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sábado, 2 de dezembro de 2017

Olhar sobre o Clássico

Entrada de águia. Entrada à Benfica.

Bom 11, boa atitude e boa preparação.

Uma equipa equilibrada, a fazer uma pressão em bloco e com os criativos sempre a dar e a procurar as linhas de passe.

Foi assim que entrámos no Dragão.

Assumimos a bola. Fomos para cima deles. Partimos a equipa portista que não conseguiu ter a bola controlada para começar jogadas de ataque.

5 minutos. 10 minutos. Uns 15 minutos de grande Benfica. Um arranque de jogo onde podiamos ter marcado.

Pena ter durado só um quarto de hora, um 1/6 do tempo regulamentar.

O entusiasmo inicial passou e o Porto começou a reagir. Inicialmente só com bolas bombeadas para o Marega - um poço de força e velocidade - que pela linha deixava todos para trás. Contudo o maliano - também um deficitário em técnica - se ia atrapalhando depois dos piques.

Mas estes arranques foram dando moral ao Porto e foram expondo aos poucos as nossas deficiências de jogo, algo que foi fazendo a equipa caminhar para as exibições comuns desta primeira metade da época. 

O Salvio bem marcado não teve espaço para as suas correrias. Desapareceu.

O Grimaldo perdeu liberdade para subir. É um ala esquerdo e nunca o defesa esquerdo. Perdeu ele e perdeu o Cervi. 

O Jonas começou cada vez a ficar mais sozinho. O Pizzi limitou-se a trabalhos defensivos. Só o Krovinovic parecia poder trazer alguns desiquilibrios no nosso ataque.

O Porto foi crescendo na primeira parte. Começou a ter mais bola, o Herrera pôde falhar sem consequências, o Sérgio Oliveira começou a ter mais bola para pensar, o Brahimi apareceu mais e o Aboubakar começou a jogar.

Uma primeira parte sem grande história, muita luta e com o Benfica a começar melhor mas com o Porto a terminar por cima.

Sobre a segunda parte quase prefiro não falar. Não falaria por me custar mas nunca pode ser esquecida. Porque sim, o Benfica sai pontualmente vivo do Dragão mas pareceu morto durante aqueles últimos 50 minutos.

Minutos fáceis de resumir.
O Sérgio Conceição voltou à fórmula do inicio de época ao colocar o Otávio no lugar do Sérgio Oliveira. O Rui Vitória achou que a equipa não jogava por falta de força no meio-campo e por isso lançou, ineficazmente, o Samaris. O Sérgio Conceição a desesperar por marcar de certeza que se arrependeu de ter tirado o Aboubakar. O Porto esmagou e, com toda a facilidade, criou várias oportunidades de golo. O Varela esteve concentradissimo e mostrou que entre os postes é bastante bom. O Marega foi um desastre, primeiro na condução e depois na finalização. O Benfica não atacou e não sabe defender. O Porto foi para cima e o Benfica simplesmente não jogou.

Foi algo muito pobre e totalmente inaceitável aquilo que fizemos na segunda parte. Espero que o Rui Vitória tenha noção e que trabalhe sobre isso, deixando-se de ilusões e de chavões de auto-ajuda.

Este Benfica esteve morto até o apito do Jorge Sousa nos ressuscitar com um empate que nos mantém a 3 pontos da liderança. Mas e agora? Seremos Benfica ou uma sombra de nós próprios?

Sobre as polémicas:

Percebo que um árbitro tenta desenvolver um plano de arbitragem durante os 90 minutos. Há o Bom Senso e esse protege o espectáculo. Contudo erros são erros.

Amarelo por mostrar ao Filipe logo no inicio do jogo. Penalty do Luisão a fechar a primeira parte. Fora-de-jogo mal tirado ao Porto numa jogada de muito provável golo do Herrera. Falta e amarelo por mostrar ao Alex Telles por mão na bola.
Já o Zivkovic foi bem expulso.

O Benfica fará figura triste se andar a falar sobre a arbitragem deste jogo. É respirar de alivio pelo empate e focar na pobreza que foi aquela segunda parte.

