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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dupla Sueco-Argentina

E se até ao regresso do Luisão começássemos a jogar com a dupla Lisandro - Lindelof?

O miúdo sueco tem mostrado segurança e qualidade e as características dele combinam muito bem com as do Lisandro.

Quando o Luisão voltar logo se vê mas eu agora gostaria de ver esta dupla.



domingo, 3 de janeiro de 2016

E depois da Jornada em Guimarães



O que fica?

Para começar fica o relançar do campeonato.

Estivémos a 7 pontos da liderança e a 5 pontos da vice-liderança mas agora, pelo menos neste contexto, parece tudo bem mais optimista.

Neste momento estamos a 2pts do Porto e a 4 do Sporting. Além disso, também já afastámos o possível fantasma do Braga.

O calendário não está fácil mas a verdade é que, apesar de faltar ir a Alvalade, já fomos ao Dragão, Braga e Guimarães.

O mais triste disto tudo é o mais positivo ser o facto de terminarmos esta jornada só a 2 e 4 pontos dos nossos rivais.

Este negativo positivo é o que nos permite ainda sonhar. Estar a 2 pontos do Porto de Lopetegui e a 4 do Sporting que é Sporting, é péssimo mas mantém as esperanças bem acesas.

Desta jornada fica também um Benfica sem futebol. Fica um Benfica sem ideias. Fica um Benfica frágil defensivamente. Fica um Benfica fraco ofensivamente. Fica um Benfica perdido sem bola. Fica um Benfica previsível com bola.

Fica um Benfica dependente da inspiração das individualidades.
Fica um Benfica que pode ganhar por ter melhores jogadores que os adversários.
Fica um Benfica irreconhecível.

Foi um jogo onde tivémos a sorte da arbitragem, um jogo onde jogámos contra um adversário de contra-ataque e que tem feito um fraco campeonato, e foi um jogo que se decidiu aos 75 minutos com um duplo remate do puto Sanches.

Muito, muito pouco.

O nosso melhor período foi os primeiros 20 minutos. Tivémos mais bola, levámos o jogo maioritariamente para o meio-campo adversário e parecíamos estar a conseguir controlar as saídas vimarenses. Contudo, tudo isto só resultou num remate de longe do Renato.
Após os 20 minutos inicias começámos uma péssima exibição. Oportunidades foram 2 para cada e depois lá surgiu a dupla bomba que forçou o golo e a vitória neste jogo.

Talvez para aquilo que o Guimarães treina, quer, tem e é, consideram ter feito uma boa exibição.
Agora, para nós, Sport Lisboa e Benfica, Bicampeão Nacional, isto foi um jogo desesperante.

Custa-me não ver uma evolução relevante no nosso futebol. É isto que o treinador quer? Ou simplesmente não consegue passar a mensagem?

Deste jogo ficaram os 3 pontos e a certeza que nas próximas jornadas andaremos sempre com o coração nas mãos.

Quando o sistema de jogo está quebrado, quando os processos tácticos estão tão entalados, fica quase impossível analisar as performances dos jogadores.

O individual salva o colectivo que o condiciona.

Um organizador de jogo não organiza sem linhas de passe.

Um avançado não faz a diferença na área se a bola lá não chegar ou se constantemente tiver de recuar.

Um central não pode corresponder posicionalmente perante recorrentes desequilíbrios defensivos.

A nossa equipa está demasiadamente dividida. Há uma exageradamente visível sectorização dos jogadores. Jogamos com posicionamentos e progressões em linhas paralelas que comportam entre si profundos buracos de acção e intervenção.

Apesar das muitas criticas que tenho lido ao Lisandro, vejo-o mais como vítima de um colectivo lento e partido.

Considero como catastrófica a dinâmica colectiva da nossa dupla de meio-campo.

É fácil elogiar o Renato pela idade que tem, por vir do Seixal, pelo seu esforço, força e por ter resolvido o jogo. Marcou e tentou muito mas sinceramente não gostei nada da exibição dele. Culpa própria? Também mas não só.

O regresso do Luisão até pode não acrescentar qualidade individual mas irá certamente proporcionar uma melhor organização e atitude defensiva à equipa.

Todos os outros regressos – do Nico à melhor forma, do Salvio e do Semedo – e aquisições – Cervi e Grimaldo – não vão resolver o problema deste Benfica.

A qualidade individual vai aumentar e assim ficará menos complicado resolver os jogos do modo como já têm sido resolvidos.
Os remates de longe vão melhorar, os cruzamentos vão melhorar, a velocidade das alas vai aumentar e a capacidade de último passe vai melhorar.

