Vendo o festival de amor dado por todo o mundo a Mandela, Vieira, invejoso, tentou suicidar-se para não ficar atrás do sul-africano, mas enganou-se na medicação: em vez de ansiolíticos em barda, tomou 30 comprimidos da verdade. Se o efeito durar até amanhã de manhã, espera-se a indignação generalizada dos benfiquistas e a posterior marcação de eleições nas próximas horas.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
ÚLTIMA HORA!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Um país que não sabe escolher
Os resultados em Oeiras não podiam explicar melhor o que é este país. Inundado de gente para quem a submissão ao poder, a incapacidade de reflexão e a ausência de princípios morais são viscerais características, Portugal escolhe para o governar quase sempre malandros, quase sempre incompetentes, quase sempre mentirosos. No Benfica, clube com a maior massa adepta do país, não é diferente.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Uns retumbantes 7,25%
Por
vezes dá ideia de que as últimas eleições foram extremamente concorridas e que
o presidente Vieira venceu com uma esmagadora maioria do eleitorado a seu lado.
Não foi esmagadora. Não foi assaz grande. Não foi particularmente volumosa. Não
foi especialmente significativa. O presidente Vieira venceu com uns retumbantes
7,25% de sócios a seu lado. Repito o número: 7,25%. Número de sócios a dividir
por número de votantes dá isto: 7,25%. Querem que eu repita? 7,25%. Menor que o
valor do défice previsto para 2013. Pouco mais que a percentagem de portugueses
que votou no CDS nas últimas legislativas. Por cada votante em Vieira que
encontrarem na rua, encontrarão 5 esquizofrénicos. Acho que já perceberam a
ideia.
Mas
a verdade é que Vieira ganhou e assegurou a sua quarta eleição, dobrando assim
o número de campeonatos ganhos e quadruplicando o número de Taças de Portugal e
de Supertaças conquistadas. Se estas eleições valessem um troféu, seguramente o
Museu Cosme Damião teria o dobro da riqueza que o actual presidente lhe
acrescentou com os principais títulos de dez anos de mandatos.
Mas
deixemos os cenários de parte e regressemos à realidade, que é onde realmente
as coisas se passam... A lista do Luís das Furnas, o homem que roubava as
moedas do elefante do Jardim Zoológico (vêem como é de pequenino que se começa
a roubar...) acabou com 7,25% do eleitorado do seu lado, resultado para o qual
contribuíram exactamente 18.139 sócios de um universo de mais de 250.000.
Numa
eleição com apenas dois candidatos esta percentagem eleitoral é absolutamente
ridícula e deveria ser o suficiente para as pessoas entenderem que o projecto
era um completo disparate e que a larga maioria dos benfiquistas se riu da
patética figura do senhor que foi sócio do mesmo clube de Jorge Nuno, Reinaldo,
Adelino e Antero (e com os quais fez muitos e proveitosos negócios para o
Alverca e para o Porto) e da trupe que o acompanhava (se já foram a uma AG,
sabem as figuras que Rui Cunha faz). Mas, enfim, o senhor já pode contar aos
netos que um dia foi presidente do Benfica durante mais de uma década sem
ganhar praticamente nada no futebol, o que levará os netos a perguntarem se os
benfiquistas da altura eram efectivamente estúpidos ou meramente, vamos lá,
menos inteligentes.
Meus caros, vamos lá elevar esses padrõezinhos de
exigência. Isto não é o Alverca.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
O estranho mundo de Luís Nazaré - o papagaio metamorfoseado em rato
Luís Nazaré era crítico do Presidente Vieira. O Presidente Vieira, sempre disposto a uma boa caça ao abutre, apareceu em público a chamar Nazaré de papagaio. Nazaré ouviu e calou. Logo a seguir, Vieira, que adora primeiro enxovalhar publicamente os seus abutrezinhos de estimação e logo a seguir dar-lhes um tacho para calarem o bico (como aos antigos abutres Varanda ou Moniz ou Gomes da Silva), claro, deu um tacho ao abutre que era papagaio Luís Nazaré. O papagaio, antigo abutre, Luís Nazaré aceitou e a partir desse momento tem feito ao Benfica dos piores serviços que algum Presidente da Mesa da Assembleia-Geral pode fazer. Em 3 passos, o notável percurso do antigo abutre-papagaio Luís Nazaré:
1) Vendo o Relatório e Contas chumbado, situação que por princípio moral (ainda se lembram do que é?) obriga a nova Assembleia (e só mesmo pela vergonhosa mudança de estatutos a obrigatoriedade não é, além de moral, estatutária), o que faz Nazaré? Nada, as eleições estavam à porta, não interessava nova reunião de sócios. E assim o papagaio de bico abutrado Nazaré fazia História no nosso clube, espezinhando a tradição democrática do Benfica.
2) Eleições, dois candidatos. Uma das funções de um PMA-G é defender o clube, analisando se quem vai a votos preenche os requisitos estatutários. Ora, nem Vieira nem Rangel os preenchiam. O que fazer? Simples: não aceitar nenhuma das candidaturas. O que fez o abutre-papagaio loiro Nazaré? Aceitou as duas! Porquê? Bem, a vitória estava garantida para Vieira, foi só uma forma de, INDO CONTRA OS ESTATUTOS, o Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Benfica adulterar a verdade. Para um abutre-papagaio até que serviu bem o animal que o domava.
3) Assembleia de há uns meses. Sob a ridícula desculpa de que havia impropérios (quando me mostrarem uma Assembleia do Benfica em que não haja uns tontos a chamar nomes uns aos outros avisem, se fazem favor), acabou a reunião sem deixar que os sócios falassem. Este papagio-abutre estava metamorfoseado num animal vieirista de primeira água, num verdadeiro animal do sistema. De crítico a submisso foi só o preço de um tacho e o empréstimo do cérebro para o caixote do lixo.
Ontem soubemos que Nazaré decidiu suspender as suas funções no Benfica por estar envolvido numa campanha política. Primeiro ponto: é um desrespeito completo ser eleito pelos sócios do clube e depois, a meio, por lutas pessoais, abdicar do cargo - se quer ser político, abandone o Benfica. Melhor: antes de aceitar ir a votos como PMA-G lembre-se de pensar se quer ir a outros votos enquanto estiver a cumprir um mandato no clube - alguma vergonha na cara talvez ajudasse no processo. Segundo ponto: com esta suspensão, o abutre-papagaio Nazaré evita ter de presidir à próxima Assembleia, onde naturalmente seria apupado - agora sim, papagaio-abutre, irias ouvir bons impropérios. Assim, enquanto luta pela Junta de Freguesia de Alvalade, o abutre-papagaio já não tem de enfrentar os sócios do Benfica. Conveniente, não é?
Mas há mais: o antigo abutre que era um papagaio mauzão Luís Nazaré já percebeu que tem de ir abandonando o barco, pelo que é expectável que esta suspensão acabe em divórcio eterno. E assim, Nazaré, que já foi abutre, já foi papagaio e ultimamente tem sido concubina de Vieira, virou finalmente para a sua essência natural: a de rato de esgoto.
