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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Obrigado, Mitroglou


Duas épocas, 88 jogos oficiais, 52 golos. Mais que os números e os títulos que ficam na História, permanecerá na memória encarnada como um jogador importantíssimo na conquista do tri e do tetracampeonato. Um jogador simples, profissional exemplar dentro e fora do campo, um goleador discreto e com um carisma muito especial sem nunca procurar protagonismo ou exigir atenções ou tratamento especial. Deixará saudade pelo golo, por aquele "because I like it" após a conquista da Taça da Liga e pela mantinha nos festejos de São Petersburgo. E sai com muita classe apesar de deixar antever nas declarações que haveria mais vontade por parte de outrem em vê-lo fora da Luz que vontade do próprio em sair.

Por tudo isto e pelo golo mais importante da História do tetracampeonato, Mitroglou será sempre recordado na Luz. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Maxi Pereira e o FC Porto

Oito anos depois da chegada como jogador incógnito, oito anos depois de ter conquistado, por mérito próprio, o carinho e a admiração dos adeptos do Benfica, oito anos depois de vénias, de cânticos, de estandartes, de títulos e, mais importante que tudo isso, depois de ser sub-capitão e de ter capitaneado por várias ocasiões o mais titulado e prestigiado clube português, Maxi Pereira decidiu por vontade própria assinar pelo maior rival.

Manipulado ou não pelo seu empresário, cuja índole conhecemos há muito, Maxi Pereira não tem desculpa. Poderia ter saído para a Turquia, onde o Galatasaray lhe oferecia uma avultada soma, poderia ter saído para Espanha, onde se fala o seu idioma nativo, poderia ter saído para Inglaterra, onde pelo que se sabe tinha mercado, mas preferiu o Porto. Maxi, o herói, o ídolo da Luz, o homem com oito anos de casa, preferiu esquecer o passado e rumar a quem tanto mal nos quer e tanto mal nos fez.

O seu comportamento ao longo destas últimas semanas de negociação, para não dizer meses, foi igualmente inenarrável. Maxi revelou-se, tal como há três anos, aquando da sua primeira renovação de contrato, um indivíduo sem escrúpulos, que tentou leiloar-se à espera de uma proposta milionária, utilizando a família como escudo de defesa , desrespeitando os adeptos que sempre o acarinharam e mentindo inclusivamente à Direcção, quando a cerca de duas semanas antes do final do mês de Junho deu o acordo com o Benfica como confirmado e encerrado, voltando posteriormente com a palavra atrás sem dar qualquer justificação a quem lhe pagou o salário durante oito anos e com quem manteve esta morosa negociação. Gratidão? Não a peço. Peço respeito, pelo menos. Respeito por quem lhe pagou a tempo e horas, respeito por quem o idolatrou, respeito por quem o ajudou a chegar à Europa, a mostrar-se no Velho Continente e o ajudou a chegar às 100 internacionalizações e à capitania da selecção celeste.

A perda de Maxi, ao contrário da de Jorge Jesus, custa-me. Custa-me porque, independentemente do seu valor, Maxi Pereira foi nestes oito anos um jogador “à Benfica”. Exibiu dentro de campo um profissionalismo ímpar, tão típico de poucos jogadores que nós, mais jovens, vimos, tão típico dos muitos ídolos que pais e avós nos contam dos anos 60, 70 e para alguns, 80. Contudo, e centremos atenções no plano desportivo, o que não falta no mercado são jogadores com tanta ou mais qualidade que Maxi. Não desvalorizando o uruguaio, cujos atributos futebolísticos não são de desprezar, a verdade é que o Maxi Pereira de hoje em dia valia pelo conhecimento que tinha do jogo e, sobretudo, pela matreirice. É um jogador “rato”, que sabe quando cavar a falta, quando fazer a falta certa, no lugar correcto, no tempo exacto, e com uma garra e vontade pouco comuns que compensam a indisciplina táctica imprópria de um defesa direito que tanto pode aparecer na área, qual ponta-de-lança, ou na posição de número 10 para fazer uma assistência para golo. Com o avançar da idade, Maxi foi perdendo velocidade, perdeu capacidade de drible e finta (lembram-se quando ele conseguia ir à linha, fingir que ia cruzar e meter a bola para dentro?) e tornou-se um jogador mais “pesado”. Não sendo “velho” aos 31 anos, a verdade é que a longo prazo o Benfica pode conseguir melhor no mercado. Choca-me a perda do jogador por tudo o que representava, mas não fico sobejamente preocupado com uma eventual perda qualitativa porque a haver competência na gestão do mercado, não ocorrerá. 

