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sexta-feira, 1 de maio de 2015

E tudo Jorge Jesus mudou



Jorge Jesus terminou muito bem o clássico. Tanto no modo como nos últimos 15 minutos se preocupou e conseguiu evitar o último esforço do Porto, percebendo que naquela altura o pensamento estaria em não perder, como no modo como desvalorizou o desaguisado com Lopetegui. Claro que um jogo não deve terminar com os dois treinadores quase a pegarem-se, isto não pode ser normal, mas percebeu-se a intenção do treinador benfiquista.

 Durante uns dias o pessoal todo entreteve-se a discutir a confusão entre os dois treinadores, uns fazendo piadas, outros interpretando movimentos corporais e outros trazendo todo o moralismo à questão.

 Quando a poeira assentou pareceu que ambos os técnicos estavam a gostar da atenção que estavam a receber e resolveram eles continuar com esta história que tão bem tinham ignorado anteriormente.

O Lopetegui já está completamente transformado. Estes meses no Futebol Clube do Porto foram para ele uma aprendizagem sobre como se dirigir ao exterior: num típico discurso de “nós contra todos e todos contra nós”. É a politica de Pinto da Costa e Pedroto que tanto sucesso fez naquele clube há 30 anos atrás.
Pena ver um treinador abdicar da sua personalidade e identidade para se tornar um mero fantoche comunicacional. O treinador portista está em guerra com o mudo exterior ao clube onde trabalha e isso só me leva a crer que “está no ponto” para continuar à frente da equipa portista.
Se os adeptos azuis e branco gostam dessa postura então deverão estar satisfeitos.

O Jorge Jesus como sempre não sabe quando ficar calado. O assunto estava prestes a morrer mas o treinador encarnado não se conteve a dar declarações que mais não foram que reacender um fogo que já estava praticamente extinto. Para piorar, talvez por não ter o dom da palavra, conseguiu contrariar o discurso praticamente consensual de “O Lopetegui é que esteve mal pois já deveria saber que o treinador do Benfica não troca os nomes de propósito e portanto nada se pode apontar a Jorge Jesus”.

 Pelos vistos, segundo o que Jorge Jesus disse hoje, afinal trocou o nome do treinador portista de forma propositada.
Jorge Jesus continua a perder-se nas suas palavras e actos e agora conseguiu valorizar um acontecimento que tão bem tinha desvalorizado e ainda quase inverter a posição dos dois treinadores.

Em vésperas do jogo em Barcelos a conversa anda em volta de Capelas, Lotopeguis e de um “punetazo” que afinal era um “não tens piada nenhuma”.
Só posso esperar que este desnecessário circo não chegue ao balneário encarnado e lamentar que o treinador do nosso clube não tenha resistido em entrar neste jogo de palavras.



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Rescaldo do Clássico



Independentemente de quem favoreceu o resultado, do pragmatismo e da objectividade, este foi um péssimo 0-0.

Um 0-0 não tem sempre de ser tão sem interesse e bastava termos acompanhado o jogo que começou uma hora antes na BTV para confirmarmos isso.

Não houve qualidade com bola no pé, não houve rasgos de magia e não houve qualquer espectáculo naquele relvado.
O interesse do jogo foi construído e limitado a tudo o que aconteceu até chegada a hora do apito inicial, à situação pontual do campeonato e à presença de dois clubes tão rivais no relvado. O jogo jogado teve pouco interesse, foi pobre e deu o espectáculo que esperamos ver em divisões regionais, nunca num relvado com os melhores artistas em solo português.

Não podemos andar a criticar os derbies italianos e a adjectivá-los negativamente para depois, perante o Clássico de ontem, virmos falar em grande exibição táctica, pragmatismo, inteligência e tudo mais.

Não dá para vender o futebol português quando após aquele descalabro do Porto em Munique, no jogo mais esperado do campeonato português e que contava com milhares e milhares de a acompanhá-lo, oferecemos um futebol tão pobre.

O 0-0 foi o resultado justo e este empate foi muito positivo para as aspirações do Benfica. Não foi decisivo mas quase.

Enquanto benfiquista este resultado só me vale pelo que aconteceu há uns meses no Dragão. Qualquer alegria minha com este 0-0 é ainda direccionada para o 0-2. No estádio o Jonas foi eleito o melhor em campo e na TSF foi o Samaris. Para mim teria de ter sido o Lima por ter bisado.

Saí do estádio com uma mistura de sensações. Por um lado aliviado e confiante pois conseguimos um resultado muito positivo para o nosso objectivo da época, por outro lado desiludido e chateado, tanto com o futebol que tinha acabado de assistir como com a ausente ambição de vitória que apresentámos em nossa casa contra o Porto.

Olhando para o Porto.
Esperava o 11 do costume e uma equipa em velocidade e pressão alta. Foi quase o oposto. As consequências de Munique podem em parte explicar as mudanças na equipa portista mas não explicam tudo.