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sábado, 27 de outubro de 2012
Considerações sobre as eleições
O português e o benfiquista são uma espécie muito curiosa, festejam quando há sucessos, gostam de falar mal dos "chefes" quando estes falham, mas quando são chamados a decidir, gostam de passar a batata quente aos outros. Foi com surpresa que li a generalizada congratulação com a quebra do recorde de votantes das eleições, em vez dos 21.804 em 2000, desta vez foram 22.676 votantes, apenas mais 872 votantes e não 872 sócios pois as Casas também votaram em 2012.
A minha questão é simples, quantos sócios tinha o Benfica em 2000 (150-180.000 ?) e quantos tem em 2012 (250.000) ? Em 2000 só se podia votar no Pavilhão da Luz, actualmente além do pavilhão da Luz pôde-se votar em Famalicão, Coimbra, Évora e Faro (à semelhança de 2009) e via internet para quem vive nos arquipélagos dos Açores e da Madeira e no estrangeiro. Além destas possibilidades adicionais, hoje em dia o Benfica conta com cerca de 300 Casas do Benfica que também têm direito a 50 votos.
Ao contrário do que se tenta fazer passar, a percentagem de sócios que estão afastados das decisões do clube é maior e não menor que em 2000 A 31 de Dezembro de 2011 o Benfica tinha 221.676 sócios, dos quais apenas 54.565 não podiam votar, ou seja o Benfica tinha 167.111 sócios com capacidade eleitoral, com excepção dos que têm quotas em atraso e menos de um ano de efectividade. Assumindo os 250.000 sócios que tem actualmente tem e que não aumentou o número de sócios com capacidade eleitoral significativamente, vamos assumir que existirão 160.000 sócios com capacidade eleitoral. Se contarmos os votos das Casas do Benfica como se fossem sócios teremos tido uma abstenção de 85,8%.
Eu vou repetir para ver se entendem: 85% de abstenção.
Onde está esse triunfo do benfiquismo então ? Se só 15% dos sócios com capacidade se dignaram ou puderam votar, algo vai muito mal em termos de associativismo. Para que não pensem que quero minimizar a vitória de Luís Filipe Vieira, não lhe atribuo muitas culpas no cartório, pois a responsabilidade de não votar é mesmo dos abstencionistas. Preocupa-me que o Benfica se preocupe em ter cada vez mais sócios, mas não se questione porque não querem os sócios participar na vida associativa do clube.
E sim, as Assembleias Gerais do clube, sejam a que aprovou os Estatutos com 100 ou 200 sócios, seja a que reprovou as contas com 500 ou 600 sócios são fenómenos muito preocupantes do alheamento dos sócios. A participação cívica dos associados na vida do clube deveria ser um objectivo das direcções, mas parece que por qualquer motivo não o é. 600 sócios num universo de 160.000 é pouco mais que insignificante.
Outro fenómeno interessante e quem falou comigo sabe que sempre previ um resultado dentro do que aconteceu, é o desfasamento total da blogosfera em relação à realidade. Desde vitórias de Rangel por 60 e 70% nas sondagens dos blogs até ligeiras vitórias de Vieira, um pouco de tudo se viu. Na verdade, Vieira teve cerca de 83% e Rangel cerca de 14%. É a prova provada que a blogosfera pouca ou nenhuma importância tem na realidade. Por isso, da próxima vez que se lembrarem de dizer que as críticas nos blogs perturbam o Benfica, convém que reflictam no resultado das eleições antes de dizerem baboseiras.
Dizem que se destruiu o mito que se fosse 1 sócio 1 voto o resultado seria diferente, pois em vez de 83%, Vieira teria tido 80%. É verdade, mas não deixa de ser verdade que nos sócios de 1 voto Vieira tenha tido 78%, enquanto que nos de mais de 50 votos, o valor foi de 87%. Isto só pode ter uma leitura, quem é sócio há menos tempo está mais predisposto à mudança, enquanto quem é sócio há mais tempo prefere a tranquilidade do conhecido. É natural que quem está no poder e sabe que os mais velhos são mais avessos à mudança, prefira reforçar esse segmento pois se por ora não tem/teve oposição à altura, quando tiver, convém ter esse balão de ar, esse e o das casas.
Acerca do voto branco. Espero que todos aqueles que votaram em branco, convictamente por não se reverem nas opções em confronto, percebam da inutilidade desse voto. O voto branco, ou o nulo noutras eleições que não electrónicas, apenas são relevantes como voto de protesto se tiverem uma expressão significativa. Com 3,15% dos votos não mostraram ser minimamente relevantes, ou seja, a grande maioria reviu-se nas opções, em especial em Vieira.
Quanto a Rangel, por mais que tenha tido dignidade na derrota fez uma aposta completamente falhada. Surgiu tarde e a más horas, tentando cavalgar uma Assembleia Geral conturbada e com uma campanha onde teve duas pechas fundamentais: não afastou o fantasma Veiga e marcou a sua campanha demasiado pela negativa. É certo que foi vítima dos torpes ataques de uma imprensa que cada vez mostra ser menos imparcial e estar mais ao serviço de certos interesses, mas isso nunca o deveria ter levado à campanha pela negativa. As suas boas ideias não passaram e talvez com medo de um resultado mais expressivo, as bombas de Vieira - baixa do preço de quotas e bilhetes, passagem dos direitos de transmissão da Olivedesportos para a Benfica TV e promessa da conquista no futebol de 3 campeonatos, a presença numa final europeia e a conquista de 50 títulos nas modalidades - rebentaram com o fôlego que Rangel vinha criando. E sim, eu votei em Rangel convictamente por considerar que a lista tinha pessoas mais benfiquistas e mais competentes.
Mas atenção, não são 100 ou 200 arruaceiros como ouvimos frequentemente. São 3.744 os sócios que estão descontentes com Vieira ao ponto de ir votar numa candidatura alternativa geralmente vista como sendo pouco consistente. Mas além destes ainda houve mais 793 sócios que foram votar em branco, para punir Vieira pelo mau desempenho ou simplesmente não conseguiram confiar na lista B. Ignorar os descontentes, rotulá-los de arruaceiros e desordeiros do costume é contribuir para uma cisão que é bem visível ao ler o Facebook ou os blogs.
É certo que os que se expressam na internet representam apenas uma parcela insignificante da realidade, mas o não cumprimento de promessas feitas nos últimos dias de campanha será cobrada com juros elevados, e daí talvez não. O papão Vale e Azevedo não perdurará para sempre na memória dos benfiquistas. Se a oposição não hibernar durante 4 anos e as promessas não forem cumpridas, não tenho dúvidas que poderão apresentar uma candidatura com um projecto mais credível e sustentado.
A bola está do seu lado sr. Presidente. Já começou mal com esse discurso fracturante para quem não se revê nas sua gestão. Mas, o mais importante agora é o sucesso desportivo, nomeadamente as conquistas dos campeonatos no futebol e nas modalidades, as transmissões dos jogos da equipa principal do Benfica na Benfica TV, a baixa de preços das quotas e dos bilhetes, o reforço da capacidade financeira do Benfica. Vamos ver se será capaz de cumprir em 4 anos, aquilo que não fez até agora.
PS - Para quem andou a espalhar que os Andrades queriam a vitória do Rangel, basta passar pelos fora e blogs deles a congratularem-se com a vitória de Vieira
PS2 - Leiam no Expresso, ou na Bola online o que deu verdadeiro gozo ao peidoso
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Visão de Futuro
Vou desde já dizer que as eleições poucas expectativas me estão a trazer.