Podemos tentar perceber o ponto de vista do jogador. Maxi sempre falou na família, na família, na família e a verdade é que, a fazer fé nos números veiculados pela comunicação social, os 6 milhões de euros que o Benfica se dispunha a pagar em 3 anos ficam muito aquém dos 16 milhões que o Porto oferece em 4 temporadas. Mas pelos vistos, para Maxi, o dinheiro é mesmo tudo. Teve clubes internacionais (com o Galatasaray à cabeça) a oferecer muito dinheiro, mas nenhum deles tanto quanto o Porto. E foi esse o motivo que o fez assinar pelos azuis-e-brancos. A família, a família, a família... que nojo usar a família como argumento para querer ganhar mais e mais dinheiro, esse sim o único objectivo. Em jeito de conclusão, resta dizer que o Benfica perdeu um bom jogador e o Porto fez um mau negócio. No meio disto tudo, só mesmo o jogador fica a ganhar. E “só” do ponto de vista financeiro. Até porque se fizesse o que fez ao Benfica lá na terra dele, o mais provável era acabar numa valeta ou pelo menos ser ameaçado com um tiro na rótula, qual Paulo Assunção.

P.S. Nada a dizer da atitude da Direcção do Sport Lisboa e Benfica. A Direcção, em especial na pessoa do seu presidente, não pode entrar em loucuras ou devaneios financeiros por jogadores com muitos anos de casa que já deveriam ter percebido o que é o Benfica. Entrar no leilão que Maxi e o seu empresário queriam seria um desprestígio para o próprio Sport Lisboa e Benfica. 


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Há uns anos, num hospital da Grande Lisboa, deu entrada na pequena cirurgia um miúdo dos seus 10 anos. Joelhos escalavrados, sobrolho acerto, uma bola de futebol debaixo do braço. “Caiu de um muro quando tentou apanhar a bola”, disse a mãe. Por entre a desinfecção das feridas e a sutura do sobrolho, uma colega minha resolveu meter conversa com o petiz:
- Então, magoaste-te muito? De que clube és?
- Sou do Benfica e do Real Madrid – respondeu o rapaz.
- E qual é o teu jogador favorito? O Ronaldo ou o Messi?
- É o Maxi Pereira.

Raros serão os adultos que têm Maxi Pereira como o seu jogador preferido. Muito menos uma criança. Disto, Maxi, só poderias encontrar num clube. E o dinheiro não compra estas coisas.

sábado, 2 de agosto de 2014

Djavan assina pelo SC Braga

Contrato de 4 anos. Sobre este assunto, remeto-vos para duas imagens. A primeira, de um post aqui escrito a 13 de Junho. A segunda, de um comentário da propaganda vieirista. É tudo, senhores. Adeus e boa tarde (dentro do possível).



O funeral de Óscar Cardozo

Não contem comigo.

As notícias sobre a morte futebolística de Cardozo são, como diria Mark Twain, "manifestamente exageradas". Não sei se está lesionado, se devia ter sido operado, se está desmoralizado, triste ou apenas e só fora de forma. O que sei é que o golo de Cardozo acaba sempre por aparecer, mais cedo ou mais tarde.

Estamos a falar de um jogador que há menos de um ano estava a carregar uma equipa genial às costas. Na fase mais negra da temporada benfiquista, que terminou com o triplete tão desejado, Cardozo foi peça fundamental ao apontar golos decisivos que valeram pontos no campeonato e que permitiram dizimar o Sporting num jogo onde fez uma exibição fenomenal, isto depois de praticamente não ter feito a pré-época devido à ostracização a que foi votado por Jesus. Mais: em cada uma das últimas três temporadas, Cardozo foi o jogador do Benfica que precisou de menos tempo para marcar um golo. 

