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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Onde vais Mori?



No Verão de 2012 optámos por emprestar o Rodrigo Mora ao River Plate, clube onde também actuava o Funes Mori.
Os meses passaram e se o Mora assumiu a totalidade e os golos na equipa argentina, já o Mori tornou-se o patinho feio da mesma.
Em Julho de 2013 o Rodrigo Mora regressou a Portugal, apresentou-se no Seixal e participou nos primeiros amigáveis da equipa principal. Mostrou qualidade, teve bons desempenhos e os adeptos observaram o jogador como sendo alguém com potencial para integrar a equipa na época que estava para começar.

Contudo, numa jogada de mestre, o Benfica acordou com River uma troca de jogadores. O Mora voltou para a Argentina e o Seixal recebeu o Mori.
Certamente alguém viu ali qualidades que mais ninguém ainda tinha visto.

Hoje o que podemos dizer desta negociata?
Vimos partir um jogador que parecia ter qualidade para acrescentar algo ao Benfica e ficámos perante um jogador que nunca mostrou qualquer sinal de poder alguma vez jogar no nosso Benfica. O Mori chegou, arrumou com o Nélson da formação para França e com o Mora para a Argentina, foi colocado na equipa B, teve escassas e fracas aparições na equipa A e agora foi despachado para o Eskisehirspor, 12º classificado do campeonato turco.

No Benfica moderno os títulos são poucos e os milhões ainda menos mas de fantasias e histórias estamos recheados.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Uma medida certa. Falta saber se pelas certas motivações.

A opção por emprestar Nélson Oliveira ao Corunha, ao contrário do que possa parecer, é uma excelente medida por parte do Benfica. É certo que dói ver sistematicamente os jogadores portugueses formados no clube emprestados ou dispensados, sem terem verdadeiras oportunidades na equipa principal, mas esse é um problema estrutural e ideológico; no entanto, no caso específico de Oliveira, acaba por ser uma opção acertada.

O jogador, apesar da evolução positiva que teve o ano passado, ainda não está desenvolvido para ser o avançado titular do Benfica. Com a concorrência forte que teria, acabaria relegado para a Taça da Liga e a uns minutos, em fim de jogo, no Campeonato Nacional, o que seria manifestamente pouco, tendo em conta a necessidade que tem de evoluir e atingir o patamar mais elevado do seu potencial. 

Na Corunha, acredito que Oliveira possa atingi-lo, jogando consecutivamente. Bem enquadrado num projecto de Primeira Liga Espanhola e numa equipa com vários portugueses, o caminho de sucesso só dependerá dele. E daqui a um ano poderá regressar mais jogador e com mais hábitos colectivos, o que - convenhamos - ainda não é nem tem.

Com esta saída, abre-se uma porta para o avançado mais talentoso do Benfica, depois de Saviola: Rodrigo Mora. Espera-se que esta época não se atire ouro para o lixo, mais uma vez.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dia 1 - como estamos?

- BENFICA TV - Há uns meses escrevi um texto sobre a televisão do clube em que, entre elogios, apontava defeitos graves que deveriam ser corrigidos para que a qualidade melhorasse substancialmente. Alguns dos defeitos continuam bem presentes - em particular, o de ser um meio vinculado a um modo único de pensar, o do Presidente, sem contra-argumentos ou filosofias distintas -, mas quero aqui assinalar a melhoria que a televisão tem tido desde esse texto de há uns meses. Além de ter aumentado a exigência na programação, chamo a atenção para um pormenor que tem de ser muito valorizado: a forma como a Benfica TV tem acompanhado a pré-época, testes médicos e contratações, com entrevistas aos jogadores, imagens exclusivas, divulgação de informação desconhecida do público em geral. Isto é um privilégio único na forma como em Portugal os adeptos contactam com os seus clubes e só o Benfica, por ter uma televisão, beneficia disso. Ainda hoje, agora, vão sendo entrevistados os jogadores que chegam ao primeiro treino. Este é o caminho: estarmos à frente dos outros e divulgarmos o Benfica para o Mundo com qualidade, exigência, profissionalismo. Um grande clube tem de ser único e exclusivo. Enquanto os outros ainda pensam e sonham com uma televisão própria, já o Benfica leva anos de aprendizagem e melhoramento. Começa a chegar-se ao patamar de qualidade que todos devemos exigir à televisão do clube. E ela parece estar aa responder muito bem.

- Finalmente temos treinador de guarda-redes. Parece que lhe telefonaram no Sábado e ele aceitou. Por aquilo que recolhi, é um homem competente com muita ambição e vontade de mostrar serviço num grande clube. Esperemos que sim, que seja realmente um jovem de valor inegável e que esta época, com Artur, possamos pensar noutra coisa que não a baliza. Será muito bom sinal. Artur não é dos que "ganha muitos pontos"; é mais daqueles que não os faz perder. E isso já será uma vantagem substancial em relação ao último habitante das redes benfiquistas.

- Rodrigo Mora é comprado, por esse facto entra em litígio com o seu clube, fica 6 meses sem jogar e quando chega ao Benfica... é emprestado de volta para a Argentina. Percebem o meu problema com isto? Que tipo de lógica é esta, este entreposto de jogadores contratados que nem sequer chegam a jogar pelo Benfica? Será que vai treinar uma vez que seja no Seixal?

- Enzo Perez e Cardozo não foram convocados para a Copa América. Mau para eles, muito bom para nós. Queremos estar o mais rapidamente preparados para atacar as competições, começando já com a primeira eliminatória da Champions.

- Hoje será apresentado o equipamento alternativo - que já se conhece há muito tempo; não percebo esta política de apresentação. A única coisa que tenho a dizer é: horrível. Não, duas: horrível e... espero que seja o último ano de coisas destas a representarem-nos. Teremos de lutar a partir de hoje por um equipamento alternativo todo branquinho e clássico. Que tenham de ser os adeptos a exigir o óbvio e o que respeita a tradição do clube não deixa de ser significativo, tanto dos adeptos como de quem gere o clube.

- Coentrão, se é para sair - e é -, mais vale acelerar o processo, para que o lateral-esquerdo, central e médio (Danilo?) cheguem o mais rapidamente possível. A entrada do Chelsea poderá ter criado um problema: estamos em crer que Vieira prometeu Coentrão a Florentino por valores abaixo da cláusula de rescisão. E agora, Vieira? Sabendo que Abramovich pode chegar e dare os 30 a pronto, o que fazer? Um dilema que não ajuda ninguém.