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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Vamos escolher o melhor 11 do século XXI (2000-2015)?
quarta-feira, 16 de julho de 2014
O tempo explicará
Desde o início do presente ano civil, o Benfica já
anunciou a alienação dos direitos económicos e desportivos de 6 jogadores
(Matic, Rodrigo, André Gomes, Garay, Markovic e Oblak), por valores, no mínimo,
assinaláveis – falo, naturalmente, de jogadores de relevo do plantel, já que, o
clube também já cedeu outros jogadores “secundários”.
Ainda que o Benfica não detivesse a totalidade dos
passes de cada jogador, tudo junto dá uma bela “pipa de massa”.
No plano estritamente desportivo, esta debanda só pode
dar mau resultado ou, pelo menos, não deixará o plantel mais forte. Há quem
justifique esta venda compulsiva com as pressões de cada jogador para sair e
também há que veja esta situação como a face mais visível das dificuldades financeiras
que o Benfica poderá estar a atravessar.
Estando por fora de todo e qualquer processo, será
sempre difícil acertar com exactidão nas razões que levam a tamanho
desmantelamento de um plantel vitorioso. Porém teremos sempre um aliado… o
tempo.
O tempo será responsável por nos explicar a razão da
saída em cardume de tanta “truta”. E este defeso será fulcral para nos dar essa
explicação.
Caso o clube seja capaz de atacar o mercado de transferências
em força e revelando aquisições de monta para o plantel, poderemos inferir que
o dinheiro encaixado com as vendas servirá para pagar compromissos financeiros,
mas também para reinvestir no plano desportivo, reinventando o plantel, já que,
falamos realmente de muito dinheiro.
Por outro lado, se daqui a té ao início de Setembro o
clube mantiver a actual política de aquisição, ou seja, comprar o mais
baratinho e desconhecido possível, aí sim, teremos a prova provada de um possível
falhanço do actual modelo de gestão.
Verificando-se a segunda hipótese, poderemos sempre
argumentar com o eventual realismo do presidente, face aos dias que vivemos,
mas será pouco credível que Luís Filipe Vieira e a sua direcção tenham
invertido tão bruscamente o caminho que seguiram na última década.
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
O adeus de Oblak à la Matic
Já nem tentam disfarçar.
Vamos continuar todos a acreditar no conto de fadas?
Matic: «Sim, foi o meu último jogo. Quero agradecer a todas as pessoas do clube e a todos os adeptos. O Benfica ficará para sempre no meu coração. Joguei aqui dois anos e meio, dei o meu melhor em cada treino, em cada jogo, e agora é o momento certo para sair. Quero melhorar, quero ir para uma liga melhor e quero ir para o Chelsea, clube do qual também gosto. Agradeço também ao presidente do Benfica, fez tudo o que podia para eu ficar aqui, mas fui eu que insisti para sair. Respeito o esforço que fez para me manter no clube, tanto ele como todas as pessoas do Benfica foram muito boas para mim, fizeram-me feliz, mas repito que insisti em sair por entender que é o momento certo»
Oblak: «Fui eu que quis sair para o Atlético Madrid. Desde miúdo que sempre sonhei jogar na Liga espanhola, que é melhor que a portuguesa. Este era um novo desafio que queria agarrar. O Benfica queria que continuasse e o presidente tudo fez para que não saísse, mas a minha vontade era de assinar pelo Atlético Madrid»
Vamos continuar todos a acreditar no conto de fadas?
Matic: «Sim, foi o meu último jogo. Quero agradecer a todas as pessoas do clube e a todos os adeptos. O Benfica ficará para sempre no meu coração. Joguei aqui dois anos e meio, dei o meu melhor em cada treino, em cada jogo, e agora é o momento certo para sair. Quero melhorar, quero ir para uma liga melhor e quero ir para o Chelsea, clube do qual também gosto. Agradeço também ao presidente do Benfica, fez tudo o que podia para eu ficar aqui, mas fui eu que insisti para sair. Respeito o esforço que fez para me manter no clube, tanto ele como todas as pessoas do Benfica foram muito boas para mim, fizeram-me feliz, mas repito que insisti em sair por entender que é o momento certo»
Oblak: «Fui eu que quis sair para o Atlético Madrid. Desde miúdo que sempre sonhei jogar na Liga espanhola, que é melhor que a portuguesa. Este era um novo desafio que queria agarrar. O Benfica queria que continuasse e o presidente tudo fez para que não saísse, mas a minha vontade era de assinar pelo Atlético Madrid»
sábado, 1 de fevereiro de 2014
E depois de Janeiro?
