas houvesse e aquele golo, culminando uma exibição empolgante, seria prova bastante de que é um fora-de-série, aquele que usa o nº50. Aquele golo seria bastante para que tudo parasse por momentos, para que a terra interrompesse por breves instantes, senão a sua translação, pelo menos a sua rotação, tempo suficiente para ver aquela obra-prima feita futebol. Que a terra parasse de rodar, adiando a inevitável partida do grande Mário Coluna, imorredouro Capitão desse Benfica de feitos míticos, dessa equipa lendária que havia de elevar a águia a um patamar nunca antes sonhado, que havia de levar o nome, o nosso nome, a todos os cantos do planeta, agora parado como que por artes mágicas. Pelas artes mágicas de Lazar que, esperando ressuscitar Coluna, havia de fazer a terra voltar um pouco atrás, permitindo que o golo, que aquele golo acontecesse novamente. Para que todos nós, mas especialmente para que o Capitão o pudesse ver novamente.
A terra roda outra vez, seguindo o seu destino imparável. E o Senhor Coluna, paternalista como sempre, conta finalmente a Eusébio o golo, aquele golo que tinha visto na Luz. “Havias de ver, rapaz, havias de ver…”