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terça-feira, 11 de novembro de 2014

"O penálti de Tozé faz-nos bem à cabeça"

Um árbitro da AF Porto assinalou um penalty contra o FC Porto sofrido por um jogador emprestado pelo Porto e que foi concretizado pelo mesmo quando o resultado não era favorável aos azuis-e-brancos. É um daqueles acontecimentos que acontece com a mesma frequência que a passagem de determinados cometas pelo planeta Terra. De qualquer das maneiras, aconteceu, foi bonito e serviu para o Benfica reforçar a liderança no campeonato, que é o que mais importa.

Mas importa também ler isto (link). Diz Nuno Madureira que "o penálti de Tozé faz-nos bem à cabeça", entre outras coisas para acabar com uma série de mitos e crenças que existem, esquecendo-se (ou não) do facto (e facto é uma palavra que merece ser sublinhada) de ter havido jogadores que foram aliciados para falharem golos, realizar más exibições e até para cometerem grandes penalidades para favorecer um certo clube. Eu compreendo que haja jornalistas que queiram ver o mundo em tons de cor-de-rosa e outros que sejam puramente mal intencionados, mas há uma coisa que um jornalista não pode esquecer e que é a famosa "verdade dos factos". É que por cada história de um jogador que é efectivamente aliciado e alvo de tentativa de corrupção para falsear a verdade desportiva, outros 10 ou 20 há que não se conhece a história. E um artigo como o que Nuno Madureira escreveu mais parece uma tentativa de passar uma esponja sobre o assunto, uma tentativa de esquecer ou apagar a história, de a varrer para debaixo do tapete de vergonhas do futebol português. Se há coisa em que o jornalismo desportivo português é fraco e pobre é no campo da investigação. E se tanto há para investigar, se tantas histórias há que poderiam ser descobertas. Mas não, preferem escrever textos moralistas onde fingem esquecer o passado e até mesmo o presente, como os abusos que houve no túnel do António Coimbra da Mota protagonizados por Rui Barros, Nelson Puga e sabe-se lá mais quem ao jovem Tozé.

O penalty de Tozé fez-me bem à cabeça. Fez-me recordar que apesar de tantas histórias podres que existem no futebol português, pouquíssimos jornalistas querem mexer nestes assuntos. Arautos da moral e dos bons costumes, na verdade são cúmplices de mais de trinta anos de mentira. Que lhes sirva de algo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

«Lima já não marca golos há 5 meses»





Nós, que não entramos em histeria com tudo o que os jornais dizem ou achamos que estão todos contra o Benfica, também já tínhamos saudades de uma verdadeira histeria dos jornais. Esta do Lima é extraordinária. Dá-se uma notícia sobre os meses que o jogador passa sem marcar golos sem sequer ter em atenção o facto de, em 5 meses, 3 terem sido de férias e de preparação sem jogos oficiais. É um jornalismo que tem muita saída, tal como discursos populistas de presidentes e políticos, mas é um discurso que nada diz. Pior, que engana.

De qualquer forma, afirmamos aqui o nosso regozijo pela histeria sobre Lima. É que assim já não restarão dúvidas que às excelentes exibições que tem feito (com assistências e tudo, para os fanáticos da estatística) Lima marcará pelo menos dois golos já no Domingo.

E depois terão de escrever outra notícia qualquer. Propomos para capa de Segunda-feira: «Lima só marcou dois golos nos últimos 5 meses».

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Jornalistas, façam-se homens!

O que eu gostava - mas gostava mesmo; é tão do domínio do mirífico que parece irreal... e é - era que, em vez destas briguinhas sem qualquer interesse para o futebol, todos os jornalistas que sofreram na pele as agruras de um sistema pintocostiano que dura há mais de 30 anos - naquela que é uma mancha vergonhosa na nossa democracia - se juntassem e contassem tudo.

Repito: contassem TUDO. E não estas meias-palavras, estas insinuações pobrezinhas, medos e temores lançados no facebook em modo disfarce. Sejam portistas, benfiquistas, sportinguistas, de que clube forem. CONTEM TUDO e sobre todos os clubes e Presidentes. Como pode um jornalista sério não desvendar o que sabe e o que sabe conspurcar o futebol? Não será esse o princípio da negação de si próprio?

E não é um que olvida; são muitos, centenas deles. Têm medo do quê, afinal? Ou, além do medo, o clubismo de alguns e a aceitação de métodos criminosos que noutras áreas da sociedade procuram divulgar, são mais importantes do que a verdade, a honestidade, a informação, a honra, a justiça, o brio, o orgulho, a dedicação, o juramento profissional?

CONTEM TUDO. Os adeptos de futebol anseiam por esse momento há décadas a fio. Juntem-se todos, cada um conta um episódio, no fim já ninguém sabe quem contou mas fica tudo contado. Façam uma eutanásia a vários mãos ao sistema - ninguém sairá culpado, entre os difusores da verdade. De uma vez por todas, dignifiquem o futebol e a vida.

domingo, 3 de novembro de 2013

O jornalismo cobarde que mata o futebol

A agressão de Rui Cerqueira aos jornalistas da RR e da TSF foi, como era de esperar, simplesmente... apagada. Nunca aconteceu. Lemos os jornais, vemos os sites, ouvimos as rádios. Zero. Apenas um deu destaque ao caso: o Record. Num texto que acaba a fazer de Cerqueira já não o agressor mas a vítima.

A verdade é simples e tem de ser dita: a maior parte dos jornalistas desportivos em Portugal é cobarde. Se se juntassem e contassem o que sabem, podiam salvar o futebol desta gente podre que o enfraquece de ano para ano. Falta coragem, verticalidade, sentido de justiça. Falta-lhes aquilo para que estudaram: compromisso com a verdade, dever de informação, gosto pelo justo; pacto com o certo.

Mais um caso abafado. Mais uma vergonha por punir. O futebol português afunda-se há 30 anos em mentiras, corrupções, compadrios, sistemas e polvos e quem o devia melhorar por dentro, quem trabalha o seu ofício supostamente por dedicação e amor à causa, finge que nada vê. Mesmo quando é insultado, ameaçado, agredido. Não há verdade que aguente tanta falta de coragem.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A BOLA, como devia ser sempre.

A capa de hoje d´"A BOLA" é histórica. Desconheço se nas várias décadas de existência do jornal alguma vez o Ténis teve direito a tamanha distinção - arriscaria um "nunca". Num país em que é valorizado o lado boçal do futebol - não o maravilhoso e eterno que também existe, embora seja deixado de lado -, as quezílias, as novelas idiotas, as mentiras, as invenções, a insinuação torpe, a baixeza moral (há público em dose substancial para isso - basta ler a generalidade dos disparates e imbecilidades ditos nas redes sociais), hoje foi um dia bonito para o jornalismo desportivo português. Hoje o "A BOLA" foi digno da sua História.