O Porto tem total razão em se queixar da arbitragem. Passar a semana a falar disso será só desespero. Deviam preocupar-se mais com a qualidade exibida pelo Marega, com o desaparecimento do Óliver, com os desempenhos do Herrera, com as inseguranças do José Sá e com a falta de banco de qualidade em termos de soluções de ataque.

Quanto à situação do adepto não espero nada menos que um jogo no Dragão à porta fechada. 

Depois da vergonha europeia, este mês vai decidir a nossa continuação na Taça - jogo em Vila do Conde - e na Taça da Liga - recepção ao Portimonense e jogo no Bonfim, numa disputa acesa com o Braga.
Além disto, vai também definir como chegamos ao Derby na Luz.

Benfica - Estoril
Boavista - Sporting
Setúbal - Porto

Tondela - Benfica
Sporting - Portimonense
Porto - Maritimo

Cinco vitórias crucias e uma vitória, com o Basileia, pela honra do manto.
Portanto, que Benfica iremos ter? Um Benfica lançado ao Penta ou um Benfica moribundo?
Passo a palavra ao Rui e a bola aos jogadores.

Isto sem nunca esquecer o quanto lindo é vermelho e branco.



terça-feira, 25 de abril de 2017

Doentio

Na antecâmara do derby, fora das quatro-linhas, faleceu uma pessoa vítima de atropelamento na sequência de uma rixa entre adeptos de Benfica e Sporting supostamente afectos a claques dos respectivos clubes. Penso que importa analisar este caso não só pelo facto de ter ocorrido um homicídio mas também pelo aproveitamento do mesmo que adeptos e dirigentes têm tentado tirar para branquear épocas de insucesso, desculpabilizar culpados e para demonstrar o que não são.

O falecido, que me custa catalogar como sendo adepto de futebol, era afecto à Fiorentina e com ligações às claques do Sporting. Ter-se-á deslocado a Portugal para "viver" o clássico juntamente com um grupo de adeptos organizados do Sporting (alguém sabe se iria sequer ao jogo?) à sua maneira. E é nesta estranha forma de vida que gostaria de reflectir um pouco: o que estariam os adeptos do Sporting a fazer naquele local, àquelas horas, na véspera de um derby? Não foram seguramente ver as vistas, passear com as famílias nem terminar faixas, coreografias ou estandartes. Estavam ali com um de dois propósitos: vandalizar murais e infraestruturas fora ou mesmo pertencentes ao complexo da Luz ou para uma rixa previamente combinada com adeptos afectados a claques do Benfica. Se foi a primeira, a inexorável precipitação de eventos é de lamentar mas não pode nem deve surpreender ninguém, pois este é o modus operandi de uma escumalha sem ocupação independentemente se serem vermelhos, verdes ou azuis; se foi a segunda, a lamentar só mesmo não ter havido mais estropiados, uma vez que estes indivíduos que se dizem adeptos de um clube não são mais do que adeptos de uma organização que, legal ou não, serve para encapotar um conjunto de práticas que não são, de todo, legais.

E é precisamente sobre a legalização das claques que me debruço. Pese embora não ter doutoramento na matéria, gostava que claqueiros, dirigentes desportivos e governantes me explicassem quais os benefícios práticos da legalização das claques. O futebol ficou pacificado? Diminuíram os crimes de elementos dessas mesmas associações? Que se saiba, não. Uma medida sem tradução prática e que na prática não serve para mais a não ser para os "ilegais" continuarem a cometer as suas ilegalidades e os "legais" perpetrarem as mesma práticas com a suprema lata de acusarem os "ilegais" de não estarem legalizados.

E quando estas acusações se estendem aos presidentes, pior o caso fica. De Bruno de Carvalho já não se espera nada de construtivo, positivo ou digno para o futebol português. As mais recentes declarações onde, de forma abjecta, tenta tirar proveito do falecimento de alguém para atacar uma instituição como o Benfica são a prova disso mesmo. Com a agravante do triste espectáculo da entrega da coroa de flores aos membros de uma claque organizada como forma de mostrar solidariedade para com a morte do italiano, para inglês (e câmara de televisão) ver, uma vez que a mesma coroa de flores seria depositada no lixo comum no dia seguinte. Por outro lado, a postura de Luís Filipe Vieira, por aí tão elogiada, merece vários reparos, a começar pelo proteccionismo que a direcção do Benfica continua a dar aos adeptos das claques no que à aquisição de bilhetes diz respeito, como se viu aliás para o jogo de Alvalade.