Sendo assim, qual a minha visão de futuro? Se é que essas eminências pardas que por aqui pululam na Internet me permitem ter opinião.
Internacionalização da Marca Benfica - Como todos sabem o futebol hoje em dia deixou de ser apenas o pontapé na bola para passar a ser uma indústria que movimenta muito dinheiro. Desta forma, a única hipótese de o Benfica ser competitivo é conseguir reunir um nível de recursos suficientes para dar um salto qualitativo face à realidade actual.
Contudo temos uma grande limitação. A escassa dimensão do mercado português. Esse é um facto que nunca permitirá ao Benfica, ou a qualquer outra equipa portuguesa, por melhor que seja o seu desempenho desportivo, conseguir verbas semelhantes aos clubes da Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália ou mesmo países de mercados como Rússia, Turquia, etc. O market-pool rendeu ao Benfica cerca de 2,657 milhões de euros que se comparam com os 30 milhões do Chelsea, os 25 do Man. United, os 18 do Barcelona, os 13 do Trabzonsport, os 10 do Marselha ou os 5 do Zenit.1
De facto, esta limitação é tão grande, que mesmo o Benfica tendo batido todos os recordes de receitas este ano. chegámos aos 92 Milhões de Euros, qualquer equipa de média dimensão dos principais mercados conseguiu em 2010/2011 mais de 100 milhões de euros - Schalke 202, Tottenham 181, Marselha 150, Roma 143, Dortmund 138, Lyon 133, Hamburgo 129, Valência 117, Nápoles 115.2
É certo que no caso dos franceses, estamos a falar dos clubes que disputam o título de campeão à semelhança do Benfica, mas a diferença é significativa. Claro que com o investimento da Emirates no PSG, com certeza que os veremos trepar significativamente na escala das receitas.
Dos clubes atrás apresentados, apenas Hamburgo e Tottenham conseguem mais receitas que o Benfica em termos de bilheteira, quotas, cativos e outras receitas originadas com o acesso dos espectadores aos jogos. Inclusivamente, clubes como Juventus, Man. City, Inter ou Milão não conseguem gerar receitas de Match-day da dimensão do Benfica, ou pelo menos não o conseguiram em 2010/11. Isto apenas vem acentuar, que são as receitas de transmissões televisivas e de publicidade que fazem com que esses clubes tenham acesso a recursos financeiros que o Benfica não tem.
Se em termos de Transmissões Televisivas, temos uma oportunidade para fazer crescer as nossas receitas com o fim do contrato com a Olivedesportos em 2012/13, a verdade é que em termos de Market-pool da Uefa nunca poderemos esperar grandes aumentos. Assim sendo, a renegociação dos direitos de transmissão televisiva é um factor estratégico para o desenvolvimento do Benfica.
Dessa forma, não podemos ficar agarrados aos direitos para Portugal ou para a transmissão televisiva dos mesmos, mas antes focar na internacionalização desses direitos e na transmissão multi-plataformas. Além disso, toda a publicidade estática no estádio, bem como o Naming das bancadas ficará substancialmente mais valioso para os patrocinadores nacionais, em especial aqueles que se dediquem à exportação, se as transmissões não se limitarem essencialmente ao mercado português e à transmissão na televisão por cabo.
Acerca da questão dos direitos de transmissão, a publicidade/patrocínios/merchandising é outra área onde o Benfica perde em comparação com os seus rivais europeus. Excepção feita ao Valência (+40%), dos 20 clubes que mais receitas tiveram na época 2010/11, todos tiveram pelo menos o dobro das receitas na área comercial que o Benfica.
Então é crítico aumentar significativamente as receitas desta área e isso só poderá ser efectuado recorrendo a patrocinadores estrangeiros, porque tendo maiores mercados, mais facilmente investirão quantidades maiores nos patrocínios. Mas além disso, o merchandising poderá aumentar exponencialmente se o Benfica conseguir criar bases significativas de adeptos em diversos países.
Em relação ao Naming, não das bancadas, mas do estádio, à semelhança da Allianz Arena, do Emirates Stadium, essa é uma hipótese de receita significativa que o Benfica dispõe. Pessoalmente, desgosta-me essa opção. A mudar o nome do estádio, que é Estádio do Sport Lisboa e Benfica, apesar de o conhecermos como Estádio da Luz, eu defendia que ele fosse feito para homenagear uma das 2 grandes figuras do Benfica - Cosme Damião ou Eusébio da Silva Ferreira.
Claro que em termos de gestão compreendo se o Benfica optar por vender o Naming do Estádio durante 20, 30 ou 40 anos, mas a fazerem-no, faz mais sentido ser a uma grande empresa multinacional, em detrimento de uma qualquer PT ou EDP.
Este tipo de investidores estratégicos, quer para o Estádio, ou mesmo para as camisolas da equipa do futebol, serão mais facilmente obtidos se houver uma estratégia consistente direccionada para a internacionalização, em especial para certos mercados, pois longe vão os tempos em que empresas como a Parmalat investiram para ganhar notoriedade no mercado nacional.
Subjacente a esta estratégia de internacionalização estão 2 premissas importantes que podem exponenciar os resultados: a constante presença na fase de grupos da Liga dos Campeões e desejavelmente nas fases posteriores, de preferência em consequência dos títulos obtidos internamente, a rigorosa gestão dos recursos humanos evitando que se continuem a desbaratar as crescentes receitas geradas.
A Liga dos Campeões é a competição de futebol com maior notoriedade a nível mundial, inclusivamente superando os Europeus e Mundiais de selecções. Mesmo com o trabalho que deverá ser realizado a nível da comercialização dos direitos de transmissão da Liga Portuguesa em multi-plataformas pelos diferentes destinos, só uma presença consistente e com resultados desportivos importantes poderá aumentar significativamente a notoriedade da marca Benfica a nível mundial e assim aumentar o seu potencial de gerar receitas.
No entanto, convém que não nos esqueçamos que a base principal ainda continua a ser Portugal, pelo que não é possível manter o actual estado de insucesso, sem esperar uma progressiva queda da base de apoio. Na verdade, as receitas de Match-day (quotização, bilheteira, etc.) são quase exclusivamente realizadas no mercado nacional.
Apesar do constante aumento de associados, só pessoas verdadeiramente alheadas da realidade nacional podem escamotear o facto de o Benfica já não ser tão dominador em termos de preferências clubísticas como era há 20 anos, apesar de se continuar a usar o jargão dos 6 Milhões. Quer as audiências de televisão, quando as transmissões eram em sinal aberto, quer estudos de mercado mais recentes, mostram um aproximar de Porto e Sporting ao nível do Benfica. Se no caso do Sporting não se trata tanto de uma aproximação, mas uma correcção face às ideias anteriormente instaladas, a verdade é que os sucessos internos e externos do Porto têm contribuído significativamente para esta mudança.
Querer ignorar a realidade, ou desculpar com a inverdade desportiva, é o primeiro passo para perdermos o contacto com o mercado. Urge recuperar a Mística Benfiquista forjada no passado glorioso. Criar referências de excelência, obter vitórias consistentemente, quer nas frentes internas, quer nas competições europeias, voltar a ter jogadores da casa, que se identifiquem com os sócios e estejam dispostos a continuar no clube apesar das propostas milionárias, não nos esqueçamos que jogadores como João Vieira Pinto e Simão Sabrosa apenas saíram do Benfica porque o Benfica assim o quis.
