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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Vamos escolher o melhor 11 do século XXI (2000-2015)?
sexta-feira, 7 de junho de 2013
O Bosão de Aimar
Enquanto o champanhe inundava os óculos de cientistas meticulosamente geniais num lugar distante, a mãe de Pablo sorria em frente a um álbum de fotografias que abria com os olhos grandes e as mãos como pinças, não fosse sujar aquele ouro das memórias. Estava descoberto e comprovado e analisado e festejado o Bosão de Higgs - massa-matéria que vinha corroborar o que a mãe de Pablo já conhecia: o universo fazia algum sentido.
Pablo em cima de uma bicicleta, Pablo com perna estendida e uma bola no ar, Pablo a sorrir, o sinal de Pablo, o cabelo desgrenhado de Pablo e Pablo feliz, com amigos. A vizinha que tinha vindo aos soluços pela rua, com cuidado para não ferir mais aquela dor das costas que a lançava no desvario das noites em claro, chegando à casa da mãe de Pablo pediu pimentos e, se possível - não fosse o exagero -, algumas batatas para o almoço, cinco dedos de conversa e alhos e algum conforto - um "está bem? tenha cuidado com essa dor", algo que a apaziguasse e a enchesse de um sentimento de não andar no mundo sem explicação nem gente que se lembrasse das suas insónias.
A mãe de Pablo tinha uma panela fumegante ao lume, esquecida, crematória, quando abriu a porta e disse para a vizinha entrar. O álbum de Pablo aberto e virado ao contrário sobre uma mesa - os dentes de Pablo contra uma mesa de madeira, um sorriso estancado no vapor dos legumes. A mãe chamou a vizinha para um descanso, pôs-lhe a mão nos joelhos macerados e disse-lhe: "este é Pablo, há muitos anos". E mostrou-lhe Pablo com perna estendida e uma bola no ar, Pablo a sorrir, o sinal de Pablo, Pablo em cima de uma bicicleta, e sorriu e gargalhou da mesma forma com que tinha gargalhado e sorrido cinco minutos antes, na altura em que os dentes de Pablito não estavam assim, daquela forma quase violenta, contra um muro de madeira, à espera que a sopa e a vizinha se alargassem para o mundo.
A mãe fazia comentários sobre as fotografias do filho. Contava histórias, lembrava-se de outras que não estavam naquelas imagens paradas, punha vezes sem conta a mão nos joelhos e nas mãos da vizinha e ninguém - nem os cientistas que bebiam champanhe de óculos embaciados - podia adivinhar o aperto que lhe subia ao coração e à boca, à garganta, o orgulho misturado com sede de tempo. Comentava: "está em Portugal, tenho aqui um vídeo" e a vizinha forçada a permanecer de joelhos sem pimentos nem batatas e o marido à espera ali a três ou quatro casas destas imagens:
A mãe apertava as pernas da vizinha enquanto cantava "Pablo, Pablito Aimar..." e a vizinha fechava-se numa dor que estava quase a rebentar os joelhos para um respeito sem mácula, devoção, pedaços de imagens de Pablo a fazer aquilo nas ruas, em casa, na cozinha com e sem pimentos, batatas que tinham servido há muitos almoços e jantares atrás para uma sopa que esperou Pablo aos chutões tempo demasiado e arrefeceu. Que batatas e pimentos eram aqueles? O que seria feito deles, desceram pelos corpos e saíram do outro lado da horta e voltaram a crescer e a ser pimentos e batatas e sopas atrás de sopas, todos à espera de mais um golo de Pablo numas balizas de mochilas da escola?
A mãe de Pablo desconhece o Bosão de Higgs. Se lhe falassem disso, enrolaria os olhos, diria que trabalha desde criança e que essas coisas são feitas para os homens do mundo. A vizinha inventaria algo e até arriscaria uma muito pertinente questão: esses bosões dão para meter no tacho? e depois iria à sua vida, de joelhos cheios de dores e um saco de pimentos e batatas que a mãe de Pablo lhe oferecera enquanto via o sinal na cara do filho e pensava sobre essas coisas profundas de levarmos na cara e no corpo e no coração marcas iguais de criança a homem, de menino a estrela. Sinais de deus.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
A exigência
Não sei como era o Benfica antes
dos anos 90. Oiço histórias, relatos vários mas nada que se aproxime a ter
vivido esses tempos. Por isso acontece-me, antes mais do que agora, deixar de
reconhecer no clube e nos adeptos aquilo que sempre me disseram que o clube era.
