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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Manuel Damásio apoia


"Os benfiquistas têm de manter calma. No início da época passada também duvidaram. […] Dirigentes e treinador têm de fazer este trabalho porque Portugal é um país de clubes vendedores. E o Benfica precisa de vender para suportar as despesas que tem. Após uma época na qual se ganhou tudo, é natural que sejam transferidos futebolistas. E qual é o gestor que não ia tirar proveito desta situação? Deixem as pessoas trabalhar. Esta situação era inevitável"

Não surpreende. Para quem, há precisamente 20 anos, encetou uma demolição do plantel verdadeiramente histórica e atirou o Benfica para os anos mais negros da sua existência, esta situação que hoje vivemos é absolutamente normal. Damásio apoia Vieira. E Vieira apoia Damásio e o seu passado negro ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Caso contrário, Damásio não teria sido um dos nomes na lista de "notáveis" que Vieira apresentou como apoiantes da sua candidatura a presidente do Benfica há dois anos. Os mesmos que dizem que não querem voltar aos tempos negros do Benfica esquecem-se que o presidente que veneram anda de mão dada com quem começou este processo de auto-destruição. Haverá maior incongruência que esta?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O «all-in» do Porto

Não vi nenhum jogo do Porto nesta pré-época; não vi o que podem valer, no Porto (e não nos clubes de onde vieram), os novos reforços. Como não vi nenhum jogo nem vi os reforços, não valerá a pena falar da qualidade ou da falta de qualidade da equipa e dos jogadores do Porto. Deixarei essa análise para mais tarde, lá para Setembro quando já pudermos ver que trabalho Lopetegui tem andado a fazer.

Por ora, o que me interessa analisar aqui é a estratégia que foi pensada por Pinto da Costa para esta época. Uma estratégia claramente de desespero, que explica os milhões investidos (com ajudas exteriores; resta saber de quem) e que, no fundo, não é surpreendente tendo em conta a obsessão que o Presidente do Porto sempre teve pelo Benfica. Pinto da Costa faz um «all-in» para 2014/2015 na esperança de, mais do que ganhar o título de campeão nacional, conseguir evitar o Bicampeonato do rival (fenómeno que não acontece há 30 anos). 

Os jogadores que chegaram ao Porto poderão ser óptimos - alguns têm qualidade inegável - e o novo treinador uma maravilha - não conheço, espero para ver -, mas parece-me que na análise que vejo à nova época do portistas há aqui alguns esquecimentos: o Porto perdeu Helton (um guarda-redes com 8 anos de clube), Mangala e Fernando. Prepara-se para perder Jackson e provavelmente Danilo. Ora, aqui estão 5 titulares da época passada. 5 bons jogadores. Para os seus lugares virão outros, alguns com qualidade, outros nem tanta, mas as equipas dificilmente se constroem sem referências e este Porto, com muito ou pouco talento, não tem referências, que é precisamente o que sempre teve e sempre usou em seu benefício, construindo uma mentalidade forte. Portanto, sim, aceito que estarão mais fortes em termos desportivos, mas não compro a ideia de que estarão imparáveis apenas porque compraram bons jogadores (veremos a adaptação ao clube de tantas "promessas") e um bom treinador (que também ainda tem muito para provar). 

À semelhança de Vieira no ano passado, Pinto da Costa força assim um «all-in» que ou lhe dá uma relativa glória - evitar o Bi do Benfica - ou deixa o clube na miséria, não só desportiva e moralmente como no lado financeiro. Talvez os portistas ainda não tenham percebido bem a realidade, mas a obsessão de Pinto da Costa pode custar a sobrevivência no mais alto nível ao Futebol Clube do Porto. O que é espantoso é que, nos últimos 20 anos, nenhum Presidente do Benfica (Damásio, Vale e Azevedo, Vilarinho e Vieira) tenha conseguido jogar com este lado doentio de Pinto da Costa, usando-o em proveito do nosso clube. E esta época começa a dar sinais de seguir no mesmo caminho autista do passado. Ou seja, um Porto habituado a ganhar - partiu para a última época com 8 títulos em 10 possíveis no Campeonato Nacional -, um Porto que enfrentou o Benfica e perdeu para o Benfica nas 3 frentes - Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga -, um Porto que viu fugir debaixo dos pés a superioridade desportiva que vinha tendo, além de graves problemas financeiros, com atrasos de meses no pagamento dos ordenados, empréstimos por pagar, endividamentos brutais, etc. Este Porto, que em Maio estava destruído desportiva, moral e financeiramente, era um Porto a abater com inteligência. Em resumo: esta época 2014/2015 tinha de ser encarada pelo Benfica como a da estocada final no adversário, para então iniciarmos um ciclo que nos pudesse garantir a liderança e hegemonia no futebol português.

