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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O JORGE NÚNCIO



Há muitos muitos muuuuuuitos anos, nascia na Cedofeita um rapaz raquítico, de porte frágil, orelhas estranhas e uma verruga no coração. Os médicos atentaram no pormenor verruguento com cuidada atenção: nunca antes tinham visto tal coisa e decidiram, após profunda e demorada entabulação com o prior da freguesia, logo aconselhar os pais do rebento que o melhor, para evitar fúrias demoníacas e vulcões do demo, seria dar-lhe um nome de padreco ou pelo menos fazer uma referência, mesmo que sigilosa, à verruga consubstanciando-a num título religioso, para ver se Deus - nem sempre de bom humor com verrugas, quistos e outras deficiências - deixava passar este fenómeno sem iras divinas nem achaques nervosos.
Algo despeitados, os pais da criança lá acabaram por anuir aos desejos celestiais do padre de serviço. Estava em causa a sobrevivência do menino Jorge; tudo o que servisse para acalmar as forças do Eterno seria parco, até porque havia outras questões ainda por definir no seio do lar, como as recorrentes cagadelas da mãe nos lençóis brancos e a estranha mania do pai de ludibriar os clientes vendendo, não raras vezes (e disto o Senhor estava a par, com toda a certeza), água da torneira por águas finas da França. O casório deu em divórcio, naturalmente - nenhum Deus, por Santo que seja, aceita observar tais fracas virtudes nos seus apaniguados, menos ainda quando se misturam, em simultâneo, os pecados da badalhoquice com os do furto. Caramba, até para o Criador há limites.

Não interessa, no entanto, explorar este tão mal paridinho casamento. Detenhamo-nos em Jorge, agora já baptizado (não se sabe se a água dos canos se a Perrier) de Jorge Núncio de Lima Tinto da Encosta. Um nome que afinal, esqueçamos o título de embaixador do Papa que ali aparece em segundo lugar para não levantar grandes suspeitas, até revelava algum charme portuense. O "Lima", sempre tão agraciado pelos habitantes da Invicta, nome de ascendências históricas e nobrezas mil. O "Tinto" que funciona como os "Smith" ou os "Silva" da Cedofeita - nome popular, é certo, mas digno. E, é lógico, o "Encosta", que leva já milénios idiossincráticos no lombo, nome de marqueses e ladrões, feirantes, putas, prestidigitadores e seminaristas - no fundo, tudo da mesma cepa, apesar dos apesares.
 As professoras na escola ou os vizinhos nas montras dos devedores de fiados liam o nome: Jorge Núncio de Lima Tinto da Encosta e não podiam deixar fugir um "apre, quisto é nome de tripeiro, carago!", sempre entoando o "tripeiro" com mais força, mais veemência, mais orgulho, porque nisto dos nomes e das origens os corações batem sempre mais depressinha.

Jorge Núncio fez escola entre os seus pares: costumava apalpar os rabinhos dos colegas quando eles não estavam a ver e depois ria-se muito (malandro!) com aquele ar de espertalhaço que a verruga no coração sempre lhe deu. Tinha algumas dificuldades de aprendizagem, demorou dois anos para aprender a tabuada do 1 - via sempre mais à frente, Jorge Núncio; enquanto os colegas viam num 1x2 um 2 eles juntava sempre o x e respondia 1x2, que era o que ele tinha posto no Totobola sobre um emocionante Cedofeita-Madalena.
 Devido a estes episódios menos brilhantes, os amigos jocosamente apelidavam Jorge Núncio de "génio", denominação que ele levou no sentido literal e por isso repetia vezes sem conta sempre que chegava a casa. Pena a mãe estar aos peidos em cima do sofá e o pai a encher garrafas de PerrIer com água do Douro - a falta que não faz um harmonioso lar para o crescimento das crianças. "Papá, mamã, dizem que eu sou um génio, papá? mamã?", e o pobre Núncio num aflitivo e solitário pesar, não tendo a quem contar a sua evidente genialidade. Havia uns irmãos que por ali andavam aos caídos, um fazendo-se de macaco - "coitado", dizia o senhor prior, "é anormal" - e outros dois que passavam as horas sentados a contar os peidos da mãe, numa estereofónica sucessão de orquestra, perdendo-se, no entanto, na contagem, tal era a produtividade da progenitora - "mamã, vamos em 532 ou 533? Com molho ou sem?".

É triste, de facto, pensar no que Jorge Núncio teve de passar para chegar a homem. Tantas provações, privações, privados, parvoíces. O rapaz até tinha algum talento (belíssimo a preparar ramos de flores, por exemplo), mas a vida sempre a rebaixá-lo à condição humana do esgoto existencial. O padre da freguesia costumava dizer de Jorge Núncio aos vizinhos que "o rapaz até possui qualidades, mas quem patina em tais destroços tarde ou nunca se embeleza", mesmo que, nas tardes-noites, depois da missa, explorasse a beleza de orelhas estranhas, porte frágil e verruga no coração do menino Jorginho com deleite e mal-disfarçada desfaçatez, obrigando-o a horas extraordinárias a ajeitar as vestes dos santinhos, a cantarolar cançonetas de fraco teor bíblico e - Deus nos perdoe a confissão - a rezar em silêncio (ou quase, a saliva às vezes desnorteia-se), de joelhos na fria mármore do altar da gloriosa Igreja Paroquial de São Martinho da Cedofeita. São pecados que os santos não vêem porque não têm nem coração nem verrugas mas que as gentes, mesmo do lado de fora, pressentem.