A titularidade do Helton foi uma boa, mas tardia, cartada do técnico espanhol. Mais qualidade na baliza, liderança no relvado e identidade na equipa.

As restantes mudanças interpreto-as como uma opção táctica extremamente cautelosa, num jogo em que só a vitória interessava.
Contudo, percebo e até aplaudo o pensamento inicial do Lopetegui: O jogo tem 90 minutos e o Porto não tinha de o ganhar logo nos primeiros 20; O Benfica jogava em casa onde normalmente entra muito pressionante, ia ser empurrado por 60 mil apaixonados e estava mais descansado.
Assim o Lopetegui optou por um Porto mais cauteloso, a fechar os espaços ao Benfica, com capacidade de anular a iniciativa e empolgação benfiquista e que fosse crescendo ofensivamente com o decorrer do jogo. Na minha opinião o espanhol acabou por abusar da cautela e podia ter feito a mesma abordagem com o Quintero no lugar do R.Neves.

Ao longo da primeira parte o Porto foi crescendo e cada vez mais conseguiu abafar o futebol do Benfica e aproximar-se da área do J.César.
Esta melhoria foi é insuficiente para uma equipa que tinha de ganhar. O que se esperar quando um treinador abdica de um dos pontos fortes da sua equipa – profundidade lateral – e joga com os 2 laterais recolhidos, 2 trincos, 3 médios interiores e um avançado abandonado no meio de 2 centrais?
Com o Quintero mantinha-se a cautela mas a equipa teria melhor qualidade na saída com a bola e maior aproximação ao Jackson.

O início do segundo tempo fez-me temer pelo resultado pois pensei ver um Lopetegui a ler e a mexer bem no jogo. Percebi que estava enganado quando vi que era o Brahimi que ia dar o lugar ao Quaresma. O argelino não estava a fazer um bom jogo mas esta substituição ia manter a pouca profundidade e criatividade ofensiva no Porto. E até poderia melhor com o espaço que a entrada do Quaresma iria trazer ao jogo.
O Porto mudou mas não o suficiente.

Só com a entrada do Hernâni o Porto se apresentou para vencer, contudo já foi tarde a más horas. Quando os extremos entraram no ritmo do jogo a profundidade e velocidade que trouxeram já foram contrariadas pelo desespero portista. Além disso, o Lopetegui queimou uma alteração ao não trocar o Evandro pelo Quaresma e assim não teve possibilidade de mais tarde povoar mais o ataque, ou com o Aboubakar ou com o Hernâni.

Para quem só a vitória interessava, o Porto pouco fez. Subiu de rendimento no final da primeira parte mas no segundo tempo não fez o suficiente. O Lopetegui sobrevalorizou o Benfica e foi excessivamente cauteloso.

A nível individual os melhores foram os centrais, principalmente o Maicon. O Quaresma entrou mal, ao contrário do Hernâni. O Brahimi não esteve bem e não teve espaço para jogar. O Jackson abandonado trabalhou muito mas produziu pouco.

O Benfica apresentou o 11 previsível e foi muito afectado pela indisponibilidade do Salvio. Para Jorge Jesus a opção seria entre o Ola ou o Talisca e acho que escolheu mal. Eu teria apostado no Pizzi na linha com o Amorim no meio.

Na abordagem da equipa ao jogo confirmaram-se as fragilidades tácticas e individuais perante um adversário que quer e sabe ter bola, que tem a iniciativa de jogo e não se limita a defender. Também se percebeu que a equipa entrou mentalizada para o empate e sem chama imensa para tentar a vitória.

Há uma grande distância entre atacar à maluca e resignar-se com o empate e este Benfica apareceu resignado com o 0-0.
O ambiente fora do relvado foi fantástico e o mosaico que recebeu os jogadores ficará na memória. Este mosaico apelava à vitória, dizia “Vence por nós” e não “Não percas por nós”.

Na primeira parte o Benfica foi insuficiente. Não houve Salvio nem profundidade pois tanto o Nico como o Talisca tendem a vir para meio. Assim o jogo do Benfica foi demasiadamente interior o que facilitou defensivamente mas complicou ofensivamente. Para o Samaris foi positivo mas para o Pizzi, Nico, Talisca, Lima e Jonas não, com o português sem espaço para ter bola e os restantes mais na luta que na construção.

A segunda parte começou com um Benfica mais ofensivo e com maior vontade. Soube também aproveitar os espaços que o Porto começava a ter de dar. Apesar da produção quase nula este foi o momento em que jogámos melhor. Acredito que a melhor entrada encarnada tenha quebrado a estratégia e a confiança portista.

