Mostrar mensagens com a etiqueta Saviola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saviola. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 22 de março de 2013
Pequenos craques
Etiquetas:
Aimar,
River Plate,
Saviola
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O país da carneirada
Saviola veio para o Benfica e fez uma grande primeira época. Na retina ficaram vários golos maravilhosos demonstrando uma grande inteligência, uma capacidade para combinar com Aimar e Cardozo fora do comum e um oportunismo que rendeu vitórias.
Embriagado pelo êxito, mas sem os mesmos jogadores que lhe asseguravam os equilíbrios, Jesus decide manter o mesmo modelo, exigindo coisas diferentes aos que ficaram. Por causa dessa estratégia, Saviola passa de titular indiscutível para o banco dos suplentes. Apesar desse início difícil, Saviola reconquista a titularidade marcando golos e dando a marcar, sendo instrumental na longa série de vitórias. A inteligência mantém-se mas começa a perder a velocidade e portanto começa a espalhar-se a ideia que o Saviola deixou de correr.
Na terceira época, relegado da 3.ª para a 4ª ou 5.ª opção no ataque, as presenças de Saviola são muito mais esporádicas. Os novos Goebbels rapidamente espalham a teoria que Saviola está velho e que é um jogador demasiado caro para a pouca utilização que tem. Não interessa que se utilizem jogadores menos inteligentes do que ele, mas são mais novos e mais rápidos, são mais baratos e têm maior potencial de valorização, portanto criam-se os cenários que os idiotas tanto gostam, Saviola é um gajo bom nas primeiras épocas nos clubes mas depois vai-se abaixo.
Não interessa que seja mentira, não interessa que no Benfica tenha sido o treinador que o tenha preterido em detrimento de outros com menos capacidades, interessa ainda menos que não se aproveite a sua inteligência e se lhe peça para ser um velocista, nada disso interessa. O que interessa à carneirada é que Saviola está velho, já não é rápido, já não marca golos, e é um jogador muito caro. Por isso, a sua saída era mais que exigida pela turba.
E todos aplaudiram essa saída. Afinal de contas, não interessava nada que o Benfica perdesse o valor todo investido no passe, pois as amortizações não foram compensadas por qualquer valor associado à transacção para o Málaga. O que são 5 ou 6 milhões deitados à rua ? Sidnei custou 7 e Jara 5,5. O que interessa é que o Benfica poupou muito dinheiro em salários pois era um jogador caro. Acredito sem dúvida que fosse um jogador caro, agora não me venham atirar areia para os olhos a dizer que se poupou dinheiro.
Os quase 7 milhões de euros em custos que o Benfica teve que suportar com a saída de Saviola são a prova provada que o Benfica nada poupou com a sua saída, mas os factos interessam pouco à carneirada. O que lhes interessa são as tretas que são diariamente vendidas nos pasquins do costume. No ano passado preparam a cama de Saviola, não o deixaram assinar por outra equipa em Janeiro com medo do destino que ele escolhesse. Este ano, a cama já está preparada para outro. A carneirada já engoliu as mentiras e já as repete frequentemente.
Será que adivinham quem está também na rota de saída e que toda a gente vai aplaudir como mais uma boa medida de gestão ?
Etiquetas:
Carneirada,
o senhor que se segue,
Saviola
terça-feira, 18 de setembro de 2012
O Saviola continua muitíssimo velho.
Etiquetas:
Saviola
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Mas que grande cagada (mais valia ter visto o titi-kaka)
Informação fundamental ao leitor abnegado que aqui vem: decidi ver o jogo do Benfica em vez do clássico espanhol. Parece lógico e é, embora desconfie de que muito benfiquista hoje decidiu deixar a Taça da Liga para segundo plano. À minha maneira, fi-lo também: não fui ao estádio. Mas, no conforto do lar, não pude abandonar o coração. Nada me move contra os que preferiram ver o jogo de Madrid. Só vos peço um favor: consegui até agora, num esforço tremendo, não saber quanto ficou o Real-Barça. Não me estraguem a coisa, que daqui a meia-hora vai repetir.