Já se sabe que a justiça, no futebol português, é um conceito muito arbitrário e que reflecte essencialmente o benefício do clube de cada adepto. A pacificação do futebol nacional é um mito e uma ilusão que se encontram muito longe de ser cumpridos. Com adeptos, dirigentes clubísticos e dos organismos reguladores do futebol nacional e com governantes como estes, diria mesmo que tal será impossível. São estes os responsáveis pelo estado doentio que se vive no futebol português.

domingo, 2 de abril de 2017

Clássico - Mais que um Resultado



Antes do jogo parecia-me que a tripla de resultados tinha um trio de significados muito distintos.

A vitória colocava-nos com 4 pontos à frente, dava-nos vantagem no confronto directo e ainda significava um relativo boost de motivação e confiança para o resto do campeonato. Estaríamos lançados para o Tetra.

A derrota era um golpe forte nas nossas aspirações. O Porto iria finalmente conseguir subir à liderança, iríamos ter de correr atrás, ficávamos a 2pts e em desvantagem no confronto directo. Além disso seriam eles a receber o tal boost de motivação e confiança. Passariam a ser os grandes favoritos à conquista do campeonato.

O empate… O empate não mexeria muito com as contas mas seria um contexto mais negativo para nós.
Na última jornada o Porto teve a sua grande oportunidade para inverter esta luta e de se lançar na conquista do título. Desperdiçou-a.
Ontem tivemos nós a nossa oportunidade de nos lançarmos ao Tetra e não a conseguimos aproveitar.

Neste mano a mano a nossa grande vantagem era o ainda recebermos o Porto. Tínhamos este jogo para os arrumar. Contudo a equipa azul e branca conseguiu sair de uma Luz com 65mil adeptos 100% viva. Não ultrapassaram este obstáculo com sucesso mas ultrapassaram-no.

E se à partida o empate era mais favorável ao Porto então depois de como decorreu o jogo mais ficou.
Pelo pouco que produziram e por aquilo que nós apresentámos, terem saído da Luz com 1pt era o melhor que poderiam conseguir.

O empate favoreceu-os mas no Futebol não só os resultados importam.
Saímos da Luz com um mau resultado mas com muito mais equipa que eles. Eu saí do estádio muito mais confiante no título do que entrara.

Jogámos mais, fomos melhores e demonstrámos uma força superior. E isto diz-me que temos muito mais capacidade para vencer todos os jogos, principalmente o jogo de Alvalade.

Entrámos melhor no jogo, sem medos de ir para cima deles. Chegámos ao golo.


E depois foi o costume.

A vencer demos o jogo ao adversário. Fazemos sempre isto. Recuámos, abdicámos da bola. Cometemos muitos erros. Mas apesar disto tudo o Porto pouco ou nada fez. Não tiveram capacidade para nos causar problemas.

Na segunda parte foram para cima de nós e empataram. Nessa altura estávamos um pouco aos papéis. A verdade é que pela produção de jogo o empate justificava-se. Nenhum das equipas estava a ter Futebol para vencer o jogo.

Após o golo deles achei que íamos afundar. Achei que eles iam para cima de nós e que íamos tremer perante uma chuva de oportunidades de golo.
Tiveram uma que foi primorosamente abafada pela saída do Ederson.

A partir daí o jogo foi nosso. Ficou evidente que só não jogámos mais durante mais tempo porque não quisemos.
Sempre que decidimos jogar conseguimos encontrar a baliza adversária e fazer tremer toda a estrutura portista. Temos de querer jogar muito mais vezes.

Por isto Mister Rui, depois do 1-0 era para procurarmos o segundo e não para ficarmos à espera que o jogo acabasse no golo de penalty do Jonas.