Fechou o mercado de transferências para a maioria dos
países europeus de relevo – à excepção do mercado Russo que ainda permanecerá
mais algum tempo aberto.
Nesta janela de transferências perdemos o nosso melhor
e pior. Deixamos sair o mais importante jogador para o Chelsea, bem como foi
interrompido o empréstimo de Bruno Cortez. Do lado das perdas, mas não saídas,
ainda vimos ontem confirmadas as vendas dos direitos económicos de Rodrigo e
André Gomes, sendo que ambos farão, pelo menos, a restante época connosco.
Parece ainda haver a possibilidade de virmos a perder Garay para o Zenit
durante o mês que agora inicia.
Perante isto que balanço desportivo há a fazer?
Naturalmente não estamos, teoricamente, mais fortes em Fevereiro do que estávamos
em Dezembro, ainda assim considero que temos um plantel perfeitamente capaz de
atingir os objectivos a que o Benfica se propõe sempre.
Como já foi imensamente debatido, perder Matic
significa perder uma pedra basilar de todo o nosso modelo de jogo, quer seja no
plano ofensivo quer seja na vertente defensiva do jogo. A adicionar a este
problema há o facto de não ser espectável que exista substituto à altura do
Sérvio dentro do nosso plantel. Seguro é que não haverá no plantel quem faça
aquela posição da mesma forma que o fazia Matic. Mas isto não é necessariamente
catastrófico, pode apenas ser diferente. E se há coisa que todos temos que
reconhecer a Jorge Jesus é a capacidade para arranjar soluções que sejam
capazes de manter o nível competitivo da equipa, salvo raras excepções.
O actual plantel tem qualidade mais que suficiente
para assegurar a conquista do título. Continuo a considerar que temos o plantel
mais profundo de todos os candidatos, mesmo depois da saída de Matic. Há ainda
que ter em conta os regressos próximos de Sálvio e Cardozo que somarão ainda
mais qualidade e opções às escolhas do treinador.
Se a saída de Garay se efectivar durante o mês que
decorre, penso que levantará um problema mais sério que a saída de Matic. Se no
caso do médio se tratava de um jogador nuclear, mas cujas alternativas asseguram
qualidade, ainda que de forma diferente, no caso do central Argentino acho que
a coisa não se rege nos mesmos termos. Garay é, quanto a mim, o melhor central
a actuar no nosso futebol e para o qual não temos, naturalmente, substituto a
altura, nem tão pouco um substituto satisfatório. Jardel que continua a ser a
3ª opção para aquela posição continua sem me convencer, ou melhor, cada vez me
convence mais que não tem qualidade suficiente para algum dia ser titular do
Benfica. Há ainda Steven Vitória que fez uma excelente época pelo Estoril, mas
que no Benfica ainda não passou de jogos na equipa B ou jogos para as taças na
equipa principal, frente a adversários de menor relevo, ou seja, ainda não teve
uma oportunidade/teste a sério na equipa, permanecendo assim uma incógnita.
Porém, ainda que percamos o central Argentino,
continuaremos a ser os principais candidatos ao título, num ano em que o FCP se
apresenta no seu pior e em que o SCP apresenta um plantel recheado de qualidade
e juventude que tenderá a soçobrar, caso consigamos fazer o que nos compete:
Colocar-lhes pressão em cima de pressão através das nossas vitórias.
Sim, somos o principal candidato ao título, porque
temos o plantel mais profundo dos 3 e porque seguimos em 1º lugar. Mas esse
favoritismo não se pode verificar ou ficar apenas nas palavras, esse
favoritismo tem que ser confirmado lá dentro. Esse favoritismo não pode ser
sinonimo da fanfarronice tão habitual e trágica dos últimos anos e do nosso
treinador. Esse favoritismo não pode dar descanso, esse favoritismo tem que ser
confirmado em todos os jogos a começar no de hoje!
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O que muda sem Matic
Está feito, Matic regressa ao Chelsea a troco de
(fantásticos) 25M€.
