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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Concurso "Cadeira de Sonho" - 3ª meia-final


Conhecidos que estão dois dos três finalistas - Bcool e PJ já preparam as chuteiras para o próximo embate - falta-nos apurar o terceiro atleta para esse jogo dos jogos na blogosfera, a final do Concurso "Cadeira de Sonho". Nesta meia-final defrontam-se Francisco Correia e JC, cada um com uma forma muito própria de viver e escrever Benfica. Já sabem: votação de 1 a 10 para cada um deles e justificações se acharem necessário. Que comece a contenda:



Francisco Correia


«Vou riscar o dia 31 de Janeiro do meu calendário!

Numa das minhas sessões de zapping nocturno, após duas horas de “Gato Fedorento”, perdão, de “Dia Seguinte”, dei de caras com a confirmação de duas notícias que vinham sendo teimosamente veiculas pela imprensa de ontem, às quais ia reagindo com um tremendo bocejo, ou como sendo brincadeiras de mau gosto: Yannick Djaló assina por quatro anos e meio com o Benfica e Rubén Amorim era emprestado ao Braga por ano e meio!

O quê?? Naaaaaaa..não é possível..mesmo?!?! Parece que sim meus caros..! O pai da Lyonce já treina hoje na fábrica de talentos sediada no Seixal e o “Benfiquista desde pequeno” já faz exames médicos no green de Braga, ao que parece à luz das velas e com água aquecida numa chaleira!

Confesso que fico extremamente baralhado e confuso com estes “negócios” de última hora. Sou totalmente contra contratações no mercado de inverno, por variadíssimas razões e porque raramente acertamos numa!
O que pretende a direcção com isto? Aumentar exponencialmente as filas nas urgências, fruto dos milhares ataques cardíacos que certamente se verificaram?? Caro presidente, o nosso SNS é como o Vitor Pereira..não dá conta do recado (ou dá..pela perspectiva de um Benfiquista).
Um pouco mais a sério.. Percebo a contratação do Yannick, mas não percebo a cedência de Rúben.

Vejamos, Jorge Jesus acredita que conseguirá transformar o internacional português numa alternativa válida e interessante para as alas (basicamente terá que o ensinar a jogar, pois para além de ter estado vários meses parado, veio do Sporting) e para além disso, dá (mais) uma alfinetada aos Viscondes.
Já imaginaram se sai daqui mais um “Simão”?? (sonhar não custa). Vamos a factos: Djaló é jovem, vem a custo zero, é internacional e, sejamos francos, tem algum potencial e margem de progressão.
JJ fez um excelente trabalho com Di Maria, Fábio Coentrão, David Luiz, Javi, Rodrigo…porque não conseguir potenciar este jogador?

Veredicto: contratação aprovada!

O segundo caso é completamente diferente e cheira-me muito a estrume! É um caso de clara indisciplina do jogador e de falta de capacidade de gerir egos por parte da equipe técnica.
Se conseguiram resolver o caso de Enzo Perez porque não fizeram exactamente o mesmo com Rúben Amorim? Era claramente mais simples. O médio/lateral direito assumia as suas responsabilidades, era multado e imediatamente integrado no plantel.
Mas não, resolveram brindar-nos com um empréstimo a um rival, que luta pelos lugares cimeiros e que nos últimos anos nos tem recebido de forma extremamente calorosa e eufórica, nomeadamente com oferta de isqueiros, bolas de golfe, chapadas, pontapés, simulações e apagões.

O nosso presidente deve alguma coisa a António Salvador? Se sim, que responsabilidades tem o clube?? Se não..anda claramente a brincar aos clubes de futebol!

Esclareça-nos Sr. Luis Filipe Vieira!

Veredicto: uma borrada..!»