Depois de uma péssima primeira parte, conseguimos uma segunda mais adequada. Mesmo assim queria um Benfica mais arrojado, mais forte e com a cabeça na vitória pelo menos até 15/20 minutos do final. Por isso não gostei da entrada do Fejsa para o lugar do Talisca. A saída do brasileiro foi tardia mas pedia a entrada do Ola ou pelo menos do Amorim. Que jeito teria dado o Guedes nesta substituição…

O melhor momento do Jorge Jesus foi nos últimos minutos. Com o 0-0 e o Porto virado para o ataque, o técnico encarnado soube ler o jogo, soube reconhecer a altura de não perder o empate e soube fazê-lo. Desta vez as suas acções não contrariam as suas palavras, como aconteceu em Vila do Conde e Paços de Ferreira.
Passou a mensagem certa para o relvado, manteve o meio-campo fechado com o Fejsa e Samaris e com a entrada do Almeida anulou o Hernâni e evitou a expulsão do Eliseu.

“Se não podes vencer também não podes perder”. Esta é uma expressão que tem sido muito repetida nos últimos tempos e que muitos querem aplicá-la à exibição do Benfica.
O problema é que esta expressão é só referente ao final dos jogos, não à sua totalidade. A menos que acreditem que na Luz o Benfica não tinha como vencer o Porto com 90, 70, 50 e 30 minutos por jogar.

Acho impensável a exibição do Benfica e notaram-se várias fragilidades na equipa contudo é preciso fazer o elogio aos últimos 15 minutos.
Estou convencido que tal elogio também só é possível por demérito do Lopetegui, pois se a equipa portista não tivesse tanto tempo a assumir só lhe interessava a vitória, é provável que no final do jogo em fez de gelo estivéssemos a colocar desespero no relvado.

Os centrais do Benfica estiveram muito bem apesar do trabalho facilitado. O Jardel está muito mais maduro mas ainda foi a tempo de um descuido que isolou o Jackson e que podia ter tido outro final se não fosse o acertado bom senso do Jorge Sousa.
O Samaris esteve muito bem ao contrário do Pizzi que, expectavelmente, não entrou no jogo.
O Nico foi uma sombra de si mesmo.
O Fejsa entrou bem mas acusou falta de ritmo e arriscou um desnecessário segundo amarelo.
O Eliseu e o Talisca fizeram um péssimo jogo, também sem surpresa. A este nível o Eliseu é uma banalidade a atacar e péssimo a defender. A este nível o Talisca está fora do seu campeonato. Tem toque de bola e jogando numa zona interior de frente para a defesa e com liberdade pode ser útil, não mais que isso.

Agora é vencer em Barcelos e sem volta olímpica nem bailinho da Madeira no relvado. Para mim isso é o suficiente para, eu que só sou sócio, dizer que somos campeões.

terça-feira, 21 de abril de 2015

E ao Intervalo já estavam 5



“Com esta vantagem irá o Porto defender o resultado em Munique? Mas isso não será favorecer o jogo alemão? Isso não será abdicar de, tal como no Dragão, exploro o "Ouro"? Então a melhor solução será arriscar com pressão alta?”

Estas foram as perguntas que deixei após o jogo do Porto no Dragão com o Bayern. 

A qualidade do Bayern de Guardiola é inquestionável, apesar de muitos terem dedicado muito tempo de antena a questioná-la. Apesar do 3-1 no Dragão era muito difícil o Porto não acabar eliminado no Allianz Arena. 

Nestes 5 há um tremendo mérito da equipa Bávara mas claro que também tem de haver algum demérito da equipa do Porto. 

A equipa portista talvez não tenha capacidade para melhor, principalmente sem Alex Sandro e Danilo. Não esquecer que o Ricardo pouco tem sido utilizado e é um jovem em adaptação e que o José Angel nem inscrito está na Champions. 

O Bayern empurrou o Porto para a sua defesa mas a equipa de Lopetegui também não mostrou querer contrariar isso. O Porto entrou com o autocarro e um autocarro de tal forma estacionado que nem tinha possibilidade de tentar criar jogadas de contra ataque. 

Com Reyes e Martins Indi a equipa não conseguiu qualquer profundidade nas laterais e para dizer a verdade o mexicano pareceu-me apresentar-se como um terceiro central com o Quaresma a jogar a lateral direito. Uma coisa é um extremo defender e outra é jogar a defesa direito. 

Lopetegui não quis arriscar com uma pressão alta, que tão bem funcionou no Dragão, e optou por abdicar totalmente da bola e de atacar.
Nem o Porto tem uma equipa para esse estilo de jogo nem o Bayern tem problemas em abrir colectiva e individualmente esse tipo de defesas.

Como é que o Helton continua sem ganhar a titularidade? 

Quando uma equipa abdica totalmente de sua identidade e processos de jogo e se apresenta em campo recheada de adaptações ao adversário, há uma grande probabilidade de os seus jogadores se tornarem meros espectadores do futebol jogado pelo adversário. 

Ao intervalo já estavam 5, imaginem se no ataque do Bayern estivesse o Jonas…
 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Campanha Europeia na Luta Pelo Campeonato

Há um tópico que gera sempre discordância, mesmo aqui entre os escribas do Ontem: o percurso europeu condiciona de forma negativa ou positiva a campanha no campeonato?

Não há uma resposta universal a esta pergunta. Não há uma casualidade entre as duas competições que se verifique de forma constante.