Analisando a questão sob o ponto de vista meramente
desportivo, é óbvio que a venda de um dos nossos melhores jogadores quando
estamos a meio do campeonato não faz qualquer sentido. Pouco me importa o que
provocou esta venda, o facto é que Matic já não mora na Luz.
Perder Matic é perder, não tenho grandes dúvidas, um
dos melhores médios defensivos do futebol europeu. O Sérvio está certamente, e
de forma tranquila, entre o top 5 dos melhores médios do futebol actual, fora
da órbita dos grandes colossos.
Não é fácil transformar em Euros o valor de cada
jogador, no entanto, parece-me que conjugar a importância de Matic no Benfica
com a vontade e necessidade do Chelsea de um jogador com estas características tem
de dar mais que 25M€. Aliás, o próprio presidente afirmou em Agosto que Matic
só sairia pela cláusula (50M€). Obviamente que não esperava que Matic saísse por
esse valor, mas também não esperava que o presidente reduzisse a metade as suas
exigências em menos de 6 meses.
Mas lembrem-se, o argumento de eliminação da LC para
alienação dos melhores jogadores esgota-se em Matic, porque só com a vitória na
LC conseguiríamos verbas próximas dos 25M€ que rendeu o Sérvio, logo, se mais
algum jogador importante sair e vos disserem que estamos obrigados a vender por
via da eliminação da LC, acreditem só que o Benfica está financeiramente
desesperado.
Matic foi o melhor médio defensivo do Benfica em
largos anos, um jogador tacticamente inteligente, tecnicamente fortíssimo (para
a posição que ocupa) e com uma capacidade física assinalável. Ele com aquela
passada larga e amplitude de movimentos, juntamente com Enzo, disfarçava muito
do que é o défice numérico e táctico do meio-campo do Benfica. O Sérvio era
ainda um autêntico farol para os nossos centrais na hora de construir, sendo capaz
de lançar em profundidade quer em passes verticais quer em lançamentos longos e
capaz de conduzir em posse a primeira fase de construção do Benfica. Era ainda
um jogador capaz de encurtar espaços aquando da perda da bola, sabendo exactamente
quando pressionar alto ou recuar e ser mais conservador. Estou certo que
encaixará como uma luva no actual Chelsea e que pode ser a contratação decisiva
para a conquista do título por parte da equipa de José Mourinho.
De pouco nos serve procurar substituto a altura de
Matic no actual plantel, pois não existe. Não temos outro que nos dê todos os
atributos que Matic dava. Mas não temos nós nas segundas linhas, nem têm a
maior parte dos planteis nas primeiras sequer. Por isso, qualquer que seja o
substituto de Matic no 11 inicial, aquela posição não será feita da mesma forma
que até aqui.
De forma directa temos Fejsa, Amorim, A. Almeida e
Lindelof. De todos, Amorim é o que mais se aproxima de Matic sob o ponto de
vista técnico e táctico, porém não tem a mesma capacidade física do Sérvio para
cobrir tantas áreas e em tão pouco espaço de tempo; Semelhante a Amorim temos
A. Almeida, mas penso que se a ideia de Jorge Jesus passasse pelo jovem
Português tê-lo-ia colocado nessa posição frente ao Leixões; Lindelof não me
parece solução credível para uma equipa como o Benfica. Pelo que tenho visto da
equipa B, é um jogador certinho, não erra muito, mas não vejo ali capacidade
para mais do que aquilo, não vejo ali qualidade extra para ser explorada, pode
ser que esteja enganado; Quanto a mim, e analisando o passado e palavras de JJ,
passará por Fejsa a solução para o problema. Este outro Sérvio é um médio
defensivo à imagem do que mais gosta JJ para aquela posição, se atentarmos aos
jogadores que o nosso técnico tem colocado a jogar naquela função, todos são da
linhagem de Fejsa, à excepção de Matic. Todos os outros são jogadores
eminentemente defensivos, jogadores mais de destruição que construção,
jogadores que mais facilmente se adaptam a centrais que a médios-centro, desde
Javi Garcia, passando por Airton e finalizando na tentativa de adaptação de Roderick,
nenhum jogador escolhido por JJ tem as capacidades técnicas de Matic, bem pelo
contrário.
Fora destas escolhas haveria ainda a hipótese de adaptação
André Gomes mas, românticos, acordem, aquilo do “Benfica made in Benfica” era a
conversa do costume, ou ainda serão precisas mais provas que o jogo do Leixões?