Porém, a vida nem sempre se mantém neste patamar excremental. A muito custo - e tanto que Jorge Núncio pediu -, os pais acabaram por ouvir as suas preces (não há peidos que sempre durem nem água suja que nunca acabe): vinha aí o Colégio das Caldinhas, antro de luxo de uns jesuítas loucos por novas contratações de Inverno. Foi feliz, Jorge Núncio, em Santo Tirso. Comia duas ervilhas ao almoço, ao jantar sopa da panela - uma nhanha de água da canja com restos de ossos a preceito coada para dentro de um copo. Tinha brincadeiras e tudo - corria atrás de um pneu horas a fio, enroscava-se nas árvores, descobria o amor: um esbelto cigano que assentou tendas no descampado junto ao Colégio. Com ele descobriu a virtude do engano. Adorava andar às cavalitas do feirante, roçando a verruga nas costas largas do vendedor de putas. Conheceu putas, belíssimas mulheres que alimentavam o seu desejo intestinal de maternidade. Jorge era feliz em Santo Tirso - exceptuando as noites e as surpreendentes visitas de estudantes teológicos à procura da absolvição das almas, tinha uma razão para viver, quase não chorava quando ia dormir, possuía verdadeiro amor na verruga e já estava quase-quase pronto a ser um homenzinho.

Havia, no entanto, algo que Jorge Núncio ambicionava e não podia cumprir: ver o Bi-Campeão Europeu ao vivo. As tardes e noites que passou de transístor ao ouvido, com um padre em cima, a deleitar-se com os golos do José Águas, do Simões, do Torres, do Eusébio; momentos que o marcaram, enquanto fechava as pernas de espanto e desejava ser feliz num emprego mais próximo do Estádio da Luz. Infelizmente, diziam-lhe que essa era a terra dos mouros, que não podia aproximar-se, que eles comiam crianças ao pequeno-almoço, que era preciso ter cuidado - e desavergonhadamente lembravam-lhe a verruga no coração e a necessária devoção aos santos, não fossem eles conspurcar-lhe a existência. Inventaram-lhe um ofício num banco, puseram-lhe uma gravata ao pescoço e disseram-lhe que a partir daquele momento devia esquecer o Benfica: era portista e ponto final!, era do clube dos seminaristas e dos padrecos, dos governantes do Regime e dos pidescos, dos necrófilos e dos sem-lar. Era, no fundo, da equipa de Deus. Com camisola listada azul e branca e sentimento azul e bronco.

Sofreu muito, Jorge Núncio, com o trauma. Mas, como "génio" que era, rapidamente desenvolveu as suas maiores qualidades advindas dos traumatizados: bem patrocinado pelo chefe - homem de grandes contactos na região, empresário de sucesso e ilustre banqueiro -, não demorou a fazer de Núncio uma visita regular na sua casa da Madalena - anos mais tarde, Jorge Núncio também cumpriria esse sonho de possuir imóvel na zona, fazendo de GPS a árbitros e outros aconselhamentos matrimoniais  que nos escusamos a explicar não vamos ser presos, no lugar do famigerado terapeuta, por não estarem as provas suficientemente validadas pela Justiça Portuguesa.
Núncio comia e bebia como nunca: autênticos banquetes, já não de ervilhas e sopas da panela mas de latagões atraentes, musculados, bem oleados por vaselinas de castas da região (a manifesta qualidade reconhecida que há no Douro); Núncio vomitava muito: normal, o organismo de verruga e o cérebro de ervilha não tinham ainda aquela finesse que viria a adquirir quando se tornasse dirigente do Futebol Clube do Porto e transpusesse todos os conhecimentos que foi adquirindo ao longo da vida em bordéis, cerimónias, casas de empresários, seminários, igrejas, paróquias e demais empreendimentos turísticos, alguns no Brasil, que conhece de lés a lés, entre o calor da noite e as noites cheias de calor. Jorge Núncio tinha finalmente atingido o patamar da degeneração humana: queria ser grande e foder o mundo por o mundo o ter fodido.

Não podemos, nesta história, passar um pano sobre a importância que o povo portista, macerado por uma existência de infertilidade de sucessos, teve para a elevação de Jorge Núncio a herói regional. E, claro, não há como esquecer aqueles seres que pululam pelos jornais e televisões, sempre tão preparados para o elogio da loucura. Erasmo, uns séculos antes, falou deles todos. O problema é que ninguém lê.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Os verdadeiros grunhos

O futebol está cheio de grunhos, é uma evidência. Mas um grunho, tal qual um calhau da rua não sabe ser senão um calhau da rua, não pode ser outra coisa que não um grunho. O grunho não tem culpa de ser grunho. O grunho é limitado cerebralmente, é filho de consanguinidades, tem meia dúzia de ervilhas onde deveriam estar neurónios.

