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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pedro Fernando dos Santos Alves Guerra



Como Jesus, Pedro Guerra passou de herói a pária numa semana.

Verdadeiro domador de multidões, Guerra passeava-se pelo Estádio, pelas rulotes, pelos pavilhões recebendo gritos de incentivo

- Força,  Doutor! Continue a defender o Benfica!!!

abraços, amassos, selfies. Nas redes sociais, bastava aparecer alguém a avisar

- Cuidado, que esse tipo não vale nada!

e logo a horda ululante nos caía em cima, indignada:

- O Guerra é que nos defende, abutre! Não podemos ser anjinhos! O Guerra vai para a guerra por nós! O Guerra faz mais pelo Benfica do que vocês,  seus papagaios!

E a gente divulgava vídeos do Guerra a ligar para a BenficaTV com a mão no nariz fingindo ser outra pessoa, mas nem assim. Que aquele não era o Guerra!, que nós estávamos a inventar, usado um programa especial de adulteração de vozes, NASA metida ao barulho e tudo. E se fosse o Guerra?

- Quero lá saber. Ele defende-nos. O Guerra defende-nos. Não podemos ser anjinhos! Olho por olho, dente por dente!

Mas agora o Guerra foi apanhado a ter uma conversa idiótica com um ex-árbitro. Agora a BenficaTV pôs gente a falar mal do Guerra. Agora o Presidente disse aos sócios:

- Não falem no que o Guerra fez!

Agora o Guerra está na miséria. O Guerra já é insultado no Estádio da Luz. O Guerra foi para a TVI24 com um ar acabado, praticamente falecido. Mas o Guerra não vai ser expulso do Benfica por valores morais; o Guerra foi contratado precisamente por não ter escrúpulos nenhuns, que era para ficar em sintonia com os restantes dirigentes do Benfica.

O Guerra vai ser queimado em lume brando na BenficaTV, no facebook dos cartilheiros marinhos, em declarações mais ou menos veladas. Dirão, fingindo:

- Não se aproveitem do momento. Não falem no assunto. Temos de estar unidos!,

enquanto vão deixando pistas nos textos que fomentem o ódio ao Guerra. E a horda ululante, por mais que o Ontem vi-te no Estádio da Luz avise, não vai sequer perceber que foi direccionada para odiar o Guerra, tal como foi com Jesus. E, se preciso for, será direccionada para odiar o Rui Vitória, o Rui Costa,  o Eusébio. O que importa é não direccionar a raiva para o verdadeiro culpado.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cartilha, cartilhantes e cartilheiros

Ainda não falei sobre o assunto do momento no futebol português (não, não é a luta pelo campeonato nacional) por isso vou despachar isto de uma vez.