Sobre o jogo, uma grande caca. Mau, mauzinho, frouxo, pouco, muito pouco, quase nada. O Gaitán continua a sua saga de desrespeito não só pelo próprio talento que tem mas principalmente pelos adeptos - aquilo que ele faz em campo, aquela constante displicência, dormência, falta de vontade devia dar jogos a fio sentado no banco de suplentes. Aliás, após mais uma magistral lição do Professor Nolito (que joga e ensina a jogar), será interessante verificar se os favoritismos de Jesus vão continuar ou se teremos definitivamente os melhores em campo. Por falar nisso, Capdevila lá jogou. Mesmo sem ritmo nenhum de jogo, desprezado a um nível absurdo, mostrou por que razão vale bem mais do que quem joga no seu lugar. A mim mostrou, pelo menos. Admito que haja quem continue a saga da defesa de Emerson até ao fim. Tão absurdo, tudo isto.
O jovem Almeida parece ter algum potencial mas ainda está muito aquém do exigido. Se perdemos Amorim por este ficámos claramente a perder. Uma ida ao mercado contratar Salino seria uma jogada de mestre. Um jogador perfeito para o que o plantel precisa: polivalência, constância e qualidade inegável. Depois só faltaria o lateral-esquerdo. Sim, ainda acredito.
Os avançados estiveram bem. Tanto Saviola quanto Oliveira em bom plano. O primeiro excelente a procurar espaços (menos bem na disputa física, onde nunca foi forte mas que actualmente assusta de tão frágil), o segundo na recepção pelo ar, fazer jogar, aparecer. Primeiro golo do Nélson pelo Benfica. Parabéns, puto.
Agora venha a Liga e o estádio cheio, que este jogo deprimiu-me um bocadinho. O Gaitán devia ir a casa do Nolito ouvi-lo contar-lhe histórias sobre quando andou nas obras e a sua vida até chegar ao Barcelona. Podia ser que ganhasse um coração e mais dignidade.
Etiquetas:
Camarón de la Isla,
Capdevila,
Emerson,
Gaitán,
Nélson Oliveira,
Nolito,
Saviola,
Taça da Liga,
Tomatito
sábado, 7 de janeiro de 2012
Alerta máximo: o Aimar jogou mal!
Pois jogou. Ele e toda a equipa. Um jogo fraquinho que não era difícil de prever olhando para o 11 que entrou em Guimarães. Parece cada vez mais óbvio que Jesus tem tanto de bom técnico aperfeiçoador de detalhes no treino quanto de treinador sem ideia do que quer fazer nos jogos. Vindo de um 442 losango contra o Rio Ave em casa (5-1), Jesus achou que devia manter a bitola. Só que Nelson Oliveira não é Saviola e o jogo não era na Luz e isso faz toda a diferença. Até porque muitas vezes, demasiadas vezes, Nelson caía no lado direito, Witsel chegava-se mais ao miolo e ficava Saviola perdido entre os centrais adversários. Junte-se-lhe um Emerson à Emerson e um Aimar à Chano e temos aqui a poção para um jogo de merda. Valeu Nolito, como vale quase sempre, valeu uma equipa do Vitória que na segunda parte estava tão bem fisicamente quanto os pacientes do IPO e um Cardozo que, enfim, chateia muito porque marca golos. Bom, bom, mas bom mesmo era o Hassan.
Isto tudo para vos chatear a mona? Também mas não só. É mais para avisar o Jesus (que ele todos os dias vem ler este blogue, como já me confirmou sua esposa, num encontro em Alcântara que teve tanto de sórdido quanto de constrangedor) para não ir a Leiria armado aos cágados que o raposão Cajuda sabe muito da poda e, ao contrário da brigada de treinadores portistas que por aí pululam que deixam as armas em casa quando confrontam o clube do coração, tem como princípio demonstrar o seu benfiquismo de uma e uma só forma: ser profissional quando joga contra o Benfica. Não raras vezes Cajuda irritou-nos, tirando-nos pontos ou eliminando-nos. É bom sinal: não queremos subserviências de nenhum teor. Gostamos de ganhar pelo mérito - sei que parece estranho, isto, para os adoradores do cacique beato (vou levar esta expressão até ao fim dos meus dias).
É favor não inventar, senhor Jorge, que hoje é dia dos adversários perderem pontos e nós chegarmos a Segunda-Feira na liderança. Pode ser? E agora venham de lá esses leitores que querem ir beber um copo comigo a Leiria amanhã. São meninos para isso?
