Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de março de 2017

Não havia necessidade


Sinto-me um Diácono Remédios. Bem sei que a minha intervenção não será profiláctica, até porque o mal está feito, mas o futebol praticado pelo Benfica assim me obriga. Não havia necessidade de assistir ao que se passou hoje em Dortmund.

Sou um resultadista. Não sou um romântico à espera de um futebol cativante para me deixar com água na boca enquanto vejo o Benfica jogar. Quero resultados. Quero vitórias. E não me choca absolutamente nada que o Benfica seja eliminado por uma equipa como o Borussia Dortmund. Mas acreditem que mesmo para um resultadista tem de haver um conjunto de princípios de jogo, defensivos e ofensivos, que devem estar bem delineados e que devem ser cumpridos. Acreditar que os resultados podem surgir sem esses princípios não é resultadismo mas sim depositar a fé, a crença ou o que lhe quiserem chamar em algo de tão arbitrário e fortuito que dá pelo simples nome de... sorte. Há uma diferença enorme entre resultadismo e sorte. E os adeptos que acham que o Benfica esteve bem nesta eliminatória com o Dortmund porque pareceu em condições de discuti-la durante os primeiros 135 minutos da mesma, desenganem-se, porque não esteve. Este Benfica, personificado por Rui Vitória, não é resultadista. É um Benfica que se apoia e que aposta tudo na sorte. E isso é um péssimo princípio para quem quer ganhar no futebol, ainda para mais quando dispõe de um conjunto de individualidades muito acima da média, como é o caso do actual plantel do Benfica. A sorte não dura sempre.

Não peço para o Benfica jogar aberto nem para subir as linhas. Pensar que poderíamos jogar assim com o Dortmund seria de um romantismo que não se coaduna com a minha forma moderadamente cautelosa de ver o jogo. Mas precisamente por ser cautelosa e não ser medrosa faz com que não abdique de certos princípios de jogo. Falo de princípios de jogo e não de escolhas individuais de jogadores porque apesar de Vitória ter optado por Samaris, Almeida e Pizzi para o corredor central isso não faz do onze do Benfica obrigatoriamente mais defensivo da mesma forma que as escolhas de Mourinho para a final da Liga dos Campeões de 2010 (Pandev, Milito e Eto'o) não fazem do Inter uma equipa mais ofensiva. Está tudo relacionado com as ideias e com os princípios de jogo uma vez que as escolhas dos jogadores não reflectem obrigatoriamente uma ideia de jogo. E se o Benfica tem uma organização defensiva que é francamente boa para a realidade do plantel que apresenta (e aí o mérito deve ser dado ao seu treinador), ofensivamente, com tanto talento individual, torna-se incompreensível a ausência de um plano de jogo, o medo de ter posse de bola e a incapacidade de olhar o adversários nos olhos. É um reflexo de ausência de processos, de pouco treino e espelha o medo que Rui Vitória tem de jogar contra equipas de valia mais ou menos semelhante à do Benfica. Foi isto que se passou este ano com Besiktas, Napoli, Dortmund, Porto e Sporting. Com a certeza de que algumas vezes se perde, algumas se empata e outras tantas se ganha. Mas apostar o destino na sorte parece-me ser extremamente redutor para a qualidade individual que o plantel do Benfica tem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ainda digerindo a azia…



Ontem não consegui ver a primeira parte. Lá ao longe no rádio ia ouvindo os gritos de golo do locutor. 0-3 ao intervalo e eu a caminho de casa.

“Porra devemos estar imperiais!”

Estava ansioso por chegar a casa e ver o nosso Benfica a brilhar ao mais alto nível.

Epa mas que merda…

Expectativas máximas e desilusão maior ainda. Comecei a ver o jogo aos 50 minutos e não é preciso descrever o que aconteceu. Aquela segunda parte é uma dolorosa memória que não adianta estar agora a avivar.

Foi mesmo muito mau.

O que resta do assunto é perguntar como é possível um super-Benfica acabar massacrado. Como é possível deixar aquele jogo empatar?

Há mérito dos turcos? Obviamente. Pelo que percebi o treinador do Besiktas soube ler o jogo, soube mexer no jogo e mudou o rumo de todos os acontecimentos ao fazer entrar o Tosic para a ala esquerda da equipa.

Mas o mérito do Besiktas nunca poderia ser suficiente para o Benfica sofrer o que sofreu naquela segunda parte.

A minha opinião é baseada no que vi ontem e não só.

Este Benfica é uma equipa de ataque. Mentalidade ofensiva e muita qualidade nos processos ofensivos. O que não nos falta é criatividade e imaginação.

Somos bons a atacar. Muito bons. Que o diga o Besiktas que levou 3 e podia ter levado mais (segundo li).

Contudo, e como foi ontem aqui referido neste espaço, há uma bipolaridade na nossa equipa.

Nos processos de uma equipa é o defensivo que tem mais mão do treinador.
Aqui mora o grande defeito do Rui Vitória.