1. Não há qualquer novidade na existência da cartilha nem qualquer surpresa com o conteúdo da mesma. Há uma podridão instalada no seio do nosso clube que só aqueles que se recusam a ver não enxergam.
2. O processo parece-me este: O Benfica contratou o Carlos Janela para, juntamente com outros que trabalham no clube, criar um documento de ataque comunicacional. Este documento serviria como guia para todos aqueles que têm voz na comunicação social. É um documento enviado semanalmente a vários comentadores, uns mais íntegros que outros mas todos sem coragem ou vontade de admitir esta realidade. Acredito que alguns preferiram não acreditar nos seus olhos e fingiram que tal não acontecia.
3. Estas cartilhas são essencialmente uma vergonha para o Benfica. Não para os comentadores.
4. Estas cartilhas dizem tudo sobre quem lidera o clube e pouco sobre quem as recebe.
5. Isto é só o espelho de tudo aquilo que esta direcção já nos habituou. Seja em entrevistas, seja em AGs ou seja onde for.
Recentemente muito me tem irritado a postura das pessoas que representam o nosso clube. Armados em senadores, vozes da bondade e defensoras do Futebol e do Desporto. Campeões da honestidade e do respeito. Um puro cinismo de gente que utiliza um período vitorioso para se engrandecer. Os valores do Benfica vivem-se de forma constante, imutável e independente de momentos, não são só periódicos nem contextuais. 
Estes senadores até Janeiro de 2014 eram outra coisa. Vieram as vitórias e inverteu-se o comportamento público. Jogam só nas sombras, onde são tão maus ou piores que os outros.
O que mais me enoja é ver os dedos cínicos apontados aos outros por fazerem os que eles sempre fizeram e ainda fazem mas às escondidas.
6. Apesar da maioria pouco ou nada ligar a estes documentos, há aqueles que os seguem à risca, que vivem para estas cartilhas – para as alimentar e servir. Para dar pancada.  Estão mais que identificados.
7. A reacção foi obviamente cobarde. Fugir ao assunto apontando o dedo a outros. Fugir às próprias opiniões e tentar pintar a situação.
8. Aqueles que agora aparecem mais ofendidos e a defender o profissionalismo da cartilha são aqueles que durante meses acusaram e criticaram os adversários por supostamente receberem disto, isto enquanto invocavam a grandeza de não receberem tal coisa.
9. Isto são comentadores com um elástico solto a fazer de espinha dorsal. Esta gente ter direito a tempo de antena é uma afronta ao serviço público que os canais deveriam prestar.
10. Não há maior cartilheiro que o Pedro Guerra. Comentador pago e sem opinião. É a voz do dono e voluntário a fazer todo o trabalho sujo – a sua especialidade. 
Ver o Pedro Guerra falar é uma montanha russa de desinformação e desonestidade.
Mais ninguém convive tão bem com as próprias e constantes mentiras e contradições.
11. A máscara caiu mas eles andam agora de cara no chão recusando-se a deixá-la sair.
12. Sem máscara não são ninguém no Benfica. Sem máscara não sabem nada do Benfica. Isto é gente que apareceu recentemente mas que constrói a imagem de por cá andar há muito tempo. É gente que dá a imagem de muita cultura benfiquista tudo às custas das cartilhas. Não sabem nada do clube além daquilo que decoram antes de irem para o ar.
13. Pouco me importa o que os outros clubes fazem. Agora estou preocupado com a nossa casa. A incapacidade de discutir o nosso clube sem apontarmos aos outros não passa de uma imensa falta de coragem de assumir os nossos erros e falhas.
14. Pelo que parece nos outros existe algo mas não chega a este nível de podridão.
15. Por principio sou contra este tipo de contacto entre os clubes e comentadores. Contudo aceito a vantagem e profissionalismo que pode caracterizar a passagem de informação aos que comentam. Num tom respeitador e informativo, comunicar aos acontecimentos, esclarecimentos e dados oficiais é algo que até pode ser positivo e saudável. Porém neste nosso futebol isto não tem como existir. Não há interesse na Verdade pois só importam as guerras comunicacionais. Os clubes não têm interesse em informar, só em manipular.
16. Hoje já não há desculpas para os benfiquistas aplaudirem certos paineleiros. São actores de guião bem estudado. Gente sem opinião própria e sem conhecimento. Não se importam em dizer a verdade, não se importam com a ética, não se importam com a honestidade, falam para manipular quem os ouve. Não assobiem para o lado.
17. A BTV é a grande arena do cartilheirismo. Alberga as principais vozes da cartilha e funciona muito em prol das suas linhas.
Raras são as vozes independentes lá dentro. Os normais programas de debate são programas de concordância. Todos têm a mesma opinião, seguem o mesmo guião e ninguém tem voz critica sobre nada do que se faz no nosso clube.
Basta e ver o programa de análise ao jogo Moreirense – Benfica. 4 analistas e um ex-árbitro. Uma hora em que se repetiram mutuamente, onde se falaram escassos minutos sobre o jogo, onde ninguém ousou criticar a nossa exibição e onde durante 55 minutos só se falou de arbitragem e se estranhou o esforço do adversário. De realçar as fortes criticas à arbitragem onde nunca se falou de nenhum lance que nos beneficiou, apesar de vários e importantes. Um ataque veemente mas abstracto todo ele exemplificado num lance para 2ºamarelo aos 80 e tal. Deu o mote o ex-árbitro e todos seguiram a cartilha.
18. Luís Felipe Vieira é o maior cínico do futebol nacional. Um homem que se vende cheio de uns valores que contrariam as suas atitudes.
Alguém capaz de utilizar os momentos mais sensíveis para vender a sua imagem.
Alguém capaz de utilizar momentos de sofrimento para se tentar valorizar, com apelos bondosos que nas sombras contraria.
O Benfica, o benfiquismo e aqueles que mais recentemente partiram para o 4º anel merecem muito mais, muito diferente.