Sim, nem para esse jogo o André Gomes serve, mais, nem para um jogo deste tipo
o André Gomes é escolha válida para ser suplente utilizado, pois Markovic,
Rodrigo e Lima devem estar necessitadíssimos de minutos e ritmo de jogo. Ah, e
não se esqueçam, “Substituto
de Matic na formação? Tinham de nascer dez vezes”… Tem a palavra o treinador do
“Benfica made in Benfica”.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
7 tiros sobre a boa vitória sobre o Porto
- É fácil dizer que «estava visto que com Oblak não sofreríamos golos» depois de acabar o jogo. Na verdade, qualquer das opções seria válida - se, por um lado, o puto vinha de 3 jogos consecutivos com boas exibições e baliza inviolada, por outro, a pressão e exigência de um jogo como o de ontem poderiam ter forçado Oblak a uma exibição menos conseguida. Artur não tem estado bem, é facto indesmentível, mas não estaria incapaz de responder de forma assertiva se tivesse sido chamado. Jesus arriscou, optando por aquilo que a maioria pedia - elogios, no entanto, por isso, porque se tivesse corrido mal facilmente seria alvo de críticas. Arriscou, deu-se bem e, agora sim, após este teste de fogo, parece-me de todas as formas justo que se mantenha o guarda-redes em quem se apostou e respondeu à altura. A qualidade superior de Oblak, essa, é visível há muito tempo, mesmo tendo em Artur um guarda-redes de qualidades evidentes.
- O jogo não teve qualidade de explosão, não foi um festival de futebol glorioso, não desaguou em muitos golos, não foi daqueles que vão directamente para o panteão dos clássicos. Mas foi um jogo interessante do ponto de vista táctico. Jesus fez recuar, na primeira linha de pressão, os dois avançados para zonas mais próximas dos médios. Ou seja, deu liberdade aos centrais do Porto para trocarem a bola mas retirou-lhes as opções (sobretudo as do miolo). Digamos que a ideia de jogo do Benfica passou por direccionar a posse dos portistas: ou sendo forçados a sair pelas laterais ou obrigados a jogo directo. Resultou de forma exemplar na primeira parte, com o acrescento de ter em Markovic não propriamente um extremo mas uma espécie de interior que vagueava entre a linha e a zona central (Enzo compensava a saída de posição do sérvio). Num dos vários lances em que a pressão sufocante do Benfica a meio-campo conseguiu recuperar a bola, Markovic fez o que sabe fazer como mais ninguém que estava em campo: desequilibrou para golo. Primeiro, criando a dúvida (ninguém sabe o que pode sair dali), depois arrancou, feito menino d´oiro, para chegar à zona de decisão e decidir. Como quase sempre, Markovic decidiu bem e rápido. Rodrigo, onde é mais forte (trabalho de desmarcação em linha com a última barreira adversária e não quando joga mais recuado), saiu disparou no momento certo para de primeira rematar e fazer o 1-0. Este tipo de entendimento, se for mais vezes explorado, dará muitos mais golos. Basta ler.
- Como sabe quem me lê, nunca fui um indefectível do Cardozo como nunca o achei o diabo em campo. Reconheço-lhe qualidades óbvias, acho-o excelente para ter no plantel - sendo titular ou suplente utilizado, consoante a estratégia de jogo -, gosto dele, tem golo, é versátil, mas importa lembrar algo: o Benfica pode ganhar sem Cardozo. Mesmo que seja a uma equipa à qual raramente ganhamos. Os fundamentalismos, de um lado e do outro, nunca foram benéficos. Este é só mais um que se dispensa.
- Este Porto é fraco. Este ano tenho visto poucos jogos dos portistas e ontem foi o primeiro que vi ao vivo. Fica mais fácil de ler uma equipa quando temos todo o enquadramento colectivo à nossa frente e não o que as televisões mostram. Sofre de pouca criatividade no miolo, obriga Fernando (que é, de facto, um bom jogador) a incursões para as quais não tem qualquer capacidade- Fernando não é Matic, mas é obrigado a isso num meio-campo que não tem ideias definidas, em que os automatismos existentes passam por tentar combinações laterais com os extremos e esperar uma desmarcação do Jackson. Moutinho faz-lhes falta. Moutinho faz-lhes toda a falta do mundo. Licá e Varela não correspondem, parecendo sempre sem saber se devem explorar a profundidade ou atacar as zonas centrais. Fonseca, que fez uma época soberba o ano passado (é bom não esquecer), está a fazer um trabalho aquém das qualidades que parecia poder desenvolver e o resultado é uma equipa que, se bem pressionada, hesita e demonstra não ter planos alternativos para chegar à baliza adversária.