O nosso processo defensivo é muito fraco. Temos uma equipa mal trabalhada defensivamente.
Quando apanhamos uma equipa com bons definidores no ataque, quando apanhamos um Besiktas, a coisa treme toda ali atrás.
O nosso processo defensivo depende todo ele da omnipresença do Fejsa. Cabe ao sérvio compensar todas as lacunas que temos no modo como encaramos o ataque adversário.

A ganhar 0-3 e com o jogo e qualificação no bolso tínhamos 3 abordagens possíveis:

- Continuar a fazer o nosso jogo, expondo-nos a contra-ataques e condicionando a posse de bola adversária.
- Recuar um pouco a linha ofensiva e dar mais bola ao adversário, não nos limitando a querer defender mas tentando controlar mais os espaços e tempos do jogo.
- Segurar o resultado com unhas e dentes. Foco na defesa, autocarro estacionado e todos os caminhos tapados.

Normalmente a segunda opção é a abordagem mais inteligente e matura de uma grande equipa. Foi a escolha do Rui Vitória, a escolha mais óbvia mas a pior escolha para a especificidade da nossa equipa.

Nesta abordagem arrefecemos o nosso ponto forte e expomos ao máximo o nosso ponto fraco. Com esta escolha damos espaço e liberdade para o adversário constantemente explorar a nossa ineficiente forma de defender.

Ficar ali no intermédio foi o que nos lixou.

Aquela segunda parte foi muito uma colisão entre a nosso filosofia de jogo – mentalidade de equipa grande que se recusa a jogar à equipa pequena – e a nossa necessidade.

Se não era para atacar teria de ser para defender com tudo. É este o contexto do nosso jogo em duelos mais exigentes.

Mas atenção. Não critico a opção do Rui Vitória. Eu não quero o Benfica com o autocarro na Turquia e adoro que o nosso treinador respeite a grandiosidade da nossa águia. Gosto de um Benfica com mentalidade de clube enorme.

Simplesmente constato que para a situação em análise talvez outra abordagem tivesse sido mais eficaz. Faço-o à posteriori.

No jogo de ontem só tenho uma critica para o nosso mister. Critico o Rui Vitória por ter permitido que o Salvio deixasse que o Semedo fosse atropelado toda a segunda parte.

3-3
8pts

Ganhar na Luz e ganhar o grupo. Não há outra conta a se fazer.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Só Deu Mesmo para Tentar



São e foram mais fortes.

É o resumo desta eliminatória e principalmente desta segunda mão.

Não dava para fazermos melhor.

Os jogadores do Benfica deram tudo o que tinham.

Os jogadores do Benfica correram, quiseram, esforçaram-se e foram ao limite mas no final faltou futebol.

O Bayern conseguiu ter a eliminatória controlada durante todo o jogo. São mais fortes ponto.

O que nos faltou neste jogo foi jogadores. Entrar neste jogo sem Mitroglou, Jonas e Gáitan sentenciou a eliminatória. Atacámos em esforço e não em qualidade. Faltaram os jogadores que poderiam trazer toque de bola ao nosso ataque.

A eliminatória foi do Bayern e o 2-2 foi a recompensa destes jogadores que deram tudo o que tinham.

O sonho foi-se. Aquele 1-2 rebentou-nos a todos um pouquinho cá dentro.

Fica uma boa Champions do nosso Benfica. Fica a dignidade e fica a promessa de uma maior evolução.

A exibição foi esforçada mas acho que não mais que isso. Cedo caímos na tentação do autocarro com balões para a corrida do Jimenez. Dava para fazer melhor? Com tantas ausências provavelmente não.

- O Ederson continua a assumir-se como um sério titular na nossa baliza.
- O Lindelof tremeu muito quando o Bayern acelerou o jogo.
- O Almeida é isto. Muito seguro, competente e esforçado. Pareceu-me ser dos nossos melhores.
- Este Salvio é inexistente. Longe está daquilo que sabe e pode fazer.
- O Jimenez corre muito e luta muito e por isso se criou a imagem que é um avançado para jogar fora da área. Discordo. A sua qualidade é na área. Isto não é Atletismo mas sim Futebol e é na grande área que ele faz a diferença.
- O Talisca é isto. Provavelmente o melhor jogador do nosso campeonato a rematar quando sem pressão. Aquele pé esquerdo está afinadíssimo. Infelizmente pouco é mais do que um jogador que com espaço coloca a bola onde e como quer.

Os jogadores dignificaram a camisola e isso é o melhor que se retira do jogo de hoje.

Deixo uma nota extra:
Júlio César; Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu; Fejsa, Renato, Salvio bom, Nico; Jonas Mitroglou.

Muito por isto hoje só deu para atacar em esforço e em correrias desenfreadas.

