Mostrar mensagens com a etiqueta Gil Scott-Heron. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gil Scott-Heron. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

50 anos depois, a Champions será nossa!

Pelo menos era este o sentimento de 43 pessoas que votaram ali na sondagem, respondendo à pergunta: "O que esperar da época?". Mais: não só acreditavam numa gloriosa jornada europeia, como viam o Benfica vencer a Liga, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e mais 3 troféus angolanos. Hoje, mais comedidos, certamente dispensariam a segunda prova nacional, num gesto de solidariedade com o rival da segunda circular. Entende-se o gesto simpático e o próprio clube entendeu por bem corroborar esse desejo, deixando na Madeira a possibilidade de vencer o troféu, 8 anos depois. Somos uns mãos largas.

No entanto, que não se espere do adepto qualquer outro altruísmo para além deste que já passou - talvez, se o calendário não o permitir, ainda venhamos a abdicar de algum sucesso em terras africanas mas nada, nada para além disso. A partir de agora, Champions, Campeonato e Taça da Liga são objectivos fulcrais para o resto da época. 

A última, porque é nossa por direito e dever: 3 títulos em 4 possíveis é a chamada benfiquização do torneio - como nas outras competições nacionais, o Benfica lidera por números insuperáveis e assim continuará a ser.

Quanto ao campeonato, olhando o calendário e as performances adversárias - Sporting, como se previa, em direcção ao abismo (Olá, Natal) e Porto, apesar de alguns sinais de retoma, muito pouco capaz de manter uma regularidade constante até Maio -, diria que o Benfica só não será campeão pelos motivos que já anteriormente apresentei: incompetência/teimosia de Jorge Jesus. Se o treinador do Benfica souber aliar à competência táctica a flexibilidade de opinião em relação aos (excelentes) recursos que tem no plantel, muito dificilmente não andaremos todos nus pelo Marquês daqui a uns meses. Pelo Marquês e pelo Mundo, que o Benfica não vive de esporádicos lugares no planeta nem da necessidade de fazer de uma cidade uma espécie de fortaleza dos sentimentos. Amigos, sejamos simples na análise: se fizermos o nosso trabalho, seremos campeões. Se o não fizermos, também seremos. Só noutro ano qualquer.
 
Já em relação à Champions, a ópera é mais bufa. Há reais possibilidades de chegarmos aos quartos-de-final e ficamo-nos lucidamente por aqui. O resto que vier será sempre dependente de outros factores que não só a nossa qualidade: arbitragens (sim, na Europa também as há de muito má raiz) e, acima de tudo, da competência do adversário. É que jornadas à Porto 2004 só há para cagões. Ou acham que seria possível alguma equipa chegar até ao troféu ultrapassando Lyon, Corunha e Mónaco? Era bom, era. Mas essa sorte só calha ao Mourinho - sim, a mesma sorte que o treinador português usa para justificar a excelência do futebol do Barcelona. Mais parvo do que ele, mas mesmo muito mais parvo, só mesmo Muricy Ramalho - homem por quem tinha grande admiração e que, de repente, de um momento para o outro, passou a estar nos "2 most wanted" a abater. O outro é, claro, Jose Antonio Camacho. Há que extirpar o futebol destes cancros.