Nada disso fizemos. Perdemos a enorme vantagem sobre os adversários com que partiríamos para esta época se tivéssemos mantido um núcleo substancial de jogadores. Claro que teríamos de vender, mas venderíamos bem, 3 (4 no máximo) jogadores, e a preços de cláusula, que não deixassem qualquer dúvida sobre a nossa posição estratégica no mercado e aos olhos dos adversários nacionais. Quanto valerá, em termos financeiros, um Bicampeonato para o Benfica? Quanto valerá, em termos que os dirigentes do Benfica compreendam, a alegria e vontade de gastar em camisolas, calções, cartões de sócios, etc, etc, etc, se os benfiquistas vissem o Benfica ser Bicampeão Nacional? São estes números que podem mudar estratégias e assumem o lado mais emocional (mas também financeiro) do clube que os tecnocratas que trabalham no Benfica não compreendem pelo simples motivo de que ou são adeptos sem qualquer paixão ou nem sequer são adeptos benfiquistas. E, já agora, quanto valeria, em termos de dívida para os portistas, um Porto que perde dois campeonatos seguidos? Pensaram nisso ou só vêem com os olhos quadrados das contas sem sangue, do relatório sem verdade, da venda sem alma, da empresa sem clube?

Chegados ao final de Julho, o que parece claro é isto: o Porto investe o que tem e o que não tem na procura pelo título nacional; o Benfica, endividado até ao tutano (realidade que não é culpa dos bancos, mas de quem gere o clube há mais de uma década e o trouxe até esta situação), prefere perder toda a vantagem desportiva que tinha e que o faria partir com mais de 80 por cento de possibilidades de renovar o título nacional para atacar o mercado vendendo os seus melhores ao desbarato e comprando, salvo excepções, mal e caro (para o valor dos jogadores comprados). O problema disto é que não é novo. Aconteceu em 1994, com os resultados que conhecemos. Aliás, se há desculpa recorrente nos apoiantes de Vieira ela está precisamente nesse ano e nas repercussões que ele teve para os futuros 20 anos do clube. Esperemos que não aconteça estarmos em 2034 a desculpar o Presidente da altura por termos tido um aldrabão no clube. Esperemos não ter de ouvir na altura, aos apoiantes inequívocos do Presidente de 2034, a frase: «Deves querer voltar aos tempos do Vieira...». 

Dito isto, e sabendo que estupidamente perdemos a vantagem que tínhamos sobre o Porto, será que estamos condenados a ver os portistas festejarem o próximo título? É evidente que não. Nós levávamos o nosso carro com 700 metros de distância sobre os rivais, com a estratégia errada que escolhemos e com a (provável) boa estratégia dos adversários, digamos que neste momento estamos todos na mesma linha de partida. O que se por um lado é chato e triste (custa sempre perder tantos metros), por outro dá-nos a certeza de que ainda vamos a tempo de acabar na frente. 