Basta comparar:



sexta-feira, 18 de março de 2016

Champions Empolga-me

Liga dos Campeões

Quartos de Final

Benfica europeu

Bayern vs Benfica

Pep Guardiola vs Rui Vitória

Ver o Benfica na Champions ao vivo.

Ver o melhor treinador do mundo na Luz ao vivo.

Ver este Bayern ao vivo na Luz.

Até tremo

Não de medo

Mas sim de um misto de ansiedade e entusiasmo.

"Se fosse fácil não era para nós."

Road to Milano até ao 35


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Péssima prestação em Istambul

Foi um choque com a realidade. Talvez importante para voltar tudo a ter os pés na terra, tanto para a recepção ao Sporting como para o que falta desta fase de grupos.

O jogo de Madrid já lá vai e voltámos ao que tem sido este início de época.

Bom arranque com um golo fenomenal do Nico. Aos poucos o jogo foi equilibrando até ao penalty "amador" do Almeida.

A partir daí a nossa prestação foi sempre abaixo da média.

Má primeira parte, estivemos perto de levar o terceiro no arranque da segunda e depois tentámos ir para cima deles e o jogo andou mais próximo da baliza do Muslera. Apesar disso o perigo praticamente só apareceu em remates fora da área.

Depois de um lance ou outro que podia ter sido melhor finalizado, o Júlio voltou a ser chamado para uma grande defesa e no cair do pano um fora-de-jogo mal tirado ao Gala pode ter-nos salvo do 3-1.

Se é verdade que na última meia hora fomos para cima deles, não é menos verdade que tal foi deliberadamente consentido por um Galatasaray em vantagem no marcador.

As substituições foram uma salganhada e ficamos sem perceber o papel de jogadores como o Carcela, Cristante, Djuricic e Taarabt.

Foi péssimo perder mas no que a contas diz respeito estamos ainda bem encaminhados. É preciso é cumprir com a nossa obrigação de jogar mais e ganhar os 3 jogos que faltam.

No campeonato estamos a 5 da liderança. Não sei se o jogo na Madeira iria manter a distância em 2 pontos ou se seria mais um jogo fora perdido, confirmando a regra (Loulé, Aveiro e Dragão) e não a excepção (Madrid). Barcelos não entra para estas contas porque foi com o Vianense e ainda cheirou a Tomba Gigantes.

Não há outro resultado possível que não seja a vitória contra o Sporting.

No Estádio da Luz temos sempre de vencer e no Estádio da Luz o Sporting tem sempre de sair derrotado. Ficar a 5 pontos do Sporting e talvez 8 do Porto é péssimo. Ficar a 8 de ambos é já um pesadelo, para o Rui e para todos nós.

Madrid foi maravilhoso mas não ficou tudo fantástico depois desse jogo. Hoje foi mau, não é tudo péssimo mas há muito que o treinador se tem de apressar a melhorar.

O ataque não se pode resumir às combinações e individualidades do Nico e do Jonas. A restante equipa continua muito desligada dos processos ofensivos

Hoje foi provavelmente o jogo em que pior defendemos.

Os nossos laterais não existiram, os nossos defesas eram constantemente apanhados fora de pé e foi o jogo todo a ver o desespero entre o Luisão e o Sílvio e entre o Jardel e o Eliseu.

Se o Eliseu sempre foi isto, o Sílvio já fez muito melhor (ainda falta de ritmo competitivo??).

Ainda não apareceram 15M pelo Rebocho pois não?
Numa de desespero talvez era aproveitar que estamos na Turquia para colocarmos o Marçal no voou de regresso com a equipa.

Hoje o jogo valeu pela postura de luta da equipa, pelo esforço constante dos jogadores e principalmente pela enorme exibição do Júlio e o golo de antologia do Nico.
Também o V.Andrade entrou muito bem.

Podemos fazer mais. Sabemos fazer melhor.
 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 5)


Em terras de sua majestade o Chelsea já é rei.

Falta uma jornada para terminar a Premiership e a equipa de Ramires e Matic lidera o campeonato com 8pts de vantagem. Depois de 4 anos sem se sagrar campeão, o Chelsea conquista este ano o 5º título da sua história.
Ao campeonato junta também a conquista da Taça da Liga, tendo derrotado o Tottenham na Final.
Foi na Liga dos Campeões que as expectativas foram defraudadas. A equipa de Mourinho não foi além dos Oitavos, caindo em Stamford Bridge perante o PSG.

Esta época o Manchester City não mostrou andamento para lutar pelo título. Valeu-lhe a inconsistência do Arsenal para conseguir já ter garantido o 2º lugar.
Tal como os Blues, os Citizens e os Gunners caíram nos Oitavos da Champions. O City não aguentou o poderio do Barça e o Arsenal caiu frente ao Mónaco depois de uma derrota por 1-3 em Londres.

Arsenal e Manchester United completam o top-4 e os lugares de acesso à Champions.
A equipa de Londres deverá manter o seu lugar no pódio pois tem uma vantagem de 3pts sobre o United do Di Maria.
O Arsenal tem agora o seu foco na Final da Taça que irá disputar com o Aston Villa.