Seja como for, Oscar Cardozo terá o seu lugar guardado na História do Benfica pelos golos que marcou e, sobretudo, pelas atitudes que demonstrou ao longo dos anos. Não me esquecerei da forma como sempre aceitou a sua condição de suplente, com Camacho, Quique ou Jesus, do seu comportamento aquando da morte de Eusébio e, mais recentemente, da forma como defendeu Shéu naquele triste episódio em White Hart Lane.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Análise aos "reforços" (II)

João Teixeira - Chegou, viu e… surpreendeu. Ninguém diria que este jovem da formação, que não se tinha afirmado por completo na época transacta na equipa B, iria estar a um nível ao ponto de se equacionar a manutenção no plantel principal. João teve a sorte de Fejsa estar lesionado, André Gomes ter sido vendido e Almeida e Amorim terem direito às férias pós-Mundial. De outra forma, alguém acredita que este jovem teria os minutos suficientes para ser lançado às feras e demonstrar o seu futebol? Tem muita sopa para comer, mas não há melhor lugar para aprender a comer a sopa que na mesa dos crescidos.

Bernardo Silva - O exemplo diametralmente oposto ao de João Teixeira. Titularíssimo na equipa B, talento da escola de formação e figura assídua no onze das selecções jovens de Portugal, mas sem oportunidades na equipa principal. A ausência de um "10" clássico no esquema de Jesus não explica tudo. Como desaproveitar um talento destes? É ver o que Jesus está a fazer. Dar 10 minutos em amigáveis de pré-época e esperar que saque um coelho da cartola é surreal. Quase provocador. Bernardo tem futebol para ser jogador do Benfica no imediato e tudo para se tornar uma referência nacional no futuro. Isto se houver vontade em apostar nele.

César - Directamente da segunda divisão brasileira para uma equipa de Liga dos Campeões. Talvez o salto seja maior que a perna para César, no imediato. O central canarinho tem características físicas e mesmo técnicas interessantes, mas nota-se claramente a "falta de escola" de quem acaba de chegar da América do Sul. A forma como oferece o corredor central no golo do Ajax é de amador. Mas tem qualidades interessantes para ser trabalhado. Com Luisão, Lisandro, Jardel e havendo a possibilidade de o Benfica contratar mais um central, talvez fosse benéfico para todos se César rodasse um ano por empréstimo na Europa.

Sidnei - Quando chegou à Europa, proveniente do Internacional de Porto Alegre, com apenas 18 anos, antigos colegas e treinadores referiram o seu potencial mas também a falta de vontade e a preguiça que Sidnei manifestava nos treinos. Passaram-se seis anos e vimos tudo isso e mais um par de botas. Sidnei mostrou um grande potencial e uma ausência de vontade em ser o jogador que prometia. Não se cuidou, foi um mau profissional e jamais atingirá os voos que lhe eram destinados. Mais 5 milhões de euros gastos em 50% do passe. A dispensar.

Candeias - Alertámos os nossos leitores para os moldes em que esta contratação foi feita. Explicámos quem foi o intermediário e qual a vontade de Jesus em ter este jogador no plantel. Quase sem oportunidades para se mostrar na pré-época, ontem acabou por ser lançado aos 91 minutos de um jogo que terminaria ao minuto 92. É preciso explicar mais alguma coisa? Independentemente da qualidade que possa ou não ter, a contratação da Candeias foi absolutamente escusada face às necessidades do Benfica. Não percebo isto.

Victor Andrade - A escassez de oportunidades para se mostrar aliada à idade parecem indicar a equipa B como provável destino deste atleta. É praticamente impossível dizer alguma coisa sobre as suas qualidades futebolísticas dado que actuou apenas 7 minutos contra o Marselha e não parece provável que vá ser opção na Emirates Cup.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Análise aos "reforços" (I)

A praticamente dez dias de disputar a sua primeira competição oficial (e logo uma final), o Benfica apresenta no seu plantel principal cerca de trinta e seis jogadores. Entre saídas por empréstimo, vendas, dispensas e contratações, muita água vai correr debaixo da ponte da Luz até 31 de Agosto, como costuma ser hábito. No entanto, já se conseguem tirar apontamentos de alguns jogadores. Eis as primeiras impressões de algumas caras novas que se apresentaram para trabalhar com o plantel principal:

Djavan - Djavan, Djaveio, Djafoi, Djaandou. Nunca contou para Jorge Jesus, como aqui anunciámos ainda antes do seu primeiro treino. Um jogador trazido por Jorge Gomes, é bom relembrar. Que seja feliz em Braga e que o vínculo contratual de quatro anos celebrado com o Benfica passe depressa.

