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sábado, 7 de junho de 2014

Djavan no Benfica

Foi hoje oficializada a contratação de Djavan, lateral esquerdo que na época passada actuou na Académica de Coimbra por empréstimo do Corinthians Alagoano.

Levando em linha de conta uma suposição de que os valores envolvidos neste negócio não serão avultados, já que ainda não foram anunciados, e analisando aquilo que foi o jogador durante a época passada, considero ser um bom negócio para o Benfica.

Não vejo em Djavan um lateral capaz de assumir a titularidade indiscutível do melhor Benfica que desejamos, mas se ao lateral brasileiro for adicionada a contratação de um outro (Benito?) de qualidade indiscutível e capacidade de afirmação no imediato, entendo esta contratação com todo o cabimento.

Djavan, como qualquer lateral brasileiro que se preze, apareceu na Académica demonstrando excelentes capacidades ofensivas, mas muitas e variadas dificuldades defensivas. Durante a época passada foi muito e bem trabalhado nesse aspecto mais débil do seu jogo por Sérgio Conceição (treinador a seguir), adaptando-se ainda à velocidade europeia do jogo.

O jogador brasileiro é claramente um lateral “à Jorge Jesus”, ou seja, débil nos momentos defensivos do jogo, mas fortíssimo no acompanhamento atacante. É explosivo, entusiasmante e possui uma capacidade impressionante na condução de bola. Isto é, aquilo que não se aprende (talento ofensivo) está lá, faltando adicionar-lhe uma capacidade para temperar essa propensão ofensiva com uma inteligência e capacidade defensiva (aquilo que é “ensinável”), aspectos em que JJ é fortíssimo no trabalho que desenvolve com os jogadores.

Ainda que não seja um jovem a despontar no futebol europeu (26 anos), Djavan atravessa agora o momento de maior fulgor físico de um jogador, podendo adicionar-lhe um bom entendimento táctico do jogo.

Até pela idade que possui, mas também pelo trabalho que é necessário fazer com o jogador, Djavan não deve ser encarado como um jogador para evoluir e rentabilizar o custo da sua aquisição num curto espaço de tempo, mas pode e deve ser encarado como um jogador que poderá aportar ao plantel alguma estabilidade numa posição traumática no clube, deixando a “primeira linha” da posição para quem já possua uma capacidade táctica inquestionável.


Não sei se esse titular será Benito, de quem a imprensa fala, pois não conheço sequer o jogador, mas seja Benito ou outro parece-me imprescindível que se contrate um jogador capaz de ser o actor principal da lateral esquerda no próximo ano, deixando a Djavan o papel de “duplo”, algo que me parece perfeitamente ao alcance do brasileiro no imediato.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Emerson e Capdevila

Jorge Jesus afirmou em vésperas da recepção ao Paços de Ferreira que, se Bruno Cortez não estivesse lesionado, seria ele mesmo o dono da lateral-esquerda frente aos pacenses.

Há certas contratações que têm um cunho pessoal. É sabido que jogadores como César Peixoto, Júlio César, Airton, Alan Kardec ou Éder Luís foram apostas pessoais de Jesus. Outros como Jorge Ribeiro, Carlos Martins, Yebda, Reyes, Suazo ou Capdevila foram apostas de Rui Costa. De Bruno Cortez não se sabe concretamente quem o referenciou ou a pedido de quem ingressou no Benfica. Já Siqueira, esse, é aposta de longa data de Jesus, mesmo antes de se falar em Eliseu ou outros possíveis candidatos a um lugar que não encontra ninguém à altura dos pergaminhos do Benfica desde a saída de Fábio Coentrão.

Ora, se Siqueira é aposta de Jesus, seria de esperar que, tendo em conta a qualidade superlativamente superior à de Emerson, perdão, Cortez, o italo-brasileiro fosse titular de caras no Benfica. Mas Jorge Jesus deixa uma nesga de incerteza em volta deste caso. O que queria o homem da Reboleira dizer com estas palavras? Que mantém a confiança em Cortez apesar da vinda de Siqueira? Que Siqueira ainda não tem ritmo competitivo que lhe permita efectuar 90 minutos? Ou que se preparara para fazer a Cortez e Siqueira o mesmo que fez com Emerson e Capdevila, respectivamente?