Obviamente que o mercado paga valores cada vez mais astronómicos e cada vez menos consentâneos com a realidade nacional. No entanto, acredito que com a internacionalização e o consequente aumentar de receitas, colocando o Benfica num prazo de 5 anos num valor a rondar o dobro dos actuais 90 milhões de euros, com uma gestão rigorosa de recursos humanos, ponto que abordarei em posterior análise, será possível ao Benfica manter 2 ou 3 estrelas que se convertam em grandes referências do futebol internacional.
Digo 2 ou 3 estrelas, porque na verdade, quanto ao resto do plantel, o Benfica continuará a ter que ser um clube que descobre talentos, interna ou externamente, os transforma em profissionais de eleição e consegue gerar mais-valias para a manutenção do equilíbrio das suas contas, algo que não tem acontecido até agora. Além da rigorosa gestão de recursos humanos, é fundamental ter uma política centrada na redução significativa do passivo oneroso.
Se por um lado, parte do passivo oneroso está associado às vendas e consequente desconto de valores junto da banca comercial, por outro lado temos que parte diz respeito ao passivo das construções e o restante ao financiamento da tesouraria. Assim sendo uma política de diminuição do passivo, terá que passar por desviar recursos da actividade operacional para abater o passivo originado pelas dificuldades de tesouraria que o Benfica experimentou em anos anteriores.
Na verdade, o Benfica tem cerca de 90 milhões de euros a vencerem-se durante esta época relativos a empréstimos obrigacionistas. É certo que parte do valor terá que ser necessariamente renovado, pois não há capacidade para pagar de um vez esses 90 milhões de euros sem pôr em causa o funcionamento do Benfica. No entanto penso que deveria existir o objectivo de eliminar este passivo no prazo máximo de 5 a 6 anos, contando para tal com as mais-valias das transferências dos jogadores.
Quanto ao passivo das construções, ele extinguir-se-á nos prazos contratados, a menos que sejam necessárias operações de renovação. Ao contrário do que tenho visto escrito e dito quanto à extensão do prazo de empréstimos sobre o Estádio, eu considero que faz todo o sentido que assim seja. Um estádio tem uma vida útil de 40 a 50 anos. O facto de termos um empréstimo durante 20 ou 30 anos, em nada põe em causa a gestão do clube e é preferível actuar sobre este tipo de empréstimos, do que contrair mais financiamentos de curto prazo que se vão renovando e transformando efectivamente em financiamentos de médio e longo prazo.
Daqui resulta que se fôr necessário uma renegociação quanto a alguns dos empréstimos sobre os equipamentos do Benfica, não nos montantes mas nos prazos, por forma a liquidar os financiamentos de curto prazo, é preferível agir sobre esses mesmos financiamentos de curto prazo, pois normalmente as taxas de juro são necessariamente mais altas nestes últimos e o Benfica deve ser capaz de gerar recursos suficientes para a sua actividade operacional, incluindo as operações com passes de jogadores, e custos financeiros, pois caso contrário manter-se-á a acumular resultados líquidos negativos e voltará recorrentemente à situação de capitais próprios negativos.
Para quem tenha o argumento que estive só a falar da Benfica SAD e não do Sport Lisboa e Benfica, deixem-me recordar-vos que o Sport Lisboa e Benfica é o accionista maioritário da Benfica SAD cabendo-lhe a ele, por intermédio dos Administradores que nomeia, a gestão operacional e estratégica da SAD. Mas não só, ao ser accionista maioritário da Benfica SAD, os bons ou maus resultados financeiros desta reflectem-se no balanço do Sport Lisboa e Benfica. Aliás, a principal fonte de desequilíbrio do balanço do Sport Lisboa e Benfica é a perda de valor das participações financeiras na Benfica SAD, pelo que o futuro do clube, passa pelo futuro da SAD.
1-UEFA CHAMPIONS LEAGUE : Distribution to clubs 2011/12
2-Fan power Football Money League - Deloitte Sports Business Group February 2012
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Os abutres saíram à rua
Surpresa: ainda há Benfica. Quando se pensava que os adeptos tinham todos entrado numa espiral de autismo e subserviência a uns senhores que de Benfica só têm o facto de o dirigirem - e mal -, a massa decidiu apareceu e dizer: "basta!". Basta de tanta incompetência. Basta de tanto engano. Basta de tanto desrespeito, de tanta mentira, de tanta incongruência, de tanto despesismo, de tão fraca cultura vencedora. Ao contrário do que alguns dizem, o Benfica não saiu a perder. Pelo contrário, reforçou-se e pode a partir deste momento garantir um futuro condizente com a sua História, com os seus valores, com a sua génese. Se as escolhas serão as melhores, ninguém sabe; espera-se que sim. Do que já muita gente não tem dúvidas nenhumas é de que, com estes, o caminho é para o abismo. E isso, passados tantos e tantos anos de cegueira, é decisivo. Um clube como o Benfica não pode viver com medo de mudança a viver de fantasmas. Os verdadeiros fantasmas estiveram ali à nossa frente, a brincar com os telemóveis.
O chumbo de ontem é um apoio inequívoco não a Fernando Gomes mas ao Benfica. É um passe de sobrevivência, uma ávida vontade de ter a dirigir o clube gente que, em vez de dormir nas Assembleias ou rir em sinal de gozo ou meter as mãos na cara de vergonha, saiba assumir as suas acções e enfrentar o juízo popular. Queremos um Presidente e uma Direcção que falem verdade aos benfiquistas, que cumpram o que prometem, que sejam dignos da memória, que sejam competentes, sérios, apaixonados. Que saibam o que é verdadeiramente "vencer" e não este grupo de incompetentes para os quais 2 campeonatos em 10 anos é motivo de grande orgulho e regozijo. Só um defensor do benfiquinha mais deformado pode defender estes senhores para o Benfica. Mas eles existem.
Existem e de idades e circunstâncias muito diferentes. O benfiquista jovem, com acesso a toda a informação sobre o clube, é apoiante desta direcção por três motivos: ou é burro ou tem algum interesse ou é louco. Há muitos que não são burros nem loucos. Resta-nos a segunda opção. Há, no entanto, outro tipo de benfiquista: o mais experimentado. São os senhores que se colocam nas primeiras filas a levantar o braço com os seus 50 votos. A estes devemos todos o nosso respeito, mesmo que discordemos das suas opções. Na sua maioria, não estão a par do que verdadeiramente se passa no clube; compram o "A BOLA" - braço político de Vieira - todos os dias, vão aos jogos e, de vez em quando, vão jogar cartas para a Sala de Convívio. Viram um Benfica grandioso, exultaram com os seus feitos e depois caíram na depressão mais profunda aquando das passagens de Damásio e Azevedo. Naturalmente, têm medo desses tempos. Compreensivelmente, hesitam e duvidam da mudança. Com algum sentido, para a vivência que têm, preferem a mediocridade actual ao desconhecido. E portanto merecem-nos todo o respeito. Insultá-los ou coagi-los não é, de forma alguma, um acto de benfiquismo, é outra coisa qualquer que deslustra a história democrática do Benfica. Por mais incredulidade e raiva que a incompetência dos que nos dirigem nos tragam, é fundamental ter presente o respeito por quem construiu um Benfica glorioso. Que isso fique bem claro para o futuro: não se depõe uma Direcção de mal-educados com insultos a outros benfiquistas.