Porém, a violência,  o ódio, a imbecilidade que os grunhos difundem por todos os clubes não são responsabilidade dos grunhos. Os verdadeiros culpados usam gravatas, sentam-se nas bancadas presidenciais dos estádios, dirigem os clubes, comentam nos programas televisivos. Esses que todas as semanas fazem discursos odiosos contra os adversários, que constantemente criam teorias conspirativas sobre as motivações dos árbitros,  que estupidamente incitam à cultura do "olho por olho, dente por dente" porque "não podemos ser anjinhos" enquanto estacionam o carro na garagem do estádio, sobem pelo elevador ao seu banco aquecido e ao seu croquete e fingem gostar de futebol.

São esses os verdadeiros grunhos. Os outros só vão,  como cães raivosos, atrás dos donos.


domingo, 5 de março de 2017

Presimentes

Enquanto fenómeno social, o futebol move paixões que são por vezes difíceis de entender. Existe um certo grau de irracionalidade no jogo que faz com que os adeptos não se consigam distanciar o suficiente para conseguir analisar algumas decisões do próprio futebol, como não acontece em mais nenhuma circunstância da vida. Talvez por isso o patrão do adepto seja um déspota, a mulher seja uma controladora, o dono do café onde vê a bola seja um avarento, o primeiro-ministro seja um aldrabão, os políticos sejam todos corruptos mas o presidente do clube de futebol, ai o presidente do clube de futebol, seja um herói sacrificado, um exemplo de liderança e uma figura de culto.

Algo está errado. Especialmente quando os três grandes se vêem representados por estas figuras. E aqui estou completamente à vontade para falar porque a única vez que votei em Vieira foi há oito anos e o arrependimento chegou menos de um ano depois, não pelo título de campeão nacional conquistado mas pelos negócios pouco claros que começaram a surgir com o Atlético de Madrid. A confiança perdeu-se. Porque um clube é muito mais que os títulos que conquista e o seu presidente deve ser alguém minimamente digno e que represente os valores do clube. Por isso mesmo, apesar de reconhecer o excelente trabalho que Vieira tem feito em áreas como a construção de infraestruturas, a criação de condições para os escalões de formação singrarem, a modernização e profissionalização da estrutura e finalmente o sucesso desportivo, não posso nem irei esquecer as mentiras sucessivas, os negócios pouco claros e a ausência de um debate plural e democrático promovido por constantes fugas aos debates com a oposição, com alteração de estatutos e de datas de eleições para evitar candidatos incómodos.

Este défice democrático criado pelo populismo dirigido às massas por presidentes-ditadores é aliás um fenómeno que não é de hoje e não é exclusivo ao Benfica (nem a Vieira, porque mesmo Vale e Azevedo chegou a ter quase 40% dos votos depois de um dos mandatos mais nefastos de um presidente na História do Benfica). Também o FC Porto, cujo presidente tem mais anos de poder que eu de vida e no qual não me lembro de existir um candidato a desafiar Pinto da Costa, vive este problema de ausência de debate democrático. E o Sporting, claro, depois de ultrapassada a oligocracia do croquete que dirigiu o clube anos e anos a fio, vê-se agora a braços com um demagogo radicalista com um discurso que cativa a maralha e que coloca em xeque qualquer pessoa com ideias e que se oponha ao seu reinado através de comunicados, insultos e perseguições.

Não me identifico com esta gente. E tenho alguma dificuldade em compreender gente inteligente que utiliza justificações como "pelo menos fez obra", "deu-nos títulos" ou "devolveu o orgulho de ser benfiquista/sportinguista/portista aos adeptos". Nem tudo tem de ter um preço, especialmente quando ultrapassa a nossa dignidade ou a dignidade que os clubes devem ter.

P.S. Peço desculpa a todos os que ao longo dos anos foram comentando aqui ou no Eterno os meus posts, mas a partir de hoje só o poderão fazer através do Facebook na página do Ontem Vi-te no Estádio da Luz.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O «all-in» do Porto

Não vi nenhum jogo do Porto nesta pré-época; não vi o que podem valer, no Porto (e não nos clubes de onde vieram), os novos reforços. Como não vi nenhum jogo nem vi os reforços, não valerá a pena falar da qualidade ou da falta de qualidade da equipa e dos jogadores do Porto. Deixarei essa análise para mais tarde, lá para Setembro quando já pudermos ver que trabalho Lopetegui tem andado a fazer.

Por ora, o que me interessa analisar aqui é a estratégia que foi pensada por Pinto da Costa para esta época. Uma estratégia claramente de desespero, que explica os milhões investidos (com ajudas exteriores; resta saber de quem) e que, no fundo, não é surpreendente tendo em conta a obsessão que o Presidente do Porto sempre teve pelo Benfica. Pinto da Costa faz um «all-in» para 2014/2015 na esperança de, mais do que ganhar o título de campeão nacional, conseguir evitar o Bicampeonato do rival (fenómeno que não acontece há 30 anos). 

