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domingo, 8 de janeiro de 2012

Madrugada de Alfama

Parecia a madrugada de Alfama - começa por dentro, obscura e difícil. Depois vai florescendo, enquanto vemos os cacilheiros como gigantes numa banheira de sais do Tejo. 

O Benfica começa os jogos a ver navios. Depende do que vier do outro lado. O avançado adversário acerta no golo - depressão!, o avançado adversário acerta quase no golo mas Maxi Pereira salva na linha de golo - emoção!, e assim tocam guitarra portuguesa e viola. Fado meu e teu e nosso.

Mas se alguém acorda o gigante é uma tragédia para o inimigo. O Benfica parece uma flor da noite a madrugar: vai amanhecendo devagarinho até um passe do Bruno César para o qual precisava de ter cinco corações para descrever. Tento, no entanto: cósmico orgasmo. 

Venham, foliões do mundo, tentar contrariar o talento destes jogadores. Venham todos em fúria, quais javalis ou touros ensandecidos numa última noite em Málaga. Venham e dêem respiração ao animal, que ele com os cornos pontiagudos ferir-vos-á como lanças magistrais na coragem das perninhas bamboleantes do matador. 

Que Benfica é este? Que planeta de talento aos tropeções. Às vezes, parecem onze dementes em círculos tontos; outras, bailarinos nas cordas de uma guitarra. É uma equipa que precisa de estar bêbada de jogo para cantar. E depois... que maravilha! Deixem passar o maior de Portugal, então. Canta para nós, Amália:

 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Alerta máximo: o Aimar jogou mal!

Pois jogou. Ele e toda a equipa. Um jogo fraquinho que não era difícil de prever olhando para o 11 que entrou em Guimarães. Parece cada vez mais óbvio que Jesus tem tanto de bom técnico aperfeiçoador de detalhes no treino quanto de treinador sem ideia do que quer fazer nos jogos. Vindo de um 442 losango contra o Rio Ave em casa (5-1), Jesus achou que devia manter a bitola. Só que Nelson Oliveira não é Saviola e o jogo não era na Luz e isso faz toda a diferença. Até porque muitas vezes, demasiadas vezes, Nelson caía no lado direito, Witsel chegava-se mais ao miolo e ficava Saviola perdido entre os centrais adversários. Junte-se-lhe um Emerson à Emerson e um Aimar à Chano e temos aqui a poção para um jogo de merda. Valeu Nolito, como vale quase sempre, valeu uma equipa do Vitória que na segunda parte estava tão bem fisicamente quanto os pacientes do IPO e um Cardozo que, enfim, chateia muito porque marca golos. Bom, bom, mas bom mesmo era o Hassan. 

Isto tudo para vos chatear a mona? Também mas não só. É mais para avisar o Jesus (que ele todos os dias vem ler este blogue, como já me confirmou sua esposa, num encontro em Alcântara que teve tanto de sórdido quanto de constrangedor) para não ir a Leiria armado aos cágados que o raposão Cajuda sabe muito da poda e, ao contrário da brigada de treinadores portistas que por aí pululam que deixam as armas em casa quando confrontam o clube do coração, tem como princípio demonstrar o seu benfiquismo de uma e uma só forma: ser profissional quando joga contra o Benfica. Não raras vezes Cajuda irritou-nos, tirando-nos pontos ou eliminando-nos. É bom sinal: não queremos subserviências de nenhum teor. Gostamos de ganhar pelo mérito - sei que parece estranho, isto, para os adoradores do cacique beato (vou levar esta expressão até ao fim dos meus dias)

É favor não inventar, senhor Jorge, que hoje é dia dos adversários perderem pontos e nós chegarmos a Segunda-Feira na liderança. Pode ser? E agora venham de lá esses leitores que querem ir beber um copo comigo a Leiria amanhã. São meninos para isso?