19. Termino referindo-me ao outro caso da semana.
Benfica para o tetra com 6 vitórias sem o Samaris.


Agora vou é ver o Dortmund - Mónaco. No mundo do Futebol não há nada melhor do que ver a bola rolar. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Aqui Lagartismo Não É Bem-Vindo



Pelos vistos parece que o Bruno de Carvalho e a sua cru têm andado perdidos na internet à procura de blogs benfiquistas onde possam inspirar-se para atacar a actual direcção do Benfica.
Pelos vistos parece que se tornaram leitores do Ontem Vi-te No Estádio Da Luz.

Para começar peço: Por favor, não percam tempo a dar like na nossa página.

Continuando.

Bruno de Carvalho é obcecado com o Benfica, tal como Gomes da Silva, Pedro Guerra e os seus discípulos são pelo Sporting. A diferença está só no cargo que cada um ocupa.

Durante muito tempo li por aqui vários comentários do género “Estas discussões sobre o Benfica devem ser feitas em privado para não andarmos a dar armas aos nossos rivais/inimigos”.
O problema não é haver benfiquistas com sentido critico a discutir o clube. O único problema aqui é haver adeptos de um clube mais obcecados com tudo o que se passa no clube rival do que com aquilo que se passa no seu próprio clube.
O problema é haver gente que só vê perfeição em tudo o que se faz na sua casa e que vibra com tudo o que de menos bom se faz na casa do vizinho.

A nossa luta é uma luta interna. Lutamos positivamente pelo Benfica e só motivados pelo nosso benfiquismo. Dispensamos que gente de outros clubes aproveitem os nossos argumentos, insatisfações e preocupações em prol do seu fanatismo e, neste caso, lagartismo.

Aqui todos são bem vindos desde que venham com boas intenções e queiram discutir Futebol e o Benfica com educação e boas intenções.
Não servimos nem admitimos que usem o que escrevemos para alimentarem a vossa obsessão anti-Benfica.

Bruno de Carvalho e Saraiva, dediquem-se a ler os blogs leoninos, a ouvir as criticas internas que há no vosso clube, a combater as alarvidades semanais de pessoas como o Pedro Guerra, preocupem-se com o ego e estupidez do vosso actual treinador, com os recentes empates da vossa equipa de Futebol e em arranjarem mais idiotices para tentarem, fora do relvado, aproximar-se do nosso número de títulos.

Não apareçam é por aqui. Este blog não é para vocês. Agradeço que se mantenham longe.
A nossa luta fazemo-la nós. Não se metam, não atrapalhem e não se aproveitem.

Bruno de Carvalho está no Sporting, tem Sporting á sua volta mas insiste em só olhar em frente, para nós, para o Benfica. Bruno, baixa as mãos e sai daqui.



Vão e não voltem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Anti-Vieira ou pró-Benfica?



Num país que vive tudo entre o tudo e o nada é normal que, nas ânsias de destruir a opinião alheia, se coloquem as pessoas todas em gavetas - e essas, neste país,  geralmente são só duas: de Esquerda ou de Direita, do Benfica ou do Sporting, capitalista ou comunista, branco ou preto, patriota ou libertário, a favor do Carlos Cruz ou contra o Carlos Cruz, socrático ou sorumbático. Naquilo que interessa a este texto: vieirista ou anti-Vieira.

Se ser anti-Vieira é, como acredito,  ser pró-Benfica, então eu sou anti-Vieira. Mas não me confundam com todos os que criticam o actual Presidente do Benfica. Alguns exemplos de pessoas que, criticando Vieira hoje ou no passado,  nada têm a ver com a minha ideologia benfiquista:

- Movimento Benfica Vencer, Vencer. Uma confusão de ideologias que acabou a derramar gente por todo o lado: croqueteiros, íntegros, interesseiros, desistentes, etc. Fazer oposição nunca pode ser juntar todos os opositores. É preciso critério para lutar.
- Apoiantes de Rangel em 2012. Estas pessoas acreditavam que Rangel poderia fazer melhor do que Vieira. Eu nunca acreditei em tal coisa. Primeiro, porque nunca lhe senti capacidade para tal; em segundo, porque era mais ou menos claro que haveria de ser chamado a aproximar-se da actual Direcção.  O que fez, reforçando a ideia de que não havia qualquer ideologia, só alguma ânsia de protagonismo.