Temos dois laterais-esquerdos. Um bom e outro mau. Parece-me mais fácil e sensato apostar no bom para obter melhores resultados do que optar pelo mau de forma a tentar provar aos adeptos que se tem razão quando não se tem. Já se cometeu este erro em 2011/2012. Alguém o quer ver repetido outra vez?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cortez e o anedótico da coisa

«Bruno Cortez, o lateral-esquerdo que chegou ao Benfica emprestado pelo São Paulo, foi quase sempre titular na pré-temporada e foi sempre titular nos primeiros jogos a sérios desta nova época. Não agradou à torcida, esse é um facto.

Aparentemente também não terá agradado à equipa técnica. No espaço de 24 horas, na semana passada, ficou Cortez a saber que o seu nome não constava da lista dos inscritos para a Liga dos Campeões e, pior ainda, ficou a saber que o Benfica contratou um novo defesa-esquerdo chamado Siqueira, brasileiro, com provas dadas no Granada.

Desejam muito os benfiquistas que Siqueira seja o “tal”. Isto é, o lateral-esquerdo de raiz que o Benfica não tem desde que Leo se zangou com Quique Flores e regressou ao seu Santos.

A não-inscrição de Bruno Cortez na UEFA deu algum brado, o que se compreende. Enganos, enfim, toda a gente tem, mas os enganos do Benfica para aquela posição começam já a ser lendários, para não dizer anedóticos, com o devido respeito por Emerson e pelo próprio Cortez.

Por estas razões, a contratação de Siqueira foi bem recebida pelos adeptos. O noticiado interesse do Real Madrid pelo jogador também deu um forte ânimo aos benfiquistas. Esta coisa de ganhar um jogador em despique com o Real Madrid faz sempre bem à auto-estima, que é uma coisa que na Luz anda muito por baixo desde o último mês de Maio (...)»

Leonor Pinhão

terça-feira, 9 de julho de 2013

As laterais



Parece próxima a resolução de um dos problemas do plantel, isto é, a confirmar-se a chegada de Sílvio para o plantel, finalmente teremos um lateral direito de nível, escusando-nos a mais adaptações ou a viver “amarrados” a um lateral direito que de defesa nem o nome tem e que é um dos pontos fracos do nosso plantel.

Há quem diga que Sílvio chegará para, de uma só vez, resolver os dois problemas que temos nas laterais. Se for mesmo essa a ideia, isto é, se a intenção passar por não se contratar nenhum lateral esquerdo digno desse nome, confiando a posição a Melgarejo e Sílvio, eu não posso concordar.

O jovem Paraguaio já deu provas suficientes que dificilmente será uma opção valida para os maiores embates com que o Benfica terá de se defrontar na próxima época, falo naturalmente dos encontros com equipas de nível semelhante e/ou superior ao Benfica. Melgarejo é forte a atacar, com boa capacidade de condução de bola, boa técnica e capacidade de romper pela ala – ou não fosse ele de origem um avançado/extremo – mas deixa muito a desejar no capítulo defensivo, com falhas no alinhamento com os restantes colegas de sector, dificuldades nas dobras e ajudas aos centrais e debilidades no um para um defensivo. Essas mesmas dificuldades são tanto mais evidentes por se enquadrar numa equipa com um pendor muito ofensivo e que, não raras vezes, deixa à sua sorte os elementos do sector mais recuado. Ou seja, Melgarejo será sempre um bom lateral para a maior parte dos jogos internos, onde as obrigações defensivas são muito poucas e onde até é benéfico para a equipa que tenha um lateral com tão boa capacidade ofensiva que ajude na profundidade e largura de jogo ofensivo, mas não chega para os confrontos com os rivais mais directos e para os jogos europeus de Liga dos Campeões.

Com Sílvio a lateral esquerda terá o equilíbrio e solidez que Melgarejo não consegue oferecer, mas perderá capacidade ofensiva, quanto mais não seja, por ser um jogador destro e que por isso tem dificuldades em dar a profundidade e largura – muito menos em velocidade – que Jorge Jesus tanto aprecia nos seus laterais (como foi visível nos primeiros tempos de SC Braga e Selecção), sendo que, quando colocado à direita, embora sem grande capacidade de romper linhas em posse, Sílvio dará sempre maior equilíbrio táctico e emocional que Maxi Pereira.

Sendo assim, com Sílvio e Melgarejo como soluções para a lateral esquerda, não teremos, novamente, um lateral completo que seja capaz de desempenhar as tarefas defensivas e ofensivas com a mesma qualidade. Não obstante, com Sílvio e Maxi para a lateral direita, teremos sempre um jogador equilibrado e capaz para os jogos de nível superior e um lateral muito ofensivo e guerreiro para os jogos mais “bloqueados” e de maior exigência física no vai e vem constante.