Como? Diria que é fundamental manter Enzo (pouco provável), Gaitán (muito pouco provável), Luisão, Lima e Maxi - o núcleo. Depois, comprar um Guarda-redes, um lateral de qualidade que faça os dois lados (estamos necessitados nos dois), um médio defensivo experiente e um avançado goleador. Fazendo isto, manteremos ainda alguma ligação ao trabalho de anos de Jesus e poderemos evoluir para uma equipa competitiva a nível nacional - a Europa esqueçam. Neste momento, é fundamental apontar todas as setas ao Bicampeonato. Nem que seja com um plantel mais fraco - e isso sê-lo-á sempre -, mas com espírito colectivo superior e os objectivos bem definidos desde o princípio. O problema desta estratégia é que não deverá ser possível acontecer. Enzo e Gaitán, um deles ou os dois sairão. Compras de qualidade talvez uma ou outra mas não as 4 que seriam necessárias. Vamos ter um plantel para 2014/2015 com deficiências, muito abaixo da qualidade que o anterior tinha, com um Porto supostamente mais forte e com um Sporting com um treinador que garante um bom trabalho. 

Ou seja, dos 80 e tal por cento com que partíamos se tivéssemos apostado de forma coerente na pré-época, vemo-nos agora com uns diplomáticos 33 por cento. Passámos da ciência para a fé. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

2003-2013 - a pior década da História do Benfica

Um dos argumentos dos apoiantes do Presimente Vieira, os tais que são adeptos do Benfica fundado em 1994, passa por comparar estes 10 anos do grande líder com os 10 anos anteriores ao notável Luís Filipe. Não o comparam com qualquer outra década porque, na verdade, a única forma de vangloriar a completa incompetência de Vieira é tentar comparações com o pior período da História do Benfica (que neste momento já foi ultrapassado pelo período do Presimente Vieira, se analisarmos todas as áreas em que o clube definha). Para esta gente, que ironicamente diz "nós não temos a memória curta!", curta é mesmo a memória. Ou conveniente. Curta e sobretudo conveniente.

Mas façamos um pequeno e simples exercício de comparações. Essa década de horrores, essa a que não queremos nem podemos voltar nunca (não é esse o argumento para mantermos estes incompetentes nos seus cargos?), como se o futuro tivesse já traçado uma linha curva por onde iremos passar até voltar a Vale e Azevedo e às pedras da calçada, terá sido, em termos desportivos, uma miséria? Sim, terá sido. Foi uma miséria total.

De 1993 a 2003, ganhámos apenas 1 Campeonato e 1 Taça de Portugal. Um péssimo registo muito explicado pelo total desvario com que o clube foi governado, entre Damásio (hoje um grande apoiante de Vieira e visita assídua na Bancada Presidencial), Vale e Azevedo e Vilarinho.

E de 2003 a 2013, que pecúlio desportivo? 2 Campeonatos e 1 Taça de Portugal. Extraordinário! Vieira conseguiu, em 10 anos, ganhar um Campeonato a mais do que a pior década da História do clube. Notável, não é?

A isto teremos de adicionar o pornográfico endividamento que deixa o clube neste momento em falência técnica. Portanto, o Grande Líder Vieira, o salvador do Benfica, o que veio finalmente resgatar o Benfica da miséria conseguiu, em relação aos anos negros do clube, ganhar mais 1 Campeonato Nacional.

Mas talvez não tenhamos ganhado mais nestes últimos 10 anos por causa do sistema - aquele que Vieira apoia, inequivocamente? Não, os anos 90 foram o apogeu da corrupção, vimos coisas inacreditáveis nos campos de futebol portugueses, coisas que nunca mais vimos na última década. Talvez, então, o Benfica pudesse ter ganhado, não fosse a corrupção, mais um Campeonato entre 1993 e 2003 e então estivéssemos hoje a comparar exactamente o mesmo sucesso desportivo entre Damásio/Vale/Vilarinho e Vieira. E nessa altura que mais poderíamos dizer para salvar a pele ao grande líder?

Digamos, por fim, que nem aos adeptos do Benfica fundado em 1994 é permitido dizer tanto disparate para apoiar esta miséria vieirística. Mesmo os que acham que o clube só nasceu há 19 anos, terão de levar com a realidade pelos olhos adentro e perceber que estão a apoiar o abismo do Benfica. Aos outros, aos que verdadeiramente não têm memórica curta e sabem a data da fundação do clube, de facto só resta chorar de vergonha.