- Apoiantes de Bruno Costa Carvalho de 2009 a Março de 2016 (altura em que anunciou o seu apoio à Vieira). Tive mais do que uma oportunidade de dizer pessoalmente a Bruno Carvalho que, achando óptima a sua luta e legítima a sua vontade de ser Presidente do Benfica, eu não o apoiaria por nele não ver as características que, quanto a mim, são necessárias para dirigir um clube como o nosso. Foi importante durante os anos em que lutou contra as aldrabices de Vieira e foi com pena que o vi desistir da ideologia em prol de um apoio a Vieira que acaba por ser eticamente inconsistente e parece advir das vitórias. Como Bruno - e nisso sempre estivemos em comunhão - criticava muito mais do que o insucesso desportivo, a sua passagem para a outra margem não faz qualquer sentido. Algumas críticas que ambos partilhámos ao longo do tempo:

- falta de democraticidade no clube;
- Assembleias-Gerais próximas de um ambiente coreano, que interrompem intervenções de sócios com buzinas e no final das mesmas aparece Vieira aos gritos a mandar os sócios para o caralho e tantas outras vergonhosas atitudes;
- ilegitimidade de candidatura de Vieira em 2012, não cumprindo estatutariamente os requisitos para ser candidato;
- eleições antecipadas em 2009 para evitar concorrência;
- contas reprovadas em 2012 e nem sequer uma segunda A-G. Na História do Benfica  foi a segunda vez que as contas foram reprovadas. A primeira gerou a demissão de Manuel Damásio. Nesta, nem sequer o respeito pelos sócios com a marcação de segunda Assembleia aconteceu,  provando, se fosse preciso, qual a intenção de quem dirige o clube: manter-se ditatorialmente no poder;
- centenas de mentiras ao longo dos anos sobre a realidade do clube;
-  desinteresse total em apelar à participação dos associados nas Assembleias-Gerais. Como sócios,  recebemos dezenas de emails e mensagens a promover camisolas e porta-chaves,  mas não recebemos uma mensagem a anunciar a marcação de uma Assembleia-Geral. Isto  para quem quiser pensar, diz tudo sobre esta gente.

Ora, tudo isto foi posto em causa por mim ao longo dos anos. Tanto nas redes sociais como ao vivo no palanque em Assembleia-Geral do Benfica. Assim como Bruno Carvalho que também sempre foi dar a sua visão crítica do que se passava e passa dentro do clube. Aliás,  Bruno Carvalho - ao contrário de mim, que nunca falei nisso - ainda lançava recorrentemente a suspeita de que a contagem de votos nas eleições poderia estar de alguma forma comprometida.

Tendo em conta que todas estas acções vergonhosas não se apagaram e muitas delas continuam, o apoio de Bruno Carvalho sofre de uma evidente incongruência. Só faria sentido a mudança de crítico para apoiante se Bruno Carvalho tivesse sido ao longo dos anos apenas crítico do insucesso desportivo - isto aconteceu com vários benfiquistas, não com Bruno Carvalho, que elevou a discussão para o lado ideológico e dos valores benfiquistas. Com este apoio, queimou todos os princípios que defendeu ao longo dos anos.

É por isso que quando me chamam anti-Vieira devem compreender que o que eu sou é pró-Benfica e que ser anti-Vieira é apenas a natural consequência da minha defesa incorruptível pelo Sport Lisboa e Benfica. E  que não devo ser confundido com outras pessoas que são ou foram críticas de Vieira porque as motivações são diversas. Por exemplo, não posso ser confundido com estas pessoas…
- Rui Gomes da Silva
- Pedro Guerra
- Varandas Fernandes
- José Eduardo Moniz
… que são 4 pessoas que eram muito críticas de Vieira até receberem um convite e passarem a ser muito apoiantes de Vieira. Isto significa que a motivação destas 4 pessoas não era a da defesa do clube mas a da defesa dos seus próprios interesses.
Também não posso ser confundido  com Bruno Carvalho pelas razões que explanei em cima, e evidentemente não posso ser confundido com os apoiantes de Bruno Carvalho que antes adoravam que este defendesse os valores benfiquistas e agora compreendem que ele passe a apoiar Vieira (embora não haja possibilidade de compreensão para tal, uma vez que, como expliquei em cima, o ataque continuo à integridade deste maravilhoso clube, prossegue a grande velocidade).
No fundo, posso ser confundido unicamente comigo e com o Ontem vi-te no Estádio da Luz, que é o sítio que há 8 anos defende o Sport Lisboa e Benfica de quem lhe faz mal. Posso ser confundido com os companheiros que convidei ao longo do tempo para viajarem nesta embarcação. Pessoas que admiro, que respeito, que me dão a grande felicidade de partilhar o mesmo sentimento de honestidade, integridade e benfiquismo. Por isso, quando pensarem em chamar nomes a este blogue, basta apenas um. Chamem-nos Benfica.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Combater Fogo com Fogo



É uma expressão popular e também uma estratégia de combate aos incêndios.