O 5º lugar, que dá acesso à Liga Europa, está a ser disputado pelo Liverpool, Tottenham e Southampton.
Os Reds têm vantagem nesta luta. A equipa do Markovic parte para a última jornada com mais 1pt que o Tottenham e mais 2pts que o Southampton.
O 5º lugar na Liga e o 3º lugar no grupo da Champions, atrás do Basileia, mostram que este Liverpool ainda tem um longo caminho a percorrer para começar a fazer jus à sua história. Além disso, a equipa de Anfield foi batida, nos penalties, pelos turcos do Besiktas logo nos 16-avos da Liga Europa.
Também o Tottenham não foi além dos 16-avos, tendo sido eliminado pela Fiorentina.
O Southampton, com a liderança do Ronald Koeman, caiu de rendimento na segunda volta do campeonato. O 5º lugar pode ser o culminar de uma época muito bem conseguida e que contou com o contributo do nosso Djuricic e principalmente do José Fonte.

Também o Everton representou Inglaterra na Liga Europa e também o Everton caiu mais cedo do que o expectável. Depois de atropelar o Young Boys, os Toffees não tiveram pedalada para Dynamo Kiev e caíram nos Oitavos.

Com o 8º lugar assegurado está o Swansea. O nosso emprestado Nelson Oliveira deu o seu contributo na época dos Swans mas este foi mais um empréstimo marcado pelas lesões.

Despromovidos estão já o QPR e o Burnley.
A lutar pela manutenção estão o Newcastle e o Hull City. Os Magpies têm a vantagem pontual (2pts) e a vantagem no calendário. Enquanto o Hull vai receber o United, o Newcastle irá receber o West Ham.

O Kun Aguero lidera a tabela dos melhores marcadores. Os seus 25 golos são seguidos pelos 20 do Kane e os 19 do Diego Costa.
De destacar as 18 assistências do Cesc Fàbregas, mais 8 que o Di Maria e o Sigurosson.
Este primeiro ano em Inglaterra não correu de feição nem ao Di Maria nem o Markovic. A uma jornada do fim o argentino leva 3 golos e o sérvio 2. Apesar das incertezas à volta do Di Maria, este consegue somar 10 passes para golo.
O N.Oliveira conseguiu estrear-se a marcar na Premier. Já o Djuricic ainda não marcou qualquer golo.

É um final de época pouco surpreendente em Inglaterra.
O Chelsea não deslumbra mas apresenta mais consistências e estofo que os seus rivais mais directos.
O City ataca cada campeonato com a força das suas finanças. É este poderio financeiro que lhe permite lutar pelo título. Falta no clube alguém que goste e perceba de futebol e que tenha liberdade para gerir o plantel sem as pressão dos cifrões.
O Arsenal continua a ser a equipa que apresenta o futebol mais atractivo da Premiership. Falta maturidade e equilíbrios no plantel para poder ser um sério candidato ao título.
O United continua à procura de recuperar da despedida ao Sir Alex Ferguson. Com Van Gaal a equipa parece estar a construir uma nova identidade com uma grande revolução no futebol da equipa de Old Trafford, a qual levou ao sacrifício de toda a primeira volta do campeonato.
O Liverpool também é um clube em fase de renovação. Procura ainda recuperar a sua identidade e a saída do Gerrard é um contratempo para este processo.
Conta com estrelas como o Coutinho, Sterling, Sturridge e Markovic mas precisa construir um melhor suporte para as elevar e se elevar.

O futebol inglês tem de encontrar uma solução para a pouco produtividade das suas equipas nas competições europeias.
A Premiership é provavelmente o campeonato europeu mais competitivo e intenso, as equipas inglesas são bem treinadas e estão recheadas de talento, mas nada disto se tem espelhado na Europa.
O desgaste na época do Boxing Day é possivelmente um dos factores responsáveis por isto.
 

No final desta época fico com algumas perguntas na cabeça:

Com um City mais motivado e um United com os processos mais trabalhados, o Chelsea tem futebol para fazer o Bicampeonato?

O Wenger tem condições para voltar a vencer com os Gunners? E capacidade?

O Nélson deverá voltar ou ficar mais um ano na Premiership?

O Markovic tem lugar no Liverpool enquanto titular?

O que está a falhar nas campanhas europeias dos clubes ingleses?


domingo, 17 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 4)



Termino esta volta minha volta ao Futebol Mundial (mais especificamente América do Sul e Europa) a actualizar-me sobre os dois principais campeonatos do nosso continente, isto apesar da dificuldade que é continuar a abstrair-me do jogo de amanhã.