Falo da exigência.
É o nosso grande handicap para o
nosso rival, mas é, acima de tudo, o nosso grande inimigo no caminho para nos
reencontrarmos com a nossa identidade.
Só a falta de exigência permitiu
perpetuar, em recorde de longevidade, um presidente tão pouco ganhador. É um
exemplo claro que agora pouco interessa, foi recentemente reeleito e por isso
está lá bem.
Falo do treinador. Com um
campeonato ganho conquistou 3 anos de apoio do adepto, distraído a culpar árbitros (sim,
eles têm a sua culpa!). Um campeonato apenas - a não ser que me venham com as
taças da liga – e a crítica deixou de ser tolerável.
Ah e tal, mas o JJ está melhor,
cala mas é essa boca! - Dizem vocês.
Pois está, e porquê?
Como me
dizia o Ricardo ainda este Sábado, o JJ é melhor quando tem que provar algo (Primeiro
ano e ano de renovação). E aqui reside uma culpa muito nossa, ao elevar ao Olimpo
um catedrático do egocentrismo e da bazófia. Se ele podia ter sido mais profissional?
Claro que sim, mas cabia ao adepto manter a pressão.
Nesta recta final está a acontecer
outra vez. Foi no jogo com o Sporting que ficou claro para mim que a equipa do Benfica não tem o
futebol que se diz ter. Uma coisa é merecer ganhar o campeonato pelo que se faz em 30 jogos –
que acho que merecemos – outra coisa é ser-se inequivocamente melhor que os
rivais em jogos de confronto directo.
Mas os adeptos comportam-se como se o
fossemos, afectando, parece-me, a própria equipa. A carreira europeia também
não está a ser o que pretendemos fazer dela. Sem querer tirar mérito, não me
lembro de o Benfica alguma vez ter tanto sorte em tantos jogos consecutivos
numa competição como este ano na Liga Europa. Pensem nisso…
Estamos a embebedar-nos numa
sublime superioridade futebolística que não é mais do que vinho da casa, e é
talvez por isso que é necessário apostar tanto contra o marítimo, porque não há
confiança contra o porto; e bem!
O jogo com o Fenerbahçe foi muito mau: perdemos
uma oportunidade de já estar praticamente na final (isso é que era a verdadeira
poupança!) num jogo em que perdemos 1-0 e ainda temos que admitir que tivemos
sorte. Muita!
O culpado? O treinador. Aimar é
um inacreditável erro de gestão a partir do momento em que entra a titular
neste jogo, e a maluqueira de fazer uma época sem uma real alternativa a Enzo e
Matic só serve (serviu) para nos enfraquecer.
Agora não me interpretem mal. Exigir
não é destruir. Eu quero que JJ continue na próxima época. Mas que seja melhor,
sempre melhor. Já a partir de hoje!!
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terça-feira, 16 de abril de 2013
E... O BENFICA ESTÁ NO JAMOR!
Neste dia feliz - estamos no Jamor, caralho! -, não posso deixar de dizer que estar no estádio a assistir à nossa passagem a uma final 8 anos depois da última com aquele deserto humano é uma coisa um bocadinho triste. Eu sei que os bilhetes não tinham os preços adequados à situação - Vieira, e as promessas, pá? as promessas? -, sei que a malta sabia que o Benfica ia passar à final, sei que está tudo a guardar-se para outros jogos, mas, meus caros, esta fraca cultura de estádio que há em Portugal tem de acabar. Pelo menos no nosso clube. Hoje nem os "do costume" estiveram todos. E isto nada tem que ver com questões financeiras. Há muita malta que PODE e NÃO VAI - deviam fazer um esforço e demonstrar respeito por aqueles que NÃO PODEM e muitas vezes VÃO. Fica a ideia.