Há vários factores que condicionam esta resposta. Tudo depende do contexto.

Condição física; Moral; Concentração; Motivação; Confiança; Gestão; Entusiasmo.

Estes são alguns factores a ter em consideração.

A caminhada até à final de Amesterdão não coincidiu com o título de campeão nacional mas a caminhada até à final de Turim coincidiu.

Na minha filosofia, uma equipa grande com um treinador de alto nível conseguirá sempre beneficiar de uma boa campanha europeia.
Num clube ambicioso, exigente e alimentado por vitórias, só consigo aceitar que sucessos fomentem sucessos.

O ano passado fomos campeões também ao colo das vitórias europeias e não apesar delas.
Há dois anos as vitórias europeias deixaram-nos festejar o titula na Madeira e depois perdê-lo na Luz? Não acredito.
O empate caseiro com o Estoril e a derrota no Dragão estiveram longe de ser responsabilidade dos jogos europeus ou do Carlos Martins. Há uma gestão física e mental que deve ser feita e que nessa época não foi. Jogar a medo só resulta uma vez e calhou ser na presente temporada no Estádio do Dragão.

Este Porto de Lopetegui irá beneficiar ou sair prejudicado pela continuidade na Champions?

Como já disse, acredito que uma equipa grande e bem treinada irá sempre beneficiar de boas campanhas europeias. Principalmente no campeonato português.
Nessas equipas as vitórias alimentam-se com vitórias e a cultura de vitória é imprescindível para qualquer sucesso. Uma boa campanha europeia gera um aumento de confiança nos jogadores, aumenta a união entre jogadores e adeptos, dá estofo ao plantel e mantém a equipa a competir sempre a um ritmo elevado.

Há três factores cruciais.

- A questão física não é um mito. Mas uma equipa como a do Porto ou a do Benfica têm de ter um plantel que permita uma cirúrgica rotatividade nos jogos do campeonato sem que essa prejudique as ambições de serem campeões nacionais.

- A questão mental depende da liderança e também da personalidade dos jogadores. Um avançar na Liga dos Campeões pode tanto criar entusiasmo e confiança na equipa para todas as competições como pode levar a desconcentração e desvalorização dos jogos nacionais. Se a gestão física é importante, a gestão de psicológica é ainda mais.

Neste contexto o cansaço é mais significativo em equipas espanholas, italianas ou inglesas do que para as portuguesas (campeonato português é menos exigente) mas a parte psicológica é mais determinante em Portugal do que nesses outros campeonatos (campeonato português é menos prestigiante).

- O terceiro factor é a propensão para lesões. Contudo não posso aceitar que uma equipa trabalhe condicionada pelo receio destas. As lesões são acasos que não podem, à partida, condicionar uma competição.

Felizmente para o Benfica, este Porto ainda não atingiu um nível de maturação que o faça espelhar no campeonato um sucesso europeu. É a minha opinião.
Portanto, apesar de considerar que tanto o Benfica como o Porto deveriam ser mais fortes no campeonato com os sucessos europeus, este Porto está numa fase de construção que o distancia deste equilíbrio.

Não será nunca por uma questão física pois Lopetegui já mostrou não ter receios da rotatividade. Usou-a em excesso no primeiro terço do campeonato e a equipa chega a esta fase fisicamente fresca e com as segundas linhas prontas para competir.

Considero que o grande desafio do treinador portista será o foco dos seus jogadores. Este plantel está recheado de qualidade mas também de jogadores têm as suas ambições muito distantes do campeonato português. São jogadores que vieram para o Porto ganhar tempo de jogo nas partidas nacionais e para se mostrarem aos seus clubes e/ou ligas mais fortes nas competições europeias. São demasiados os jogadores que não percebem a rivalidade com o Benfica nem o valor de se ser campeão nacional.
Portanto irão eles sentir aquela motivação extra numa deslocação a Vila do Conde? Irão arriscar colocar o pé nas vésperas de uma meia-final europeia? Irão manter os níveis de concentração entre os jogos europeus e nacionais?
Mais que nunca irão valer a este Porto jogadores como o Quaresma, Maicon e Helton, sendo ou não titulares.

Este será o grande desafio do treinador espanhol. Saber gerir mentalidades, saber focar a equipa, recarregar baterias e conseguir transmitir a importância de ser campeão nacional. Além disso, deverá também perceber que há jogadores que poderão dar mais num jogo com o Arouca do que aqueles que são habitualmente titulares. Falo do Ruben Neves, do Quaresma, do Evandro e do Ricardo, por exemplo.

Se o Lopetegui não me surpreender, prevejo um Porto a sair prejudicado no campeonato pela continuidade europeia.

E vocês?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Assim sabe melhor



O jogo de ontem ainda não foi o que espero ver o Benfica fazer no Dragão – ou noutro reduto de adversários de valia idêntica à nossa – mas foi o suficiente para me deixar satisfeito. Isto é, ainda não vi um Benfica afirmativo e capaz de dominar o adversário, pelo contrário, mas foi extremamente competente na forma como defendeu e finalizou.