A duas jornadas do fim, o Barça está prestes a festejar o seu 7º campeonato nos últimos 11 anos, continuando assim o ciclo Blaugrana na Liga espanhola.
Basta ao Barcelona vencer um dos seus jogos e por isso pode tornar-se campeão já este fim-de-semana em pleno Vicente Calderón.
A equipa da Catalunha está a apontar para o triplete. Além do campeonato está também na Final da Taça com o Athletic Bilbau e na Final da Champions com a Juventus.
Na Liga dos Campeões o Barça tem feito uma campanha excepcional. Ganhou o seu grupo, eliminou o City, PSG e Bayern e teve como ponto alto o 3-0 no Camp Nou frente ao campeão alemão.

O futebol do Barça já não me fascina como há uns anos. Contudo o espírito colectivo que se vê entre todas aquelas individualidades não pára de me impressionar e é um exemplo para qualquer equipa.
A relação Messi-Neymar é para mim, juntamente com a magia do argentino e do Iniesta, o grande trunfo do Barça deste ano.

O Real Madrid sonhou mas o sonho está perto do fim.
O 2º lugar está garantido mas o título parece ser já só uma miragem para a equipa do Fábio Coentrão.
Na taça a equipa foi eliminada precocemente nos Oitavos pelo Atlético.
Na Champions começou forte e ganhou todos os jogos do grupo – Liverpool, Basileia e Ludogorets. Nos Oitavos eliminou um Schalke que chegou a assustar com a vitória no Bernabéu, eliminou o Atlético e caiu nas Meias sem ter conseguido vencer a Juventus em nenhum dos jogos.
De lembrar a conquista do Mundial de Clubes perante o San Lorenzo da Argentina.

Este Real é uma equipa confusa, com um colectivo pouco trabalhado e que funciona muito à base da individualidade dos nomes. Tem jogadores impressionantes e que mereciam jogar num colectivo diferente.
Custa-me perceber uma equipa que parece deixar para segundo plano o seu sucesso em prol das conquistas e consagração individual de um só jogador. Em campo o principal foco parece ser sempre a disputa estatística pela Bola de Ouro.
Vejo um Real Madrid muito bem trabalho no momento ofensivo que favorece as qualidades do Cristiano e muito abandonado em todos os outros sectores.

Qual a melhor dupla de centrais neste Real? Qual o melhor trio do meio-campo? Que posição faz o Modric? E o James? E o Isco? Que anda a fazer um jogador como o Bale perdido e preso na direita do ataque? E qual o papel do Marcelo nesta equipa? O lateral tem um talento imenso mas passa o jogo sozinho na ala esquerda, parecendo várias vezes um jogador à parte da restante equipa.
Este ano, nos blancos, tenho de destacar o Benzema. O francês tornou-se um avançado completo, inteligente e de enorme qualidade.

Acho curioso que esta época o Real só tenha ganho 4 dos 16 jogos grandes que fez.
Venceu os dois duelos com o Liverpool, venceu o Atlético na segunda mão das Meias da Champions no Bernabéu e venceu o Barça para o campeonato também no Bernabéu.
De resto contabiliza 7 derrotas e 5 empates.

Os restantes lugares no Top-5 são ocupados pelo Atlético com 77pts, Valência com 73pts e Sevilha com 70pts, e deve terminar nesta ordem.

O actual campeão, o Atlético de Madrid do Tiago, Oblak e Siqueira, este ano não conseguiu entrar na luta pelo título e tem andado desde o início a disputar o terceiro lugar com o Valência.
Na Champions liderou o grupo que partilhou com a Juventus, eliminou o Leverkusen nos penalties e acabou por cair nos Quartos frente ao Real.

O Valência com o contributo do André Gomes, Enzo, Rodrigo e do nosso João Cancelo, ocupa o último lugar de acesso à Champions.

O Sevilha e o Reyes ainda acreditam no 4º lugar e podem conquistar este ano a sua segunda Liga Europa consecutiva. Depois da vitória sobre o Benfica na época passada, este ano irão defrontar o Dnipro na Final e contam para já com vitórias sobre o Zenit e Fiorentina, nos Quartos e Meias repectivamente.

O Villarreal já assegurou o último lugar de acesso às competições europeias e na Liga Europa caiu frente ao Sevilha nos Oitavos.
Ficam assim fora dos lugares europeus tanto o Athletic como o Málaga. O Athletic deverá ter o apuramento europeu assegurado devido à presença na Final da Taça. Este ano ficou em terceiro no seu grupo da Champions e acabou logo eliminados nos 16-avos da Liga Europa pelo Torino.

O lanterna vermelho do campeonato é o Córdoba. A equipa do nosso emprestado Bebé já está despromovida e vê os restantes clubes a pelo menos 11pts de distância.
O Eibar, o Granada, o Deportivo e o Almería estão na luta pela manutenção com só um ponto a distanciá-los.
O calendário não é favorável à equipa do Luis Martins e do nosso emprestado Candeias, já que o Granada irá receber o Atlético na última jornada, nem para o nosso “clube satélite”, o Deportivo, que irá a Camp Nou no fecho do campeonato. Dificilmente os nossos emprestados – Farina, Sidnei, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa – conseguirão ajudar o clube do Riazor a manter-se na Primeira. Nas fileiras do Depor está também o lateral Luisinho.

