Os resultados em Oeiras não podiam explicar melhor o que é este país. Inundado de gente para quem a submissão ao poder, a incapacidade de reflexão e a ausência de princípios morais são viscerais características, Portugal escolhe para o governar quase sempre malandros, quase sempre incompetentes, quase sempre mentirosos. No Benfica, clube com a maior massa adepta do país, não é diferente.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Um país que não sabe escolher
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sábado, 21 de setembro de 2013
A tempestade perfeita
"Desgraçadamente o que se abateu sobre nós (Portugal) foi a chamada 'tempestade perfeita': Cavaco Silva na Presidência, Passos Coelho no Governo, Seguro na Oposição e...Merkel na Europa."
Miguel Sousa Tavares só se esqueceu de dois elementos neste verdadeiro circo de horrores: Pinto da Costa no Porto e Vieira no Benfica.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
A minoria dos visionários
«- A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista.
- Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente.
- Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica.
- Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão.
- Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?
- As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir.»
Frases com 30 anos por Natália Correia no novo livro de Fernando Dacosta «O Botequim da Liberdade».
Não é novo: sempre houve quem visse o futuro antes de ele acabar por acontecer. Infelizmente - para o país, para o mundo, para os clubes, para a sociedade - poucos são os que conseguem ler os sinais que, apesar de codificados, iluminam o que está para vir. Menos ainda os que, não sabendo descobrir nas acções dos seus dirigentes a óbvia realidade que os espera, conseguem ao menos ser iluminados pelos ensinamentos dos que antecipam e vêem. Quando acabam por perceber, e depois de muitos insultos por incompreensão do que alguns lhes tentam explicar e alertar, já estão enfiados na lamacenta situação que alguns souberam desde muito antes vir a suceder.
Ainda não é totalmente tarde. Mas apressem-se a abrir esse cerebelo, que o abismo está mesmo quase-quase a chegar.
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