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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A História ensina o que é o Sport Lisboa e Benfica



O maior problema do Benfica nos últimos 20 anos prende-se com a perda paulatina dos valores fundamentais do benfiquismo. A exigência perdeu-se, ganhou-se a moda da desculpabilização e o regozijo na mediocridade. Conhecesse a larga maioria dos seus adeptos a História do Clube e lhe dedicasse algum tempo na vez de tanta conversa sobre árbitros e jornalistas e adversários - tudo sempre contra o Benfica, claro -, e talvez nunca tivéssemos de ver a dirigi-lo personagens tão bizarras como Damásio, Vale e Azevedo ou Vieira. Como sempre, em futebol, política ou outra qualquer área da sociedade, o problema está na ignorância do povo que o leva a escolher invariavelmente mal.

Atente-se nesta crónica do 1º «Boletim Oficial do Sport Lisboa e Benfica», de Março de 1927, e compreenda-se o porquê de este clube nascido numa Farmácia ter crescido até ao patamar de instituição universal e não ter ficado, como a grande maioria de clubes, na vivência bairrista:

«Constituição do Grupo:

Adrião, Mario Rodrigues, Assis, Evaristo, Germano, Carreira, Figueiredo, Pires, Bailão, João Simões e H. Carvalho.

Faltaram nada menos que: Teixeira, Levy e Thomé. Moura Lourenço, que havia sido indicado para substituir Teixeira, faltou tambem por falecimento de pessoa de pessoa de família.

Jogo sem historia. Perdemos po 0-3, e nem tanto era de esperar do grupo que se apresentou em campo.

Apenas se distinguiram Mario Rodrigues e Adrião, sempre seguros e eficazes. Assis, feliz nalgumas intervenções, estouvado noutras, por precipitação enfiou uma bola nas suas próprias redes.

Germano e Carreira, fracos, parecendo doentes. Evaristo muito esforçado e nada mais. Baião e Pires pouco produziram por falta de ajuda. Figueiredo, muito fraco, Simões e Carvalho, fora dos seus logares habituais, nada mais fizeram do que mostrar boa vontade.

Um reparo para Bastos: em certa altura do encontro, esboçou uma atitude que a consumar-se seria muito grave. Deve evitar os nervos, e lembrar-se que o respeito pela camisola que veste o obriga a sêr correto.»

Agora compare-se isto com 2014 e Vieira TV ou a alegria por empatar em Barcelos porque o Porto perdeu ou com a defesa de Jesus por empurrar um Polícia ou as vitórias morais de anos atrás de anos sem nada ganhar ou com a conversa do "não desestabilizem" sempre que problematizamos o clube na internet.

Começa aqui o declínio do nosso clube: as pessoas deixaram de respeitar o que é o Sport Lisboa e Benfica e passaram a apoiar quem nunca saberá o que ele significa.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A cultura de exigência segundo Vieira



Numa mensagem de Natal publicada no site oficial do clube, e que pretende ser de balanço do ano civil que brevemente finda, Luís Filipe Vieira vem reiterar o caminho que decidiu trilhar desde o inicio de época, ou seja, tentar explicar a todos que deu todas as condições ao treinador da equipa de futebol para triunfar e que se isso não acontecer a culpa será exclusivamente sua.

A pressão que Vieira exerce sobre Jorge Jesus é legítima e compreensível, sendo apenas de lamentar que seja tardia. É a pressão de quem, supostamente, lidera e quer ganhar, mas essencialmente é a pressão de quem se quer ver ilibado de eventuais responsabilidades de um possível insucesso.

O presidente fala numa cultura de exigência que deve estar sempre presente no Benfica, algo que concordo e reafirmo. No entanto, isto leva-me a perguntar: Onde estava essa cultura de exigência na hora da renovação de contrato com Jorge Jesus? Qual foi o critério de exigência que motivou Vieira a manter as condições salariais absurdas de quem tão pouco ganha? Em que lugar se escondeu a exigência na hora em que se reforçou os poderes a um treinador que perde sistematicamente em momentos decisivos? Em que gaveta ficou a exigência quando se deixou ser chantageado por Jorge Jesus com um eventual interesse nos seus serviços por parte do FC Porto? Em que parte do espirito de Vieira se encontra a exigência de não deixar que os sócios lhe exijam outros resultados de forma livre e descomprometida? Que cultura de exigência tem de si próprio, um homem que teme o confronto politico? Qual é a cultura de exigência que preside a 13 anos e 2 títulos de campeão nacional de futebol? Que exigência tem um estádio despido de entusiasmo e adeptos? Que cultura de exigência se transmite por telefone? No fundo, que cultura de exigência é essa que leva um clube a ver-se expropriado dos seus valores mais elementares?

Responda quem souber.