Etiquetas:
Aimar,
Chano,
Dave Matthews,
Emerson,
Jorge Jesus,
Leiria-Benfica 2011/2012,
Manuel Cajuda,
Nelson Oliveira,
Saviola
sábado, 17 de dezembro de 2011
Ontem tivemos tango
E tu, benfiquista, que decidiste ficar em casa a olhar para o menino da lágrima que tens na sala de jantar? Ontem foi assim:
O Saviola e o Aimar não podem jogar juntos, Jesus. Nunca mais cometas esse erro. E dá mais banco ao Nolito. O gajo é um chato do caraças: marca golos.
O Saviola e o Aimar não podem jogar juntos, Jesus. Nunca mais cometas esse erro. E dá mais banco ao Nolito. O gajo é um chato do caraças: marca golos.
Golos
|
|
Cardozo
|
12
|
Nolito
|
10
|
Rodrigo
|
6
|
Bruno César
|
6
|
Saviola
|
5
|
Witsel
|
2
|
Gaitán
|
2
|
Luisão
|
2
|
Aimar
|
2
|
Javi
Garcia
|
1
|
Garay
|
1
|
Assistências
|
|
Gaitán
|
9
|
Aimar
|
7
|
Saviola
|
3
|
Cardozo
|
2
|
Witsel
|
2
|
M.
Pereira
|
2
|
R.
Amorim
|
2
|
Bruno
César
|
2
|
Rodrigo
|
1
|
Nolito
|
1
|
Luisão
|
1
|
Etiquetas:
Aimar,
Benfica-Rio Ave,
Saviola
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Em defesa de Javier Pedro Saviola
Numa fase em que 90 por cento dos adeptos benfiquistas quer Saviola fora do clube e 9 por cento admite a sua permanência no Benfica, desde que numa figura meramente decorativa, compete-me dar voz aos 140.000 restantes que vêem no argentino uma clara mais-valia desportiva.
Não pretendo evangelizar ninguém, convencer os insatisfeitos e muito menos impor-lhes a minha versão da história. Ela é, como quase tudo no futebol, passível de uma subjectividade que ultrapassa as linhas visíveis do conto matemático. Concorde quem quiser, interrogue-se quem ache importante, critique o que não achar nesta narrativa lógica ou sentido alguns. O que peço é que, entre diálogos e argumentos, não se caia na banalidade das visões facciosas e dos insultos gratuitos. Se não se julgarem capazes, não comentem. Simples, prático, barato e altamente recomendável à saudinha de todos nós.
Perguntar-me-ão: ainda é Saviola um elemento fundamental neste Benfica, merecedor de ser aposta recorrente, seja a titular ou como opção vinda do banco?
Responderei: sem margem para dúvida.
De todos os elementos do plantel do Benfica, é-me muito claro que o argentino faz parte do núcleo duro daqueles que, se se pretende um futebol alicerçado na qualidade estética e simultaneamente eficaz e ganhador, têm obrigatoriamente de jogar a maioria dos jogos.
Ponho-o no patamar de Artur, Maxi, Luisão, Garay, Javi, Witsel, Aimar, Gaitán e Cardozo como os jogadores que, salvo raras excepções, deverão entrar em campo logo de início. Cada um deles com as suas características e importâncias específicas em determinado momento do jogo e em certa fase da época, mas todos eles indiscutíveis - na qualidade que podem trazer à equipa e na importância de estarem no relvado.
Saviola não representa só - embora fosse suficiente - uma qualidade acima da média, fundamentada na invulgar inteligência com que constrói e compreende os movimentos de desequilíbrio aliada à presença intimidante que o seu nome representa para os adversários; há um extra, que é toda uma mais-valia que não é aproveitada quando Saviola não joga: a relação profundamente umbilical que, em campo, tem com Pablo Aimar - uma sucessão de caminhos para a baliza, através de linhas e espaços invisíveis que só eles antecipam e posteriormente exploram e que, por não serem transparentes aos olhos dos adversários, constituem um lado do golo que ninguém conhece.
Perder Saviola - por aquilo que é por si só mas também por ter no plantel Pablo Aimar - é, portanto, ignorar as várias chaves que eles oferecem em direcção à vitória. Que o pequeno argentino seja desaproveitado naquilo que pode dar à equipa não será certamente por defeito próprio mas por parca visão de quem o treina.
Mas aproximemo-nos das críticas que lhe são dirigidas: fraca condição física, ausência de golos, displicência.