Os jogadores que chegaram ao Porto poderão ser óptimos - alguns têm qualidade inegável - e o novo treinador uma maravilha - não conheço, espero para ver -, mas parece-me que na análise que vejo à nova época do portistas há aqui alguns esquecimentos: o Porto perdeu Helton (um guarda-redes com 8 anos de clube), Mangala e Fernando. Prepara-se para perder Jackson e provavelmente Danilo. Ora, aqui estão 5 titulares da época passada. 5 bons jogadores. Para os seus lugares virão outros, alguns com qualidade, outros nem tanta, mas as equipas dificilmente se constroem sem referências e este Porto, com muito ou pouco talento, não tem referências, que é precisamente o que sempre teve e sempre usou em seu benefício, construindo uma mentalidade forte. Portanto, sim, aceito que estarão mais fortes em termos desportivos, mas não compro a ideia de que estarão imparáveis apenas porque compraram bons jogadores (veremos a adaptação ao clube de tantas "promessas") e um bom treinador (que também ainda tem muito para provar). 

À semelhança de Vieira no ano passado, Pinto da Costa força assim um «all-in» que ou lhe dá uma relativa glória - evitar o Bi do Benfica - ou deixa o clube na miséria, não só desportiva e moralmente como no lado financeiro. Talvez os portistas ainda não tenham percebido bem a realidade, mas a obsessão de Pinto da Costa pode custar a sobrevivência no mais alto nível ao Futebol Clube do Porto. O que é espantoso é que, nos últimos 20 anos, nenhum Presidente do Benfica (Damásio, Vale e Azevedo, Vilarinho e Vieira) tenha conseguido jogar com este lado doentio de Pinto da Costa, usando-o em proveito do nosso clube. E esta época começa a dar sinais de seguir no mesmo caminho autista do passado. Ou seja, um Porto habituado a ganhar - partiu para a última época com 8 títulos em 10 possíveis no Campeonato Nacional -, um Porto que enfrentou o Benfica e perdeu para o Benfica nas 3 frentes - Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga -, um Porto que viu fugir debaixo dos pés a superioridade desportiva que vinha tendo, além de graves problemas financeiros, com atrasos de meses no pagamento dos ordenados, empréstimos por pagar, endividamentos brutais, etc. Este Porto, que em Maio estava destruído desportiva, moral e financeiramente, era um Porto a abater com inteligência. Em resumo: esta época 2014/2015 tinha de ser encarada pelo Benfica como a da estocada final no adversário, para então iniciarmos um ciclo que nos pudesse garantir a liderança e hegemonia no futebol português.

Nada disso fizemos. Perdemos a enorme vantagem sobre os adversários com que partiríamos para esta época se tivéssemos mantido um núcleo substancial de jogadores. Claro que teríamos de vender, mas venderíamos bem, 3 (4 no máximo) jogadores, e a preços de cláusula, que não deixassem qualquer dúvida sobre a nossa posição estratégica no mercado e aos olhos dos adversários nacionais. Quanto valerá, em termos financeiros, um Bicampeonato para o Benfica? Quanto valerá, em termos que os dirigentes do Benfica compreendam, a alegria e vontade de gastar em camisolas, calções, cartões de sócios, etc, etc, etc, se os benfiquistas vissem o Benfica ser Bicampeão Nacional? São estes números que podem mudar estratégias e assumem o lado mais emocional (mas também financeiro) do clube que os tecnocratas que trabalham no Benfica não compreendem pelo simples motivo de que ou são adeptos sem qualquer paixão ou nem sequer são adeptos benfiquistas. E, já agora, quanto valeria, em termos de dívida para os portistas, um Porto que perde dois campeonatos seguidos? Pensaram nisso ou só vêem com os olhos quadrados das contas sem sangue, do relatório sem verdade, da venda sem alma, da empresa sem clube?

Chegados ao final de Julho, o que parece claro é isto: o Porto investe o que tem e o que não tem na procura pelo título nacional; o Benfica, endividado até ao tutano (realidade que não é culpa dos bancos, mas de quem gere o clube há mais de uma década e o trouxe até esta situação), prefere perder toda a vantagem desportiva que tinha e que o faria partir com mais de 80 por cento de possibilidades de renovar o título nacional para atacar o mercado vendendo os seus melhores ao desbarato e comprando, salvo excepções, mal e caro (para o valor dos jogadores comprados). O problema disto é que não é novo. Aconteceu em 1994, com os resultados que conhecemos. Aliás, se há desculpa recorrente nos apoiantes de Vieira ela está precisamente nesse ano e nas repercussões que ele teve para os futuros 20 anos do clube. Esperemos que não aconteça estarmos em 2034 a desculpar o Presidente da altura por termos tido um aldrabão no clube. Esperemos não ter de ouvir na altura, aos apoiantes inequívocos do Presidente de 2034, a frase: «Deves querer voltar aos tempos do Vieira...». 

