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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Maravilhoso.
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terça-feira, 16 de julho de 2013
O nervosismo encarnado.
Sou natural de
Marco de Canaveses (cidade pertencente ao distrito do Porto) e divido a minha
vida, por questões profissionais, entre esta cidade nortenha e Lisboa, das mais
belas cidades do nosso País e cidade sede do nosso glorioso Sport Lisboa e
Benfica.
Pela minha
naturalidade, desde cedo convivi muito de perto com a realidade do nosso, ao momento,
maior rival e seus adeptos e, talvez por isso, vivo o Benfica de uma forma algo
diferente do que vejo ser vivido por terras do Sul. Em comum com os adeptos de
todas as regiões há o fervor benfiquista de cada um, mas a forma como é vivido
difere de cultura para cultura.
A norte
aprendi, ou melhor dizendo, fui forçado a aprender a ser benfiquista em terreno
“inimigo”, onde cada vitória listada, e têm sido mais que as outras, era/é
vivida e comemorada contra o Benfica, no caso, contra os símbolos do
benfiquismo existentes, ou seja, os seus adeptos. Talvez por isso, ou mesmo só
por isso, o sentimento de revolta, quase ódio, para com o nosso rival nortenho
sempre foi muito grande, ao mesmo tempo que fui desenvolvendo alguma
incredulidade ao ver o bloqueio mental sucessivo de toda a nossa estrutura
quando em confronto directo com o clube da região. Também por causa dessa
vivencia tão próxima e, hoje em dia, minoritária junto dos adeptos rivais o
grau de tolerância com quem comanda os destinos desportivos do clube sempre foi
menor do que vim a constatar ser por terras mais a sul, onde cada não vitória é
encarada como mais um sacrilégio diário elevado ao expoente máximo da
tolerância.
Quando
“aterrei” em território favorável à proliferação do benfiquismo, pude notar
algum desanimo pela ultrapassagem eminente do FCP ao Benfica em numero de
títulos nacionais, mas tal desanimo sempre foi “afagado” pelo foço que se foi
cavando para o rival regional, ou seja, a tristeza pela hegemonia nacional do
clube do norte era mitigada pela hegemonia existente na 2ª circular. Talvez por
isso, ou só mesmo por isso, o grau de tolerância que encontrei a sul para com
os desaires nacionais era/é maior que tolerância a norte, pois em Lisboa e
regiões limítrofes o refugio dos adeptos rivais ainda se vai mantendo. Ainda
assim, e porque o sucesso listado vai colhendo os seus frutos, essa trincheira
está cada vez mais pequena e ténue, pois a proliferação listada vai assumindo
cada vez maior relevo na capital, logo, o “confronto” com a realidade portista
vai sendo cada vez maior e, por consequência, vai alterando os níveis de
conformismo.
Toda esta
espécie de preambulo, serve para fazer a introdução do tema que me proponho
abordar neste post e que pretende abordar o grau de nervosismo existente entre
os benfiquistas.
No final da
época passada, com todas aquelas quase vitorias, a norte fui encontrando por
todo lado, partidários da minha ideia, ou seja, que Jorge Jesus havia esgotado o
seu tempo no Benfica. Todos lhe reconhecíamos méritos, mas também todos
ansiamos por mais, todos ansiamos por, repetidamente, devolver os mimos que,
também repetidamente, nos têm sido atribuídos pelos adeptos rivais. Por oposição,
na região de Lisboa as opiniões eram/são muito mais divididas, sendo que a
opinião mais dominante era a da continuidade de um treinador que nos havia
aproximado do clube hegemónico das últimas décadas.
Neste inicio
de época, e vistos os dois primeiros jogos da pré-temporada (coisa ainda muito
pouca, mas algo reveladora), foi possível perceber que a norte a descrença na
vitoria é menor que a sul, bem como a cobrança para com Jorge Jesus é maior que
a sul. Não obstante, e ao contrario do que eu esperava, também a sul o nível de
nervosismo está no máximo, ao ponto de cada sinal menos positivo dado pela
equipa e novos reforços, esfregam-se cabeças, roem-se unhas e desabafa-se:
“mais do mesmo”.
A norte ou a
sul, é notório e indesmentível que o espaço de manobra do timoneiro benfiquista
está reduzido a 0. Jorge Jesus está com a cabeça na guilhotina e tem uma vela
acesa junto à corda que sustem a lamina. Estamos perante uma equipa técnica
muito fragilizada e que, literalmente, ao primeiro desaire verá o mundo cair-lhe
em cima. Anseio, apesar de não concordar com a continuidade, que a corda não se
rompa, pelo menos até ao final da época, caso contrario o Benfica cairá com
estrondo.
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