Se somos atacados devemos responder na mesma moeda.
Se há fogo podemos confrontá-lo com um novo fogo de forma a extinguir os dois.

Há uma enorme diferença entre as duas situações. A estratégia dos bombeiros baseia-se na Ciência. A expressão popular desvirtua esta estratégia com a curta visão e a mesquinhez humana.

É aqui que reside o perigo. O heroísmo que envolve o combate aos incêndios não se verifica em picardias entre pessoas e/ou entidades.

Num caso o fogo extingue-se. No outro o fogo adensa-se, propaga-se e fica ainda mais quente.

A época que passou foi tristemente marcada pelo volume da comunicação entre o Benfica e o Sporting.

A táctica passou sempre pelo mesmo: responder ao fogo inimigo com mais fogo.

O Rui Gomes da Silva é um incendiário de lugar cativo na televisão portuguesa.
O Sporting esta época apostou no ruído e na campanha negativa contra o seu rival. Fê-lo muito como resposta a situações passadas mas também por muita pequenez. Colocaram mais fogo num incêndio facilmente controlável.
Como resposta o Benfica lançou dois pirómanos: Gabriel e Guerra.

Nenhum clube se preocupou com o Futebol Nacional. Nenhum clube se preocupou com a imagem da nossa Liga. Nenhum clube se preocupou em promover o bom ambiente desportivo.

Infelizmente a resposta do Benfica aos incendiários de Alvalade foi ignorar os extintores e investir nos fósforos. Não dá para nos escondermos atrás de hipocrisias quando está tudo a arder e nós estamos de Flammenwerfer nas mãos.

Uma parte da comunicação do nosso clube sempre afirmou que no Benfica nos preocupamos com a imagem do Futebol português e com o desportivismo. Sendo isto verdade então a estratégia deste ano falhou.

Fogo com fogo não resulta no futebol nem na sociedade.

Em prol de tudo aquilo que afirmamos nos importar, recomendo que nesta época respondamos ao fogo de Alvalade com água.
Mas atenção, não pode ser água banhada em gasolina.

O Futebol agradece. O Benfica agradece. Eu agradeço.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

"Liga aprova multas para comentadores televisivos"

Contra o Inácio, contra o Guerra, contra o Eduardo Barroso, contra o Gomes da Silva, contra o Guilherme Aguiar e tantos outros que semanalmente dizem disparates e põem em causa a dignidade de jogadores e árbitros. Contra quem não gosta de futebol. A favor da higiene futebolística. Pelo jogo.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Benfiquismo simiesco



Têm aparecido por aí uns vídeos do Diamantino a desmascarar personagens como o croqueteiro José Eduardo (também os temos, oh, se temos!) ou o sociopata Bruno de Carvalho (também temos disso, sim, sim!). O curioso é que o nosso Diamante agora tem sido muito elogiado depois de ter sido insultado de todas as maneiras e feitios em anos anteriores, quando era dos poucos que chamava a atenção para a falta de escrúpulos do mister Jesus.

É que o verdadeiro adepto, aquele que acha que gosta mais do clube do que os adeptos com cérebro, vive-o segundo a lei universal segundo a qual "defender o Benfica é defender todos os que representam o Benfica, independentemente das borradas que fizerem". É por isso que passa o tempo a fazer figuras de parvo, ora deixando que funcionários faltem ao respeito ao clube, ora defendendo precisamente o contrário um ou dois meses depois (basta que esse funcionário vá parar ao rival ou simplesmente deixe de nos representar).

Este tipo de adepto, que é o que mais existe, não tem qualquer ideologia além de duas:

- o insulto gratuito a tudo o que mexe decorrente de uma paranóia oligofrénica - está tudo contra o nosso clube: árbitros, fiscais de linha, jornalistas, polícias, stewards, fotógrafos, dirigentes desportivos, a UEFA, a morsa do Oceanário, a Comunidade Vida e Paz e, claro, os próprios adeptos do seu clube, os tais que levam dentro da tola um mínimo de neurónios.