O clube definha e a maioria bate as palminhas.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Respeitem as maiorias, caramba!



Inacreditável o que alguns benfiquistas (sê-lo-ão, deveras?) andam a fazer ao Benfica. O Presidente Vale e Azevedo, como grande líder que sempre demonstrou ser, não merece um tratamento tão baixo por uns ressabiados que, apesar de terem perdido nas urnas, querem ditar leis e governar o clube de fora para dentro. Podem deixar de afiar facas, que o Presidente Vale chega para vós todos - ainda não aprenderam que o Benfica deixou de ser uma feira de vaidades; no clube actualmente trabalha-se de forma exemplar e competente, acabou a palhaçada. 

Para estes petardeiros oficiais - que desconhecem o valor da democracia - terem levado um banho nas eleições não lhes chegou para acalmarem as suas tendências criminosas e atentatórias da História democrática do Benfica. 63 por cento dos sócios benfiquistas escolheram o seu Presidente - acostumem-se, porque o Presidente Vale está para durar e não vai ceder aos caprichos de gente que acha que pode colocar em causa os valores essenciais do Sport Lisboa e Benfica. Doeu muito? Temos pena. Juntem-se todos os 29 por cento dos Vilarinhistas e façam um clube novo, que este já está bem liderado e pronto para remar com sucesso em direcção ao futuro. 

As calúnias inqualificáveis por parte de benfiquistas que dizem hipocritamente estar a "defender o Benfica de um aldrabão" deviam ser suficientes para que o Presidente decretasse o anulamento dos seus cartões de sócio e lhes impusesse um processo por difamação não só pessoal como ao próprio clube. Desde as críticas à gestão desportiva, passando pelas torpes acusações sobre estar o Presidente Vale a desviar dinheiros do clube em seu benefício próprio, acabando nas eternas queixas de ser o nosso líder uma pessoa incompetente para liderar o Benfica, de tudo se lê e ouve por essa blogosfera. É gente sem escrúpulos, paga pelos oposicionistas para gerar ruído. O que estes benfiquistas de pacotilha (tenho dúvidas se serão mesmo benfiquistas) não percebem (ou percebem muito bem!) é que, enquanto vão debitando ódio ao Presidente Vale, prejudicam enormemente o clube. Mais valia que se calassem e deixassem os nossos dirigentes trabalhar com o recato e a tranquilidade necessários a uma gestão apropriada. 

Têm críticas (infundadas) a fazer? Pois bem, apareçam nas Assembleias-Gerais (nunca por lá os vi) e esperem pelas próximas eleições. Até lá, fechem as matracas e apoiem. Sabem o que é apoiar? Não é só no estádio - esse até é o apoio menor, visto que muitos vão para lá para assobiar os nossos jogadores; é na internet, onde todos poderemos fazer textos fantásticos a apoiar o Benfica, com expressões de índole religiosa - "Eu acredito muito no Benfica!" -, de futurismo crente - "Como sou um grande benfiquista, eu acredito sempre que vamos ganhar tudo!" - de luta contra o sistema - "Força, Benfica, contra tudo e contra todos!" - ou de grande fervor benfiquista - "Carrega, Benfica, somos o melhor clube do mundo!". 

Estes textos e estas expressões ajudam não só os nossos atletas como também a equipa técnica e a própria Direcção, porque, como todos sabemos muito bem, todos os agentes do Benfica vêm ler o que escrevemos nos nossos blogues, analisando ao detalhe a percentagem de apoio que cada um de nós dá ao Benfica. Há até, no Departamento de Acompanhamentos dos sócios e adeptos, uma equipa que estuda intensamente os nossos posts e depois hierarquiza, num ficheiro lindíssimo a que já tive acesso, os vários bloggers consoante a quantidade de posts de apoio ao clube. Por exemplo, se um blogger fizer 5 textos por semana a apoiar o Benfica (usando as expressões que em cima documento; ou outras, de igual teor), entra directamente no chamado «Patamar 1 do apoio" - o verdadeiro orgulho de qualquer benfiquista que escreva sobre o clube e onde pertenço, sei-o através de gente da Direcção, há já vários meses. Pena é que sejam poucos os que podem ter o privilégio de me acompanhar na gaveta dos melhores apoiantes de internet. Pela informação que recolhi, há mais dois ou três no Patamar 1 do apoio; o resto, miseravelmente, espalha-se pelo Patamar 2 do apoio e, uma grande maioria (os tais acéfalos que dizem mal de tudo e conspurcam o bom nome do Presidente Vale), pelo Patamar -10 - que é um lugar humilhante e desprestigiante para qualquer benfiquista.