Há quem diga que a diferença entre a vitória do Benfica e a derrota do Porto se estabeleceu entre Jorge Jesus e Lopetegui (ou Lotopegui). Concordo, na medida em que o treinador do Benfica soube anular as maiores virtudes do adversário, nomeadamente na forma como o Benfica soube condicionar a saída de bola do Porto, pressionando bem alto (aspecto de que gostei particularmente) e na forma como não se expos a lances de 1x1 nos corredores laterais. Não obstante, sou apologista da ideia de que a diferença também se estabeleceu muito pela disparidade entre Júlio César e Fabiano. O nosso guardião gritou presente quando foi necessário refrear o ímpeto inicial do adversário, contribuindo assim para o acalmar de toda a equipa, aspecto fundamental para a melhoria defensiva. Por seu lado, o guarda-redes azul e branco falhou clamorosamente no único lance a que foi chamado na primeira parte, dando assim um golo fácil a Lima.

O aspecto de que continuo a não gostar nada é a nossa capacidade ofensiva. A esse nível, a primeira parte foi frustrante. À parte do golo obtido através de um lançamento de linha lateral (ridícula a reclamação do Sr. Lopetegui e seus pares), o Benfica parecia estar num jogo de andebol, sendo que a área restritiva se estendia até aos últimos 25/30 metros. Saiamos pouco e quando o fazíamos, finalizávamos as jogadas com remates de longa distância e sem nexo, transmitindo uma ideia de urgência na finalização, coisa que não gosto de ver, seja em que equipa for.

A segunda parte manteve a toada da primeira, sendo que o Benfica conseguiu melhorar muito a sua construção ofensiva, muito pela acção e subida de rendimento de Nico Picasso Gaitan. Se um ET visse futebol pela primeira vez no jogo de ontem, ter-lhe-ia sido o bastante para perceber o que é um 10 no futebol. Quando vejo Gaitan jogar, sinto-me como um miúdo que acaba de entrar numa loja cheia de brinquedos, fascinado e sem saber muito bem qual deva escolher.

O controlo do Benfica só foi abalado pela entrada de Quaresma no jogo, o “ciganito” foi o único a ser capaz de expor A. Almeida ao 1x1 de forma consistente e perigosa. Este é outro que faz uma bola de futebol parecer um desenho animado – o cruzamento que tira para Jackson finalizar à barra é absolutamente delicioso. Porém, nesta fase já a equipa do Porto se encontrava com níveis de ansiedade para lá do limite, enquanto que o Benfica se recostava na poltrona do 2-0.

No final do jogo, na minha página do facebook escrevi: “Sem espinhas!”. Foi o que senti quando a emoção do jogo acalmou um pouco porém, e depois de rever o jogo, tive vontade de retirar tal expressão, porque o jogo não foi tão “sem espinhas” como havia escrito, foi antes histórico e deverá ser repetido e melhorado.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Os nossos rivais II

Jorge Mendes, é este o nome chave da nova época do Futebol Clube do Porto. Após alguns anos de maior afastamento e de maior poder de Antero Henrique na estrutura do clube, tendo-se verificado uma clara perda de qualidade dos últimos planteis portistas, culminando num annus horribilis, o Porto decidiu por uma inversão de caminho desportivo tendo em Jorge Mendes o seu maior parceiro e aliado.

Ao agente FIFA Português foi dada (quase) total liberdade na escolha de treinador e plantel para a época que agora inicia, obviamente seguindo as linhas mestras ditadas pelo clube, para que se contrarie de forma inequívoca o tão falado, quanto precipitado, anuncio de fim de ciclo azul e branco.

Quer queiramos, quer não, a resposta do FCP ao sucesso interno esmagador do Benfica, em termos de mercado de transferências, tem sido fortíssima, com aquisições de qualidade individual inegável e em quantidade abundante.

Tão forte aposta envolve os seus riscos. Risco na gestão de tantos egos num quadro competitivo médio (competições internas pouco competitivas e sem um grande numero de jogos), mas também do ponto e vista económico. Se é verdade que as vendas de jogadores podem compensar ou, pelo menos, atenuar o forte investimento na aquisição de novos atletas, não será menos verdade que a folha salarial deste plantel deverá ser elevadíssima, isto quando o clube não tem garantido o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Isto vale por dizer que Lopetegui tem já um teste de fogo marcado para o final do corrente mês e frente a um adversário minimamente competente. Para uma eliminação nesta fase, bastará um jogo menos conseguido dos dragões, ficando por aqui bem evidente o risco a que se expôs o clube.