Luís Filipe - Apresentou-se num estado lastimável para um futebolista. Como se não bastasse, não exibiu um resquício sequer de qualidade nos jogos que disputou. Com Maxi, Cancelo, Almeida e, quem sabe, Sílvio, não há motivos para ficar no plantel. Que seja emprestado a um clube português, em vez de ser recambiado para a América do Sul, a ver se aprende alguma coisa.

Loris Benito - Ao contrário do que o Ricardo acha, Benito parece-me um bom jogador. Não é um lateral explosivo mas incorpora-se bem no ataque. Defensivamente para ser tão forte quanto Siqueira, pecando talvez na excessiva procura em "fechar o meio" quando a bola está no sector oposto ao seu. É muito jovem e tem escola. Tenho poucas dúvidas de que vai conseguir impor-se a curto/médio prazo.

Talisca - Positivamente surpreendido. Para quem jogava perto do ponta-de-lança no Brasil, Talisca adaptou-se fácil e rapidamente às exigências e ao conceito que Jorge Jesus quer. Excelente trabalho desenvolvido entre ambos. Um jogador bastante interessante para ser trabalhado com tempo. Independentemente da saída de Enzo Pérez, parece-me que Talisca vai assegurar com alguma facilidade um lugar no meio-campo do Benfica.

Franco Jara - Muita raça, muito lutador, muito trabalhador… mas contas feitas dá quase nada. Jara entra para o quinto ano de contrato com o Benfica (apesar de só ter cumprido uma temporada) com os mesmos vícios do primeiro dia e sem ter evoluído nada. A expulsão com o Marselha e o penalty falhado com o Ajax devem ter sido suficientes para assinar a sua dispensa.

Derley - Exibiu algumas qualidades técnicas que não são habituais num jogador com o seu perfil. Confesso que vi pouco deste avançado no ano passado, ao serviço do Marítimo, mas gostei do que vi nestes jogos particulares. Parece-me curto para titular, mas apresenta uma explosividade e presença física interessantes. Esperemos que não seja apenas um Hassan ou um Marcel que se farta de marcar golos em clubes do meio da tabela mas que quando dão o passo em frente desaparecem.

terça-feira, 22 de julho de 2014

E nem uma trafulhicezinha...

Praticamente um mês depois da transferência de Garay por 6 milhões de euros, duas teorias veiculadas por alguns benfiquistas caíram por terra: a primeira, de que os 6 milhões de euros corresponderiam à parcela que o Benfica detinha do passe do argentino, foi desmentida em comunicado oficial do Clube à CMVM, onde foi esclarecido que os ditos 6 milhões eram pela totalidade do passe e que desse montante apenas 2,4 milhões entrariam nos cofres encarnados; a segunda, de que o Zenit pagaria um montante absurdamente inflacionado por um qualquer jogador encarnado de forma a "contornar" o facto de o Real Madrid ser detentor de metade do passe de Garay e assim caber uma fatia financeira maior ao Benfica na soma de ambos os negócios, parece cada vez mais improvável dado que quatro semanas depois não há sinais vindos da Rússia de interesse em jogadores do Benfica.

Desta forma, muitos benfiquistas estão tristes e desapontados com o facto de não termos conseguido um encaixe financeiro mais significativo com a venda de um central que é, neste momento, indiscutivelmente, top 10 a nível mundial. Com tantas negociatas com que Luís Filipe Vieira nos tem brindado ao longo dos anos, é caso para perguntar: "Então e desta vez, senhor presidente? Nem uma trafulhicezinha?"

Vieira tem de explicar este negócio. Não cabe na cabeça de ninguém vender Garay pelo preço que se vendeu. Nem se aceitam as pseudo-explicações que a guarda pretoriana do presidente tem vindo a debitar quase todos os dias seja em diários desportivos, fóruns e blogs, ou mesmo no veículo de propaganda do clube, agora denominado de BTV. 

domingo, 20 de julho de 2014

Recados para serem ouvidos por quem tiver orelhas grandes


"Aquilo que eu posso prometer é aquilo que tenho prometido ao longo dos 5 anos, é trabalho, qualidade do trabalho, tentar valorizar o máximo possível a equipa em títulos, jogadores e isso só se consegue com trabalho. Mas só trabalho, só trabalho isso não chega, tem de haver qualidade."