- O Benfica, se tivesse feito o que lhe competia nesta primeira volta, teria hoje não 3 mas 7 ou 8 pontos de vantagem. Não é a olhar para a classificação ou para a liderança a meio do campeonato que se analisa a prestação de uma equipa; é vendo o que os adversários jogam, a qualidade de plantel que têm, sabendo a que nós temos e o que podemos fazer. Se o Benfica, este Benfica anémico, vence um campeonato em cada 5 e sempre que o Porto está fragilizado e não por ser melhor do que o melhor Porto, então talvez seja altura de no Benfica perceberem que este ano é o tal para aproveitar o facto de os portistas estarem em ano medíocre. Já que só vencemos pela falta de qualidade alheia, que ao menos a aproveitemos para ganhar uns títulos, que afinal tanto escasseiam.
- Soares Dias assinala falta; fiscal diz-lhe que não é falta; Soares Dias tem de marcar bola ao solo. O amarelo ao Enzo advém de um lance anterior. Ok, está compreendido. Agora só resta perceber qual a razão para o fiscal de linha ter achado que aquilo não é falta; o porquê de Josué não ter sido expulso num lance no qual nem amarelo viu; o porquê de não ter assinalado o penálti do Mangala e o penálti do Garay; o ter interrompido o lance que isolava o Jackson e a razão de ter deixado 4 amarelos a jogadores do Porto no bolso na primeira parte. Ou seja: foi provavelmente a pior arbitragem dos últimos 50 anos. Isto porque errou para os dois lados. Quando erram para um só lado, não se chama arbitragem, chama-se roubo.
- O Estádio da Luz existe para estar sempre cheio. Sempre. Não só contra o Porto, não só porque o Eusébio morreu. Que o fabuloso ambiente de ontem sirva para animar mais benfiquistas a voltarem a estar presentes. É que já andamos cansados de ver tanta cadeira vazia nos outros jogos todos. O Marquês constrói-se também com o Gil Vicente, com o Arouca, com o Freamunde, com o Sarilhense. Está na altura de ver alguém da Direcção entender isso e saber usar o cérebro para encher o estádio e de os benfiquistas sentirem gosto por ir ver futebol ao vivo. Não há nada mais emocionante, mais bonito e transcendental do que um golo do Benfica a acontecer à nossa frente.
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sábado, 23 de novembro de 2013
Um bom resultado num jogo com péssimos sinais
Mau jogo. Uma análise que não seja inundada pelo resultado - que é o que convém a qualquer análise, ao contrário do que é normalmente feito pelos adeptos - dirá que os sinais são de preocupação. Porquê?
- Porque Jesus demonstra que não viu as melhorias de ter 3 jogadores no miolo. Basta uma lesão para voltar a colocar dois jogadores mais avançados - Djuricic, que é um óptimo 10, passa o tempo nas mãos de Jesus a fazer de segundo avançado. Já o excelente segundo avançado Markovic vai perdendo talento e confiança encostado à linha.
- Porque continuam as lesões. Tendo em conta que a equipa técnica é a mesma, só pode ser consequência de mudança de tipo de treino. Seja o que for, revela incompetência. São lesões a mais para apenas 3 meses de época.
- Espera-se que aqueles que adoraram ver o treinador do Benfica a manchar a História do clube com um comportamento indecente estejam felizes: agora não temos treinador durante um mês, com o óbvio prejuízo para a vertente desportiva - mais um sinal do caos e anarquia que reina na estrutura. Para a próxima vez que defenderem a violência por parte de gente que representa o nosso clube, já que perderam os princípios todos, ao menos sejam calculistas e pensem naquela que pode sair prejudicada pelos imbecis comportamentos de Jesus: a equipa. Sim, aquela que gostamos de apoiar.
- O jogo resolveu-se num momento de inspiração do melhor em campo: Matic. Colectivamente, estivemos próximos do zero.
