Numa altura em que os benfiquistas estão divididos como nunca - arrisco dizer que nunca se viu, na História do Benfica, um ambiente tão adverso entre os adeptos: insultos, provocações, insinuações soezes, ameaças, mentiras, faltas de respeito, todo um leque de anormalidades entre benfiquistas -, o único tema que parece conseguir abarcar todos num só objectivo parece ser o da Benfica TV e da imperiosa necessidade de fazer crescer o canal a níveis que assegurem ao clube a independência financeira, desportiva e social que nos últimos largos anos não teve.
O mote foi dado, os benfiquistas responderam, respondem e responderão de forma clara: queremos a Benfica TV com força suficiente para libertar o clube de quaisquer dependências nefastas a jogos de interesses duvidosos. Claro que falta abdicar de outras teias (o apoio, Presidente, o absurdo apoio), mas mantenhamo-nos focados nesta: subscrever a Benfica TV. Todos os que pudermos, todos os que quisermos, todos os que conseguirmos subscrever e convencer outros a fazer o mesmo.
O número é retumbante: 100.000 subscrições no primeiro mês acho que ultrapassa as melhores expectativas de todos. Com esta base primeira, parece-me que podemos entrar em campo na primeira jornada já com 150.000 subscrições asseguradas. Ou, se agora acontecer um natural decrescimento diário (é preciso agora convencer os indecisos), chegarmos ao menos ao número mítico: 120.000, o número que nos vinha à cabeça quando víamos a Catedral a rebentar pelas costuras (na verdade, eram 130.000, entre escadas e corredores). Pelo Fernando Martins, seria um objectivo bonito. Caminhemos juntos, no que pudermos, companheiros. E no que não pudermos ao menos tenhamos a decência de respeitar as opiniões e visões discordantes. O Benfica tem de abandonar este estado lastimável de intolerância entre adeptos da mesma paixão.