Mostrar mensagens com a etiqueta André Horta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta André Horta. Mostrar todas as mensagens
domingo, 30 de julho de 2017
5 notas positivas de uma pré-época negativa
1) Seferovic. Qualidade com e sem bola. Tanto procura as costas da defesa como sabe combinar com os colegas, criar pequenas ligações curtas, pedir no espaço, assistir. Um avançado elegante e completo que vai marcar mais de 25 golos na época.
2) Chrien. Craque que, vindo do banco e aprendendo com Jonas e Pizzi, será durante a época uma boa solução para o miolo.
3) Alguns, embora poucos, minutos dados a Horta. É um dos melhores e o professor precisa de ter um plantel com os melhores. É tempo de deixar para trás velhas quezílias e dar prioridade ao que interessa: ao sucesso do Benfica.
4) Willock. Sempre que entrou, mostrou pormenores. Pequenos sinais de que, bem trabalho, pode dar jogador. Vai ter pouco espaço mas é uma promessa. Se for emprestado, pede-se que vá para um clube onde possa ser titular.
5) Jonizzi. O monstro das duas cabeças com dois cérebros gloriosos entra e a equipa ilumina-se. Quase pode ser pentacampeão sozinho contra o mundo.
Etiquetas:
André Horta,
Chrien,
Futebol,
Jonas,
Jonizzi,
Pizzi,
Rui Vitória,
Seferovic,
Willock
domingo, 14 de agosto de 2016
André Horta, um de nós no relvado
Quando Franco, “o Argentino sonhador” - que, dependendo dos desenhos animados que viu na manhã do jogo, umas vezes é Cervi e outras é Chuky -, correu para festejar o seu primeiro bombom oferecido aos benfiquistas, não contava ser atropelado por um adepto enlouquecido que, vindo de dentro do campo, o placou a uma velocidade gloriosamente supersónica e molhou o golo com uma onda de Mística.
O pequeno jogador, durante 30 segundos amolgado entre o chão e uma montanha de camisolas do Benfica, com as vértebras doridas e o espanto de não saber de onde viera aquela maluqueira, a custo e depois de muita relva comida conseguiu levantar-se e ver André Horta aos uivos loucos para a câmara, parecendo possuído.
- “Adeptos com acesso ao relvado e a festejar com os jogadores? Isto nem em Buenos Aires!”, pensou ainda preso de pensamentos, enquanto Pizzi o abraçava e lentamente o mareava na emoção benfiquista. O primeiro golo de águia ao peito tem direito à praxe feita de amassos e abraços desvairados. Fogo-de-artifício às cores vermelhas e brancas.
Mas Franco Chuky Cervi não deixava de ter a sua razão: as rigorosas medidas de segurança da Federação Portuguesa de Futebol não haviam conseguido evitar que André Horta, sócio do Sport Lisboa e Benfica, se tivesse intrometido entre os jogadores e festejasse como se o golo também fosse dele, abraçando e abalroando jogadores uns atrás dos outros, incluindo o pequeno mago que havia rematado para dentro da baliza comilona de bolas queimadas pelo sol de Agosto.
André Horta festeja golos como adepto e joga como craque. Quando não está a treinar ou a jogar, o craque vai ao SerBenfiquista acompanhar os comentários do faneca sobre o 20-13 que a equipa de vólei está a dar no pavilhão em Angra; e mete-se num carro com mais 1904 amigos e vai a cantar até Tondela as músicas gloriosas; e comenta os blogues; e pede ao Pai para o levar à Luz; e viu dezenas de jogos em Casas do Benfica com uma senhora a servir os nossos golos em tachos a levantar fumos que se intrometem na visão dos clientes e alguém grita: “’tá a desanuviar”; e anda doido, lembra-se das finais europeias perdidas, confessa a uma namorada que o amor pelo Benfica justifica ir num Sábado a Olhão, num Domingo a Paços de Ferreira, numa Quinta a Londres, numa Quarta a Munique, numa Terça ao fim do mundo.
E depois, em outros dias iguais ou parecidos, compra a camisola na nova loja da Rua Augusta até alguém o lembrar de que já não precisa porque já é jogador e já tem um cacifo com o seu nome e já há quem compre a camisola de um craque chamado Horta, que é um de nós no relvado. Ele esquece-se porque está sempre entre uma margem e a outra: nunca sabe deixar de ser adepto. Chama amigos para casa, compra marisco e febras, decide-se por três grades de Sagres, vai ao YouTube ouvir o Nuno Matos a cantar os golos do Benfica e vai continuar a marcar golos como o de hoje porque é o um de nós dentro do relvado.
Etiquetas:
André Horta,
Memória e nostalgia
Subscrever:
Mensagens (Atom)