No resto, acho completamente incompreensível ver Matic, Enzo e Salvio durante 90 minutos - Jesus não leu o meu texto da manhã e quando não lê já se sabe que volta aos velhos hábitos. Má gestão, Mister. Espero que não venha aí lesão de um dos 3 FUNDAMENTAIS para os objectivos da época.
Também seria interessante perceber o que é que faz um Pablo Aimar a entrar aos 87 minutos de um jogo como este. O homem tem tanto futebol para dar e podia servir claramente de alternativa aos jogadores mais desgastados - pelo menos em certos jogos e em certas alturas desses jogos. Tocou 4 vezes na bola e um gajo fica com sede, fome, ressaca, tudo. Que craque.
Os mais cépticos estavam à espera deste momento para começarem a deixar crescer a bigodaça. Aí está ele: estamos no Jamor. Quero pelo menos meio-estádio de bigode à anos 80. Não me venham com as namoradas - elas que deixem crescer o buço também.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Pequenos craques
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sábado, 10 de novembro de 2012
7
1) Muita atenção ao trabalho de Paulo Fonseca, no Paços de Ferreira. Não é só o facto de estar em 4º lugar à 9ª jornada; muito mais importante do que isso: o que esta equipa joga, com os parcos recursos de que dispõe. É, com Peseiro, o treinador que tem sabido construir melhor futebol na relação qualidade de jogo/jogadores que tem.
2) O que a Comunicação Social tem feito ao Sporting é das coisas mais nojentas a que tenho assistido. As montagens - primeiro de Jeffrén, agora do Van Wolfswinkel - servem de atestado à mais simples filhadaputice dos jornalistas e dos directores de jornais que aceitam fazer parte dessas jogadas porcas. Os sportinguistas, mesmo que recorrentemente queixinhas e desculpabilizadores - não, a culpa de o Sporting estar assim não é externa -, não merecem tamanha humilhação. Isto serve hoje para o Sporting como no futuro poderá servir-nos. Temos de estar atentos ao nojo em que se tornou o jornalismo desportivo em Portugal.
3) O jogo de Vila do Conde é fundamental - não importante; fundamental. Com um Porto forte e em crescendo, não podemos de forma nenhuma descolar da liderança. Recebendo a Académica, a probabilidade de vitória portista é altíssima; já o nosso jogo tem uma dificuldade maior e não é nada óbvio que consigamos vencer o Rio Ave. Espero que a equipa entre organizada - fundamental reforçar o meio-campo! -, a querer resolver o jogo de início e não à espera de que o resultado apareça. Chamar Miguel Rosa começa a ser tão evidente que não se percebe tanta teimosia em ignorar uma mais-valia que ainda por cima é benfiquista e da formação.
4) Garantem-me que sairão jogadores em Janeiro. Não um, mas mais. Se a época está praticamente perdida pelo péssimo planeamento de Agosto, uma ou mais saídas serão as machadadas finais. Espero que, no Benfica, alguém (Rui Costa?) avise os dirigentes de que não podemos vender Luisão, Cardozo ou Aimar em Janeiro e esperar resultados positivos em Maio. Por favor, tenham respeito pelos benfiquistas.
5) Os dirigentes do Benfica não obrigam o Sporting a pagar os estragos do incêndio que atearam no nosso estádio porquê? Usem das estratégias de aproximação aos lagartos que quiserem, mas não gozem connosco, adeptos. Nós exigimos que o Sporting pague os actos violentos dos animais que nos destruíram parte do estádio.
6) Muito bom trabalho de Jesus com Ola John. Soube esperar e integrá-lo no tempo certo. Bem regado, poderá estar aqui uma pérola que dará ao Benfica benefício desportivo - pensemos primeiro neste, no desportivo, e deixemos a questão da valorização de activos para a terceira época.