Fizemos uma grande última meia hora. Com oportunidades de golo, com qualidade de jogo e com superioridade colectiva. Fizemos o suficiente para vencer.

No Porto não se viu o Corona, nem o Jota, nem o Oliver e nem o André Silva. O ataque portista esteve 100% dependente de momentos de inspiração do Brahimi em jogadas individuais.

Do nosso lado não consigo indicar destaques individuais. Todos tiveram as suas falhas mas o colectivo resolveu sempre a situação. Ontem tivemos equipa e fomos uma equipa muito superior ao que temos sido.
Colectivamente foi uma exibição bastante positiva.

Eles conseguiram um melhor resultado. Eles têm um calendário mais acessível. Mas nós saímos deste Clássico mais fortes, mais fortes do que eles e do que estávamos.

Eu estou agora a acreditar mais.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Porque vai o Benfica perder o derby de Domingo

Na antecâmara de mais um derby dos derbies, o Benfica vem deixando sinais desencorajadores relativamente ao momento de forma e ao futebol praticado em campo. De cinco pontos de vantagem sobre o eterno rival, arrisca-se a terminar a próxima jornada atrás do Sporting. E este Nostradamus que vos escreve acredita que tal acontecerá.

O principal motivo para tal crença prende-se com a forma como Benfica encara e joga os grandes jogos, contra equipas de valia desportiva semelhante, como Napoli, Besiktas e Porto. Se nos jogos com os italianos até se admite a superioridade transalpina, fruto não só da qualidade individual dos seus jogadores mas também pelos princípios de jogo, com privilégio pela posse de bola, maioritariamente a circular pelo corredor central, impostos por um dos melhores e mais sedutores treinadores europeus, tal não se compreende com equipas como Besiktas e Porto. Consentir e aceitar o domínio do Porto de Nuno Espírito Santo é um péssimo sinal. Especialmente quando, nos escassos momentos em que o Benfica tinha posse de bola, conseguia colocar em sentido a equipa azul-e-branca. Com o Besiktas, na Turquia, sinais diferentes de um mesmo problema: a forma como a equipa abdicou da posse de bola, voluntariamente, após o terceiro golo, despoletou a sólida recuperação dos turcos, potenciada por 15 minutos de descontrolo emocional à semelhança do que se vira em Napoli. Por outro lado, o Sporting, nos jogos que teve esta temporada com equipas de valia semelhante ou superior à sua (Porto, Dortmund e Real Madrid), conseguiu produzir exibições sólidas em todos os jogos, sem se encolher, com excepção na recepção aos alemães. Falhou em momentos chave, é certo, o mais flagrante esta quarta-feira passada com o Legia, mas é uma equipa que nos jogos grandes não se amedronta, não recua, não despreza a posse de bola e põe os adversários em sentido. Deste modo, não me admiraria se o Sporting entrasse na Luz sem medo, com vontade e capacidade para mandar no jogo, tal como no ano passado com o resultado que se conhece.

E tal situação é um espelho, mais do que o que valem as equipas, do que são os seus treinadores. Já aqui explanei o que penso de Jesus e de Vitória em escritos anteriores e o que faz de cada um deles, à sua maneira, com as suas características, treinadores com sucesso a nível nacional. Enquanto Jesus vale o que vale pelo que sabe e conhece do jogo, no plano táctico, peca no lado humano, na condução de homens, na forma como lida com a adversidade, onde Rui Vitória leva vantagem. Contudo, é nesta dualidade Jesus x Vitória que reside a força e a potencial da vantagem do Sporting e do seu treinador para o jogo de domingo. Pese embora o facto de o Benfica se ter sagrado campeão nacional, o ascendente psicológico de Jesus sobre Vitória é uma realidade que neste momento me parece indesmentível. Da mesma forma que Mourinho tem um ascendente sobre Wenger ou o Barça continua a conseguir dominar o Real Madrid, Jesus continua por cima nestes duelos com Rui Vitória, contribuindo para tal as três vitórias conseguidas nos primeiros quatro meses da época passada, com especial destaque para aquele derby que, por muito que tentem, os jogadores e adeptos do Benfica não esquecerão quando entrarem na Catedral no próximo domingo.