As críticas à gestão desportiva só podem partir de quem não tem a mínima noção de como se dirige um clube. A aposta é clara e só gente de má-fé pode questionar a estratégia que, apesar de ainda não ter dado frutos, revela um padrão de evolução que, nos próximos tempos, trará sucesso desportivo de forma consecutiva e hegemónica: passa por nos vermos livres dos chamados «melhores jogadores» (calões que, do alto do seu talento, pensam que podem fazer o que quiserem no Benfica), diminuindo assim despesas, e simultaneamente comprar, a baixo custo, jogadores medianos do campeonato nacional, do refugo de algumas equipas inglesas que lutam pela manutenção e outros atletas de baixa qualidade que, desesperados por não verem futuro na sua profissão, servem verdadeiramente os intentos a que nos propomos: dar-lhes alento, aproveitar a sua baixa-estima e a valorizar como um factor evidente de humildade (fundamental para o jogador render aquilo que ninguém acredita que pode render). Estes medianos atletas serão, a curto/médio prazo jogadores fabulosos que gerarão em mais-valias receitas extraordinárias que ajudarão a Direcção a recuperar financeiramente o clube. Só não vê quem não quer - ou pior: quem não quer ver, porque apoiado e sustentado por uma oposição que procura minar vergonhosamente a actual estrutura dirigente.

Outra das críticas prende-se com o suposto interesse pessoal do Presidente Vale sobre os interesses colectivos do Benfica. Isto é inqualificável! O que o Presidente Vale tem vindo a fazer - desviando dinheiro para as suas contas, para assim aliviar o Benfica de encargos que não pode, ao momento, suportar - é uma prova irrefutável de benfiquismo, sujeitando-se à possibilidade de endividamento pessoal para que o clube não sofra agruras e vergonhas. Fazer de um acto sublime e nobre do nosso grande Presidente Vale e Azevedo um caso de polícia só está mesmo ao alcance dos petardeiros acéfalos, gente que, sob o manto da "defesa do Benfica", revela ter uma sede de poder e uma falta de noção do que deve ser um verdadeiro benfiquista. 

Eu não tenho memória curta. Sei bem como estava o clube quando Damásio (esse miserável Presidente!) saiu do Benfica. Nem as pedras da calçada tínhamos. O clube para pagar a água das casas-de-banho tinha de recorrer a peculiares empréstimos junto dos maridos das empregadas de limpeza - que, claro, aproveitavam o poder de credores para as usarem vezes sem conta, e não só em dias de jogo!, conspurcando as paredes com frases ordinárias escritas não só a canetas simplórias compradas por tua e meia mas até, e isto é que devia fazer pensar as pessoas, com pedaços de fezes que eles próprios defecaram! Não raras vezes, foi o próprio Presidente Vale que teve de ir, com sacrifício pessoal e familiar, pelas madrugadas antes dos dias de jogos limpar as latrinas e os azulejos para que nós pudéssemos usufruir de um serviço de lavabos que orgulhasse todos os benfiquistas. 