7) O Benfica precisa de um lateral-direito e de um médio para ontem. Maxi está de rastos e os próximos meses serão ainda piores - em termos defensivos, a cair fisicamente, comete todos os erros que cometia na primeira época, é um autêntico passador. Proponho um jogador que pode fazer as duas posições, que não seria caro e cuja saída enfraqueceria um adversário: Salino. Perfeito para o que precisamos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Só não te armes em parvo, González!
E, de repente, pode haver Lucho e Aimar no mesmo campeonato. Sinto-me mais feliz, hoje. Eu já era capaz de ir ver o clássico, mesmo que estivesse numa prova de sobrevivência do Saw, por causa do Aimar. De alguma forma, sairia dali, cortando pedaços de braço, matando desconhecidos, perdendo dentes ou simplesmente comendo o próprio intestino. Para ver Aimar, a gente faz tudo.
Mesmo até não ir ver Aimar, como neste fim-de-semana em que fiz 600 quilómetros e muita maluqueira para lá e para cá, entre benfiquismo irrepreensível e prédios de repente espantados com as lutas próprias de quem quer mais e melhor para este rectângulo futebolístico.
Aimar e Lucho. Luxo! Só posso agradecer aos deuses. E saber que o humano Pereira nem o González consegue potenciar. No fundo, Gravatas será o Rei Merdias, aquele que consegue fazer do ouro uma grande e profícua montanha de merda. Só não exageres, Pereira, até para os incompetentes há um limite.
Bem-vindo, Lucho. Quando entrares na Luz faz uma vénia ao Pablo.
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Alerta máximo: o Aimar jogou mal!
Pois jogou. Ele e toda a equipa. Um jogo fraquinho que não era difícil de prever olhando para o 11 que entrou em Guimarães. Parece cada vez mais óbvio que Jesus tem tanto de bom técnico aperfeiçoador de detalhes no treino quanto de treinador sem ideia do que quer fazer nos jogos. Vindo de um 442 losango contra o Rio Ave em casa (5-1), Jesus achou que devia manter a bitola. Só que Nelson Oliveira não é Saviola e o jogo não era na Luz e isso faz toda a diferença. Até porque muitas vezes, demasiadas vezes, Nelson caía no lado direito, Witsel chegava-se mais ao miolo e ficava Saviola perdido entre os centrais adversários. Junte-se-lhe um Emerson à Emerson e um Aimar à Chano e temos aqui a poção para um jogo de merda. Valeu Nolito, como vale quase sempre, valeu uma equipa do Vitória que na segunda parte estava tão bem fisicamente quanto os pacientes do IPO e um Cardozo que, enfim, chateia muito porque marca golos. Bom, bom, mas bom mesmo era o Hassan.
Isto tudo para vos chatear a mona? Também mas não só. É mais para avisar o Jesus (que ele todos os dias vem ler este blogue, como já me confirmou sua esposa, num encontro em Alcântara que teve tanto de sórdido quanto de constrangedor) para não ir a Leiria armado aos cágados que o raposão Cajuda sabe muito da poda e, ao contrário da brigada de treinadores portistas que por aí pululam que deixam as armas em casa quando confrontam o clube do coração, tem como princípio demonstrar o seu benfiquismo de uma e uma só forma: ser profissional quando joga contra o Benfica. Não raras vezes Cajuda irritou-nos, tirando-nos pontos ou eliminando-nos. É bom sinal: não queremos subserviências de nenhum teor. Gostamos de ganhar pelo mérito - sei que parece estranho, isto, para os adoradores do cacique beato (vou levar esta expressão até ao fim dos meus dias).
É favor não inventar, senhor Jorge, que hoje é dia dos adversários perderem pontos e nós chegarmos a Segunda-Feira na liderança. Pode ser? E agora venham de lá esses leitores que querem ir beber um copo comigo a Leiria amanhã. São meninos para isso?
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Ontem tivemos tango
E tu, benfiquista, que decidiste ficar em casa a olhar para o menino da lágrima que tens na sala de jantar? Ontem foi assim:
O Saviola e o Aimar não podem jogar juntos, Jesus. Nunca mais cometas esse erro. E dá mais banco ao Nolito. O gajo é um chato do caraças: marca golos.