Jorge Jesus, no final do jogo


sábado, 19 de julho de 2014

O poder e a influência dos fundos


Um dos melhores jornalistas e comentadores que por aí anda dá pelo nome de Rui Pedro Braz. Análises isentas, imparciais, bastante perspicazes e sem necessitar de se colocar em bicos de pés. Dizia Rui Pedro Braz aqui há uns dias que o grande problema dos fundos e de alguns empresários é, além de não se saber muito bem de onde vem, para onde vai e por onde circulou o dinheiro, a capacidade que os fundos têm de "decidir" os campeonatos através da vontade que têm de ver um jogador específico num determinado clube, o que acarreta uma necessária viciação de resultados. Se um fundo com alguns jogadores de grande qualidade decidir colocar esses mesmos atletas no clube X, não fica muito mais fácil a esse mesmo clube ser campeão sem investir o próprio dinheiro?

Basta ver o que se passou no ano passado com o Benfica e o que se está a passar este ano com o Porto para percebermos quem é que fez all in sem usar as próprias fichas. É assim que se ganham campeonatos. Ou acham que há petróleo no Beato?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Agora só ao segundo comunicado

Vários campeões já se despediram ou estão preparados para se despedir dos jogos de águia ao peito.

Em Janeiro vimos partir o Matic.
 

No mesmo mês foram vendidos o Rodrigo e A.Gomes, jogadores que neste momento estão estacionados no seixal à espera das novas coordenadas.
 

Nestes últimos dias vimos partir o Garay e tivemos a confirmação da não continuação do Siqueira.

Segundo a comunicação social tanto o Oblak como o Nico e como o Enzo já estão com um pé fora do clube.
 

Além destes também o Amorim e o Maxi são noticiados como estando para sair.

Nesta altura também ainda não há confirmação da contratação ou extensão do empréstimo do Silvio.

Hoje parece que é seguro dizer que o Markovic está garantidamente no Liverpool.

No meio disto tudo só posso dizer que qualquer informação sobre vendas de jogadores não me despertam o interesse, nem os próprios comunicados à CMVM.
 

O sócio benfiquista já só se pode fiar nos esclarecimentos exigidos ao clube, portanto nos segundos ou terceiros comunicados de cada transferência (e mesmo nesses....).

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

É oficial, o Benfica está a brincar com o fogo.



Quando aqui escrevi que concordava com a saída de Cardozo do Benfica depois do sucedido com Jorge Jesus, também afirmei que o clube podia e devia ter conduzido o processo de outra forma, ou seja, que deveria ter sido passada a ideia de que o clube contava com o atleta para o futuro para que não ficasse uma posição negocial submissa.

No entanto, jamais coloquei a hipótese de ver na imprensa o que vi hoje, isto é, que Cardozo era "persona non grata” nas instalações do clube e, mais que isso, estaria impedido de frequentar as instalações do clube no Seixal, ou seja, estará impedido de treinar.

A ser verdade, esta situação fragiliza ainda mais o Benfica no processo negocial, mas pior que isso, pode, caso o atleta aja de má-fé e com inteligência, fazer com que Cardozo rescinda com o clube por justa causa, por não lhe ser permitido o exercício da sua profissão!

A ser verdade, esta situação é de loucos, esta situação é só mais uma que demonstra a (in)competência de quem gere o clube do ponto de vista desportivo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Gestão de LFV 6


Conforme todos sabemos, o Benfica é um clube que não tendo a capacidade financeira dos maiores clubes, nem em termos de salários pagos, nem em termos de passes adquiridos, tem que ser um clube vendedor dos seus maiores talentos.

Apesar desta realidade, há 2 opções em termos de gestão enquanto clube vendedor:

- ser um clube que se dedica à valorização de jogadores como forma de equilibrar as suas finanças
- ser um clube que principalmente quer ter bons resultados desportivos e que a consequência desses resultados é a alienação dos melhores jogadores.

Sejamos realistas, com o desequilíbrio estrutural do Benfica, é natural que durante muito tempo fosse a primeira opção a única verdadeiramente viável. Hoje em dia, se tal acontece e não tenho dúvidas que assim é, apenas se deve à incapacidade da gestão em mudar de modelo. A falta de capacidade em conquistar títulos e em atingir as fases finais da Champions League de uma forma consistente são a principal razão para não mudarmos o paradigma.