Cheguei mesmo a ter uma discussão acesa, no último Benfica-Campomaiorense, com um outro sócio do clube (um Vilarinhista de fraquíssima índole) quando vi esse ordinário aos murros aos lavatórios das senhoras porque, dizia ele, não havia água nas torneiras. Pois não havia! Mas havia paredes limpas e sanitas a cheirar a WC Pato! Queriam tudo do pé para a mão, não? Tive de intervir, naturalmente. «Ó seu boçal, não vê que estamos em período de recuperação do Benfica? Se quer água, limpe as mãos em casa". O bronco, sem me dar tempo para preparar a minha posição de combate (sou perito em artes marciais, curso que tirei observando os movimentos do protagonista da série «Kung Fu»), disparou-me um excremento aos olhos e logo a seguir uma patada nas zonas baixas, deixando-me prostrado no lindo mosaico devidamente limpo pelo Presidente Vale. Não satisfeito, urinou-me em cima e chamou-me «burro que não vê a merda que está a apoiar». Isto, mais até do que a humilhação de estar inundado de detritos humanos, causou-me uma raiva tal que ainda respondi, baixinho porque sou homem de poucas histerias, que a minha memória dos tempos negros de Benfica estava bem presente, enquanto limpava um azulejo manchado com pedacitos de fezes que o ordinário tinha atirado para os meus olhos, fazendo ricochete e saindo, como granada, em direcção aos espelhos, lavatórios e chão daqueles excelentes lavabos. 

Como vêem, é assim que se defende o Benfica: se necessário for, obrigando os Vilarinhistas a exporem-se ao ridículo de terem de bater em nós ou nos atirarem para os olhos pedaços de merda. Ser um verdadeiro benfiquista é ter convicções e conhecer a História do clube. Aprendam com este pequeno exemplo que o Benfica se defende de uma única maneira: defendendo o Presidente em funções e desprezando todos os anteriores pelo péssimo serviço prestado. A recuperação que está em marcha no clube é admirável: além da política desportiva sobre a qual já discorri e expliquei aos menos atentos (penso que agora já entenderam os motivos pelos quais esta estratégia tem tudo para resultar) e sobretudo pelos avais pessoais que o Presidente Vale tem assegurado (outra estratégia que, penso eu, competentemente já analisei), o que verdadeiramente me assombra nesta Direcção, mormente no nosso líder, é a disponibilidade constante com que se entrega ao projecto. São 10 a 12 horas todos os dias no Benfica - quando não são 24 a 26, dependendo se dorme nos aposentos do Estádio ou não. Esta entrega, este comprometimento, esta solidariedade, são valores que asseguram que o Benfica está bem entregue e necessita que os opositores ranhosos se calem e passem a apoiar. O rumo é este: precisamos agora de algum tempo até consolidar este projecto.

Pelas minhas conversas com o Presidente Vale, e temos tido muitas ao longo destes anos, começaremos a ganhar - primeiro, um campeonato em cada 5 anos; depois dois ou três em quatro - daqui a 15 anos. O projecto precisa primeiro da consolidação essencial. Há aqui duas vertentes: a recuperação financeira e estrutural - depois do grau 0 em que o execrável Damásio deixou o clube, a evolução terá de ser paulatina -, que deverá estar finalizada dentro de 12 a 13 anos; e a recuperação desportiva - que, após essa mesma recuperação financeira, poderá então entrar a grande velocidade, fazendo do Benfica o maior clube do mundo, maior até que o Real Madrid. Peço, portanto, aos benfiquistas que este não é um projecto para e ou 6 anos, mas para 36, talvez 39 anos, dependendo da capacidade que tivermos ao nível de adesão de sócios, do Lar Benfica, do Cemitério Benfica e essencialmente do enorme projecto - só mesmo possível pela grande visão do Presidente Vale - o Hospício Benfica.

Este Hospício Benfica será a alavanca para a credibilidade financeira e desportiva e - ainda mais importante - para o aniquilar do sistema dos Oliveirinhas e dos corruptos do Norte. A estratégia é simples: com o fabuloso apoio inequívoco dado pelo Presidente Vale aos Presidentes das casas de putas de Reinaldo Teles, o Benfica faz passar brilhantemente a falsa ideia de que está a tentar servir-se do sistema. Na verdade, o plano é maquiavélico: desconjuntando e ludibriando os agentes corruptos desses sítios de desprezível concubinato, o Benfica conseguirá impor vice-presidentes e alguns vogais nas várias casas de meninas que o Porto tem sob controlo. Servindo bebidas, acompanhando homens casados ou fazendo danças sensuais, estes agentes - estrategicamente colocados no centro do polvo! - irão paulatinamente enlouquecendo não só as prostitutas como também os clientes (quase todos árbitros) e os próprios dirigentes azuis e brancos. 