A votação foi clara e inequívoca. A forma como foi feita é que de claro tem muito pouco. Em 2012 termos de assistir ao espectáculo deprimente de dois senhores a contar os papelinhos nas mãos dos adeptos é absurdo - não é só pelo facto de a contagem obviamente entrar no campo da subjectividade (alguém consegue garantir o mínimo de credibilidade a um sistema de contagem deste tipo?), é também porque expõe o clube a um atraso evolutivo completamente desnecessário. Uma votação electrónica ou, se quiserem manter um sistema mais palpável, o voto nas urnas são as soluções que podem no imediato e para a próxima Assembleia corrigir este estranho anacronismo.
A Direcção fará de tudo para que haja uma colagem do extintor rebentado aos adeptos que chumbaram o Relatório e Contas - faz parte dos incapazes quererem resistir a todo o custo. Haverá muitas teorias, muitas suposições e conspirações, quererão desrespeitar os adeptos, misturando-os com uma minoria que usou de estratégias erradas e, em alguns casos, vergonhosas. Mas quem lá esteve sabe bem que a grande parte dos que votaram contra é um conjunto de pessoas que só quer bem ao Benfica, que respeita os outros e defende o espírito democrático que este clube, com algumas excepções (Vieira na linha da frente), sempre teve. A todos os que educadamente votaram contra e a todos os egrégios benfiquistas que votaram a favor, o meu obrigado. Aos radicais que desrespeitaram o clube e aos benfiquistas esclarecidos que votaram a favor, o meu desprezo. Não se constrói Benfica com tanta falta de cérebro.
Chegados aqui, o quê? Ninguém sabe.
É possível - é, aliás, muito provável - que para Vieira isto tenha sido só um acaso, um acidente de percurso, e que continue a sua saga de autismo, agarrado ao poder - qualquer benfiquista que se preocupe com o clube, na situação dele, demitir-se-ia logo ali. Antes da noite de ontem só com o inenarrável Damásio esta situação tinha ocorrido. Vieira fugiu a sete pés do pavilhão, Damásio demitiu-se. Façam vocês as vossas contas sobre isto.
É possível - é mesmo muito possível - que tenhamos a sequela do filme "vamos manchar a história democrática do Benfica". Depois da vergonhosa antecipação de eleições em 2009, só falta mesmo a Vieira repetir a dose. E depois vocês façam as contas sobre isto.
O que não me parece possível, ou provável, é que a imberbe oposição existente - nem sequer falo de Carvalho, um estranho senhor que, ainda assim, não merece ser insultado - aproveite mais uma oportunidade de ouro de constituir uma equipa séria e competente para, organizada, trazer uma esperança ao coração dos adeptos. Uns porque se vendem - Varandas nem sequer foi à Assembleia -, outros porque têm dúvidas - Tavares e Rangel esperam o momento apropriado, que deverá ser em 2050 - e outros porque, enfim, não estão para isso, não podem ou não têm dinheiro para garantir um crédito que sustente o abismo financeiro no qual o Benfica está inequivocamente metido.
Resta-nos esperar. Com serenidade e comprometimento com os nossos ideais. E dar não um cartão amarelo - tão temido pelos situacionistas de algibeira - mas um claro e benfiquista cartão vermelho a esta gente. E, podem crer, quando isso acontecer, aparecerão candidatos. Uns maus, outros assim-assim e outros que trarão ao Benfica o que desejamos. É tempo de fazer regressar o clube a um patamar de benfiquismo apaixonado e credível. O mote está lançado, saibamos a partir de agora proporcionar o próximo passo. Os abutres saíram à rua.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Varandas e tachos de incoerência
O aparecimento de Varandas Fernandes - um acérrimo crítico de Vieira nos últimos anos - como Vice-Presidente da Direcção, caso a actual vença as eleições, é (mais) um sinal de como vai o Benfica: os que detêm o poder aglutinam os seus críticos no seu círculo (Moniz também será Vice), evitando vozes discordantes e incómodas - a troco de quê ainda viremos a compreender; os que construíram oposição no passado, defendendo ideias impossíveis de sofreram alterações tão drásticas, vão, a pouco e pouco, caindo nas redes das promessas de tachos e vira-casaquismo elementar.
A incoerência desta gente é tanta que não se importam, uns, de agregar ao seu projecto quem dele disse raios e coriscos e, outros, de aparecerem em listas representadas por pessoas que ferozmente criticaram e a quem acusaram de estar a prejudicar o Benfica. É um circo, uma verdadeira palhaçada ideológica.
Não se sabe, para além da Vice-Presidência, o que foi prometido a Varandas nem sequer é preciso - um homem que vira a 180 graus desta forma está mais do que apresentado. E ele é apenas mais um, neste circo de gente que ou tem o poder e dele abusa ou não tem e quer lá chegar, mesmo que a troco de uma mudança ideológica radical. O clube, esse, fica à espera mais uma vez. À espera de gente honesta e coerente. À espera de gente credível e séria. À espera de gente que ame o Benfica.
Tal como o país, este clube é dominado por gente que não o respeita e prejudica, com o aval sereno e solidário do povo que elege os seus governantes de forma acéfala. Mas há uma diferença: enquanto a larga maioria dos que votaram nestes políticos sabe hoje que foi enganada e começa a rebelar-se contra o engano e desrespeito, no Benfica a larga maioria vive num autismo sem paralelo, defendendo de forma injustificável o que não tem nem explicação nem justificação.
O amor irracional e pouco lúcido pelo Benfica não explica tudo. Há gente que, de facto, mesmo com um machado em frente aos olhos a um segundo de se escarrapachar nas retinas, é capaz de dizer que aquilo serve para ajeitar as pestanas.
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Varandas Fernandes
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Uma questão de falta de confiança
Estava para deixar este assunto morrer, mas em virtude dos muitos comentários no blogue BenficaDependente, alguns dos quais que põem em causa as minhas motivações, resolvi alinhavar umas palavras.
Em primeiro lugar, e ao contrário do que alguns malevolamente insinuaram, tenho o maior respeito pelo Tiago Pinto, pela sua coragem em levantar numa intervenção em plena AG, a uma quinta-feira à noite, as questões que muitos de nós fomos sentindo e reflectindo sobre elas. Mais ainda, foi até ao fim no processo e foi recebido pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e no rescaldo dessa conversa elaborou um post reiterando a confiança no presidente do Benfica, declarando ainda que voltaria a votar nele.
Nada tenho contra as decisões que o Tiago tomou e nem falo em mudança de opinião sobre o Presidente do Benfica, que cada ser inteligente é livre de ter, pois sei que desde sempre o Tiago foi um apoiante do actual presidente do Benfica. Para que fique esclarecido duma vez por todas não subscrevo a generalidade dos epítetos que lhe escreveram, pois considero-o o benfiquista a sério que apenas quer o melhor para o nosso Benfica.