Por tudo isto considero que com a chegada de Sílvio ainda nos fica a faltar a contratação de um lateral esquerdo, sendo que o Português nessa posição deverá ser sempre encarado como uma solução de recurso e não habitual.

P.S.1 – Sílvio regressa à casa que o formou, embora nunca tenha jogado na equipa principal.

P.S.2 – A contratação de Sílvio agrada-me, mas deixa-me algo apreensivo essencialmente pela inconstância física que ele revelou nos últimos 2 anos, com sucessivas lesões que não lhe permitiram a afirmação no Atlético de Madrid.

P.S.3 – Com a chegada de Sílvio esgotam-se as poucas esperanças de se ver João Cancelo a aparecer na equipa principal do Benfica, sendo que nesse caso, parece-me de todo conveniente para o Benfica e para o jogador que este seja colocado por empréstimo num clube de primeira liga, onde possa ganhar a “rodagem” que a equipa B do Benfica não pode oferecer e que o seu talento já justifica. Talvez o Vitoria de Guimarães que perdeu Alex e que tem um treinador capaz no desenvolvimento dos jovens.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Melgarejo e outros queijos

À sondagem que fizemos sobre Melgarejo a lateral-esquerdo, a resposta dos leitores foi contundente: acham um disparate. A resposta que mais votos teve (27 por cento) - "Os paraguaios só são bons lá na frente" - é até bastante curiosa porque é um 2 em 1: reforça a ideia de que Melgarejo a lateral é uma ideia errada e ainda consegue piscar o olho a Cardozo e pedir-lhe que ele fique por muitos e bons anos. Por aqui, concordamos. Com a necessidade de encontrar outro lateral e de manter Tacuara esta época.

E acrescentamos: mantenham Witsel. E Nolito. E Maxi e Javi e Luisão e Artur e Garay e Aimar e Mora e Saviola. E vendam Gaitán e Jardel.

E ainda não percebi os 9 milhões gastos em Ola John - que só por si já foram um autêntico disparate - se acabámos por ir dar mais 11 (foram mesmo 11? ninguém no Benfica confirmou o valor desta contratação porquê?) noutro extremo, bastante mais jogador.

E expliquem também como é que um clube que se diz sem dinheiro consegue contratar dois jogadores por 20 milhões de euros para posições em que estava bem servido e não consegue gastar 4 ou 5 em jogadores que venham equilibrar este plantel mais uma vez desequilibrado a uma semana e pouco de jogar o primeiro jogo oficial.

E aproveitem e expliquem a razão pela qual andaram em negociações com vários treinadores para acabarem vergados às imposições financeiras de Jesus. Se um clube como o Benfica é obrigado por um técnico a ficar refém de uma pessoa desta forma, condicionado a estratégia para a época, então talvez estejamos a falar de outro clube ou de outra gente de outro clube qualquer.

E, já que estão com a mão na massa, expliquem o que anda a fazer Rui Costa nesta administração, porque eu ainda não percebi. Para além de futeboladas e de receber 20 e tal mil euros por mês. Mas os maus benfiquistas somos nós, naturalmente.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sondagem - Melgarejo

Na sequência da aposta feita com o PB sobre a adaptação de Melgarejo à lateral-esquerda, julgamos ser tempo de uma sondagem sobre o assunto. Não se fala noutra coisa: Melgarejo é extraordinário a lateral, Melgarejo não vale nada, é assim-assim, tem um cabelo fraco, os paraguaios só são bons lá na frente, está aqui um Coentrão em versão melhorada, é claramente um novo Escalona, Melgarejo tem dois pés esquerdos, Melgarejo daqui a um ano estará no Manchester. Escolhe a tua sobre o novo lateral-esquerdo. Ali no lado direito.

domingo, 22 de julho de 2012

Aposta sobre Melgarejo

Há uns dias o PB, do Lateral-esquerdo, veio aqui comentar a opção de Jesus por Melgarejo na mesma posição que dá nome ao seu blogue. Disse-nos o nosso amigo que estaremos perante um talento de qualidade mundial, que se continuar a ser adaptado a lateral dentro de pouco tempo estará na elite dos melhores jogadores do planeta. Mais: PB garante-nos que, se Melgarejo for o lateral-esquerdo esta época, para o ano sairá para o Manchester - ou outro clube da mesma dimensão mediática.