O Celta de Vigo, onde brilha o Nolito, está num confortável 10ºlugar e na luta por se manter no top-10.

Com 42 golos, 9 de penalty, o Cristiano lidera a tabela dos melhores marcadores, seguido pelos 40 golos do Messi, 5 de penalty. O Neymar e o Griezmann são os que se seguem, com 22 golos cada um.
O Bale fecha o top-10 com 13 golos conseguidos.
No Clássico entre avançados o Suárez leva a dianteira com 16 golos marcados contra os 15 do Benzema. Já o Torres só leva 3 golos.
Quero destacar as 14 assistências do Suárez. O uruguaio só assiste menos que o Messi com 18 e do que o Cristiano com 15.

Um jogador que merece destaque é o Nolito. Tem para já 12 golos e 11 assistências pelo Celta de Vigo no campeonato.
O Tiago leva 5 golos e 4 assistências no Atlético e o A.Gomes e Rodrigo 4 e 3 golos, respectivamente, pelo Valência.
No Depor o Ivan Cavaleiro somou até agora 3 golos e 3 assistências.
Tanto o Bebé como o Candeias não conseguiram ainda marcar e levam uma assistência cada.

O futebol espanhol continua a confirmar a sua superioridade no Mundo do Futebol.
Nos últimos 10 anos foram 2 Campeonatos Europeus, 1 Campeonato do Mundo, 4 Liga dos Campeões e 5 Ligas Europa. A isto ainda se pode juntar este ano mais uma Liga dos Campeões e mais uma Liga Europa.


Em terras de sua majestade, no país do melhor que o Futebol tem para oferecer, o campeão é já o Chelsea e nesta altura já se disputa a penúltima jornada do campeonato.

Olho para a tabela classificativa e vejo o Chelsea com 34pts, 34vitórias, 34 empates e 34 derrotas. Ainda tentei arranjar uma explicação para isto mas quando o vi o QPR em último também com 34pts achei que alguma coisa haveria de estar a bater mal.
Tive de desistir quando vi que o Aguero leva 34 golos, tantos como o Nelson Oliveira, o Balotelli e o Varela (!!!!!).

Isto hoje não dá para mais. Inglaterra agora só depois dos desejados festejos do 34.

É ir a Guimarães e voltar para o Marquês se fizerem favor.


terça-feira, 21 de abril de 2015

E ao Intervalo já estavam 5



“Com esta vantagem irá o Porto defender o resultado em Munique? Mas isso não será favorecer o jogo alemão? Isso não será abdicar de, tal como no Dragão, exploro o "Ouro"? Então a melhor solução será arriscar com pressão alta?”

Estas foram as perguntas que deixei após o jogo do Porto no Dragão com o Bayern. 

A qualidade do Bayern de Guardiola é inquestionável, apesar de muitos terem dedicado muito tempo de antena a questioná-la. Apesar do 3-1 no Dragão era muito difícil o Porto não acabar eliminado no Allianz Arena. 

Nestes 5 há um tremendo mérito da equipa Bávara mas claro que também tem de haver algum demérito da equipa do Porto. 

A equipa portista talvez não tenha capacidade para melhor, principalmente sem Alex Sandro e Danilo. Não esquecer que o Ricardo pouco tem sido utilizado e é um jovem em adaptação e que o José Angel nem inscrito está na Champions. 

O Bayern empurrou o Porto para a sua defesa mas a equipa de Lopetegui também não mostrou querer contrariar isso. O Porto entrou com o autocarro e um autocarro de tal forma estacionado que nem tinha possibilidade de tentar criar jogadas de contra ataque. 

Com Reyes e Martins Indi a equipa não conseguiu qualquer profundidade nas laterais e para dizer a verdade o mexicano pareceu-me apresentar-se como um terceiro central com o Quaresma a jogar a lateral direito. Uma coisa é um extremo defender e outra é jogar a defesa direito. 

Lopetegui não quis arriscar com uma pressão alta, que tão bem funcionou no Dragão, e optou por abdicar totalmente da bola e de atacar.
Nem o Porto tem uma equipa para esse estilo de jogo nem o Bayern tem problemas em abrir colectiva e individualmente esse tipo de defesas.

Como é que o Helton continua sem ganhar a titularidade? 

Quando uma equipa abdica totalmente de sua identidade e processos de jogo e se apresenta em campo recheada de adaptações ao adversário, há uma grande probabilidade de os seus jogadores se tornarem meros espectadores do futebol jogado pelo adversário. 