Quanto à primeira, é, quanto a mim, uma falsa questão: Saviola não necessita de uma extraordinária forma atlética para fazer o que faz bem. Aceito que se diga que perdeu algum do pique com que nos brindou no princípio da sua carreira - é verdade que sim, todos os seus movimentos evoluíram para outros espaços e outras formas de encontrar soluções, que não passam, hoje, pela iniciativa puramente individual, de rasgo, de confronto em drible. Mas essa evolução (a que muitos chamarão de putrefacção), embora faça dele um alvo fácil de abater pela crítica - quem não gosta de ver uma lebre em desenfreadas correrias? -, nada diz do seu jogo nem, muito menos, o prejudica; pelo contrário, consciente de ter perdido parte da chama do sprint, Saviola é hoje um jogador que entende melhor o conceito de, em vez dele, girar a bola. Não lhe peçam que se desunhe a correr atrás da bola; dêem-lhe antes uma equipa que saiba controlar os tempos e rodá-la em busca dos seus movimentos. E, para isso, Javier Pedro tem condição física mais do que suficiente.
Do que mais recorrentemente se fala é dos golos que (não) marca - como se alguma vez tivesse sido um matador. Mas nunca se fala dos golos que marca, não marcando. Daqueles que, por aquilo que faz em campo, surgem naturalmente. Com Saviola no relvado, é mais fácil fazer golos, disso não restam grandes dúvidas. Se a equipa não está moldada de acordo com o que deve ser um conceito colectivo - adequar às características dos jogadores uma filosofia que os potencie ao máximo -, e o Benfica de Jesus não o está, que não caiam as críticas sobre quem as não merece. Dêem a Saviola um avançado complementar (como Cardozo é), um meio-campo equilibrado, composto por jogadores com um nível cerebral e técnico acima da média, e podem crer que verão Saviola não só dar, directa e indirectamente, muitos golos como ele próprio os marcará, embora não seja isso - marcar golos - o que deve ser-lhe pedido, porque é um jogador que, pela excelência que tem da compreensão dos apoios que deve dar, dos espaços que deve ocupar e da solidariedade colectiva que possui, estará muitas vezes longe das zonas de finalização. Ainda assim, bem integrado numa equipa potenciada ao máximo (e o Benfica tem jogadores para isso), marcará sempre 15 a 20 golos por época, que foram os seus números há dois anos atrás.
A última das críticas, então, é quase pornográfica, na injustiça de tal afirmação. Se há jogador que compreende - e são poucos na equipa de Jesus - a noção de pressing colectivo, esse jogador é Javier Saviola. O que dificultará esta percepção é a forma como o faz: não necessita de andar atrelado a um jogador, pressionando individualmente, distante de todo o movimento do resto da equipa (como o fazem, por exemplo, Cardozo e Gaitán); fá-lo de duas formas: ou antecipando o espaço onde a bola cai ou, maioritariamente, condicionado o passe do adversário para zonas laterais onde sabe que a equipa é forte a chegar. Basta ver os jogos com atenção para descobrir na movimentação do argentino uma muito maior valia táctica do que em qualquer outro avançado do plantel. Por outro lado, Saviola raramente executa displicentemente (que é o que lhe criticam) passes absurdos ou em busca do gesto artístico pelo gesto artístico - em que Gaitán é rei. O que acontece recorrentemente é que a sua velocidade de raciocínio e execução não é acompanhada pelos colegas - um exemplo claro é a forma como, com espaço, Saviola executa para a frente do colega, indicando-lhe quase as coordenadas do resto da jogada e permitindo a fluidez da mesma e, não raras vezes, a bola acaba pela linha lateral ou nos pés de um adversário porque o colega parou, querendo-a nos pés. Outras vezes, faz um passe de ruptura que ninguém está à espera, aparecendo o colega em fora-de-jogo ou sem reacção ao lance, porque o não anteviu.
Tudo isto é frequente nos jogos em que Saviola está em campo e tudo isto contribui para uma percepção errada, a meu ver, daqueles que são os atributos reais do argentino. Com Ramires ficava mais fácil, com Di Maria, do último ano, ficava mais fácil, com Coentrão, ficava mais fácil. Com Gaitán, por aquilo que não entende ainda do jogo e por, esse sim, muita displicência, torna-se monstruosamente mais difícil. Com Aimar, foi sempre como respirar.