Perante esta afirmação perguntar-me-ão porque razão digo isto quando temos um Witsel vendido por 40 milhões, um Coentrão por 30 ou um Di Maria  por quase 35 (em termos brutos) ? A questão tem essencialmente a ver com a força negocial e as relações com agentes. A força negocial tem a ver com as condições associadas às vendas. As vendas ao Real Madrid ainda não foram totalmente liquidadas, bem como as do Chelsea não tinham sido no início desta época. O Witsel não foi pago à vista, assim como o Javi, o Ramires, ou o David Luiz não saíram pelo valor das cláusulas de rescisão. Basicamente, não há um único jogador que tenha saído pelas cláusulas de rescisão, pois mesmo os que atingiram tais valores, foram pagos a pelo menos 12 meses.

Com isto não quero dizer que não tenham sido bons negócios para o Benfica, muito pelo contrário. Independentemente das formas de pagamento e dos consequentes custos financeiros associados, por exemplo os descontos financeiros dos pagamentos do Real Madrid e do Chelsea custaram juros a taxas na ordem dos 10% ao ano, todos os negócios representaram uma valorização muito significativa dos jogadores.

A grande questão é que sendo o Benfica um clube que se dedica à detecção e valorização de talentos, o seu modelo de gestão deveria procurar o equilíbrio entre as mais-valias geradas com a transacção de passes de jogadores e o valor das amortizações do plantel. Basicamente o Benfica deveria procurar que os lucros (mais-valias) obtidas na venda dos passes de jogadores deveria ser igual ao valor anual da depreciação dos passes dos jogadores, pois esse valor representa a anualização dos investimentos.


A verdade é que nas últimas 5 épocas, o resultado de operações com jogadores, isto é a diferença entre as mais-valias com as vendas de passes de jogadores e as amortizações de passes de jogadores, tem sido quase sempre negativa, excepção feita à época de 2010-11 nomeadamente devido à venda do passe do David Luiz a meio da época, uma prática que com certeza ninguém defende que aconteça dados os prejuízos desportivos inerentes a alienar o passe de um jogador titular em Janeiro.

Em vez das operações com jogadores serem uma forma de equilibrar os orçamentos, a verdade é que têm sido uma forma de os desequilibrar. Os dados desta época parecem inverter a tendência e é expectável um valor final positivo que ronde os 10 a 15 milhões de euros. Este valor será tanto mais importante quanto é previsível uma quebra significativa dos proveitos operacionais, sem que os custos operacionais acompanhem o nível dessa quebra.

O mais importante é perceber qual é o futuro em termos de opções estratégicas. E esse é tanto mais importante quanto o perceber que vender de forma pensada é diferente de vender de forma apressada. Em 2010/11 os custos com a transacção de atletas, essencialmente comissões pagas nas vendas dos jogadores, chegaram aos 812 mil euros, cresceram para 1,213 milhões de euros em 2011/12 apesar das vendas terem sido um pouco menores e dispararam para os mais de 6,5 milhões de euros no início da época de 2012/13. É natural que se for o Benfica a procurar os empresários para colocarem jogadores no fecho de mercado terá que pagar comissões muito mais altas para que estes apresentem negócios atractivos.

Um exemplo a não seguir é o Porto. O Porto que ficou conhecido pelas vendas fantásticas, em especial na sequência dos êxitos do Mourinho e da selecção portuguesa, hoje em dia é um clube nas mãos dos empresários, jogadores e fundos, tanto nas aquisições, quem não se recorda dos mais dos 4 milhões de comissões pagos por Danilo ou dos 3 milhões de comissões pagos por Hulk, como nas renegociações de contratos - os mais de 6,5 milhões pagos aos representantes do Falcão antes da venda ao Atlético de Madrid ou o quase milhão pago aos representantes de Álvaro Pereira, como ainda nas vendas é só olhar para os mais de 6,8 milhões pagos na época de 2011-12 relativa à intermediação nas vendas, isto sem mencionarmos as negociatas que se conheceram recentemente relativa à recompra dos passes de Moutinho e James aos Fundos que implicaram perdas superiores a 3 milhões em cada caso.

