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sábado, 13 de fevereiro de 2016
7 notas sobre o Clássico
1) Há dias escrevi sobre as minhas preocupações em relação ao fraco modelo de Rui Vitória, esperando que, contra uma equipa liderada por alguém que admiro, José Peseiro, o nosso treinador pudesse enfim provar que tem qualidade para treinar o Benfica. O jogo provou que Rui Vitória não serve: não só pela fragilidade dos posicionamentos (inacreditáveis os dois golos do Porto pela tão má movimentação colectiva do Benfica) mas também por aquilo que fez ao longo do jogo - três substituições absurdas, sendo a do Salvio algo que supera a compreensão humana, só entendível pelo facto de ser o mister um bebedor compulsivo de água na esperança de que a equipa adversária não marque golos;
2) Apesar da fraca qualidade de Vitória, mais uma vez a principal responsabilidade tem de ir para uma Direcção que não só escolheu este técnico como não lhe condições apropriadas. De uma pré-época planeada de forma amadora até este Janeiro em que podia ter havido a competência de dotar o plantel de outras soluções tudo minou o trabalho do treinador, como é costume. A única solução de banco para a posição 8, quando queremos mexer no jogo e criar outro tipo de problemas ao adversário, é... Talisca. Tudo dito.
3) A mediocridade de Jardel exposta uma e outra e mais uma vez. Depois dizem-me que persigo injustamente o rapaz. Bom moço, medíocre jogador.
4) Força, velocidade, agressividade, rasgo podem ajudar mas não sāo um fim em futebol. Renato Sanches tem culpa no primeiro golo e esteve demasiado ineficaz no passe. Todo o potencial do mundo mas convém não crescer para o lado errado. É evidente que não ter um bom treinador está a prejudicar a sua evolução.
5) Exceptuando dois ou três lances, e mesmo apesar de termos criado algumas oportunidades de golo, o ataque do Benfica foi forçado a procurar o jogo exterior à espera de um acidente que metesse a bola lá dentro. Ou seja, Peseiro soube condicionar o jogo do Benfica e Rui Vitória não soube condicionar o jogo do Porto.
6) Este Porto chegava à Luz destruído, uma vitória nossa não só nos lançava para o título como arrumava as esperanças portistas. Nunca foi tão fácil poder vencer o Porto, até golear. Porém, eles têm um bom treinador, nós não. Se depois deste jogo não conseguiu perceber a diferença entre uma equipa com um bom treinador e outra sem um bom treinador, talvez deva dedicar-se à pesca.
7) Não acredito que o Benfica consiga ir ganhar a Alvalade, o que sugere a inevitabilidade de ganharmos os outros jogos todos até ao fim. Tendo em conta o calendário mais difícil do Sporting, é possível sonharmos com o TRI. De qualquer forma, vencendo ou perdendo o Campeonato, se eu fosse Presidente do Benfica, estava já a pensar numa solução de qualidade para a próxima época. Esta claramente não serve.
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