Etiquetas:
Kevin Johansen,
mal-amado,
Saviola
sábado, 1 de outubro de 2011
Ó Esteves, vai a Ipanema!
Nesta semana ouvi falar tão bem de Bruno Esteves, o árbitro do encontro Benfica-Paços de Ferreira, que me agarrei à ideia utópica de que havia bons árbitros em Portugal. Mas tudo depende da perspectiva de onde se olha. De facto, Bruno Esteves é um bom funcionário. Daqueles que lembram os colegas do liceu que faziam os trabalhos de casa, os nossos projectos de grupo e, no fim, assinavam o nosso nome, não sem antes mostrarem a cara que desaprovava o nosso comportamento altamente repreensível por termos passado o tempo comunitário a beber cervejas e gold strike no bar esconso em vez de darmos ao grupo a nossa mais integral inteligência. Bruno Esteves, dependendo do ângulo de onde se olhe, esteve muito bem. Direi até: esteve sublime. Uma arbitragem ao melhor nível do que se lhe exige, se o que se lhe exige é foder a torto e a direito o Benfica. Mas não foi nada de especial. Afinal, ponhamos em fila pirilau as suas acções:
- Golo mal anulado a Cardozo;
- Fora-de-jogo mal tirado a Bruno César que, isolado, se preparava para atirar para as redes;
- Penálti não assinalado por mão do jogador do Paços;
- Penálti (outro) não assinalado por mão do jogador do Paços;
- Não marcação de passe intencional de um jogador do Paços para o seu guarda-redes, na linha da pequena-área.
Lista gira, não é? Podem juntar o penálti altamente kafkiano marcado (claro) a favor do Paços e temos aquilo que se pode nomear uma arbitragem 5 estrelas. Pelo menos para Reinaldo Teles, que via o jogo entre ucranianas de pernas longas e bebia uísque importado da Escócia, onde, dizem, fazem do melhor líquido que pode haver. Não, está certo: Bruno Esteves cumpre os requisitos. É um excelente árbitro. Até já há quem diga - muito sem escrúpulos - que conhece as maravilhas de Ipanema em viagem gratuita. As coisas que as pessoas são capazes de dizer. O que se sabe - sabe? - é que Bruno Esteves mantém o seu traseiro afastado da Madalena. Entende-se: são tempos difíceis. E depois a tecnologia hoje permite outros desvarios. Faz bem Bruno Esteves. Um árbitro que viaja muito.
Também vi Jesus acolitar os seus pensamentos no gesto comum daquele 442 anémico. Sim, é um facto que Jorge apela sempre ao seu umbigo e vai levando o cotão até ao fim. Depois retira-o, todo contente, e sente que a culpa foi, claro, da t-shirt.
Uma vez Gaitán, mil vezes Gaitán. Até alguém lhe esfregar nas fuças que pelos vistos é jogador do Benfica. Uma surpresa quando acontecer mas que é preciso normalizar, não vá o rapaz pensar que ainda está na casa-de-banho a chutar o sabonete contra os ladrilhos da banheira.
E há Nolito, esse ser que pontapeia os jogos à bordoada e os aniquila. Um chato. Tem de ficar no banco, se possível de cobertor no colo para não levantar ondas de calor.
Também há Matic, mago interior que, com Jesus, está na função de encantador de serpentes. Desconhece tal função mas tenta. E normalmente tenta mal.
E eu sou muito exigente - logo, mau benfiquista. Mas aqueles 20 minutos finais, enfim, como dizer? custaram-me na alma. É que no coração tenho outra ideia, menos dada à volatilidade que advém de ver gente do Benfica a pensar no churrasco de Domingo. Coisas tão minhas, tão minhas, que estive para saltar o fosso que não existe e encher o Garay, o Emerson, o Maxi e o Gaitán de beijos com os nódulos das mãos. É pena, porque dói muito e nem sempre vale o esforço.
Não somos bem uma equipa mas há tantos guerreiros de Aquiles que vamos andando. Até um dia. Até hoje.
- Golo mal anulado a Cardozo;
- Fora-de-jogo mal tirado a Bruno César que, isolado, se preparava para atirar para as redes;
- Penálti não assinalado por mão do jogador do Paços;
- Penálti (outro) não assinalado por mão do jogador do Paços;
- Não marcação de passe intencional de um jogador do Paços para o seu guarda-redes, na linha da pequena-área.