Passando para as quatro linhas, tenho uma má noticia para os detratores de Vítor Pereira e do seu futebol: As bases lançadas por Lopetegui para o novo Porto são em tudo semelhantes às ideias preconizadas pelo técnico Português. Ou seja, uma ideia de controlo do jogo, dos seus ritmos e adversário, através de uma posse de bola segura e pouco dada a exposições de risco defensivo no momento da sua perda. Entre aquilo que se perspetiva ser o jogo de Lopetegui e o que foi de Vítor Pereira só vislumbro uma grande diferença: Os interpretes. Enquanto o técnico Espanhol conta com praticamente 2 jogadores por posição,Vítor Pereira viu-se apenas com 12/13 jogadores. Há também a notar uma ideia diferente daquilo que se quer para o 6 do 11 do Espanhol. Procura-se um jogador que seja mais capaz de chegar a zonas de remate e com melhor capacidade de passe em profundidade e em largura, com mutações rápidas de flanco.

O futebol apresentado nesta pré-época tem sido consistente, mas ainda me parece demasiado lento em zonas adiantadas do terreno, aspeto que facilita a tarefa de quem defende. Há ainda a verificar uma fraca capacidade de finalizar as jogadas quando a equipa se apresenta sem Jackson. Sem o Colombiano o futebol portista tem-se revelado demasiado redondo e pouco objetivo e daqui nasce a imperiosa necessidade de manter Jackson no plantel.

O grande problema deste plantel é que não tem qualquer alternativa o ponta-de-lança sul-americano, e quando falo em alternativa não falo de alguém de valia semelhante, porque isso é coisa difícil de se conseguir, falo apenas e tão só de um jogador com características similares, alguém que ocupe as mesmas zonas do terreno e o faça sensivelmente da mesma forma, expondo assim a equipa a uma dependência exagerada de um único jogador que, embora seja pouco habitual em Jackson, estará sempre exposto a uma lesão, um castigo ou tão só ao desgaste inerente de ser solução única para uma época inteira.

Dos reforços há a destacar positivamente Oliver que ainda é um menino, mas tem muito futebol nos pés. Tem muito para aprender, mas também já sabe o suficiente para ser o primeiro maestro da equipa e Rúben Neves, saiba o clube e treinador fazer com o ele o que nós não temos sabido fazer com os nossos e temos craque.

Negativamente destaco Adrián. Como ponta-de-lança fica perdido no meio dos centrais adversários, não dando apoios frontais, não sendo sequer bom a segurar a bola esperando pela subida da equipa, e tem enormes dificuldades para romper com bola em zonas interiores por não ser (nunca foi) um elemento com a capacidade técnica necessária para tal. Para as alas, havendo Tello e Quaresma, não vejo que Adrián seja melhor que algum destes. Ou seja, dar os anunciados 11M€ por 60% do passe de um jogador que não seja um titular absoluto, parece-me um erro absurdo. E será outro que não deverá ter um salário modesto.


No plano interno, o FCP é claramente o clube com melhor plantel dos três candidatos ao titulo. Naturalmente, e face ao investimento não poderia ser de outra forma, o FCP parte para esta época com o objetivo de conquistar todas as provas internas, mas também de reconquistar algum prestigio internacional, onde as campanhas desde a vitória de Vilas Boas têm sido desoladoras.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O «all-in» do Porto

Não vi nenhum jogo do Porto nesta pré-época; não vi o que podem valer, no Porto (e não nos clubes de onde vieram), os novos reforços. Como não vi nenhum jogo nem vi os reforços, não valerá a pena falar da qualidade ou da falta de qualidade da equipa e dos jogadores do Porto. Deixarei essa análise para mais tarde, lá para Setembro quando já pudermos ver que trabalho Lopetegui tem andado a fazer.

Por ora, o que me interessa analisar aqui é a estratégia que foi pensada por Pinto da Costa para esta época. Uma estratégia claramente de desespero, que explica os milhões investidos (com ajudas exteriores; resta saber de quem) e que, no fundo, não é surpreendente tendo em conta a obsessão que o Presidente do Porto sempre teve pelo Benfica. Pinto da Costa faz um «all-in» para 2014/2015 na esperança de, mais do que ganhar o título de campeão nacional, conseguir evitar o Bicampeonato do rival (fenómeno que não acontece há 30 anos). 

Os jogadores que chegaram ao Porto poderão ser óptimos - alguns têm qualidade inegável - e o novo treinador uma maravilha - não conheço, espero para ver -, mas parece-me que na análise que vejo à nova época do portistas há aqui alguns esquecimentos: o Porto perdeu Helton (um guarda-redes com 8 anos de clube), Mangala e Fernando. Prepara-se para perder Jackson e provavelmente Danilo. Ora, aqui estão 5 titulares da época passada. 5 bons jogadores. Para os seus lugares virão outros, alguns com qualidade, outros nem tanta, mas as equipas dificilmente se constroem sem referências e este Porto, com muito ou pouco talento, não tem referências, que é precisamente o que sempre teve e sempre usou em seu benefício, construindo uma mentalidade forte. Portanto, sim, aceito que estarão mais fortes em termos desportivos, mas não compro a ideia de que estarão imparáveis apenas porque compraram bons jogadores (veremos a adaptação ao clube de tantas "promessas") e um bom treinador (que também ainda tem muito para provar). 