Dito isto, e sabendo que estupidamente perdemos a vantagem que tínhamos sobre o Porto, será que estamos condenados a ver os portistas festejarem o próximo título? É evidente que não. Nós levávamos o nosso carro com 700 metros de distância sobre os rivais, com a estratégia errada que escolhemos e com a (provável) boa estratégia dos adversários, digamos que neste momento estamos todos na mesma linha de partida. O que se por um lado é chato e triste (custa sempre perder tantos metros), por outro dá-nos a certeza de que ainda vamos a tempo de acabar na frente. 

Como? Diria que é fundamental manter Enzo (pouco provável), Gaitán (muito pouco provável), Luisão, Lima e Maxi - o núcleo. Depois, comprar um Guarda-redes, um lateral de qualidade que faça os dois lados (estamos necessitados nos dois), um médio defensivo experiente e um avançado goleador. Fazendo isto, manteremos ainda alguma ligação ao trabalho de anos de Jesus e poderemos evoluir para uma equipa competitiva a nível nacional - a Europa esqueçam. Neste momento, é fundamental apontar todas as setas ao Bicampeonato. Nem que seja com um plantel mais fraco - e isso sê-lo-á sempre -, mas com espírito colectivo superior e os objectivos bem definidos desde o princípio. O problema desta estratégia é que não deverá ser possível acontecer. Enzo e Gaitán, um deles ou os dois sairão. Compras de qualidade talvez uma ou outra mas não as 4 que seriam necessárias. Vamos ter um plantel para 2014/2015 com deficiências, muito abaixo da qualidade que o anterior tinha, com um Porto supostamente mais forte e com um Sporting com um treinador que garante um bom trabalho. 

Ou seja, dos 80 e tal por cento com que partíamos se tivéssemos apostado de forma coerente na pré-época, vemo-nos agora com uns diplomáticos 33 por cento. Passámos da ciência para a fé. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ganhar à imbecilidade



Só visto. É preciso ver para acreditar. Infelizmente tenho poucos amigos portistas, gostava de ter mais para perceber se alguma pessoa decente pode aceitar ter este escroque como presidente e ser feliz como adepto. Tenho um grande amigo portista que, não gritando aos sete ventos «Ricardo, o Pinto da Costa é um verme», faz aquele olhar de pena e de uma certa vergonha sempre que falamos de futebol. Sim, disfarça, finge que não sabe bem o lixo humano que governa o seu clube, mas lá vai, entre esgares e trejeitos, admitindo a podridão existencial do seu líder. Não há muitas palavras, provavelmente não há nenhuma, que possam descrever decentemente o que esta coisa da foto fez ao Futebol Clube do Porto, ao futebol português e à sociedade portuguesa. Gente desta, gente corrupta, medíocre, baixa, mesquinha, porca, miserável é gente que afronta de todas as formas a beleza do mundo, a civilização, um banho livre no mar. 

Eu tenho vergonha de ter um Vieira no Benfica. Não consigo sequer imaginar a vergonha que teria se tivesse um Pinto da Costa no Benfica. Só asco.

domingo, 8 de junho de 2014

Algumas questões para reflexão

- No tempo de Vale e Azevedo, quem avisava os restantes benfiquistas (que, lembre-se, apoiavam o Presidente em funções com toda a devoção, tal como agora) defendia o Benfica ou atacava o Benfica?


- No tempo de Vale e Azevedo, quem fazia mais pelo Benfica: os crentes e submissos ao Presidente ou quem expunha os males que o mesmo fazia ao clube e os perigos para o futuro?

- Se um benfiquista sabe que tem um Presidente que envergonha, maltrata e corrompe o seu clube, deve ficar calado ou constantemente falar, defendendo o Benfica?


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Inequivocamente NÃO!

Os apoios «inequívocos» ao corrupto Fernando Gomes foram, além de humilhantes para a história democrática do Benfica, a prova de que Vieira é um incompetente em termos estratégicos - foi na conversa de uma suposta zanga entre Gomes e Pinto da Costa e o resultado foi o que sabemos. 

Numa altura em que o Benfica procura consolidar a sua posição de líder no futebol português - a busca pela hegemonia - votar no político lambe-botas Seara seria mais um erro histórico. Seara, não restem dúvidas sobre isso, está coligado com Joaquim Oliveira. O Benfica só tem duas coisas a fazer: ou arranja um candidato decente ou não apoia ninguém. 

Que os inequivocamente apoios tontos não se repitam.

terça-feira, 25 de março de 2014

Porto - uma cidade maravilhosa controlada por bárbaros

Companheiros, saiam de comboio, autocarro ou viatura pessoal (nós vamos assim), muito cuidado na forma como chegam ao Porto amanhã. Aos gajos que não forem no cortejo, aconselha-se que andem em grupo, evitem zonas de grande concentração de adeptos portistas e - eu sei que é chato, mas é pela vossa saúde - não se mostrem muito evidentemente do Enorme (cachecóis, camisolas e tal). 

Se é uma vergonha tudo isto? Se é triste e nojento os adeptos irem ver um jogo e acabarem por encontrar um clima de terceiro mundo, de guerra civil, de estado de sítio? É, mas lembrem-se de que é só um dia e a vida é uma coisa bonita.