O Saviola e o Aimar não podem jogar juntos, Jesus. Nunca mais cometas esse erro. E dá mais banco ao Nolito. O gajo é um chato do caraças: marca golos.
Golos
|
|
Cardozo
|
12
|
Nolito
|
10
|
Rodrigo
|
6
|
Bruno César
|
6
|
Saviola
|
5
|
Witsel
|
2
|
Gaitán
|
2
|
Luisão
|
2
|
Aimar
|
2
|
Javi
Garcia
|
1
|
Garay
|
1
|
Assistências
|
|
Gaitán
|
9
|
Aimar
|
7
|
Saviola
|
3
|
Cardozo
|
2
|
Witsel
|
2
|
M.
Pereira
|
2
|
R.
Amorim
|
2
|
Bruno
César
|
2
|
Rodrigo
|
1
|
Nolito
|
1
|
Luisão
|
1
|
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Quando?
Quando o empréstimo vale a pena - a exibição de Ivo Pinto, lateral-direito do Porto emprestado à União de Leiria, é algo que deve merecer-nos o maior dos respeitos. Conseguiu desequilibrar a própria defesa 4 ou 5 vezes (3 delas de forma perigosa), atacar desenfreadamente, arriscando tudo sem ninguém nas costas, e a falta de intensidade nos lances, especialmente nos primeiros 20 minutos em que era crucial dar vantagem a quem lhe paga, e em alguns golos, especificamente nos terceiro e quarto, constituem uma exibição de gala. Assim, meus caros, vale a pena emprestar jogadores.
Quando o futebol não chega - o que será mais preciso para renovar os contratos a Maxi e Aimar?
Quando o papel nem serve para ler nem para limpar o cu - o tipo de folha do jornal "Record" é áspero, desbota a tinta e não tem possibilidade de leitura. Um exemplo da desavisada utilização de recursos que tanta falta fazem ao planeta. A última tara do pasquim é a possibilidade de Capdevila rumar a outras paragens. Alguém explique ao palerma do Alexadre Pais que as inscrições acabaram há uma semana.
Quando não há argumentos contra a verdade - eles vêm, alguns tímidos, outros mais agressivos, comentam, insultam, falam noutras coisas. Argumentos que sustentem o que andam a dizer há anos a fio é que... nada. 16.000 títulos? Está bem, Marreco. Onde é que estacionaste a nave?
Quando um ex-Presidente do Sporting é apoiado pelas Associações de Braga e Porto - o que dizer? São muitos anos de submissão. Onde estará o Sporting Clube de Portugal? Este Sporting Clube do Porto não serve. E como poderia ter havido uma limpeza geral a estes corruptos se o primeiro tivesse aparecido e se tivesse unido a nós. Infelizmente o ódio ao Benfica é maior que o amor-próprio. E assim Pinto da Costa vai dividindo e reinando. Já chega deste futebol podre. Seara ou Hermínio. Tudo o resto é merda.
Quando o futebol não chega - o que será mais preciso para renovar os contratos a Maxi e Aimar?
Quando o papel nem serve para ler nem para limpar o cu - o tipo de folha do jornal "Record" é áspero, desbota a tinta e não tem possibilidade de leitura. Um exemplo da desavisada utilização de recursos que tanta falta fazem ao planeta. A última tara do pasquim é a possibilidade de Capdevila rumar a outras paragens. Alguém explique ao palerma do Alexadre Pais que as inscrições acabaram há uma semana.
Quando não há argumentos contra a verdade - eles vêm, alguns tímidos, outros mais agressivos, comentam, insultam, falam noutras coisas. Argumentos que sustentem o que andam a dizer há anos a fio é que... nada. 16.000 títulos? Está bem, Marreco. Onde é que estacionaste a nave?
Quando um ex-Presidente do Sporting é apoiado pelas Associações de Braga e Porto - o que dizer? São muitos anos de submissão. Onde estará o Sporting Clube de Portugal? Este Sporting Clube do Porto não serve. E como poderia ter havido uma limpeza geral a estes corruptos se o primeiro tivesse aparecido e se tivesse unido a nós. Infelizmente o ódio ao Benfica é maior que o amor-próprio. E assim Pinto da Costa vai dividindo e reinando. Já chega deste futebol podre. Seara ou Hermínio. Tudo o resto é merda.