À semelhança de Vieira no ano passado, Pinto da Costa força assim um «all-in» que ou lhe dá uma relativa glória - evitar o Bi do Benfica - ou deixa o clube na miséria, não só desportiva e moralmente como no lado financeiro. Talvez os portistas ainda não tenham percebido bem a realidade, mas a obsessão de Pinto da Costa pode custar a sobrevivência no mais alto nível ao Futebol Clube do Porto. O que é espantoso é que, nos últimos 20 anos, nenhum Presidente do Benfica (Damásio, Vale e Azevedo, Vilarinho e Vieira) tenha conseguido jogar com este lado doentio de Pinto da Costa, usando-o em proveito do nosso clube. E esta época começa a dar sinais de seguir no mesmo caminho autista do passado. Ou seja, um Porto habituado a ganhar - partiu para a última época com 8 títulos em 10 possíveis no Campeonato Nacional -, um Porto que enfrentou o Benfica e perdeu para o Benfica nas 3 frentes - Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga -, um Porto que viu fugir debaixo dos pés a superioridade desportiva que vinha tendo, além de graves problemas financeiros, com atrasos de meses no pagamento dos ordenados, empréstimos por pagar, endividamentos brutais, etc. Este Porto, que em Maio estava destruído desportiva, moral e financeiramente, era um Porto a abater com inteligência. Em resumo: esta época 2014/2015 tinha de ser encarada pelo Benfica como a da estocada final no adversário, para então iniciarmos um ciclo que nos pudesse garantir a liderança e hegemonia no futebol português.

Nada disso fizemos. Perdemos a enorme vantagem sobre os adversários com que partiríamos para esta época se tivéssemos mantido um núcleo substancial de jogadores. Claro que teríamos de vender, mas venderíamos bem, 3 (4 no máximo) jogadores, e a preços de cláusula, que não deixassem qualquer dúvida sobre a nossa posição estratégica no mercado e aos olhos dos adversários nacionais. Quanto valerá, em termos financeiros, um Bicampeonato para o Benfica? Quanto valerá, em termos que os dirigentes do Benfica compreendam, a alegria e vontade de gastar em camisolas, calções, cartões de sócios, etc, etc, etc, se os benfiquistas vissem o Benfica ser Bicampeão Nacional? São estes números que podem mudar estratégias e assumem o lado mais emocional (mas também financeiro) do clube que os tecnocratas que trabalham no Benfica não compreendem pelo simples motivo de que ou são adeptos sem qualquer paixão ou nem sequer são adeptos benfiquistas. E, já agora, quanto valeria, em termos de dívida para os portistas, um Porto que perde dois campeonatos seguidos? Pensaram nisso ou só vêem com os olhos quadrados das contas sem sangue, do relatório sem verdade, da venda sem alma, da empresa sem clube?

Chegados ao final de Julho, o que parece claro é isto: o Porto investe o que tem e o que não tem na procura pelo título nacional; o Benfica, endividado até ao tutano (realidade que não é culpa dos bancos, mas de quem gere o clube há mais de uma década e o trouxe até esta situação), prefere perder toda a vantagem desportiva que tinha e que o faria partir com mais de 80 por cento de possibilidades de renovar o título nacional para atacar o mercado vendendo os seus melhores ao desbarato e comprando, salvo excepções, mal e caro (para o valor dos jogadores comprados). O problema disto é que não é novo. Aconteceu em 1994, com os resultados que conhecemos. Aliás, se há desculpa recorrente nos apoiantes de Vieira ela está precisamente nesse ano e nas repercussões que ele teve para os futuros 20 anos do clube. Esperemos que não aconteça estarmos em 2034 a desculpar o Presidente da altura por termos tido um aldrabão no clube. Esperemos não ter de ouvir na altura, aos apoiantes inequívocos do Presidente de 2034, a frase: «Deves querer voltar aos tempos do Vieira...». 

Dito isto, e sabendo que estupidamente perdemos a vantagem que tínhamos sobre o Porto, será que estamos condenados a ver os portistas festejarem o próximo título? É evidente que não. Nós levávamos o nosso carro com 700 metros de distância sobre os rivais, com a estratégia errada que escolhemos e com a (provável) boa estratégia dos adversários, digamos que neste momento estamos todos na mesma linha de partida. O que se por um lado é chato e triste (custa sempre perder tantos metros), por outro dá-nos a certeza de que ainda vamos a tempo de acabar na frente. 