Ora, como respondi ao PB há uns dias atrás: precisava de ver mais jogos; dois seguidos, de preferência. Hoje não foi o caso, só vi os últimos 20 minutos. E portanto não tenho uma opinião que possa ser fundamentada sobre esta novidade de Jesus. Mas arrisco, até pelo gozo da aposta e pela qualidade analítica que reconheço ao PB: da hora de jogo que lhe vi nesta pré-época, vejo-lhe deficiências claras a nível defensivo que não julgo poderem ser melhoradas em definitivo num espaço tão curto.

É por isso que temos aposta, eu e o PB, caso - e isto é fundamental - o paraguaio seja aposta clara ao longo da época (pelo menos 20 jogos a titular em todas as competições; o PB diz que bastam as primeiras 4 jornadas a titular para nunca mais largar o lugar). Se o Melgarejo se tornar uma referência mundial, um grande jogador e uma adaptação feliz de Jesus, pagar-lhe-ei, todo contente, uma grade de minis. Se se ficar pela mediocridade, PB pagar-me-á, tristonho, 24 fresquinhas.

E tu, companheiro leitor? Estás com o PB - crente numa nova versão de Coentrão - ou antes algo céptico, quase resignado a um falhanço - como aquele que te escreve? Aceitam-se apostas. E teorias.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Doa-se lateral-esquerdo ao Banco Alimentar contra a Estupidez

Continuo intrigado. Tivesse Emerson sido contratado para alternativa ao titular desta época e ainda assim far-me-ia consecutivas questões sobre que espécie de prospecção tem o nosso clube para descobrir, num universo tão grande, tão fraco jogador de futebol para o seu plantel. Imaginam, portanto, a minha incredulidade quando aconteceu ver este rapaz jogar os primeiros jogos pelo Benfica. E, nesse sentido, serão certamente capazes de supor as caralhadas que fui atirando para o ar quando percebi que Emerson não só era mesmo para ficar (ainda houve inicialmente uma ténue esperança de que fosse algum engano no aeroporto ou que o rapaz viesse para a equipa de Andebol) como constituía a primeira e única solução para a lateral-esquerda. Estou muito intrigado com tudo isto. 

E não bastaram nem 5 nem 10 nem 20 jogos para que Jorge Jesus se decidisse a recambiar o brasileiro para a bancada, mesmo com as anedóticas aparições com que Emerson, desde que pôs o pezinho em território nacional, tem brindado os benfiquistas. Ele próprio estará intrigado com isto tudo. Terá inclusivamente tido uma conversa por telefone com o Pai - inadvertida e escandalosamente apanhada pela rede de investigação nacional - em que se mostra aparvalhado com a condição de indiscutível que possui neste Benfica. O Pai ter-lhe-á demonstrado muita força e pedido coragem. Que continuasse a ser o filho exemplar que sempre foi, que fosse humilde e trabalhador, que o mundo um dia perdoaria Jesus por tal atentado. Nos entretantos, Emerson persiste - como não? Que culpa tem o rapaz de tão abominável patetice? Se o atiram para o relvado, ele faz o que pode, que é muito pouco, mas disso não tem ele culpa.

Nesta novela de escabrosos episódios, o último que veio apimentar a discussão trouxe-nos o nosso grande e extraordinário Presidente, que vem afirmar que a alternativa a Emerson - o tal campeão do Mundo que não serve nem para a Taça da Liga e que nos custou 3 milhões para ir a Nyon assistir a sorteios da UEFA e para efectuar peladinhas na luta contra a pobreza - é, e cito, "um "profissional exemplar". Ora, se o espanhol não faz birras nos treinos (teoria durante muito tempo aventada pelos eternos defensores do indefensável), se o espanhol tem muito mais experiência internacional, vindo de um campeonato a léguas competitivas do nosso, enfim, se Capdevila é muito mas mesmo muito melhor jogador do que Emerson, por que carga de filha da puta de água teremos de continuar a arriscar pontos, eliminatórias e competições sem que ninguém promova as mudanças que se exigem desde Agosto? Continuo muito intrigado.