Vencer tem de ser sempre positivo. O problema é quando as vitórias são mentirosas e podem levar certas pessoas a acreditar nessa mentira. Vencemos mas jogámos muito mal e há muito que tem de mudar. Só posso acreditar que no Benfica quem lidera o Futebol saiba ver além do resultado final.

Esta Quarta estarei no estádio na expectativa de ver muito mais que uma vitória. Estarei no estádio com a exigência de ver uma clara evolução que nos demonstre haver capacidade para ganhar não só este jogo como todos os que o seguem.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Olhar o Benfica



O sistema táctico é importante, é a base de construção de um modelo de jogo, mas enquanto adepto isso é o que menos me importa no futebol do Benfica.
Não me interessa discutir se jogamos em 4-3-3 ou em 4-4-2; não me interessa discutir se jogamos em 4-2-3-1 ou em 4-5-1.

O meu entusiasmo é pelas ideias de jogo, a minha atenção é a filosofia do treinador.

O que importa um 4-4-2 quando o meio-campo actua longe dos atacantes? Não será antes um 4-4-0-2?
Um 4-3-3 em que os sectores joguem próximos e em progressão não será antes um 2-7-1? Ou um 2-8-0? Ou um 0-10-0?

O maior mérito no trabalho do Jorge Jesus era a consolidação da sua ideia de jogo. Independentemente de ser ou não a melhor, a sua filosofia de jogo estava solidamente trabalhada. A equipa desdobrava-se em vários momentos tácticos com todos os jogadores a saber o seu papel e, mais importante, a saberem também o papel dos seus colegas, permitindo assim constantes compensações fosse por quem fosse e onde fosse (os 6 anos ajudaram).

O Rui Vitória ainda parece estar a tentar encontrar-se. Chegou com uma filosofia mas optou por trabalhar com a do anterior treinador. Mais recentemente decidiu colocar a sua em prática e ainda mais recentemente percebeu que essa era curta para as exigências do Benfica. É notório que o treinador está ainda a tentar adaptar-se ao clube.

Variamos entre uma equipa que joga no pontapé para a frente e uma equipa que troca, inofensivamente, a bola; entre uma equipa que tenta progredir pelo meio e uma equipa que aposta na lateralização para procurar o cruzamento; entre uma equipa que pressiona na perda da bola ofensiva e uma equipa que não pressiona defensivamente no seu meio-campo.
Demasiadas inconsistências, demasiada confusão. Falta uma identidade colectiva.


A constante mudança de jogadores é também uma causa e consequência desta não-identidade.
Tacticamente é muito diferente ter o Almeida em parelha com o Samaris ou ter o Renato; é muito diferente ter o Pizzi na ala ou ter o Guedes; é muito diferente colocar o Jonas no apoio ao Mitroglou ou colocar o Jiménez.
São diferenças que vão além da qualidade individual. São diferenças pelas características destes jogadores que transformam radicalmente o mesmo 4-4-2.

O Rui Vitória, por motivos já anteriormente discutidos, demorou a apresentar-se em campo. Finalmente começa a fazê-lo e até já se nota alguma evolução na equipa.

Olhando os últimos jogos, principalmente o jogo em Setúbal, vejo um Benfica que reage à perda de bola, vejo um Benfica que finalmente impõe maior verticalidade pelo centro, isto devido à inclusão do Renato que quebra a pasmaceira da troca de bola sem progressão, e vejo os extremos a aparecer mais na área. Também vejo uma equipa com pouca imaginação, com pouco sentido de aventura, com receio do risco, a defender em contenção até à área e com um futebol ainda pouco coerente.

Sou fã de um futebol de posse. A posse de bola ajuda a dominar os tempos de jogo e permite que uma equipa controle o seu destino.
Jogando em posse é essencial a velocidade, o risco, a proximidade entre os jogadores e a dinâmica de rotatividade entre sectores. Jogar em posse exige uma progressão em tabelas, movimentações constantes e compensações em todo o terreno.
E ter posse não pode significar não perder a bola mas sim conseguir rápidas recuperações. Portanto tanto em posse como na perda desta, é essencial a proximidade dos jogadores.

Claro que isto é Barcelona de Pep Guardiola e não o Benfica de Rui Vitória.
O que temos visto é um Benfica que tenta jogar em posse mas que necessita constantemente de procurar um jogo mais directo e lateralizado. Uma mistura entre tentar ser Barcelona mas só conseguir ser Guimarães.

O que está a falhar?