(editado) O Nacional foi ao Dragão abrir as pernas, empatar e dar-nos a possibilidade de ficarmos a apenas um ponto. Mais uma teoria conspirativa que vai para o cano. Também houve um penálti a favor do Porto que não foi marcado. Imagino que este não entre na contabilidade dos maluquinhos das conspirações. Trabalhem. Sejam competentes. Sejam Benfica. E não alimentem os adeptos das alucinações.
(editado) O Nacional foi ao Dragão abrir as pernas, empatar e dar-nos a possibilidade de ficarmos a apenas um ponto. Mais uma teoria conspirativa que vai para o cano. Também houve um penálti a favor do Porto que não foi marcado. Imagino que este não entre na contabilidade dos maluquinhos das conspirações. Trabalhem. Sejam competentes. Sejam Benfica. E não alimentem os adeptos das alucinações.
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domingo, 10 de novembro de 2013
Estou vivo
Por muito que Jorge Jesus diga que não mudou o sistema
táctico, por muito que custe a Jorge Jesus admitir que mudou por força das
derrotas, por força dos seus próprios falhanços, parece-me ser indesmentível que
esta nova formula táctica do Benfica com 3 médios de corredor central
declarados e uma ideia de jogo mais pausada e emocionalmente mais controlada
tem os seus resultados à vista.
O derby de ontem, tal como já havia sido o jogo na
Grécia, foi lançado nestas bases tácticas, com o trio formado por Matic, Enzo e
R. Amorim a controlarem todas as operações a meio-campo, roubando tempo e
espaço aos médios leoninos e demonstrando qualidade na hora de construir. Com
estas unidades em campo, o Benfica relaciona-se melhor com o espaço, havendo
menos espaço entre unidades e, por isso, maior facilidade nas ajudas defensivas
e na criação de linhas de passe no momento ofensivo.
O Sporting, tal como já tinha acontecido com o
Olimpiakos, marcou o 1º golo na primeira e única oportunidade criada através de
lances de bola corrida durante os 90 minutos, e em mais dois erros primários do
Benfica na defesa de lances de bola parada, tudo o resto foi luta a meio campo
e domínio do Benfica.
É verdade que sentimos algumas dificuldades após a
lesão de R. Amorim, talvez porque Jorge Jesus caiu na tentação de trocar o
médio Português por um extremo (Cavaleiro), colocando Gaitan ao meio, no papel
que até ali havia sido de Enzo, mas Gaitan está longe de ser Enzo no que a
capacidade e voluntarismo defensivos diz respeito e Markovic não teve a
capacidade de transporte de bola que Gaitan teve, até ali, pela esquerda. Mas
esse desequilíbrio causado pela má opção táctica de Jorge Jesus, foi mitigado
pela opção de Leonardo Jardim que na busca do golo também trocou um médio (A.
Martins) por um avançado (Slimani). Ainda assim, ainda que essas dificuldades
tenham sido evidentes, reforço, fomos capazes de manter o controlo do jogo,
caindo apenas pela questão, que já se torna desesperante, das bolas paradas
defensivas.
Ao contrário do que considerou Jorge Jesus, eu acho
que a entrada de Lima ia sendo determinante, mas para um desfecho semelhante ao
que temos vivido com o “mestre da tática”. Entrando Lima para a saída de um
esgotado Enzo, a equipa voltou ao sistema “antigo” e ao que isso tem de melhor
e… pior. Voltamos a ser uma equipa a correr desenfreadamente para a frente,
mesmo depois do 4-3, voltamos a ser uma equipa completamente partida a meio (a
3 minutos dos 120 é visível uma linha de 6 jogadores a defender e 4 na zona do
grande circulo), facto que só não melhor aproveitado pelo Sporting pela sua
falta de experiencia e matreirice, pois contra equipas com esses predicados já
vimos por diversas vezes que sofremos, e muito.
Para finalizar gostaria de falar de Gaitan. É verdade
que Enzo foi, mais uma vez, gigante no meio-campo, desmultiplicando-se em 2/3/4
“Enzos” para se entregar à equipa. Não é menos verdade que Cardozo foi
absolutamente letal, marcando 3 grandes golos. Mas Gaitan voltou a provar que,
querendo, é o jogador mais genial deste Benfica. Gaitan é daqueles que leva
gente aos estádios, é daqueles que se funde com a bola num bailado só alcance
dos predestinados, assim haja disponibilidade mental e compromisso com o
colectivo.
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Taça de Portugal 2013-2014
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