Quem estiver a ler e não acreditar nestes valores, especialmente os apaniguados desse clube, sugiro que leiam os relatórios e contas e comunicações à CMVM da Sad do vosso clube e descobrirão estas e outras pérolas de gestão. Afinal de contas, um prejuízo de 35 milhões de euros num ano em que venderam os passes do Falcão por 40 e do Guarin por 11 milhões de euros não caiem do céu.

Se a má gestão do Porto está bem visível devido ao nível de detalhe do Relatório e contas, lamento que esse mesmo nível de detalhe não seja seguido pelo Benfica, pois apenas conseguimos ver os valores agregados e não os valores por negócio. Mais ainda, ninguém se esquece que o Doyen Group indicou ter estabelecido uma parceria com o Benfica no caso do atleta Ola John em Agosto de 2012 e o relatório trimestral a 30 de Setembro de 2012 é omisso relativamente a essa parceria e nem a Administração da Sad desmentiu tal informação.

Pior que isso é a Benfica Sad considerar que não tem que comunicar à CMVM os investimentos que faz na equipa de futebol. Se anteriormente todos os negócios que representassem no mínimo 5% do capital da Sad eram comunicados,hoje em dia tal não acontece. Salvio e Ola John terão sido adquiridos por valores a rondar os 11,5 e 10 milhões de euros respectivamente, valores muito superiores aos 5,75 milhões (5% do capital da Sad), e mesmo assim os negócios não foram comunicados à CMVM, pois o regulamento na verdade não obriga a essa comunicação mas apenas aconselha.

A falta de informação apenas pode conduzir à criação de suspeitas. Não é isso que se pede a uma Administração que quer ser conhecida pela credibilidade e transparência. É certo que hoje em dia os relatórios e contas da Benfica Sad incluem informação mais discriminada que anteriormente, mas ainda há um caminho muito longo a percorrer.

Espero que esta série de posts tenha ajudado quem não gosta ou não liga para as contas a perceber que as opções desportivas futuras estarão sempre dependentes de decisões que não estão directamente relacionadas com o pontapé na chincha. A renegociação/exploração dos direitos de transmissão televisiva, dos patrocínios técnicos e corporativos, a obtenção de novos patrocínios, por exemplo um patrocinador específico para os equipamentos utilizados nos treinos ou parceiros estratégicos nas áreas das utilities em mercados específicos onde existiam significativas comunidades portuguesas como Angola, Brasil, França ou EUA, o naming do estádio e a renegociação dos namings de bancadas/outras instalações, a amortização/renegociação de parte do passivo bancário, as políticas de preços de bilhetes, cativos, por exemplo a criação de bilhetes anuais para não-sócios, quotas e merchandising, são factores que devem ser geridos por forma a melhorar a capacidade competitiva do Benfica.

Mas em termos desportivos também é essencial melhorar a gestão dos recursos humanos, não desperdiçando tantos recursos em jogadores sem potencial que consomem recursos tanto em valores despendidos com passes de jogadores como também em salários e rentabilizando os investimentos efectuados na formação. Uma parte importante nessa estratégia é o treinador da equipa principal e caberá à Sad fazer a avaliação do trabalho de Jorge Jesus.

Há quem o compare com Ferguson, mas também quem o compare a Wenger. Não em termos técnicos pois cada um terá  seu modelo táctico e aí até duvido que os outros lhe sejam superiores. Se o primeiro é reconhecido pelos títulos a que continua a guiar o Manchester United, o segundo obteve títulos com o Arsenal nos primeiros anos, mas vítima de uma administração que prefere as finanças aos títulos, passaram-se já muitos anos desde o último sucesso no campeonato. Para outros a culpa também é de Wenger, pois opta por contratar jogadores que sendo caros não desempenham consoante o que custaram/recebem, além de defensivamente não saber organizar as suas equipas. Isso é uma discussão irrelevante, pois é sobre o trabalho desenvolvido pelo Jorge Jesus que a Sad deve decidir. 

A verdade é que daqui até ao fim da época há muitas decisões importantes a tomar. Esperemos que as mudanças existentes em Outubro tenham trazido para a Sad a competência que permita transformar o Benfica de um clube que ganha de 5 em 5 anos um campeonato para um clube que ganha com maior regularidade.

Fontes: Relatório & Contas da SLB SAD e FCP SAD.

sábado, 9 de junho de 2012

Comunicar, ou talvez não ...