Os jogadores mais ofensivos pouco participam em situações defensivas no nosso meio-campo, os extremos estão constantemente abertos e há demasiada lateralização do jogo.

Consequências:
- Defendemos sem pressão até à nossa área, portanto defendemos mal;
- Na recuperação da bola há poucas linhas para o passe curto, o que leva ao jogo directo ou a uma troca de bola inofensiva ou à perda da bola;
- Quando a bola chega ao extremo este está desapoiado pois o lateral ainda não subiu, os médios estão recuados e os avançados estão plantados no ataque, restando ao jogador jogar para trás ou partir para a finta na procura da linha de fundo.

Já estivemos pior. Há evolução e estes problemas começam a perder alguma expressão. Falta saber se esta evolução tem cérebro para continuar.


Como foi dito anteriormente, é importante saber escolher os jogadores.

Defendo que num plantel de 25 o treinador deve consolidar um núcleo forte de mais ou menos 15 jogadores (1 + 10 + 4). Estes jogadores são aqueles que vão, à partida, disputar a titularidade e são aqueles que vão cimentar a identidade e rotinas da equipa. É um núcleo que tem de permitir suprir todas as necessidades e nuances tácticas do colectivo.

O Rui Vitória ainda não tem este núcleo construído e isso nota-se no relvado.

Contudo, no Bonfim comecei a ver mais daquilo que quero.
O 11 inicial foi perfeito.

Na equipa do Benfica quero ver um 4-3-3 em constante mutação com um 4-2-3-1, com um 4-4-2, com um 4-2-4 e ate com um 3-3-4.
Quero ver um Semedo a dar profundidade na lateral, quero ver um Guedes em diagonais na direcção da baliza, quero ver um Samaris a controlar o meio-campo, com e sem bola, quero ver um Sanches a verticalizar o centro do terreno, quero ver um Gaitán a imaginar o jogo pela esquerda, quero um Luisão a comandar as tropas desde a defesa, quero ver um Mitroglou a dominar o centro do ataque e quero ver um Jonas a progredir o jogo colectivo da equipa, desde a linha de meio-campo até às redes adversárias, como um vagabundo a causar desequilíbrios de classe em cada zona do meio-campo adversário.

Com este plantel, o meu onze ideal seria: Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Lisandro, André Almeida, Samaris, Renato Sanches, Salvio, Jonas, Nico e Mitroglou.

Sem o Semedo colocaria o Almeida na direita e o Eliseu na esquerda; sem o Luisão deslocava o Lisandro e fazia entrar o Jardel; sem o Salvio apostava numa rotação entre o Guedes e o Pizzi.
Destaques individuais do momento:

O Lisandro, com minutos e confiança, começa a mostrar a sua qualidade. Não sei se renderá tanto com o Luisão como rende com o Jardel.

O Renato Sanches é o achado do momento. O médio que faltava na pasmaceira que era o jogo da equipa. O médio que o colectivo tanto necessitava.

O Guedes ainda não brilhou e está agora numa fase de menor rendimento. Já o Pizzi, jogando com maior liberdade ofensiva, começa a mostrar aquilo que sempre soube fazer.

O Eliseu está simplesmente péssimo.

O Samaris precisa de ter maior controlo emocional. Sinto-o ainda um pouco perdido naquela posição. Não pode chegar tantas vezes atrasado aos lances nem perder tantas bolas.

O Fejsa está numa má forma. O jogador que mais me tem desiludido esta época.

O Mitroglou é um excelente ponta de lança. Incompreensível as constantes trocas com o Jiménez.

O Cristante e o Djuricic continuam a não poder entrar nas minhas análises.


A Supertaça e a Taça já foram, temo uma contagem de 4 derrotas nos 4 jogos com os rivais e estamos também a 8pts da liderança.
O mínimo exigível é que hoje se fique a 5, que se elimine o Zenit e que sejamos Tricampeões.
Que hoje se junte à vitória uma boa exibição e maior evolução. Só assim o Rui Vitória recupera margem de manobra.
Quero muito poder voltar a dar-lhe o benefício da dúvida.

Nota 1: Hoje contra o União é para repetir o 11 do Bonfim.

Nota 2: O sorteio da Champions não podia ter sido melhor. Os Oitavos serão complicados, o Zenit tem muita qualidade, mas só nos posso considerar favoritos. É para passar, sem desculpas.

Nota 3: O Rui Vitória não pode insistir tanto numa mentalidade de abordagem ao jogo condicionada pelo adversário.


(amanhã apresento a lista daquele que considero, no momento, ser o melhor núcleo de 15 jogadores no Benfica)