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domingo, 7 de agosto de 2011
O 4-2-Gardel-3 da minha ilusão
Decididamente estou cansado das explicações tácticas que nascem debaixo das pedras. Anda para aí uma praga de especialistas em basculações, apoios frontais, transições intermediárias, espaços entre-linhas e crepes de nutella que às vezes dou por mim a olhar ao espelho sem saber se devo cortar a barba na diagonal ou se a gilette deve procurar os corredores laterais e só depois subir em construção pelo meio. Imaginem que, entre tanta teoria tão acertadamente errada, cheguei a pensar que o futebol era afinal um jogo de sudoku com grau de dificuldade 100 estrelas e que só iluminados de outras galáxias o poderiam de facto entender. Mas depois vi jogar o Aimar e passou-me logo.
Voltei a fazer a barba com a velha técnica e sem teoria nenhuma a não ser aquela que me diz que devo fazer muita espuma só porque é giro. O Benfica também fez espuma hoje. Aquela espuma que as grandes ondas levantam e mantêm no ar enquanto se aproximam da costa. Vemo-la ao longe, devagarinho, e imaginamos o tempo e a força que as ondas trarão quando aterrarem em nós - os jogadores do Arsenal sentiram uma coisa parecida na segunda parte, com a variante destas ondas não serem boas para surfar, porque enviesadas, diagonais e dadas a repiques e carambolas. Foi, de facto, lindo de ver.
Os especialistas terão achado talvez que a velocidade não foi a adequada, que o gesto técnico, ensombrado pela quezília táctica, foi deveras prejudicial ao momento fatal de toda a conjuntura específica da circunferência em movimento. Uma pena, claramente. Não tivesse sido o lado marginal do jogo e, então sim, os teóricos dir-nos-iam que, sim senhor, foi um bonito momento de futebol. Eu, como não sou teórico nem técnico, prefiro a beleza das coisas simples. Ou a simplicidade do belo, o que, sejamos sinceros, não sendo o mesmo, é-o.
Mas - perguntam-se os iluminados nas suas cadeiras em frente a ecrâs com qualidade de excelência - terá sido um... 433, 442, 451, 352? E a estatística, meus caros, a estatística? Quantos passes com a unha direita terá dado Gaitán? Quantas vezes terá respirado Nolito antes do remate fatal? Que percentagem de suor terá pingado Javi Garcia? Tudo questões altamente pertinentes e que, bem contabilizadas, nos darão a prova final de que Aimar, afinal de contas, será um jogador medíocre, isto porque terá levantado a perna direita 50 vezes mais do que levantou a esquerda - o que, como é sabido nos mais extraordinários laboratórios futebolísticos, significa que não terá dado os apoios que a equipa precisava. Esta coisa dos apoios, esquerda, direita, centro, frente, atrás, por cima, por dentro, de mergulho ou em voo rasante, é uma coisa fundamental para a compreensão da bola rolante. Sem apoios, meus caros, esqueçam, comecem a vossa vida noutro planeta. Sem apoios, nada. E Aimar, que, dizem as estatísticas mais apuradas!, é fraquíssimo nos apoios. Apoia-se geralmente com o dedo grande do pé direito, não deixando que a equipa usufrua da sua capacidade no mindinho do pé esquerdo. Não fosse este pormenor - mas que traduz toda a sua incapacidade! - e Aimar seria, como todos os anormais pensam, porque desconhecem a força dos números, um bom jogador, vá, arrisco mesmo dizer, um jogador bonzinho.
É pena que Aimar queira saber pouco dos números. Ele prefere os neurónios sem matemática.