- defender muito estupidamente que a defesa do Benfica se faz pela omissão,  pelo silêncio, até pela mentira. Há problemas? Não sabe nem quer saber, não pode é "dar armas aos outros". É por isso que "é preciso apoiar" seja lá o que isso for. As coisas "resolvem-se entre nós", temos de "cerrar fileiras". Portanto, quando o "Catedrático" - agora rebaixado a "Judas" - empurrou o Senhor Shéu era preciso "apoiar". Como? Fingindo que não aconteceu, que não foi nada de outro mundo; afinal, Jesus era nosso funcionário e nessa condição tinha liberdade de processos. E não só apoiar como, o que também é tido como grande sinal de apoio e defesa do clube entre os símios, insultar todos aqueles que acharam vergonhoso o treinador do Benfica andar a empurrar um homem com 40 anos de mística ao peito.

É assim o adepto sem cérebro: para "apoiar o Benfica", lá na sua demência de apoiadura, apoia tudo o que não é à Benfica que é para ninguém atacar o Benfica. E se, por acaso, numa ou noutra sinapse que lhe aconteça, acabe a ler este texto, ah é certinho, tira logo a conclusão evidente: "Este gajo não é um verdadeiro benfiquista!"

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Por Favor, Basta de Pedro Guerra



Aos benfiquistas que na noite passaram não assistiram ao programa Prolongamento na TVI 24 aconselho vivamente a não o fazerem.

O circo que Pedro Guerra montou, a falta de educação e respeito que mostrou e toda aquela costela de “politico da oposição em pleno parlamento” é algo que não se ajusta a uma discussão sobre Futebol ou qualquer outro desporto (a nada aliás).

Pedro Guerra conseguiu ainda baixar mais o nível que nos tem habituado. O mais inaceitável para qualquer benfiquista foi o modo como usou a memória de Eusébio para engrandecer o seu teatro comunicacional.

Sem qualquer motivo para isso Pedro Guerra usa a memória de Eusébio para atacar o presidente do Sporting, finge, de um segundo para o outro, estar emocionado, sem qualquer razão para isso e usa a tragédia que foi o desaparecimento de Eusébio para continuar a politiquice sem escrúpulos que pratica sempre que abre a boca (publicamente pelo menos).
Tácticas baratas de políticos sem noção da mínima decência. Pedro Guerra é a caricatura perfeita do político vendido e vazio, do político sem qualquer espinha dorsal.

Pedro Guerra lida com os benfiquistas como se fossemos os seres mais ignorantes que alguma vez pisaram a terra. Pedro Guerra no alto da sua loucura acredita que todo aquele teatro e que toda aquela emoção mais que fingida vai enganar seja que benfiquista for.

Não pode valer tudo. Foi triste. Muito triste.

É vergonhoso termos alguém a fazer este papel na televisão portuguesa. É vergonhoso que esta pessoa faça estas figuras com as cores e o nome do nosso clube a escudá-lo.

Falaram do Movimento Basta no programa.
Eu digo Basta. Basta de Pedro Guerra a ser patrocinado pelo Sport Lisboa e Benfica.

Ontem o Pedro Guerra passou o limite do ridículo. Ontem Pedro Guerra passou o limite até dos “sem escrúpulos”.

Chega disto. Basta de Pedro Guerra com as cores do nosso clube.


Ps: O Bruno de Carvalho é uma figura triste do Futebol Português actual. Tem os seus méritos mas a sua postura tem atingido níveis de parvoíce altíssima. Só mesmo em contraste com aquele Pedro Guerra o presidente do Sporting consegue não parecer a figura detestável que tem sido.
O que fazem com a cor verde pouco me importa, pelo menos perante o enxovalhamento que a nossa cor sofre à mercê deste Pedro Fernando Santos Guerra.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Coerência guerrista à la President

Fernando Guerra Santos disse na BTV que o José Fonte é um exemplo de um grande jogador que teve de sair do país para acreditarem e apostarem no seu valor e que algo ou alguém falhou cá em Portugal mas que não vai fazer acusações.

Quando um telespectador refere que no Benfica não parece que se trabalhe do modo tão perfeito como o Pedro Santos Guerra diz e outro lembra que o José Fonte passou pelo Benfica e não teve hipóteses, Pedro Fernando responde algo como "Não, não. No Benfica tudo se tem feito bem! O jogador simplesmente estava tapado e portanto não tinha espaço! Já viu os centrais que tínhamos no Benfica? Temos sempre centrais de grande calibre."