No entanto, o facto de ele ter ficado esclarecido, não me traz a mim, nem a muitos outros esclarecimento sobre essas questões levantadas na Assembleia. Vamos então ponto a ponto ver o que o Tiago falou na altura e os que nos informa agora:
Na AG
"(...)Contudo, Sr. Presidente, ao contrário de outros
grandes Presidentes, o Sr. não se questiona e interpreta mal as críticas
daqueles que amam o Clube, como eu. O Sr. Presidente não se auto-avalia e já
não procura no Benfiquismo a resolução para os problemas que surgem.
Questiono-me se ainda está em condições para ser líder do meu Clube porque sinto
que o Sr. traiu o Benfiquismo. (...)"
Depois da reunião
"(...)A postura, simpatia, humildade e paixão pelo Benfica que o Presidente me demonstrou deixam-me mais tranquilo relativamente ao futuro, voltando a acreditar que Luís Filipe Vieira é a pessoa indicada para liderar o Clube. (...)"
A primeira questão tinha a ver com o benfiquismo do Presidente, algo que o Tiago viu esclarecido na reunião e pelos vistos parece-lhe ser condição suficiente para continuar a ser Presidente. O Sr. Manuel Damásio também é benfiquista e não é por isso que alguém gostaria que ele ainda fosse presidente do Benfica.
Na AG
"(...)Como posso eu acusar os árbitros de, mais
uma vez, terem roubado e espoliado o Benfica no campeonato quando o Sr.
Presidente esteve calado durante toda a temporada, não agiu de forma pró-activa
e, pior do que isso, apoiou duplamente um homem da fruta para Presidente da Liga
e da Federação Portuguesa de Futebol?(...)"
Depois da reunião
"(...)em relação aos árbitros fiquei com a sensação que o Presidente acredita que eles erram menos do que no passado e procurou sempre olhar para dentro no sentido de perceber o que deveríamos ter feito para não ter perdido o campeonato(...)apoio a FG: todos sabemos que Vieira tentou colocar Seara na federação por razões, quase, inexplicáveis Seara abandonou a corrida já perto da meta o que deixou o presidente numa posição complicada(...)O Benfica tinha tudo planeado para que Seara fosse presidente da FPF, à última da hora ele abandonou, deixou Vieira na mão e o Presidente acabou por não se opor à candidatura de FG(...)"
Tiago - Fico satisfeito que se olhe para dentro para perceber onde falhámos em vez de acusarmos os árbitros, é uma ideia que defendo, mas que parece que ofende os defensores do actual presidente, mas o que não impedia que o Presidente tivesse falado aqui ou ali numa óptica preventiva, relativamente ao FG o presidente não se limitou a não se opor ao FG como apoiou inequivocamente e "duplamente um homem da fruta para Presidente da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol", algo que não me inspira confiança ou tranquilidade.
Na AG
"(...)Como posso eu continuar a criticar clubes
que usam as transferências de jogadores para pagar favores, para lavar dinheiro,
para dar prendas a empresários quando o Benfica tem na sua folha salarial 70
jogadores profissionais de futebol? Como posso acreditar nas suas palavras de
contenção económica quando vejo o Benfica pagar transferências e salários de
jogadores que nunca irão vestir a camisola do Benfica? Como posso confiar na sua
gestão desportiva quando você próprio, numa entrevista na RTP disse: “por vezes
os jogadores são como os melões, só se sabe se são bons depois de abrir” ou “às
vezes os processos de transferência são tão complexos que temos de comprar um
mau para trazer um bom”?E mesmo com 70 jogadores ainda deixamos fugir Falcões,
Danilos e outros para o inimigo(...)"
Depois da reunião
"(...)jogadores a mais. como se tem visto tem havido uma tentativa de o Benfica se desfazer de jogadores que não contam para as contas do treinador, contudo em alguns casos os jogadores são contratados com o intuito não só de triunfar desportivamente mas também de poder fazer algum dinheiro, como por exemplo aconteceu recentemente com Wass e Yartey(...)O Benfica tem procurado colocar os jogadores excedentários, todavia senti que havia uma reorganização do scouting e contratações do Clube (a cargo de Rui Costa) que iria impedir num futuro próximo (estes dois anos já demonstram isso) a compra de carradas de jogadores sem qualidade(...)O papel do Rui Costa pareceu-me muito sólido no Benfica, sendo o principal responsável por todo o scounting e contratações do Benfica. Trabalhando no estádio - e não no seixal - está mais próximo do Presidente e de todo o universo Benfica(...)Jogadores a mais: há esse reconhecimento e, acima de tudo, que nem tudo foi bem feito nos últimos anos. isso levou a uma reestruturação do scouting do Benfica - com papel principal para Rui Costa - e que pretende ser mais certeiro nas contratações. Aliás, nos dois últimos defesos acho que já se sentiu isso. De resto, há uma intenção em fazer algum dinheiro com os jogadores a mais. (...)"
Tiago preocupa-me o aceitares que: "alguns casos os jogadores são contratados com o intuito não só de triunfar desportivamente mas também de poder fazer algum dinheiro", pois isto é abrir a porta às negociatas que têm levado a um aumento exponencial nos custos com o pessoal.
Mas preocupa-me mais que digas que estes 2 anos mostram já que se tenham deixado de contratar jogadores sem qualidade. A 30/6/2011 o Benfica tinha 59 jogadores sob contrato, mas na listagem dos principais jogadores no R&C apenas referia 33 nomes, mas pior que isso, a 31/12/2011 o número subira para 68 além de 3 sobre os quais apenas detínhamos direitos económicos, novamente a lista dos principais no R&C apenas referia 36 nomes, pelo que verificamos um aumento de 6 jogadores de baixo valor.
Quanto aos jogadores incluídos, encontramos jogadores como Airton, André Almeida, Alípio, Éder Luiz, Emerson, Fábio Faria, Felipe Menezes, Franco Jara, Ismahel Yartey, Leandro Pimenta, Jonathan Urretaviscaya, José Luís Fernandez, José Schaffer, Juan Capdevilla, Leandro Pimenta, Lionel Carole, Miguel Victor, Nélson Oliveira, Rafael Costa, Roderick Miranda, Sidnei, que ou não estavam no plantel, ou estavam e não contavam, ou não tinham nem nunca tiveram qualidade, ou eram jovens esperanças, ou seja nem quero imaginar essa lista de atletas de baixo valor, mas segundo a tua ideia deixámos de fazer isso.
Explica-me então Tiago, o Luisinho, que pelos vistos conta menos que o Melgarejo mesmo tendo mais capacidade defensiva, ou o Mitchel e o Hugo Vieira, ou o João dos Gelados que custou 8 milhões numa posição para o qual já tínhamos muitas soluções. Mas podemos ir ao ano passado e perguntar pelo Nuno Coelho, o Wass, o André Almeida, só para falarmos dos que acham que vêm para titulares e depois é o que se sabe. Não sei o que viste na tua visita, nomeadamente no trabalho de scouting que é efectuado pelo Rui Costa nos gabinetes da Luz, mas os factos não me deixam descansado, confiante ou tranquilo.