Vamos lá ganhar ao Dragão, companheiros. VIVÓ BENFICA!

domingo, 23 de março de 2014

O Pato

Se algum jornalista, leitor deste blogue, quiser expressar a sua indignação perante o facto de termos de ver na estação pública de televisão um jornalista corrupto, António Tavares-Teles, versar sobre conceitos como honestidade e dignidade, basta enviar-nos um texto sobre o assunto, que sairá na hora.

A RTP é um assunto sério. Não é aceitável que acolha nos seus programas jornalistas que combinam notícias com o maior corrupto deste país. Haja decência.

sábado, 23 de novembro de 2013

O dilema de Pinto da Costa

Pinto da Costa vive um complexo dilema: ser relembrado como o maior corrupto de todos os tempos em actividade ou ser admirado como o maior corrupto aposentado de todos os tempos?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

30 anos de corrupção, violência e nojeiras

"Na altura do primeiro golo do Estoril, levei um murro, uma palmada forte nas costas que me projetou para a frente, até me amparar no muro da tribuna presidencial. Foi uma agressão do senhor Adelino Caldeira, não sei se com a mão fechada ou aberta", contou hoje à Agência Lusa o presidente da Associação de Futebol de Lisboa (AFL), Nuno Lobo, que assistiu à partida Estoril-F. C. Porto na tribuna presidencial do estádio da Amoreira.

Nuno Lobo descreveu as circunstâncias que antecederam a agressão: "No primeiro golo do F. C. Porto, toda a comitiva portista levantou-se e festejou o golo, como é natural. No golo do empate do Estoril, não me levantei por uma questão de respeito pelo adversário, como faço sempre, mesmo quanto defrontam equipas de Lisboa, mas cerrei o punho e pisquei o olho aos dirigentes do Estoril que estavam do lado direito, atrás de mim".

Segundo o líder da AFL, foi "nesse momento que ocorreu a agressão" de Adelino Caldeira e "o início de injúrias verbais" por parte de elementos da comitiva portista, que se "prolongaram durante o resto do jogo".

"No segundo golo do F. C. Porto, foi o senhor Pinto da Costa que me meteu os punhos à frente da cara, do meu nariz, para me picar, a ver se eu perdia a razão", acrescentou Nuno Lobo, que acusa ainda o presidente portista de lhe ter lançado "vários impropérios".

O presidente da AFL revelou, ainda, que assistiu ao jogo no lugar central da primeira fila da tribuna presidencial, "entre o selecionador nacional, Paulo Bento, e o presidente do F. C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa", tendo nas suas costas, numa segunda fila, seis ou sete dirigentes portistas, "entre os quais o senhor Adelino Caldeira", que lhe "desferiu a pancada nas costas".

Em função da gravidade da ocorrência, Nuno Lobo promete tomar medidas: "Vou avançar com uma queixa-crime por agressão e injúrias verbais, das quais são testemunhas as pessoas que estavam nos camarotes adjacentes".

"A própria Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou essas pessoas para testemunharem no processo-crime. Aliás, toda a gente que estava na bancada viu o que se passou", disse.

No final da partida, Nuno Lobo teve mesmo de "sair escoltado por segurança privada e policial", depois de ter sido "cercado por cinco ou seis elementos da comitiva portista", dos quais "o mais exaltado era Pinto da Costa e no qual se encontrava, também, Adelino Caldeira".»

sábado, 21 de setembro de 2013

A tempestade perfeita

"Desgraçadamente o que se abateu sobre nós (Portugal) foi a chamada 'tempestade perfeita': Cavaco Silva na Presidência, Passos Coelho no Governo, Seguro na Oposição e...Merkel na Europa."

Miguel Sousa Tavares só se esqueceu de dois elementos neste verdadeiro circo de horrores: Pinto da Costa no Porto e Vieira no Benfica.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A portização do Benfica (II)

Os sinais têm vindo a ser evidentes ao longo dos largos anos de miséria existencial em que está metido o Benfica. Começou no princípio dos anos 90, aumentou exponencialmente no final dessa década e atingiu o apogeu nos 13 anos de Vieira no Benfica: os benfiquistas estão cada vez mais parecidos com os portistas no que concerne à submissão acrítica ao líder e sobretudo à forma como preferem desconversar a encarar de frente actos indignos de quem dirige o clube. Dizem que assim defendem o Benfica, uma teoria tão rocambolesca ("vamos todos mentir sobre o que andam a fazer ao Benfica para os adversários não saberem") como réplica do que andam os adeptos do Porto a fazer e a dizer há 30 anos. Que nem se apercebam disso só diz do nível profundo de cegueira e incongruência em que andam inundados.