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Gardel
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Twente, Dedé, Aimar, Roberto
- Calhou o Twente. Quanto a mim, é o adversário ideal numa perspectiva de que, se não estamos aptos a passar um adversário com o valor dos holandeses, será preferível irmos tentar vencer a Liga Europa. Ou seja, é suficientemente forte para se constituir como, se for ultrapassado, um bom degrau para a fase de grupos e suficientemente ao nosso alcance para o conseguirmos. No fundo, trata-se de um filtro de qualidade: se o ultrapassarmos, estaremos mais aptos a poder ter uma boa prestação na maior prova de clubes do Mundo. Caso o não consigamos, prefiro ter uma boa prestação desportiva na Liga Europa aos milhões - que nem sequer serão muitos, se a prestação for desastrosa, como no ano passado. Venha o Twente para sabermos, como diz o Ney Matogrosso, se nascemos para enfrentar o mar ou faroleiro.
- Dedé pode vir já esta pré-época, dizem alguns jornais. Seria uma excelente notícia. Dedé é um óptimo central, com uma margem de progressão fantástica. Com Luisão e Garay como titulares, Dedé teria um ano para ir entrando paulatinamente na equipa e poder, com a provável saída de Luisão no final da época, manter a qualidade e o espírito de liderança no centro da defesa. Para além de que as alternativas que temos não nos dão segurança para uma longa época que se avizinha.
- Aimar pode sair? Não me façam rir. Se Aimar sair, contem com menos um.
- O fundo chama-se... Zaragoza Sports Arena XXI? Acho que as coisas começam a ficar mais esclarecidas.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Notas de rodapontapénabola
- Não compreendo as críticas feitas por alguns macambúzios anti-benfiquistas acerca da má preparação em relação à lateral-direita. Qual o problema de, um mês depois de ter começado o estágio e 2 jogadores medíocres contratados (e dispensados), o Benfica tenha de chegar a um jogo crucial com o titular chegado de madrugada e de rastos e sem suplente de qualidade inegável? Não vejo onde está a falha. Foda-se, é que arranja-se tudo para criticar a Direcção. Já não há pachorra!
- Levantou-se aí um festival de apupos entre a multidão benfiquista por a Benfica TV ter conseguido um número significativo de jogos internacionais. Dizem os puristas que não se entende que uma televisão de um clube transmita jogos dos outros. Com todo o respeito pelo benfiquismo assinalável e o amor ao clube dos que defendem a tese, parece-me uma falsa questão. Há poucas, muito poucas, televisões de clubes no mundo que transmitam 24 horas por dia como a Benfica TV o faz. A divulgação sobre o Benfica que nos é dada é, regra geral, bastante completa, só pecando no capítulo das repetições. Ora, é neste nicho que devemos encarar as transmissões internacionais. Por um lado, aumentam a qualidade da Benfica TV, dando-nos grandes jogos e e assim evitando escusadas e deprimentes repetições; por outro lado, chama mais público (sim, mesmo os anti e os não-benfiquistas) e, MUITO IMPORTANTE, retira à SporTv o monopólio quase exclusivo que detinha. Uma excelente decisão da Direcção, esta, que espero ter a continuação óbvia com a venda dos direitos televisivos a outra que não a estação de Oliveira.
- Capdevila não jogará os dois jogos com o Trabzonspor porque não foi inscrito a tempo. Isto é incompetência ou é incompetência? Estou na dúvida.
- O Luisão para mim pode ir para o caralho. Sim, é fundamental para sermos campeões; sim, se ele sair, e sabendo nós a demora que esta gente tem para contratar alguém de valor (veja-se a questão lateral-direito, lateral-esquerdo e central), vai ser um pânico descomunal; sim, se ele sair, podemos começar a pensar em lutar pelo terceiro lugar. Então façam só isto: façam tudo para que ele fique mas retirem-lhe aquela coisa que ele mete nos braços. Dêem-na ao Aimar, se fazem favor.
- Hoje é dia de goleada na Luz. As pessoas já estavam com saudades de goleadas na Luz e esta será a primeira da época. Meia-casa para uma goleada na Luz, na Champions, depois de dois meses sem bola? Vergonha! De qualquer forma, aqui fica a minha equipa para os 5-1 de mais logo:
Artur
Amorim, Luisão, Garay, Emerson
Javi
Witsel, Aimar (c), Gaitán
Saviola, Cardozo
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Luisão,
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