Foi mais ou menos isto.

Como o Fernando Pedro deixou uma pergunta no ar, irei eu aqui tentar responder só para ajudar.

Portanto, este grande central que infelizmente teve de sair do país para mostrar o seu valor devido à incompetência de alguém no futebol português que continua a permitir estas situações, que não os profissionais do Benfica apesar de ter sido no nosso clube que ele não foi aproveitado, foi tapado pela qualidade excepcional e indiscutível de:

No primeiro ano - Luisão, Anderson, R.Rocha, Alcides.
No segundo ano - Luisão, Anderson , R.Rocha, Alcides, D.Luiz.
No terceiro ano - Luisão, D.Luiz, Zoro, Edcarlos e M.Vitor.
No ano que saiu - Luisão, D.Luiz, Sidnei, M.Vitor.

Se tivermos em conta que o D.Luiz só no quarto ano referido é que começou a jogar com mais regularidade...

Realmente o Guerra Santos tem razão.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

FIM: BENFICA - 1; MARSELHA - 2 (Gignac, Michy)


Melhor em campo: Luís Filipe Vieira. O Sócio Zero Euros confirmou as excelentes aparições da Primeira Parte. Além disso, compensou a expulsão de Jara, aparecendo em várias posições do televisor. Sempre a mesma disponibilidade, a solidariedade, a polivalência, a abnegação, o colectivo sobre o ego - virtudes de quem não dá meros pontapés na bola.. Com Calado, fez dupla de sucesso na limpeza da área cerebral dos adversários. 

Faltaram apenas os dois elementos que compõem o chamado «quadrado mágico»: Pedro Guerra e Fernando Santos. No entanto, estamos em crer que os dois últimos irão agora aparecer no rescaldo do jogo, tanto a comentá-lo como convidado como a comentá-lo como telespectador, de forma a que este encontro seja devidamente limpo de nefastas impurezas que naturalmente não são bem-vindas a um saudável convívio entre as boas gentes benfiquistas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

E para o ano - com ou sem Jesus?

Independentemente do que venha a ocorrer na próxima semana e meia, a época do Benfica já pode e deve ser considerada de sucesso. Campeonato ganho, conquistada a Taça da Liga e a chegada às finais de Turim e Jamor são elementos suficientes para valorizar um trabalho de grande qualidade de Jesus e dos seus jogadores. Claro, se ganharmos os dois troféus em disputa não só a época será de sucesso como será historicamente épica, visto que o Benfica nunca venceu 3 competições no mesmo ano (a Supertaça é sempre um título do ano anterior); 4 seria para morrermos todos de euforia. 

A questão que se coloca é: Jesus sairá? Jesus ficará? Sendo certo que Vieira nunca abdicaria daquele que lhe escuda a profunda incompetência (3 títulos em 14 anos; 2 deles já com Jesus, o que quer dizer que o Presidente do Benfica, antes de Jesus entrar no clube, venceu apenas 1 campeonato em 9 anos), resta saber se não será o próprio treinador a querer sair. Perscrutando os amigos de maior conhecimento sobre estas coisas, e que raramente falham naquilo que me dizem, encontro, neste tema, provavelmente a maior disparidade de "certezas" que alguma vez verifiquei: há os que me GARANTEM que Jesus continuará no Benfica; existem os que me dão como CERTO que Jesus está a menos de duas semanas de sair do clube; e há, ainda, os que não só me CONFIRMAM a sua saída como dizem que será por sua livre e espontânea vontade. 

Ora, com tantas seguranças e certezas tão díspares, a verdade é que, tendo tantas visões, nenhuma vale grande coisa - não por serem dadas por pessoas sem qualificações (pelo contrário, é gente que só fala quando sabe do que fala), mas porque, pelos vistos, anda por aí muita contra-informação, talvez bastantes hesitações, provavelmente carradas e carradas de areia para os olhos. 