Até 2009, eu era um benfiquista como todos os outros: triste com a situação desportiva do clube, interrogando-me sobre o paradeiro do Benfica depois daquele autêntico furacão que varreu o clube nas Administrações de Damásio e Vale e Azevedo. Eu era um benfiquista agradecido a Vilarinho e a Vieira por terem recuperado algum do Benfica que estava perdido e quase morto. Estranho, não é? Eu agradecido a Vieira (esse meu ódio de estimação, segundo alguns)? Não pode ser! Pode, pode ser. A lucidez que mantive desde 2009 já a tinha antes: é isso que é difícil de compreender a quem passa o tempo mais preocupado em atacar a opinião dos outros e a defender o seu líder do que a encarar os factos de frente e a, sim, defender o Benfica. Porque defender o Benfica não é dizer que sim a tudo, não é sugerir essa ideia absurda de que "quem lá está é que sabe e merece sempre o meu apoio". Nesse caso, perguntemos a esses benfiquistas: Vale e Azevedo mereceu o vosso apoio? Provavelmente, mereceu. Hoje é que estão esquecidos e já ninguém votou nele. Um clássico que conhecerá nova saga daqui a uns tempos, quando já ninguém tiver votado em Viera. Mas agora há internet, meus caros. Cuidado, muito cuidado. Não vai dar para bicicletas.

E então o que foi que mudou em 2009? Mudou a História do Benfica. Perdeu-se a História democrática do Benfica. Vieira foi o autor do crime - não lhe tenho ódio; tenho demasiado amor ao Benfica e à sua História para conseguir aceitar um acto torpe dessa dimensão; a partir dali, para mim era simples: Vieira não merecia ser Presidente do Sport Lisboa e Benfica. Com a antecipação de eleições de forma a evitar concorrência, Vieira manchou indelevelmente a tradição democrática deste clube. Um clube que, desde a sua fundação, sofreu por manter-se fiel à liberdade de pensamento, de livre arbítrio, de respeito pelos seus sócios e adeptos, um clube verdadeira e totalmente democrático. Antecipar eleições para evitar concorrentes é o acto mais grotesco que o Benfica teve desde 1904 por parte de um Presidente. Aceitar isto como normal? Relativizar, fingir que não vi, meter o pó para dentro da gaveta? Lamento, mas não. Quem prefere não ter princípios faça bom proveito, mas deixe-se ficar no seu cantinho. Não venha querer convencer-me - muito menos com insultos, desconhecimento do clube, insinuações de gente que nunca teve educação na vida - de que estão a defender o Benfica. Estão a defender uma pessoa, não o clube. Um dia talvez o venham a perceber de forma clara.

O que faz um gesto desta dimensão? Podíamos pensar que teria sido uma falha, um pequeno acidente de percurso. Era evidente no próprio dia em que aconteceu esse atentado ao Benfica que aquilo não era um pormenor; aquilo era o princípio dos anos ditatoriais de Vieira. Como um tirano, construiu até 2009 as bases para que a partir dali, já com a lavagem cerebral a uma maioria de adeptos completada, usar o Benfica como quisesse. E foi o que aconteceu: as mentiras sucederam-se (dava-se ao luxo de, num espaço de uma semana, falar em temas estruturais do clube de forma completamente contrária à ideia primeira que tinha defendido); começou a gerar um clima de perseguição aos que discordavam da sua Direcção, atiçou os adeptos para isso (quem não se lembra dos discursos sobre papagaios, garotões, abutres?); preparou convenientemente a mudança de estatutos para tão absurdos requisitos que ele próprio - sócio há pouco mais de uma década, ao contrário do que diz (só mais uma mentira no largo rol) - não os cumpre, ao mesmo tempo que inviabilizava a possibilidade de Rui Costa poder ser candidato à Presidência. Apoiou - por duas vezes! - o corrupto Fernando Gomes para os órgãos de poder, não abdicou das relações com Salvador e Joaquim Oliveira, sentando-os na tribuna presidencial do Estádio da Luz ou indo fazer estágios para a Pedreira dias depois de os nossos adeptos e jogadores terem sido insultados e agredidos num Braga-Benfica; prometeu, prometeu, prometeu coisas - quase nada cumpriu e o que cumpriu foi sempre muito depois das datas estabelecidas - o Museu é só mais um exemplo. Nas últimas eleições, achou que os sócios e adeptos nem mereciam ter um debate entre os candidatos - claro, para quê? Ia ganhar de qualquer forma, democracia, discussão, argumentos, ideias, projectos? Não é preciso, a malta vai em força votar e dizer "Carrega, Benfica" e "é preciso é apoiar". 

As pedras da calçada, o Vale e Azevedo - este argumento valerá quantos anos mais? É que já passaram 13 -, a corrupção - que ele inquivocamente apoia - foram só três esteios da argumentação que foi difundida e prontamente aceite pelos seus admiradores. Todo o conceito filosófico está lá: preceitos ditatoriais à vista de todos. Quase ninguém via, quase ninguém queria ver, mais preocupados em atacar outros benfiquistas ou em falar nos árbitros e na corrupção - que, a propósito, não sei se já repararam, o Presidente apoia inequivocamente. Ninguém via nem queria ver - uns porque não sabiam mais; outros porque lhes interessava - desde tachistas blogosféricos a espinhas-tortas que saíram da oposição para serem comprados a troco de umas Vice-Presidências ou lugares na estrutura. Tudo isto se foi passando nestes últimos 4 anos enquanto alguns iam alertando "malta, olhem bem para a coisa, isto não é normal". Ninguém queria saber, ninguém queria ver.