Vamos todos aceitar, mesmo que assim a modos que algo contrafeitos, que Capdevila não serve para ser jogador do Benfica. Pode ser? Façam lá o esforço por uns minutinhos. Capdevila não serve. Ou porque tem o nariz grande, ou porque é feio, ou porque tem brinco, ou porque tem a crescer-lhe no peito uma verruga de muito mau gosto e cheiro, ou porque é desdentado, ou porque sofre de urticária, ou porque o Jesus não gosta dele, ou porque o Jesus é parvo, ou porque o Jesus mete à frente dos interesses colectivos os objectivos individuais, ou porque o Vieira não tem mão no Jesus, ou porque o Carraça é uma carraça muito mole, ou porque o Rui Costa não aparece vai para mais de três quinze dias, por qualquer coisa que possamos dizer ou inventar ou fantasiar, o que importa é isto: vamos todos imaginar que Capdevila é pior que Emerson e por isso não joga, jogando o rapaz de olhos caninos no lugar dele. Estamos todos entendidos? Ainda bem. Agora respondam-me só a isto: não preparámos a compra de um lateral-esquerdo bom (ou, vá, razoável, já estou por tudo) e esse lateral-esquerdo não está já a treinar com o plantel porquê, caralho?




 

sábado, 3 de setembro de 2011

A importância da opinião antecipatória, o verdadeiro apoio ao Benfica (e um texto do Lateral-Esquerdo que os reforça)

Não há um limite para as vezes que queremos dizer e avisar, já de antemão, os benfiquistas da borrada que foi deixar Capdevila de fora. Fazemo-lo de forma veemente para que, primeiro, não restem dúvidas de qual a posição deste escriba sobre a absurda opção de Jesus e para que, como aqui gostamos de fazer, fique expressa, a priori, a nossa opinião. 

Pedimos desculpa aos que usam os blogues para irem escrevendo consoante as marés, elogiando se os resultados são bons, criticando se não são satisfatórios. Aqui, cremos na importância da qualidade de antevisão dos acontecimentos. É que é esse o filtro que nos permite dar credibilidade ao que as pessoas escrevem e, mais importante, pensam. Analisar a posteriori, criticando ou elogiando, consoante os resultados obtidos, também é giro. Mas não chega. 

Esse tipo de análise, muito recorrente na blogosfera, que passa pelo pedido acéfalo para que não critiquemos nada nem ninguém deixando a esperança e a ilusão tomarem conta das nossas vontades, pode servir para muita gente. Para mim, não chega. Prefiro dizer o que acho quando as opções são tomadas, ficando, para o bem e para o mal, umbilicalmente ligado às minhas opiniões. Parece-me mais digno, mais justo e menos hipócrita. 

 Claro que também é muito mais difícil porque para antecipar alguma coisa - e para antecipar, com razão, a maior parte das vezes - é preciso mais do que saber juntar umas palavras e "apoiar" o Benfica. É que esta coisa do "apoio" tem muita graça: eu farto-me de apoiar o Benfica. Seja no Estádio, em casa ou criticando uma opção. Veja-se o apoio que dei o ano passado, quando, após 2 jogos de pré-época, disse que Roberto não podia ser o guarda-redes do Benfica. Se alguém me tivesse ouvido na altura, talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Mas não. Andei uma época inteira a ter de ler uns imbecis a insultarem-me porque não apoiava o nosso guardião. No entanto, enganam-se redondamente: no Estádio, aplaudi sempre Roberto, cheguei a zangar-me com quem, ao meu lado, assobiava o espanhol sempre que a bola lhe chegava aos pés e às mãos. O que não faço, nem nunca farei, é deixar o Benfica entregue a um sentido acrítico, em que são apoiadas todas as decisões, mesmo que estando à vista de todas que irão ser-nos prejudiciais. Isso não farei nunca. E por gente como eu é que o Benfica teve de admitir que se enganou (desde Vieira a Jesus, todos engoliram o sapo) e foi ao mercado buscar um guarda-redes a sério. Por gente como eu mas podia ter sido só pela realidade. O grande problema é que a realidade às vezes não chega - precisa que alguns apontem logo à partida o que a realidade demonstrará.

Os outros, os que acham que ser do Benfica é "apoiar" estúpida e cegamente todas as decisões de quem o gere, andaram um ano a dizer disparates para agora se deliciarem com a liderança do campeonato, muito por culpa de um guarda-redes chegado a custo zero. É assim a vida. As opiniões têm o peso e a importância que cada um quer que tenham. E nem todos se acomodam à facilidade da análise vulgar e banal dos acontecimentos passados. Há quem veja mais longe, quem antecipe problemas e isso nada tem que ver com ausência de apoio. Pelo contrário: o apontar de falhas só fará com que o Benfica cresça e evolua para um nível superior na sua organização. 

E é por isso que eu quero deixar bem claro a minha opinião: a não inscrição de Capdevila para a Champions League é uma decisão que pode manchar toda a época. Por aquilo que enfraquece, desportivamente, o Benfica numa prova altamente exigente e em que é fundamental ter jogadores da experiência e qualidade do espanhol, mas também, e talvez ainda mais importante, pela forma como prova a péssima noção de gestão de balneário que Jesus tem. 