Na AG
"(...)Como posso eu continuar a orgulhar-me do
Caixa Futebol Campus, do trabalho que lá se faz, de treinadores competentíssimos
como Bruno Lage, dos jovens jogadores que vencem em Portugal e em torneios
internacionais contra as melhores equipas do Mundo se depois os vejo – a todos –
trocados por um qualquer jogador sul-americano sem qualidade? De que nos serve
apostar e investir na formação se depois os nossos jogadores raramente chegam à
equipa principal? É uma questão de política e não técnica como vocês querem
fazer parecer.(...)"
Depois da reunião
"(...)formação: a política do Benfica passa por colocar sempre jogadores formados no Benfica no plantel, mas depois se jogam ou não a responsabilidade não é do presidente. pensa no ano passado: Miguel Victor, Nélson Oliveira, Luís Martins e Rúben Pinto estavam lá, estiveram lá o ano todo, mas o treinador não acreditou neles e ainda houve david simão emprestado a meio do ano(...)os últimos anos a direcção do Benfica tem promovido vários jovens à equipa principal (Rúben Pinto, Miguel Victor, David Simão, Nélson Oliveira, Roderick), mas o problema de jogarem ou não tem a ver com o treinador, certo?(...)"
Caro Tiago, aqui respondo com as tuas palavras: "É uma questão de política e não técnica como vocês querem fazer parecer." Aqui sim noto uma mudança de opinião, aquilo que antes era uma questão de política e era assim que pensavas aquando da AG, agora consideras ser só uma questão técnica. Eu revia-me na tua posição anterior, mais do que técnica, é política porque não entendo que Menezes, Fernandez, Jara, Jardel, Kardec, tenham tido as chances que Victor, Oliveira, Simão, Rosa não tiveram.
Na AG
"(...)Como posso continuar a confiar em si quando
me pejou esta direcção/administração de pessoas não Benfiquistas? Armou durante
muito tempo o princípio do profissionalismo fazendo passar por incompetentes os
Benfiquistas e o resultado está à vista: 2 campeonatos nacionais em 9 anos!
Felizmente no Benfica somos muitos e bons e não faltam na praça Portuguesa
Benfiquistas dedicados e que estariam na disposição de servir o Benfica
colocando ao seu dispôr a sua competência. Mas o Sr. Presidente ignora os
princípios do nosso Clube e foi preenchendo funções estruturantes do nosso Clube
com pessoas que são de outros clubes e, nalguns casos, até já serviram outros
clubes. E, já agora, já identificou o bufo? E o que lhe fez?(...)"
Depois da reunião
"(...)pessoas não Benfiquistas na administração: falei-lhe um a um os nomes que tinha dúvidas do Benfiquismo e alguns eram Benfiquistas (Paulo Gonçalves, por exemplo). Nos dois casos mais gritantes (Domingos Soares Oliveira e Jorge Gomes) foi-me explicado que há uma confiança pessoal e profissional do Presidente em ambos. Isto obrigou-me a pensar na minha vida e é verdade que há pessoas de outros clubes em quem confio mais do que em Benfiquistas. Todavia, contínuo a achar que não é o desejável.(...)"
Tiago, ainda bem que partilhas da minha opinião e não achas isso desejável, mas diz-me lá uma coisa, tu de fosses de um partido e tivesses um cargo importante irias levar para trabalhar no teu partido pessoas do espectro político oposto? Volto a referir um aspecto que já te comentei, lamento, mas gajos como o Jorge Gomes com o passado que tem e para quem o porto é uma religião e que era responsável pela observação na américa do sul, onde o porto contratou lisandro, lucho, falcão, álvaro pereira, danilo, alex sandro - em quem o Benfica se mostrou primeiro interessado, é só fazer as contas. Isto para não falar do incompetente do Carraça que insulta sócios e mostra nas suas declarações que não sabe o que é o Benfica e como nos devemos comportar em determinadas situações (nem vou falar do que ele fez ao Benfica enquanto presidente do Sindicato de jogadores ou da "infeliz" anterior passagem dele pelo nosso clube).
Achas mesmo que continuarem estes elementos na SAD me podem deixar tranquilo ? E já agora, levavas esses teus amigos para o Benfica se desempenhasses lá cargos ? Obviamente que não te vou pedir para mo revelares, mas será que já identificaram o bufo ? E o que lhe fizeram ?
Na AG
"(...)Como posso defendê-lo a si, Sr. Presidente,
quando nos anda a prometer há anos a desvinculação da olivesdesportos,
potenciando assim uma nova etapa do futebol Português e nunca a concretiza?
Mais, ainda se dá ao luxo de sentar ao lado de Eusébio uma pessoa que mais não
tem feito do que roubar, no campo e na carteira, o Benfica? O mesmo se passa com
Salvador, são amigos seus, não são amigos do Benfica.(...)"
Depois da reunião
"(...)creio que as informações que vieram a público e a própria intervenção do presidente no final da AG demonstraram o que vai acontecer em relação aos direitos televisivos. o Benfica comprou jogos de selecções, comprou o campeonato brasileiro e recusou as propostas da olivedesportos. Agora, digo eu, não é prudente - conhecendo o poder da olivedesportos - andar na praça pública a dizer que não vamos renovar e que lhes queremos fazer a cama, certo?(...)olivedesportos: quem esteve na AG e ouviu a última intervenção do Presidente sabe que o futuro do Benfica não passa pela renovação com a olivedesportos, todavia não podemos dar tiros nos pés e andar na praça pública a dizer o que vamos fazer, certo?(...)"
Muito bem, leio das tuas palavras acabou a Olivedesportos. Se isso é verdade, qual o problema em dizer isso textualmente ? É uma opção negocial ? Leio ainda que se procura uma solução alternativa, mas tendo em conta que a Olivedesportos tem o direito de preferência sobre as transmissões, a solução não pode passar então pela alienação dos direitos, mas antes pela auto-exploração. Qual o problema de se assumir essa situação se esse é o caminho? A menos que esse não seja o caminho e nesse caso não fico tranquilo.
Não fico tranquilo porque desde Fevereiro que a generalidade dos sócios e adeptos aguarda uma resposta, conforme o que foi prometido na RTP. Fez-se uma consulta aos sócios via internet e qual foi o resultado ?Acima de tudo, corte-se ou não com Olivedesportos, dever-se-ia dizer aos benfiquistas que não se voltarão a assinar contratos com direitos de preferência, algo que limita a capacidade negocial futura, muito menos que se assinam contratos de longa duração, ultrapassando em muito o âmbito dos mandatos concedidos pelos sócios.
Na AG
"(...)Como posso continuar a confiar na liderança
de um Clube que apoia e trata bem uma claque como os No Name Boys quando precisa
dela e depois proíbe a entrada de faixas e apelida-os de “abutres” ao serviço de
outros interesses? Para que conste não faço parte da claque e nunca tive
oportunidade de ver um jogo ao lado deles, mas repugna-me a forma como aquele
grupo fiel e dedicado ao Clube foi tratado apenas por exercer o seu direito de
protesto. Há ali gente que viu mais jogos ao vivo do Benfica que o próprio
Presidente e, como tal, tem todo o direito de protestar e de gritar “O Benfica é
nosso e há-de ser...”(...)"
Depois da reunião
"(...)adeptos: o presidente na semana em que me recebeu tinha recebido elementos da claque de forma a tentar pacificar a situação e demonstrou vontade em fazê-lo(...)"