A minha opinião (que não vontade, ressalve-se), cruzando todos os dados, é a de que Jesus de facto sairá pelos seus próprios pés. E faz até muito sentido. O treinador do Benfica sabe bem com quem está envolvido; conhece a fundo a incompetência de quem lhe é hierarquicamente superior; está bem a par de que com uma estrutura decente em vez de 2 campeonatos em 5 anos teria 5 em 5 ou 4 em 5. Jesus conhece as suas capacidades e reconhece as suas fragilidades, o problema é que ninguém sabe domar as últimas. Por isso, Jesus é Rei no futebol do Benfica, extrapolando as suas competências muito para além do que devia e é aí que normalmente se prejudica, prejudicando o clube. Claro, Jesus disso não tem a menor culpa - culpa tem quem devia delinear muito bem as valências e atribuições de cada funcionário do clube. Só que, devido ao profundo desconhecimento do que é futebol, do que é o Benfica, do que significa o benfiquismo, Vieira não teve outra hipótese senão a de fazer de Jesus o seu capote. Se corre bem, aparece em tudo o que é televisão, iniciativa de angariação de sócios, entregas de prémios; se corre mal, diz que não dá pontapés na bola e vai minando a imagem do treinador. Isto não é seguramente um líder, menos ainda um líder para tão grandioso clube.

Se Jesus sair, o Benfica correrá o sério risco de não conseguir aproveitar o passo em frente dado esta época. Aquilo que poderia ser uma vantagem crucial para consolidar a posição de líder e criar hegemonia no futebol português, pode na verdade acabar em mais um 2005 ou 2010, anos em que, seguindo a tradicional incompetência directiva, o Benfica desperdiçou de forma absolutamente patética e ridícula tudo aquilo que havia conquistado meses antes. Não será surpreendente se nos próximos meses começarmos a ver formar-se uma onda gigante de fanfarronice, entrevistas ao Grande Líder, promoção da imagem do Presidente por patéticos Pedros Guerras e outros sabujos do género, frases megalómanas, promessas impossíveis, desvalorização dos adversários, etc, etc, etc. No fundo, tudo aquilo que esta Administração sempre foi: má quando perde (e perde recorrentemente); péssima quando ganha (e raramente ganha).

Se Jesus sair, meus caros, a única solução para o Benfica passa por escolher um treinador de tal forma competente e inteligente que consiga aproveitar o excelente trabalho do actual técnico ao mesmo tempo que terá de lidar com os constantes tiros nos pés que a Direcção geralmente dá. Olhando ao largo, cruzando tudo isto, sim, penso que Marco Silva poderá ser a melhor solução. Sabendo que, é evidente, o melhor para o Benfica não seria manter Presidente e perder treinador, mas precisamente o seu contrário.


domingo, 15 de dezembro de 2013

A Guerra só acaba quando o Guerra for demitido

Ontem desvendámos este batráquio de nome Pedro Guerra. Como quase sempre neste Benfica, alguns incomodam-se, outros dão desculpas para actos vergonhosos, mas no fim fica tudo na mesma. Não pode ser. O nosso clube merece que o defendamos TODOS OS DIAS. Nesse sentido, proponho-vos que amanhã, quando esta rã for debitar mais imbecilidades para a Benfica TV, dezenas de vós liguem para lá sempre a dizer o mesmo:

«Senhor Pedro Guerra, na Quinta-feira passada gostámos bastante da intervenção do último participante, o Senhor Fernando Santos. Tendo em conta que o seu nome é Pedro Fernando Santos Alves Guerra e os seus tiques, timbre de voz, discurso, muletas verbais e expressões são exactamente os mesmos do senhor que ligou na passada Quinta-feira para o «Benfica 10 horas», gostávamos de saber se tem algum irmão gémeo ou se está simplesmente a gozar com os benfiquistas?»

Este sapo tem de ser demitido nos próximos dias. E é bom que os profissionais do nosso canal - o tal que supostamente serviria para lutar contra o sistema e ser um orgulho para os benfiquistas - pensem bem com que tipo de estratégias nojentas pactuam. É que o facto de o senhor Fernando Santos ter sido o último interveniente no fórum de Quinta-feita não auspicia nada de bom. 

Quem é que pode acreditar no que quer que seja saído da Benfica TV com episódios escabrosos deste nível? Aliás, se isto acontece, que outras coisas - ainda mais graves - acontecerão? 

Benfiquistas, amanhã inundem o canal com a intervenção que atrás coloquei. Sempre a mesma intervenção. Um telespectador atrás de outro. Este escroque terá de ser confrontado com esta vergonha e ser demitido. Que Benfica é este? É isto, esta lama, que vocês querem no nosso clube? Que benfiquista digno pode defender esta gente? Olham-se ao espelho e conseguem não sentir asco de apoiar o declínio do nosso clube às mãos desta gentalha reles? Gostam de ser enganados, é?