JC


«Da Táctica do Bigode

Percebo pouco de futebol no que diz respeito à sua vertente táctica. Provavelmente esta inconfidência compromete desde já a minha participação neste concurso, mas a verdade é que tenho sérias dificuldades em distinguir um 4-4-2 de um 4-2-3-1 no decorrer de um jogo. Posso, no entanto, afiançar-vos que sou de uma competência inigualável na tarefa de identificar o número de defesas, médios e avançados que constituem a equipa inicial do Benfica num jogo de futebol. A partir do momento em que o árbitro apita para o início da partida é que as coisas se complicam: os gajos insistem em mexer-se, misturam-se, encavalitam-se uns nos outros, fazem trinta-por-uma-linha, o que me faz perder o fio à meada. Ainda assim, palpita-me que aquilo não deve andar muito longe de ser onze marmanjos para cada lado. Mais coisa menos coisa. Mais Emerson menos Emerson. Tudo o resto são conjecturas de comentadores obtusos numa tentativa de diminuir o ego do atento e inteligente espectador de futebol, levando-o a crer que não percebe nada de nada, e que aquilo que lhe parece simples -  e, efectivamente, é simples – é, afinal de contas, uma coisa muito complexa. 

“Ora repare-se como o Benfica joga agora num 4-4-2 bem definido”, diz o sábio relatador ao mesmo tempo que nas imagens vemos o Cardozo a enfiar uma cotovelada na boca do adversário. Como se não bastasse, ouvi há dias um destes eruditos falar num “4-3-3 que, na prática, se traduz num 4-5-1”. Não coloco de parte a hipótese do comentador estar certo na sua análise, da mesma forma que não coloco de parte a hipótese de que esteja a fumar umas merdas estranhas enquanto relata o jogo. O que dizer então quando Maxi vai à linha de fundo cruzar uma bola? Que estamos a jogar em 4-2-3-1, mas que na prática é um 4-4-2, sendo que pelo entusiasmo dos jogadores do meio-campo se tornou num 4-2-4 que o sacana do uruguaio, com a sua intromissão no ataque, resolveu transformar num 3-2-5? É isto? 

Não quero saber. Deixo essa reflexão para quem gosta de ouvir as xaropadas do enfadonho e monocórdico do Luís Freitas Lobo. O meu futebol não é assim. O meu futebol é simples. O meu futebol, já o disse, joga-se com onze de cada lado. Tão somente isto. Não é o futebol dos meninos bonitos, depilados e de sobrancelha arranjada. É o futebol-macaco, de homens a sério, feios como os trovões, peludos, esguedelhados, cabelo aciganado ou simplesmente carecas mas sempre, sempre com uma bigodaça respeitável. É o  futebol dos Velosos e dos Carlos Manuéis, dos Diamantinos e dos Chalanas. O futebol dos homens de barba rija, dentro e fora do relvado. É o futebol dos jogadores que se emborracham e batem nas mulheres. Não é o futebol em que todos os craques têm mulheres boas que se despem para as revistas. É o futebol dos artistas que, em tendo uma mulher boa, esgaçam-lhe o esfincter dando-lhe uma razão válida para ser capa de jornal. 

Tudo isto para vos dizer o seguinte: não tenham a mínima dúvida de que Djaló é rapazinho para entrar em qualquer táctica que Jesus queira utilizar, assim ele arranje uma trunfa em condições, um bigode farfalhudo e dê ao traseiro da Luciana o tratamento que Portugal inteiro gostaria de dar.»



Fim da votação e vitória do JC por 129-106. Renhidinho, duro, repartido. No fim, venceu o machista. A Ulricha não gostou muito mas diz que não se importa. O resto tem queixas sobre a votação, sobre a democracia, sobre o sabor do gelado que se serve à entrada do estádio. São uns insatisfeitos, vocês. Façam concursos nos vossos blogues e deixem este concurso sossegado. Cambada de piegas.

Levei em conta o que disseram sobre a qualidade destes dois textos e fiz o que tinha a ser feito: mantive tudo como estava. Obrigado, no entanto, por darem a vossa opinião. Não serve de grande coisa, mas ajuda à democracia (que é uma coisinha muito boa). O ditador aqui decide. Não sou o grande líder mas para lá caminho - e, por favor, nunca metam imagens relacionadas com o Holocausto. É de uma insensibilidade histórica sem paralelo.


JC, envia novo texto. Tenta abarcar o universo feminino do blogue, que se resume a uma pessoa. E o outro rapaz, o PJ, que envie também. Lá porque anda a investigar o Carlos Cruz não quer dizer que não possa, num intervalinho para o donuts, escrever um texto para o concurso.


Obrigado pela participação. Segunda-Feira há final gloriosa.