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terça-feira, 22 de julho de 2014

E nem uma trafulhicezinha...

Praticamente um mês depois da transferência de Garay por 6 milhões de euros, duas teorias veiculadas por alguns benfiquistas caíram por terra: a primeira, de que os 6 milhões de euros corresponderiam à parcela que o Benfica detinha do passe do argentino, foi desmentida em comunicado oficial do Clube à CMVM, onde foi esclarecido que os ditos 6 milhões eram pela totalidade do passe e que desse montante apenas 2,4 milhões entrariam nos cofres encarnados; a segunda, de que o Zenit pagaria um montante absurdamente inflacionado por um qualquer jogador encarnado de forma a "contornar" o facto de o Real Madrid ser detentor de metade do passe de Garay e assim caber uma fatia financeira maior ao Benfica na soma de ambos os negócios, parece cada vez mais improvável dado que quatro semanas depois não há sinais vindos da Rússia de interesse em jogadores do Benfica.

Desta forma, muitos benfiquistas estão tristes e desapontados com o facto de não termos conseguido um encaixe financeiro mais significativo com a venda de um central que é, neste momento, indiscutivelmente, top 10 a nível mundial. Com tantas negociatas com que Luís Filipe Vieira nos tem brindado ao longo dos anos, é caso para perguntar: "Então e desta vez, senhor presidente? Nem uma trafulhicezinha?"

Vieira tem de explicar este negócio. Não cabe na cabeça de ninguém vender Garay pelo preço que se vendeu. Nem se aceitam as pseudo-explicações que a guarda pretoriana do presidente tem vindo a debitar quase todos os dias seja em diários desportivos, fóruns e blogs, ou mesmo no veículo de propaganda do clube, agora denominado de BTV. 

domingo, 6 de julho de 2014

Estratégias Sensacionais e a importância da ética



No fim de um livro que já me acompanhava há algum tempo, deparei-me com um capítulo que me remeteu imediatamente para as minhas preocupações com o nosso Benfica.
Passo a citar:


“Estratégias Sensacionais

Para lucrar com a inovação infinita, precisamos de focalizar a nossa energia em algumas dessas dimensões mais fugazes. A estratégia competitiva é um caminho que leva a lado nenhum. Precisamos de criar estratégias sensacionais, porque são estas que captam a atenção das pessoas com quem queremos fazer negócio. São as estratégias sensacionais que apelam aos cinco sentidos do homem, que abrangem as nossas emoções. A estratégia competitiva significa estar um passo à frente. A estratégia sensacional significa participar num jogo diferente.



A primeira estratégia sensacional diz respeito à ética. Os jornalistas actuais são peritos em vasculhar as nossas vidas. Numa “aldeia CNN”, a coscuvilhice global viaja à velocidade da luz. A transparência total vai desmascarar quem não tem escrúpulos. As pessoas e as empresas que não entendam isso podem ser transferidas do Passeio da Fama para o Passeio da Lama. Pelo menos neste sentido, uma economia de mercado é profundamente democrática. Os clientes votam com o dinheiro; um euro, um voto. Os competentes votam com as mentes; uma ideia, um voto. Não há capitalismo sem representação. Se recorrermos ao trabalho infantil ou não nos preocuparmos com o meio ambiente, os clientes irão fazer negócio para outro lado. O mesmo se aplica à maioria dos investidores e intelectuais. Poucas pessoas querem trabalhar e investir em empresas tóxicas, como Jeffrey Pfeffer, da Universidade de Stanford, prefere chamar-lhes.






As empresas querem deixar cada vez mais transparecer os seus cuidados. Por exemplo, a Toyota está a desenvolver árvores que absorvem gases tóxicos. Os cuidados precisam de ser acompanhados pela credibilidade. As empresas funky têm ética total. A ética deve dizer respeito a todos e a tudo numa empresa, deve ser continuamente praticada em toda a parte. Não podemos ser apenas um pouco éticos ou meramente éticos quando nos convém. A ética é absoluta.



Numa era de afeição e abundância, a ética também é uma arma competitiva poderosa. Pode fornecer um meio de diferenciação – raramente tem sido plenamente explorada pela concorrência. Podemos usar a ética para atrair novos clientes e funcionários. Hoje em dia, as EOVPT encontram as PVPE: Empresas Onde Vale a Pena Trabalhar encontram Pessoas que Vale a Pena Empregar. Como empresa, conseguimos os funcionários que merecemos e vice-versa. Não esperemos mais nada para além disso. Nesta perspectiva, uma empresa funciona como um peixe. Apodrece da cabeça para baixo. Se a direcção da empresa não fornecer bons modelos, por que é que os restantes elementos da empresa deveriam comporta-se como bons cidadãos?”

Retirado do livro Funky Business do Jonas Ridderstrale e do Kjell Nordstrom.