Como? Diria que é fundamental manter Enzo (pouco provável), Gaitán (muito pouco provável), Luisão, Lima e Maxi - o núcleo. Depois, comprar um Guarda-redes, um lateral de qualidade que faça os dois lados (estamos necessitados nos dois), um médio defensivo experiente e um avançado goleador. Fazendo isto, manteremos ainda alguma ligação ao trabalho de anos de Jesus e poderemos evoluir para uma equipa competitiva a nível nacional - a Europa esqueçam. Neste momento, é fundamental apontar todas as setas ao Bicampeonato. Nem que seja com um plantel mais fraco - e isso sê-lo-á sempre -, mas com espírito colectivo superior e os objectivos bem definidos desde o princípio. O problema desta estratégia é que não deverá ser possível acontecer. Enzo e Gaitán, um deles ou os dois sairão. Compras de qualidade talvez uma ou outra mas não as 4 que seriam necessárias. Vamos ter um plantel para 2014/2015 com deficiências, muito abaixo da qualidade que o anterior tinha, com um Porto supostamente mais forte e com um Sporting com um treinador que garante um bom trabalho. 

Ou seja, dos 80 e tal por cento com que partíamos se tivéssemos apostado de forma coerente na pré-época, vemo-nos agora com uns diplomáticos 33 por cento. Passámos da ciência para a fé. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Ainda sobre Lopetegui


Pelo que acompanhei da opinião geral, a chegada do novo treinador do Porto significa uma nova politica de Pinto da Costa, significa uma decisão pouco ambiciosa e uma afirmação de menor investimento e de uma surpreendente maior cautela financeira.

Contudo, eu não consegui ter a mesma interpretação sobre esta decisão.
Assistimos a grandes discussões sobre qual seria o sucessor de P.Fonseca, onde os nomes ponderados eram os de J.Ferreira, M.Silva, V.Pereira, F.Santos e até de Domingos e Jesus. Eu próprio limitei a minha opinião em torno destes “Misters”.
Pelos vistos existia era um factor na argumentação que eu não reparei nem partilhava – ou era um destes ou só poderia ser um treinador de nome feito no Futebol Mundial.

A escolha recaiu sobre Lopetegui, ex-seleccionador espanhol sub-21.
“Lopequê?”; “Quem é esse?”; “Ninguém falou nele”; “Queres ver que todos os outros recusaram”; “Queres ver que a direcção do Porto já desistiu?”.


Treinador jovem, desconhecido do nosso futebol, sem experiência de primeira divisão e com um nome engraçado. Ingredientes suficientes para uma critica mais superficial sobre a decisão da SAD portista.

André Vilas-Boas; Vítor Pereira; P.Fonseca;

Onde está a diferença para com Lopetegui? Onde está a diferença no critério da escolha? No processo de filtração?
 
Aponta-se ao facto de o Porto ter optado por um treinador barato, sem trabalho feito e que não corresponde imediatamente às ambições dos adeptos. Não tem sido sempre assim? Era José Mourinho que se apresentava no FCPorto com enorme experiência enquanto treinador principal, várias conquistas na bagagem e uma exigência salarial ao nível da de Jorge Jesus?

Portanto Pinto da Costa respeitou os parâmetros usuais e contratou um treinador jovem, com novas ideias, grande ambição e cheio de energia. Qualidade? É o risco destas apostas. Quanto maior o risco, maior o ganho e a probabilidade de falhanço.

Para mim a grande nuance está na nacionalidade e contexto futebolístico de Lopetegui.
Treinador espanhol afastado da realidade do futebol português. Talvez seja este o abanão estrutural que este Porto precisava.
Quando as coisas não correm bem por vezes basta um clique. A saída do P.Fonseca foi a estratégia do FCPorto para provocar o clique que nunca aconteceu.


Lopetegui chega ao Olival como uma reacção agressiva da direcção azul e branca à terrível época agora finalizada.
O espanhol chega para abanar as bases da equipa portista. Dele é esperado um começar do zero, sem estatutos pré-definidos, sem comodismos e sem certezas no balneário.
A qualidade e a vontade serão novamente os factores determinantes. Os menos utilizados verão aqui uma segunda oportunidade e os mais imprescindíveis enfrentarão uma nova motivação.
O treinador do Porto traz com ele a frescura do trabalho jovem. Provavelmente haverá no seio portista uma maior dinâmica com a equipa B. Também se abrem novas portas no mercado espanhol e se acrescenta ao clube um maior conhecimento do potencial existente além fronteiras.
 
Portanto não concordo que o Porto se tenha resignado mas sim que procurou uma reestruturação da realidade do seu Futebol que estava em total decadência.

Será também curioso perceber a filosofia de jogo implementada por este confesso admirador e crente do Tiki-Taka de Guardiola.


Acredito plenamente que estamos perante um novo Porto.
Um novo Porto contra um Benfica continuado. Partimos à frente, que saibamos pelo menos manter esta vantagem.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Lopetegui no Porto

Mais do que considerá-la boa ou má - e esperamos todos que seja uma aposta completamente ao lado -, o que esta notícia tem de mais relevante é o facto de revelar uma aposta clara numa mudança de paradigma. A escolha é por um técnico que irá procurar aproveitar a formação portista enquanto a Direcção procurará baixar o investimento. Ou seja, o Porto acordou para a vida e tentará agora sobreviver noutro modelo de gestão. Resta saber se no Benfica saberão aproveitar o momento e lançar o futuro para a hegemonia.