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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Robin Williams, Membro Honorário do 4º Anel



Robin Williams não estará seguramente no 4º Anel com Eusébio, mas merece um Obrigado Benfiquista por aquilo que nos deu desde a nossa infância, juventude e vida: sabermos rir de nós próprios, encontrarmos os nossos defeitos, encará-los, viver a vida sem ódios, sentir com amor. Como glorioso Artista que é, fica como Membro Honorário do 4º Anel.

E também é irmão-gémeo do Bono.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Hoje há festa no 4º Anel

Nessa festa dos teus 10 anos no 4º Anel, recebe bem o aniversariante Deusébio e bebam uns copos. Aqui estás tu imitando o King com remate de corpo em classe e voo e bola e equilíbrio e atracção pelo golo. À vossa, companheiros!


domingo, 28 de julho de 2013

Boa viagem até ao 4º anel.



6 anos no Benfica - 4 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 1 Supertaça, 1 final europeia. Ao mesmo tempo que fazia obra: foi o responsável pelo fecho do 3º anel. Muito havia a dizer sobre Fernando Martins - quase tudo de muito bom; pouco de mau. O que é incontestável é que foi um Presidente que honrou o Sport Lisboa e Benfica e esteve à sua altura, dotando o clube de títulos, essa coisa tão menosprezada nos dias que correm. Foi o antepenúltimo grande Presidente à Benfica. O 4ºanel espera-te, companheiro.

domingo, 9 de setembro de 2012

Vendem-se pipocas.

Às vezes, quando já estamos a ganhar por 12-0 ou se pressente no ar aquele golo do Porto em fora-de-jogo que está quase a acontecer, ponho-me a olhar para o estádio e para as pessoas à minha volta. Todos tão diferentes do que eu via em criança. 

  
O estádio tem uns arcos por cima, uns tubos por onde são transportados cimento e substâncias ilegais que depois vão de avião até ao Vicente Calderón, em Madrid, numa proximidade de afectos e parcerias empresariais. O tecto tem umas placas de alumínio que parecem ter sido roubadas ao longo dos anos a cada zona de construção que Mário Dias e Vieira viram aquando das suas idas às Casas do Benfica e que geralmente servem de ponte às poças de água que se acumulam nas zonas exteriores à construção das casas. Há umas varandas onde não podemos parar para beber o nosso gin em garrafa de água porque estão lá uns senhores de colete amarelo a dizerem-nos que ali é só “zona de passagem”. E uns bares onde se amontoa gente para pedir sagres zero e sandes mistas a troco do ordenado mínimo.
 
Se nos levantamos em apoio ao Benfica - naqueles momentos em que o Porto marca golos em fora-de-jogo ou levamos mais um impossível contra-ataque devido à famosa táctica do nosso catedrático e o povo deprime de cabeça para o chão -, logo alguém se insurge: “está a sentar!”; se cantamos quando a equipa está a perder, recebemos aqueles olhares de sentença por parte de quem foi ali, como vai ao cinema ou fazer compras à mercearia, para não ter chatices nem se preocupar muito com o que está a fazer; se nos metemos aos gritos histéricos nas escadas, virados para trás, a puxar pelo público, logo aquele olhar condescentente: “coitado, é maluquinho”.
 
Olho o estádio e as pessoas e juro, quase prometo, que aquela gente não é a mesma que eu vi quando era puto - têm os cachecóis e camisolas do Benfica, às vezes até gritam “Benfiiiiiiiica!” quando são mandados pelo speaker de serviço (Meo! Agora Coca-Cola! Meo! Sagres! Novamente Coca-Cola! Agora Gold Strike e Pudim Flan! Presunto de Lamego! Meo! Tmn! Meo! Sagres! Dois quilos de orelha de porco!), mas parece que lhes saiu Benfica do sangue, todos compostinhos a ver o jogo, amorfos, quase mortos, autistas, deprimidos. Só se levantam para chamar nomes ao árbitro e mesmo isso de uma pobreza vernacular, um “é falta!”, outro “isto é uma vergonha” – o que foi feito dos bêbados do Benfica e dos insultos rigorosos e assertivos que antes tínhamos ecoando pelo estádio?
 
Quando o Porto marca mais um golo em fora-de-jogo ou num penálti inventado ou numa falta que não existiu ou num golo qualquer mal amanhado que o corrupto do árbitro inventou, dou comigo a olhar para este estádio e a lembrar-me do outro, onde todo o tempo era uma festa e uma loucura demencial apaixonante: as claques lançavam ininterruptamente canções e fumos e labaredas; os adeptos não se calavam; os jogadores ainda queriam mais do que nós ganhar os jogos; os treinadores tinham medo de cometer disparates e os presidentes gostavam mesmo mesmo do Benfica. 
 
Aqueles lugares no velho estádio que foram poiso de tanta gente que já morreu e às vezes apetece ligar para o quarto anel a pedir que regressem só por 90 minutos e larguem as conversas em cima de nuvens que têm quando nos observam de coração nas mãos e nada fazem, entregues às bebidas espirituais e espirituosas (no quarto anel, vende-se álcool), deixando-nos perdidos à procura do Benfica.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Gonzalez apanhado com excelente companhia

Então não é que este malandro mal chegou ao 4º anel foi logo visto a embezanar-se num tasco obscuro, entre duas nuvens, com o Cosme Damião e o Félix Bermudes? Perdeu-se de bagaço e contou-lhes toda a gloriosa história que o clube construiu desde que eles morreram. Diz quem viu que houve choro de felicidade. Dorme bem, Gonzalez.