Na falta de notícias sobre jogos e treinos, análises mais ou menos aprofundadas ao que passou e previsões para os próximos embates, os jornais, as rádios e as televisões (agora também os sites da internet) entretêm-se a lançar nomes de potenciais contratações para os 3 grandes e em especial para o Benfica, pois são essas que mais impacto têm junto do público.

Como disse alguém há tempos, com tantos nomes que atiram para a fogueira, é natural que num ou noutro acabem por acertar. Mas como surgem essas notícias ?

Diz o povo que não há fumo sem fogo, mas a verdade é que às vezes essas notícias mais não são que rumores infundados postos a circular em foruns ou sites de transferências e transformados em notícias por media "supostamente credíveis". Claro que certos agentes e directores de clubes também passam essas notícias para alguns media com o intuíto de valorizar os seus jogadores. Há até quem diga que por vezes são pessoas ligadas aos próprios clubes interessados para ver qual o impacto que um nome ou outro tenha sobre os sócios e adeptos.

No Benfica já nos habituámos às novelas. Aquelas contratações em que o Benfica está interessado, mas que por um motivo ou por outro (ainda estou para descobrir o porquê de alongar as negociações se o clube está interessado e os atletas são bons) levam tanto tempo que inevitavelmente acabam por não se concretizar. E se tal tem acontecido é porque o "outro clube" normalmente perante a hesitação Benfiquista, chega e paga o que tiver que pagar (ou pelo menos promete pagar) a quem tiver que pagar (clube, agente, jogador).

Podia referir aqui a longa lista, mas todos nós a conhecemos. No ano passado, no seu afã de "roubar" jogadores ao glorioso, levou o "outro clube" a dispender verbas astronómicas por 2 jogadores sem grandes provas dadas (um ainda era titular da selecção sub-21 brasileira e actualmente, apesar de quase não ter jogado esta época, já fez vários jogos pela principal).

Há quem diga que foi estratégia benfiquista para depauperar as finanças do outro clube e para tentar descobrir o bufo responsável por tantas fugas de informação. Se o primeiro objectivo foi atinjido, a ser verdade que era um objectivo, relativamete ao segundo ainda esperamos pela identificação do referido bufo. A verdade é que passado mais de um ano ninguém saíu, ninguém foi identificado.

Este ano parecia que íamos pelo mesmo caminho, e apesar da referida tentativa do outro clube, conseguimos fechar o Ola John. No entanto, várias outras novelas se mantinham em curso. E eis que dum momento para o outro, a administração da SAD se lembra de acabar com a novela relativamente a 3 jogadores: Matias Rodriguez, Mauro Caballero e Guilherme Siqueira.

Porquê ? Porquê estes 3 e não outros ? Qual a vantagem deste comunicado ? Sinceramente acho que foi mais um tiro nos pés. Se era mentira, como a SAD o afirma, descredibilizados ficariam os media que tantas notícias fizeram sair. Se era verdade, e não quero acreditar que assim seja, está definitivamente compremetida a hipótese de os vir a contratar. Pior que isso, todas as outras novelas não desmentidas estão tacitamente confirmadas, ou então teremos que ter a SAD a vir desmentir todas as notícias e mais algumas.

Quanto aos jogadores em causa tenho pena quanto a Matias Rodriguez, um lateral/médio de qualidade superior que joga na U. Quanto a Siqueira nunca o vi jogar, mas dizem ter qualidade. Caballero é também uma potencial estrela, muito superior a Derlis Gonzalez, com quem renovámos sem que tenha feito qualquer jogo pelo Benfica. A afirmação da diferença de qualidade entre os 2 atletas em causa é dos media paraguaios quue destacam um e raramente falam do outro, mas admito que os olheiros do Benfica estejam mais qualificados para identificar potenciais estrelas que os olheiros da Juventus, até porque conhecemos melhor o mercado.

É nestas alturas que se aplica a velha máxima: "O silêncio é de ouro", ou então o dito popular "Se não tens nada de bom para dizer, mais vales estar calado". Não sei o que se passa nos corredores da SAD, mas parece-me que a ânsia por protagonismo, ou a necessidade de calar as críticas ao departamento de comunicação, está a levar a comunicados extemporâneos e sem utilidade para o próprio Benfica.