Dentro de uma década - tudo demora o seu tempo, Roma e Pavia não se fizeram num dia - teremos uma quantidade substancial de agentes futebolísticos (quase todos corruptos) tão dementes que não saberão nem passar facturas às putas, nem arbitrar jogos, nem - muito menos - exercer influência nos órgãos de poder. Oligofrenicamente arquitectados por nós, toda esta gente dará entrada no Hospício Benfica, onde serão recebidos, acolhidos e sujeitos a torturas medievais, com o intuito de, primeiro, os prendermos definitivamente numa clausura e, segundo, conseguirmos saber as estratégias que levaram o Porto a conquistar tantos títulos de forma torpe e criminosa. Apelidar esta estratégia do Presidente Vale e Azevedo de genial parece-me, francamente, parco. Supera o genial, está para lá do genial, é toda a existência humana num projecto. E, sorte a nossa, a favor e em defesa do Benfica!

Agora que já expliquei os fundamentos essenciais do projecto desta Direcção, não peço mas EXIJO aos Vilarinhistas e outros istas acéfalos que se calem e respeitem a irredutível maioria que deu ao Presidente uns 63 por cento de legitimidade democrática. Como diz a foto em cima sobre a vitória esmagadora do nosso líder sobre o ordinário oposicionista Vilarinho, ABISSAL! Como abissal será o caminho do Benfica nas próximas 3 décadas - quiçá 4. O Benfica nunca mais será como dantes. Apoiem. Apoiem muito e tudo. Sem críticas, sem análises dos problemas, sem ideias, sem projectos, sem nada. Apoiem de forma acrítica o clube, porque é disso que ele precisa para crescer. E façam um favor a todos: respeitem as maiorias, caramba!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

17 anos de incompetentes

Quem conhece este blogue sabe perfeitamente que não raras vezes nos dedicamos a sovar as decisões da Direcção do clube. Não é difícil, diga-se, visto que o Benfica tem sido gerido nos últimos 17 anos por autênticos incompetentes que desconhecem a identidade do clube, desrespeitam os seus adeptos e apenas se movem pura e simplesmente pelos interesses pessoais que têm.

Já tivemos de tudo: desde o panasca que levava sovas da mulher e que decidiu construir, a mando da sua querida esposa, uma capela junto ao Estádio - panasca esse que foi o maior responsável pelo adormecimento do gigante quando decidiu revolucionar um plantel e equipa técnica; o outro, de qualidade superior e, esta, integrada nos princípios fundamentais do benfiquismo.

Tivemos depois o ladrão, um gajo que, ao contrário do Pinto da Costa, em vez de andar a roubar os adversários, decidiu roubar o próprio clube - o benfiquismo tem, de facto, coisas extraordinárias - e que ainda hoje anda fugido do país a clamar inocência.

Depois tivemos o sonhador ébrio, aquele que, conservado em vinho tinto, se apressou a construir alguma coisa possível de entre os escombros deixados pelo ladrão. Mas este sonhador ébrio, além de se dedicar às crenças e ao benfiquismo exacerbado, era também capaz das maiores alarvidades verbais. Frases como: "quero que o Roger se foda!", "Estou farto de benfiquistas", "Benfiquista sou eu e mais 20", "as modalidades não deviam existir", "não me interessa o título de basquetebol" ou aquela que viria a ser profundamente simbólica porque totalmente repetida à exaustão por aquele que se lhe seguiu: "prefiro trabalhar com lagartos". O sonhador ébrio era assim: um poço de incongruências e decisões dúbias. Entre elas, claro, está a opção de meter no clube o actual Presidente, o mentiroso.