Tiago, o que falaste na AG é grave, proibir a entrada de faixas e apelidar de abutres ao serviço de outros interesses. Uma das alimárias que disse tal baboseira foi a carraça que por lá anda que nem benfiquista é. A acção deveria ser o despedimento imediato desse cretino, que não bastou isso, ainda se comportou como um anormal no campo do Fortuna e no regresso da Alemanha mostrando que só envergonha o Benfica ter gente daquele calibre lá.
Portanto não, a tentativa de pacificação, pondo paninhos quentes e fazendo que nada aconteceu não me tranquiliza porque não me garante que tais situações não voltem a acontecer, tanto mais que as pessoas, quer quem gere o campo, quer quem carraça na SAD lá continua. E não, também não faço parte de nenhuma claque, mas reconheço que são mais assíduos que o Presidente e que gostam mais do Benfica do que certos tipos da SAD, além de que duvido que alguma vez tenham festejado derrotas do Benfica.
Portanto não, a tentativa de pacificação, pondo paninhos quentes e fazendo que nada aconteceu não me tranquiliza porque não me garante que tais situações não voltem a acontecer, tanto mais que as pessoas, quer quem gere o campo, quer quem carraça na SAD lá continua. E não, também não faço parte de nenhuma claque, mas reconheço que são mais assíduos que o Presidente e que gostam mais do Benfica do que certos tipos da SAD, além de que duvido que alguma vez tenham festejado derrotas do Benfica.
Na AG
"(...)Felizmente Sr. Presidente continuo a defender o
meu Benfica em todo o lado porque sei dinstiguir bem o Benfica daqueles que,
temporariamente servem o Benfica. Você não é o Presidente do Benfica, é o
Presidente em exercício do Benfica, esse lugar não é eterno e, ao contrário de
outros clubes, aqui quem manda somos nós: os sócios! Como já referi, o Sr.
Presidente deu-nos muita coisa, mas está a tirar-nos o essencial: o Benfiquismo!
Não não somos nem queremos ser como os outros, nós somos Benfica! E o Sr.
Presidente está no caminho errado e que, ainda por cima, nos traz derrotas...Já
pensou, por um instante, que a sua principal bandeira é incoerente?! Ou seja, se
o seu trabalho foi reconstruir o Benfica e dar-lhe solidez para depois poder
chegar aos títulos, como explica que tenha ganho tantos títulos no 1ª mandato
como nos dois restantes?(...)"
Este foi para mim Tiago o melhor e maior exemplo que poderias ter dado de Benfiquismo. O problema é que de todas as questões que abordaste na sequência da tua reunião não deste qualquer resposta a esta frase que é a frase chave que resume a tua intervenção.
E sem saber o que foi que te fez mudar esta opinião, e não a opinião geral sobre o Presidente do Benfica, que o defendias antes e mostraste que ele estava a falhar-nos, ou seja, não estava a desempenhar bem a sua função de Presidente, não posso ter confiança, tranquilidade ou sequer pensar em dar os meus 50 votos (porque ao contrário de muitos que me insultam e põem em causa o meu benfiquismo eu tenho 50 votos, são mais de 25 anos de sócio, e não, não penso que isto me faça mais benfiquista do que quem é só adepto ou sócio há menos anos, o que não aceito é porem em causa o meu benfiquismo) ao actual Presidente do Benfica.
É que o discurso de aprender com erros, ser humilde e benfiquista já não cola ao fim de 3 mandatos. Se ao fim de 9 anos continua sem ter aprendido os erros, quantos mais anos vamos ter que esperar ? São já vários anos a ouvir esse discurso e chegamos ao fim da época e é quase sempre mais do mesmo.
Na verdade e a menos que haja uma alternativa credível, voltarei a votar em branco tal como o fiz nas últimas eleições, porque acima de tudo é uma questão de falta de confiança na capacidade deste Presidente para levar o Benfica de volta às vitórias.
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Tiago Pinto
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
17 anos de incompetentes
Quem conhece este blogue sabe perfeitamente que não raras vezes nos dedicamos a sovar as decisões da Direcção do clube. Não é difícil, diga-se, visto que o Benfica tem sido gerido nos últimos 17 anos por autênticos incompetentes que desconhecem a identidade do clube, desrespeitam os seus adeptos e apenas se movem pura e simplesmente pelos interesses pessoais que têm.
Já tivemos de tudo: desde o panasca que levava sovas da mulher e que decidiu construir, a mando da sua querida esposa, uma capela junto ao Estádio - panasca esse que foi o maior responsável pelo adormecimento do gigante quando decidiu revolucionar um plantel e equipa técnica; o outro, de qualidade superior e, esta, integrada nos princípios fundamentais do benfiquismo.
Tivemos depois o ladrão, um gajo que, ao contrário do Pinto da Costa, em vez de andar a roubar os adversários, decidiu roubar o próprio clube - o benfiquismo tem, de facto, coisas extraordinárias - e que ainda hoje anda fugido do país a clamar inocência.
Depois tivemos o sonhador ébrio, aquele que, conservado em vinho tinto, se apressou a construir alguma coisa possível de entre os escombros deixados pelo ladrão. Mas este sonhador ébrio, além de se dedicar às crenças e ao benfiquismo exacerbado, era também capaz das maiores alarvidades verbais. Frases como: "quero que o Roger se foda!", "Estou farto de benfiquistas", "Benfiquista sou eu e mais 20", "as modalidades não deviam existir", "não me interessa o título de basquetebol" ou aquela que viria a ser profundamente simbólica porque totalmente repetida à exaustão por aquele que se lhe seguiu: "prefiro trabalhar com lagartos". O sonhador ébrio era assim: um poço de incongruências e decisões dúbias. Entre elas, claro, está a opção de meter no clube o actual Presidente, o mentiroso.
O mentiroso começou a ganhar nome dentro do clube e rapidamente se percebeu ao que vinha: atirar o sonhador ébrio para um canto e governar, depois de extinguir o Alverca, o maior de Portugal. Desde esse dia fatídico - mas também, sejamos justos, quem teve colhões para aparecer com uma ideia melhor nesses tempo? - o mentiroso reina sem oposição o Benfica, fazendo o que bem quer e lhe apetece, mentindo consecutivamente aos sócios, desrespeitando as suas vontades, trazendo para o clube incompetentes e adversários e, o mais evidente, com uma taxa de sucesso desportivo no futebol que roça o ridículo: 11 anos, 2 títulos nacionais. E o mentiroso, como 90 por cento dos benfiquistas gostam que lhes vendam banha da cobra e, se possível, que ainda lhes enfiem a linguinha da cobra intestino acima, vai continuar, feliz e contente, por mais uns aninhos. Até que alguém olhe para o lado e perceba que o mentiroso e o ladrão não eram assim tão diferentes. Mas o futuro ao futuro pertence.
Panasca, ladrão, sonhador ébrio e mentiroso. Cá estão os 4 estarolas dos últimos 17 anos. Os responsáveis por esta autêntica caminhada no deserto que persiste em não acabar. Só um clube grandioso como o nosso pode aguentar 20 anos de tanta incompetência e manter (e até aumentar) a sua base de apoio.
O Benfica é muito grande. Pena é que nem sempre muito inteligente.
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