 
Os sinais, para quem quer ver, existem no passado e no presente. Claro que se pode sempre agarrar a esperança numa mão e esperar que ela nos carregue até ao fim. É uma opção. A outra é perceber sinais de destruição antes dela acontecer. Não é para todos e é por isso que muitos, não o podendo fazer, limitam-se ao insulto fácil e à hipocrisia do "apoio" ao Benfica. Não sabem mais, ensinaram-lhes o uso da trela e é com isso que vivem diariamente, odiando de morte quem se insurge contra os erros óbvios que maltratam e prejudicam os interesses do Sport Lisboa e Benfica. Repito: a não inscrição de Capdevila é um erro tremendo. Um erro tremendo. Que pode estragar uma época.

Como reforço da minha ideia, deixo-vos com o texto do PB, do Lateral Esquerdo, que é uma pessoa lúcida e inteligente e que sabe mais disto do que a cambada de imbecis toda junta que aqui vem debitar alarvidades. Aconselho-vos a voltarem aos vossos blogues de merda e a dizerem 100 vezes por dia "precisamos de apoiar o Benfica" ou como aquele outro, que debitava na televisão: "eu vou dizer todas as semanas que o Roberto é um grande guarda-redes, dos que dá pontos!". Pena o Artur ter chegado. Nós, abutres, nos confessamos:

 

 «Gestão de recursos humanos. Onde se fala de Aimar e da exclusão de Capdevila.


"Estou impressionado com ele. É um número 10 com uma classe enorme. Entre mim e ele tudo é perfeito dentro do campo" Witsel sobre Aimar;

"No Corinthians tinha duas referências, que eram o Ronaldo e o Roberto Carlos. Aqui tenho o Aimar, que está ao mesmo nível" Bruno César;

"Até impressiona. É um jogador de um nível diferente. O toque na bola, a inteligência e a maneira como se movimenta impressionam". Ramires sobre Aimar;

"É um jogador de muita técnica, agilidade e inteligência. Não é à toa que foi considerado um dos melhores 10 da Argentina depois de Maradona. Por causa das lesões tem um tratamento diferente no Benfica, mas sempre que ficava no banco mantinha a postura profissional, sem qualquer estrelismo. Tornou-se numa referência para mim enquanto estive em Portugal". Felipe Menezes sobre Aimar;

"Benfica considera a hipótese de renovar contrato a Aimar, que termina na próxima época." in Jornal A Bola.

“Estou absolutamente surpreendido, não esperávamos uma coisa assim. Se não foi inscrito, o treinador já sabia que não o ia fazer, então porque não nos disse nada? Se nos tivesse dito alguma coisa antes de dia 31, então tínhamos procurado sair para outro lado. Não lhe faltavam equipas. Fazer uma coisa destas a um rapaz como este é terrível, ele está completamente desmotivado. Decidimos escolher o Benfica porque jogavam para a Champions e isso interessava-nos.” Empresário de Capdevilla.

Qualquer indivíduo com um mínimo de bom senso e um pouco de massa crítica percebe que é risível a forma como se gerem os recursos humanos no SL Benfica. O Benfica 2011/2012 tem, muito possivelmente o melhor plantel do futebol português. Porventura, será até bem superior ao que conquistou Portugal e deslumbrou a Europa (recorde as transferências para Chelsea e Real Madrid) e tem também, possivelmente capacidade para formar o melhor onze da Liga Sagres. Todavia, a forma amadora como se gere tudo o que se passa no futebol do Benfica, é assustadora. Se porventura os jogadores do Benfica voltarem a tornar o clube campeão nacional, serão merecedores de uma estátua. Mesmo tendo a qualidade que têm, será preciso serem verdadeiros heróis para resistirem como grupo às atrocidades a que vão sendo submetidos dia-a-dia.

P.S.- Não está em causa a qualidade, ou falta dela de Capdevilla. Numa lista extensa, deixar de fora um jogador de currículo importante, é procurar, sem necessidade, uma situação de conflito. O caso do espanhol, é apenas mais um que revela a fraca capacidade de Jesus enquanto treinador, para além das quatro linhas dos campos de treinos ou de jogos onde as suas equipas se apresentam.»

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A 2 semanas da Champions

Melhor notícia do defeso: Alex Sandro no Porto.

Pior notícia do defeso: o Benfica ainda não tem lateral-esquerdo.