Ao intervalo já estavam 5, imaginem se no ataque do Bayern estivesse o Jonas…
 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um Olhar sobre a Noite Europeia no Dragão



O Porto ontem conseguiu uma enorme vitória na Liga dos Campeões. É uma vitória histórica para o clube azul e branco e um feito histórico por confirmar em Munique.

O Porto foi melhor mas não há qualquer dúvida que a equipa do Bayern é muito superior à equipa portista. Portanto para tal resultado ser possível não só o mérito do Futebol Clube do Porto tem de ser discutido mas também outros factores como a sorte e o demérito alemão.

Aos 10 minutos já estava 2-0 e isso tem de mexer com qualquer equipa, seja ela a Académica ou o Bayern. Além do impacto negativo na equipa em desvantagem também é necessário relevar o boost de confiança que a equipa que está a vencer recebe.

Aos 10 minutos estava 2-0 e ao intervalo estava 2-1 e muito sinceramente não me recordo se o Porto criou alguma jogada de ataque durante toda a primeira parte.

O Bayern demorou a entrar no jogo e principalmente a recuperar do choque Quaresma. Melhorou com o aproximar do intervalo e reduziu a desvantagem.

Na minha opinião o verdadeiro jogo aconteceu na segunda parte.

Nos segundos 45 minutos assistimos sim a uma boa exibição do Porto. A primeira parte resumiu-se a luta, esforço e muita correria. Na segunda parte apareceu a posse de bola com qualidade, a construção de jogo, a confiança com bola e a serenidade.
Não se pode dizer que o Porto massacrou mas a verdade é que se superiorizou ao Bayern de Munique e isso é um feito.

Numa segunda parte de grande personalidade portista, o 3-1 apareceu com toda a naturalidade e justiça.

Esta vitória do Porto está longe de ter sido conseguida contra um Bayern B. Foi uma grande vitória conseguida contra um Bayern muito desfalcado mas mesmo assim o Bayern.
E que Bayern foi este?

Não estamos a falar de uma equipa que contou com 2 ou 3 ausências mas sim com 6 ou 7 e ainda com dois jogadores a recuperar ritmo e forma física após prolongada paragem por lesão.

Isto não se pode escrever os titulares num papel, analisar o valor individual dos jogadores e concluir quem está melhor ou pior. Muitas vezes quem é melhor não é quem está melhor.
Nunca se pode retirar as rotinas colectivas, o ritmo de jogo e a forma física na análise a um 11 titular.

Este Bayern apareceu no Dragão forçado a uma alteração táctica, com grandes jogadores de inicio mas sem rotinas colectivas apuradas, com dois jogadores no meio-campo longe da sua melhor forma física e sem banco para poder fazer mudar o rumo dos acontecimentos.

O meio-campo é a zona essencial em qualquer equipa de Pep Guardiola. É o sector que equilibra a equipa defensivamente, que envolve os defesas no início da construção de jogo, que transporta a bola até ao ataque, que cria os desequilíbrios ofensivos e que apoia os atacantes. O Thiago e o Lahm não se apresentaram em condições para contrariar a intensidade do meio-campo portista e muito menos para se juntarem ao Gotze, Muller e Lewandowski no ataque bávaro, o que levou ao isolamento de cada um destes três atacantes.
A profundidade alemã foi inexistente, o esperado perante mudança táctica que recuou os alas para as laterais e perante a inexistência de qualquer extremo no 11 bávaro, que costuma contar com Robben e Ribery.


O Porto apareceu muito melhor fisicamente e Lopetegui teve o mérito de explorar a diferença entre a condição física das duas equipas.

A este nível os nomes cada vez contam menos. Mas a este nível também nenhum resultado é definitivo.

Será assim tão difícil imaginar um 2-0 no Allianz Arena? E com o regresso de jogadores como o Schweinsteiger e o Ribery? E com a ausência do Alex Sandro e do Danilo?

Ontem foi uma enorme vitória portista mas a eliminatória está longe de se encontrar decidida.
Com esta vantagem irá o Porto defender o resultado em Munique? Mas isso não será favorecer o jogo alemão? Isso não será abdicar de, tal como no Dragão, exploro o "Ouro"? Então a melhor solução será arriscar com pressão alta?
As meias-finais e o fazer história ainda estão longe para a equipa de Lopetegui.

Olhando para dentro.
A sorte sorriu ao Porto ao colocar a recepção à Académica entre as duas mãos da eliminatória contra o Bayern. Depois do jogo de ontem muito dificilmente iremos ver uma equipa portista preparada para um jogo nacional de maior exigência.


Fica um aviso para o jogo da Luz. Um Porto que apareça em Lisboa a conseguir colocar esta intensidade no jogo, a conseguir pressionar alto deste modo, com o Jackson em forma e o Quaresma neste momento exibicional, vai exigir o melhor Benfica, tanto individualmente como colectivamente e como mentalmente.

Bem, 48 horas para o Restelo.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Campanha Europeia na Luta Pelo Campeonato

Há um tópico que gera sempre discordância, mesmo aqui entre os escribas do Ontem: o percurso europeu condiciona de forma negativa ou positiva a campanha no campeonato?