Em simultâneo com a ascenção do cacique Vieira, ia-se cumprindo a incompetência extrema em termos desportivos, as negociatas estranhas (2 anos depois acordaram para o negócio Roberto? Boa para vocês, mas acho que deviam apoiar o Benfica e meter mais esta para dentro da gaveta), o enriquecimento pessoal do líder. Tudo sob o manto de um Benfica cada vez mais pujante, quase-quase a ganhar coisas. Faltava só um bocadinho. Aquele bocadinho que dá sempre para justificar com factores sobrenaturais, esotéricos, paranormais - este ano foi o minuto 92 (maldito sejas, minuto 92!, se não fosses tu tínhamos ganho tudo); o ano passado foi a arbitragem em Coimbra. No outro foram as primeiras três jornadas e antes do Jesus foi a incompetência dos treinadores - que o Vieira tinha escolhido e queimado mas isso não interessa nada. No fundo, Benfica-Benfica só existe desde 1994 se for para justificar o insucesso desportivo com o Vale e Azevedo e desde 2009 se for para justificar o insucesso desportivo com os árbitros e esse estranho esoterismo do minuto 92.

Tenho uma novidade para vocês: nasceu em 1904, tem um palmarés invejável em termos mundiais (e, espantem-se, o Vieira não tem nada a ver com isto), sempre se pautou por servir e aproveitar o amor, a solidariedade, o empenho, a dedicação dos seus associados, adeptos e simpatizantes, manteve-se fiel aos seus princípios democráticos enquanto o país era varrido por um cacique beato que até o nosso Hino e a nossa cor quis eliminar do mapa. O Benfica, o Sport Lisboa e Benfica, é um clube de uma dimensão planetária vindo de origens humildes - é essa a sua força, é essa a sua génese, é isso que o faz sobreviver. Colocá-lo sob o jugo de um tiranozinho sem noção do que é este clube é matar-lhe a alma, é aniquilar-lhe a mística, é destruir-lhe a existência. 

O Benfica hoje é um clube sem identidade - perdeu a que tinha para entrar numa espiral de equívocos, entre o completo insucesso desportivo e a imitação de procedimentos à Pinto da Costa. A portização dos seus adeptos é uma realidade evidente para quem observa a forma como uma larga maioria dos benfiquistas vai aceitando todos estes ataques à tradição democrática do Benfica. A legitimidade de crítica aos portistas por aceitarem títulos corrompidos todos os dias se perde neste colectivo devaneio em que uma larga maioria de benfiquistas entrou, defendendo as acções do seu Presidente como se nada fosse, como se tudo fosse possível. Mas não se enganem: fingindo não ver, escudando-se em desconversas, refugiando-se em argumentos sem sentido, estão a defender única e simplesmente Luís Filipe Vieira, nada mais. E, por favor, nunca digam que estão a defender o Benfica, que a História do nosso clube não merece tamanhas barbaridade e desconsideração.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Que país (corrupto) é este?

Agora que se preparam para limpar dos registos os parcos e ridículos castigos que o Apito Dourado gerou, é importante não esquecer. O clube que devia ter descido de divisão, esse, continua incólume a ganhar títulos manchados pela corrupção.



"Uma pessoa amiga do presidente Isidoro Sousa garantiu os fundos necessários para pagar o mês e meio de salário."



Isidoro Sousa tem bons amigos. Desde logo, os que aqui vemos a fazer barreira, resguardando as redes do símbolo do Olhanense. No entanto, "a pessoa amiga" de Isidoro não é nenhuma destas três, embora seja muito amiga daquele ali da direita. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Senhor Facturas volta à Torre das Antas?


«Os sinais já eram claros há uns meses, mas ninguém dentro da estrutura do Futebol Clube do Porto o queria assumir de forma evidente: Pinto da Costa não se recandidatará à Presidência do clube que dirige há mais de 30 anos. 


Factores pessoais em sintonia com questões de saúde - que tem sofrido alguns abalos nos últimos dois anos - fizeram inclinar Jorge Nuno Pinto da Costa para a decisão de não voltar a assumir outro mandato à frente do Porto. 



Pelo que «O JOGO» pôde apurar, estão já duas personagens indicadas pelo actual Presidente na linha da frente para as eleições: Jorge Gomes - curiosamente, actual prospector ao serviço do Sport Lisboa e Benfica - e Fernando Gomes - Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, também apoiado por Luís Filipe Vieira.



Em qualquer dos casos, podemos vir a estar perante um cenário que desde Fernando Martins não acontecia: Benfica e Porto de boas relações institucionais.»

quarta-feira, 27 de março de 2013

Inequívoco e incompreensível

Assim vai este país desportivo: um Presidente de um clube insulta o Seleccionador, quer intrometer-se nas suas escolhas, diz as alarvidades irónicas do costume e da parte da Federação ninguém acha que deve defender o seu técnico. A razão é simples: com o Papa não se brinca. Fernando Gomes continua o seu trajecto de submissão ao dono, agora já sem qualquer pudor em o demonstrar, depois de uns tempos em que andou a fingir que andava zangado com Sua Eminência Parva. 

O Benfica, esse, continua a apoiar de forma inequívoca toda esta escumalha. Até quando?