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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Notas entre o verdadeiro ecletismo e a pena que eu não tenho de ver chorar o Sporting

1) Após um fim-de-semana em que os 3 principais clubes ganharam os seus jogos e mantiveram o campeonato ao rubro, a conclusão óbvia - para quem quiser ver para além dos óculos de cabedal - é a de que o Benfica só não será campeão nacional se for muito incompetente.

Mesmo jogando de uma forma que não potencia ao máximo a qualidade dos jogadores que tem, o Benfica passeou-se pelo relvado, criando situações de perigo em catadupa e apenas impedido de ter ganho por números históricos porque o excelente centro de formação de árbitros deu mais um rebento ao futebol nacional. Mas a fluidez, a subtileza, a forma simples como a equipa arranja caminhos para a baliza, mesmo "desfalcada" de Javi, Witsel e Nolito, é o garante de que, se houver competência, em Maio o país estará outra vez inundado de vermelho e branco.

Claro que para isto contribuem também as fracas prestações que vamos vendo dos rivais mais directos.
 
Em Coimbra, mais uma prova cabal da incapacidade colectiva do Porto. Sim, ganharam por 3-0, mas isso deveu-se basicamente ao facto de o jogo ter sido contra os casados do Monte Formoso, ainda por cima treinados por um rapaz que anda a ver se agrada ao dono de tal forma que acaba em experiências futebolísticas contra o campeão nacional. Não resultou para Pedro Emanuel. Uma pena. Mas ele tem uma explicação:

«A imagem da primeira parte não é a da Académica que queremos, assumo a responsabilidade, os jogadores fizeram exactamente o que lhes pedi, não fizeram o que é normal fazermos, assumi uma estratégia que não foi a ideal»

Está certo, Pedro. Podes contar com um tacho daqui a uns meses pelos bons serviços demonstrados.

Por outro lado, anda para aí uma loucura com o anão que, de repente, se pôs aos saltos a querer entrar no jogo dos adultos. Até o Presidente, sem que nada tivesse a ver com a conversa, veio dizer que o dele é que é o grande clube. O que ele ainda não percebeu é que ninguém quer saber do que ele diz. 

E assim é também com o futebol: os lagartos andam doidos, todos molhadinhos por terem defendido estilo autocarro durante 70 minutos um resultado contra uma equipa que está morta mas ninguém ainda a avisou. Ter passado o tempo todo atrás, cheio de medo de um Vitória que não assusta nem o Luís Campos, é o que para os sportinguistas quer dizer que vão ser campeões. 

Eu digo-vos uma coisa: eu andava com pena deles, porque neste último ano tenho visto a montanha russa entre o desespero que sentem quando se dão conta do clube de que são adeptos e a euforia que advém de terem consecutivamente algo a que não estão habituados: vitórias. Mas a pena passou-me depois de ter assistido à arrogância com que esta gente se pavoneia só porque estão - veja-se bem! - a 3 pontos das melhores equipas. Como eles agora dizem: é isto o Sporting. De facto, é isto: um clube de frustrados, que de tão pouco habituado ao sucesso, inventa números imaginários sobre os títulos conquistados (já passou um mês e ninguém sabe explicar; embora todos saibam escrever "16.000 títulos" e acreditarem nisso) e acha que vai ser campeão porque ganhou em inferioridade numérica a uma equipa em estado de putrefacção. 

A realidade futebolística, a péssima forma de defender que a equipa tem, o anormal do Rinaudo - a quem, após ter visto o seu primeiro jogo de pré-época, augurei muitos vermelhos e amarelos e não me tem desiludido, tal é a estupidez e a violência gratuita do argentino -, o facto de o Sporting, quando apanhar uma equipa decente pela frente, vir a levar uma goleada das antigas, não contam para estes adeptos em estado de demência. Mas, dizia, não tenho pena deles. Merecem. Merecem tudo, tal é a petulância com que se enchem de ares. Em Janeiro, vai dar-me gozo ver o cabeção desta gente, quando estiverem a 10 pontos da liderança - a juntar aos 64 das últimas duas épocas. Depois lá terão de ir ver mais jogos de futsal.

2) Vieira dá recados a Jesus em praça pública? Este, quando não há problemas, quer inventá-los. E, por favor, ó Filipe, deixa as ironias parolas para o rei delas. Fecha a matraca e deixa-te estar quieto no teu lugar.

3) Muito por culpa do Diego Armés - pessoa a quem dou algum crédito na arte de avaliar jogadores - dei tempo ao Emerson para que fizesse da minha opinião negativa uma mais optimista. Tenho pena, mas ela manteve-se bastante negativa. Não dá um décimo do que o Capdevila daria a esta equipa.

4) Vitórias em Basquetebol, Futsal e Andebol (coça monumental ao ABC). Bom fim-de-semana e um golo de Joel Queirós que é de tosco.

5) Anaís Moniz sagrou-se campeã nacional de Triatlo. Mais um a juntar aos 500.000 títulos do Benfica. E em Abrantes, ainda por cima!