O mentiroso começou a ganhar nome dentro do clube e rapidamente se percebeu ao que vinha: atirar o sonhador ébrio para um canto e governar, depois de extinguir o Alverca, o maior de Portugal. Desde esse dia fatídico - mas também, sejamos justos, quem teve colhões para aparecer com uma ideia melhor nesses tempo? - o mentiroso reina sem oposição o Benfica, fazendo o que bem quer e lhe apetece, mentindo consecutivamente aos sócios, desrespeitando as suas vontades, trazendo para o clube incompetentes e adversários e, o mais evidente, com uma taxa de sucesso desportivo no futebol que roça o ridículo: 11 anos, 2 títulos nacionais. E o mentiroso, como 90 por cento dos benfiquistas gostam que lhes vendam banha da cobra e, se possível, que ainda lhes enfiem a linguinha da cobra intestino acima, vai continuar, feliz e contente, por mais uns aninhos. Até que alguém olhe para o lado e perceba que o mentiroso e o ladrão não eram assim tão diferentes. Mas o futuro ao futuro pertence.

Panasca, ladrão, sonhador ébrio e mentiroso. Cá estão os 4 estarolas dos últimos 17 anos. Os responsáveis por esta autêntica caminhada no deserto que persiste em não acabar. Só um clube grandioso como o nosso pode aguentar 20 anos de tanta incompetência e manter (e até aumentar) a sua base de apoio.

O Benfica é muito grande. Pena é que nem sempre muito inteligente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A herança de Damásio, Vale & Companhia…

Nós conhecemos bem a história, não a vou repetir. Em 1994 muda o presidente e treinador e tudo mudou. E mudou mesmo.

É consensual que foi um período trágico, em que mais do que as derrotas custou mesmo foi a perda de dignidade, internacional e nacional. Como já disse, vocês sabem a história. Naturalmente, duvido que muitos benfiquistas já tenham recuperado desse período. Mais até, os benfiquistas da minha geração têm até alguma dificuldade em saber como era o Benfica, qual era a nossa identidade antes de esta ter sido amarfanhada pelos ditos.

Esta introdução porquê? Bom, basicamente porque tenho passado os últimos tempos a remoer na enorme tolerância que há por parte dos benfiquistas à corrente gestão. Neste e noutros blogues gastam-se palavras a apontar e desmontar a parada de asneiras a que assistimos no Benfica e logo acorrem hordas de benfiquistas indignados a atirar pedras, revoltados com a traição.

A malta até comenta nos cafés, a malta critica enquanto encolhe os ombros, os jornais desdobram-se em bandas desenhadas carregadas de gozo e os adversários comentam com escárnio. Mas poucos se indignam. Pouquíssimos. A malta continua a ter esperança - pois claro, que é o Benfica, não haviam de ter – e vai-se aprendendo a achar normal as contratações disparatadas, as negociações intermináveis, as vendas pouco claras e trapalhonas, o tradicional enxovalho por parte do porto após nos termos posto de quatro atrás de um jogador por meses a fio que em segundos apanha a A1 para Norte. Tudo isto é normal, e se não for é por culpa dos adversários, dos empresários de jogadores, dos próprios jogadores ou do diabo em pessoa: o “bufas”, o “diabo”, o “papa”, o pinto da costa. É tudo culpa dele. Até sermos estúpidos é culpa dele.

E é aqui que chegámos. Esta foi a pior consequência daqueles anos negros. Não foram os 7-0 do Celta, o Leónidas ter vestido o manto sagrado ou o resenborg ter repescado o rushfeld depois das garantias bancárias terem batido na trave. Nada disso. Isso não foi o pior. O pior foi os benfiquistas terem-se esquecido do que é o Benfica, ou do que era o Benfica. O pior de tudo é malta já não se lembrar, ou nunca ter assistido, a um clube sóbrio, com identidade, com rigor, com gente com classe e, acima de tudo, com boa gestão, com um balneário forte e carregado de benfiquistas. Será a isto que se chamava mística? Mas ainda sabem o que é mística? Eu não – sou novo demais! – mas estes que lá estão, e vocês que os defendem, também não sabem.