Não há uma resposta universal a esta pergunta. Não há uma casualidade entre as duas competições que se verifique de forma constante.

Há vários factores que condicionam esta resposta. Tudo depende do contexto.

Condição física; Moral; Concentração; Motivação; Confiança; Gestão; Entusiasmo.

Estes são alguns factores a ter em consideração.

A caminhada até à final de Amesterdão não coincidiu com o título de campeão nacional mas a caminhada até à final de Turim coincidiu.

Na minha filosofia, uma equipa grande com um treinador de alto nível conseguirá sempre beneficiar de uma boa campanha europeia.
Num clube ambicioso, exigente e alimentado por vitórias, só consigo aceitar que sucessos fomentem sucessos.

O ano passado fomos campeões também ao colo das vitórias europeias e não apesar delas.
Há dois anos as vitórias europeias deixaram-nos festejar o titula na Madeira e depois perdê-lo na Luz? Não acredito.
O empate caseiro com o Estoril e a derrota no Dragão estiveram longe de ser responsabilidade dos jogos europeus ou do Carlos Martins. Há uma gestão física e mental que deve ser feita e que nessa época não foi. Jogar a medo só resulta uma vez e calhou ser na presente temporada no Estádio do Dragão.

Este Porto de Lopetegui irá beneficiar ou sair prejudicado pela continuidade na Champions?

Como já disse, acredito que uma equipa grande e bem treinada irá sempre beneficiar de boas campanhas europeias. Principalmente no campeonato português.
Nessas equipas as vitórias alimentam-se com vitórias e a cultura de vitória é imprescindível para qualquer sucesso. Uma boa campanha europeia gera um aumento de confiança nos jogadores, aumenta a união entre jogadores e adeptos, dá estofo ao plantel e mantém a equipa a competir sempre a um ritmo elevado.

Há três factores cruciais.

- A questão física não é um mito. Mas uma equipa como a do Porto ou a do Benfica têm de ter um plantel que permita uma cirúrgica rotatividade nos jogos do campeonato sem que essa prejudique as ambições de serem campeões nacionais.

- A questão mental depende da liderança e também da personalidade dos jogadores. Um avançar na Liga dos Campeões pode tanto criar entusiasmo e confiança na equipa para todas as competições como pode levar a desconcentração e desvalorização dos jogos nacionais. Se a gestão física é importante, a gestão de psicológica é ainda mais.

Neste contexto o cansaço é mais significativo em equipas espanholas, italianas ou inglesas do que para as portuguesas (campeonato português é menos exigente) mas a parte psicológica é mais determinante em Portugal do que nesses outros campeonatos (campeonato português é menos prestigiante).

- O terceiro factor é a propensão para lesões. Contudo não posso aceitar que uma equipa trabalhe condicionada pelo receio destas. As lesões são acasos que não podem, à partida, condicionar uma competição.

Felizmente para o Benfica, este Porto ainda não atingiu um nível de maturação que o faça espelhar no campeonato um sucesso europeu. É a minha opinião.
Portanto, apesar de considerar que tanto o Benfica como o Porto deveriam ser mais fortes no campeonato com os sucessos europeus, este Porto está numa fase de construção que o distancia deste equilíbrio.

Não será nunca por uma questão física pois Lopetegui já mostrou não ter receios da rotatividade. Usou-a em excesso no primeiro terço do campeonato e a equipa chega a esta fase fisicamente fresca e com as segundas linhas prontas para competir.

Considero que o grande desafio do treinador portista será o foco dos seus jogadores. Este plantel está recheado de qualidade mas também de jogadores têm as suas ambições muito distantes do campeonato português. São jogadores que vieram para o Porto ganhar tempo de jogo nas partidas nacionais e para se mostrarem aos seus clubes e/ou ligas mais fortes nas competições europeias. São demasiados os jogadores que não percebem a rivalidade com o Benfica nem o valor de se ser campeão nacional.
Portanto irão eles sentir aquela motivação extra numa deslocação a Vila do Conde? Irão arriscar colocar o pé nas vésperas de uma meia-final europeia? Irão manter os níveis de concentração entre os jogos europeus e nacionais?
Mais que nunca irão valer a este Porto jogadores como o Quaresma, Maicon e Helton, sendo ou não titulares.

Este será o grande desafio do treinador espanhol. Saber gerir mentalidades, saber focar a equipa, recarregar baterias e conseguir transmitir a importância de ser campeão nacional. Além disso, deverá também perceber que há jogadores que poderão dar mais num jogo com o Arouca do que aqueles que são habitualmente titulares. Falo do Ruben Neves, do Quaresma, do Evandro e do Ricardo, por exemplo.

Se o Lopetegui não me surpreender, prevejo um Porto a sair prejudicado no campeonato pela continuidade europeia.

E vocês?