Lista gira, não é? Podem juntar o penálti altamente kafkiano marcado (claro) a favor do Paços e temos aquilo que se pode nomear uma arbitragem 5 estrelas. Pelo menos para Reinaldo Teles, que via o jogo entre ucranianas de pernas longas e bebia uísque importado da Escócia, onde, dizem, fazem do melhor líquido que pode haver. Não, está certo: Bruno Esteves cumpre os requisitos. É um excelente árbitro. Até já há quem diga - muito sem escrúpulos - que conhece as maravilhas de Ipanema em viagem gratuita. As coisas que as pessoas são capazes de dizer. O que se sabe - sabe? - é que Bruno Esteves mantém o seu traseiro afastado da Madalena. Entende-se: são tempos difíceis. E depois a tecnologia hoje permite outros desvarios. Faz bem Bruno Esteves. Um árbitro que viaja muito.
Também vi Jesus acolitar os seus pensamentos no gesto comum daquele 442 anémico. Sim, é um facto que Jorge apela sempre ao seu umbigo e vai levando o cotão até ao fim. Depois retira-o, todo contente, e sente que a culpa foi, claro, da t-shirt.
Uma vez Gaitán, mil vezes Gaitán. Até alguém lhe esfregar nas fuças que pelos vistos é jogador do Benfica. Uma surpresa quando acontecer mas que é preciso normalizar, não vá o rapaz pensar que ainda está na casa-de-banho a chutar o sabonete contra os ladrilhos da banheira.
E há Nolito, esse ser que pontapeia os jogos à bordoada e os aniquila. Um chato. Tem de ficar no banco, se possível de cobertor no colo para não levantar ondas de calor.
Também há Matic, mago interior que, com Jesus, está na função de encantador de serpentes. Desconhece tal função mas tenta. E normalmente tenta mal.
E eu sou muito exigente - logo, mau benfiquista. Mas aqueles 20 minutos finais, enfim, como dizer? custaram-me na alma. É que no coração tenho outra ideia, menos dada à volatilidade que advém de ver gente do Benfica a pensar no churrasco de Domingo. Coisas tão minhas, tão minhas, que estive para saltar o fosso que não existe e encher o Garay, o Emerson, o Maxi e o Gaitán de beijos com os nódulos das mãos. É pena, porque dói muito e nem sempre vale o esforço.
Não somos bem uma equipa mas há tantos guerreiros de Aquiles que vamos andando. Até um dia. Até hoje.
Golos | |
Nolito | 8 |
Cardozo | 7 |
Bruno César | 4 |
Saviola | 3 |
Witsel | 2 |
Gaitán | 2 |
Luisão | 2 |
Aimar | 1 |
Assistências | |
Aimar | 5 |
Gaitán | 4 |
Saviola | 4 |
Cardozo | 3 |
Witsel | 2 |
Nolito | 1 |
Bruno César | 1 |
R. Amorim | 1 |
Luisão | 1 |
M. Pereira | 1 |
Etiquetas:
Bruno Esteves,
Jorge Jesus,
Saviola,
Yemanjazz
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Mais um chapéu de Napoleão para o Museu
- São tantas, tão variadas e tão boas soluções para o meio-campo e ataque que Jesus pode fazer um sorteio antes dos jogos com todos os sistemas e modelos de jogo existentes que terá sempre garantia de qualidade. Se essa qualidade se torna colectiva - como ontem, a espaços -, é a grande questão. Mas talento para trabalhar tem às toneladas.
- A defesa é um passador. Por lhe faltarem os titulares mas também - é melhor não esconder desde princípio - porque o modelo de Jesus traz demasiada instabilidade e insegurança ao sector mais recuado. Sem um interior que equilibre o jogo (velha questão), o Benfica terá mais do mesmo do ano passado. Só vejo dois jogadores com essas características: Witsel e Amorim. Como escrevi na altura, esqueçam Pérez para essas funções.
- Abençoada Copa América. Agora vejam lá se o Uruguai é eliminado e o Luisão se cansa da Rede Record.
- Experimentem o David Simão a Presidente. Qualquer função ele executa bem e era garantia de benfiquismo na Direcção do clube.
Etiquetas:
Amorim,
David Simão,
Jorge Jesus,
Pérez,
Saviola,
Torneio Guadiana,
Witsel
Subscrever:
Mensagens (Atom)