Por fim, a qualidade colectiva e individual. Acredito que do ponto de vista colectivo as equipas estão significativamente mais próximas uma da outra por esta altura do que há doze meses e que as diferenças que se poderão sentir no domingo serão fruto do que foi escrito nos parágrafos anteriores, isto é, da forma como jogadores e treinadores encaram os grandes jogos, nomeadamente o encontro com o maior rival. Já no campo das individualidades, estou longe de estar tranquilo. André Almeida não oferece a mesma qualidade que Eliseu (sim, leu bem, Eliseu); Luisão e Lindelof estão num momento de forma medonho (falaremos disso noutras núpcias) e Pizzi quando é obrigado a tarefas defensivas no corredor central contra equipas de alguma valia vê-se dominado pelas circunstâncias. Por tudo isto, não me chocaria se o Sporting saísse da Luz com os três pontos e a liderança.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Clássico Desperdício



Só agora me deu para escrever sobre a passada Sexta-feira.

Muito já foi falado e escrito e portanto, já a entrar em modo Champions, deixo só aqui o meu desabafo.

Primeiro quero apontar que esta foi uma noite de total desperdício.

Desperdiçámos:
- Vantagem de um golo.

- 3 Pontos.
- Possibilidade de conquistar vantagem directa sobre o Porto.
- Parte da confiança conseguida em 11 vitórias.
- Uma vitória contra o Porto mais fragilizado dos últimos muitos anos.

- Golos atrás de golos.

- A liderança que perseguimos durante tantos meses.

- A oportunidade de aumentar a pressão sobre o Sporting na Madeira.

- Colocar o Porto definitivamente fora da luta pelo título.

Foi um Clássico de desperdícios.

Quanto ao jogo em si, não vi um Benfica nem melhor nem pior do que aquele que tem ganho e goleado nos últimos jogos.

O Benfica de Rui Vitória é uma equipa que quer ter posse mas que é inofensiva nesse processo. É uma equipa que beneficia de uma extraordinária capacidade de contra-ataque. É nestes lances que temos sido soberbos. Temos brilhado naqueles momentos em que após a recuperação da bola, pela nossa defesa ou por deslize dos adversários, esta chega rapidamente aos nossos jogadores mais criativos – Jonas, Renato, Pizzi e Nico – que em velocidade, inteligência e magia a levam até às redes adversárias.

Foi assim tanto nos jogos com o Moreirense e Belenenses como no jogo com o Porto. O que mudou? Não fomos tão eficazes e principalmente jogámos contra um Danilo, Maxi, Layún, Iker e até Indi e não contra o Vítor Gomes, Evaldo, Danielson, Stefanovic, Aguilar, Geraldes, Fábio Nunes, Brandão e Ventura.

Este Benfica tem o seu grande defeito no processo defensivo. Não falo da qualidade individual dos defesas e nem só desses jogadores.
Temos um fosso enorme entre as zonas de pressão. Basicamente pressionamos no meio-campo adversário, pressionamos dentro da nossa área mas não pressionamos no resto do terreno. Facilmente as equipas adversárias criam jogadas de ataque, conseguem situações de 4 vs 5 ou 3 vs 3 e se aproximam da nossa baliza.
É norma vermos os nossos jogadores juntos dentro da área, demasiado na expectativa e a darem todo o espaço para os atacantes pensarem, decidirem e executarem.

Foi assim tanto contra o Moreirense e Belenenses como contra o Porto. A diferença?
Sexta-feira jogámos contra o Brahimi, Herrera e Aboubakar e não contra o Juanto, Sturgeon, Bakic, Boateng, Ohemeng e Palhinha.

O arranque deste jogo foi marcado pelo diferente momento que as duas equipas passam. O Benfica entrou muito mais confiante, confortável e entusiasmado. O Porto não estava a fazer um mau jogo mas entrou sem criatividade e rasgo com bola e permeável na perda desta.

O 1-0 apareceu sem surpresa e confesso que aí fiquei convencido que os 3pontos estavam decididos.

Enganei-me. Permitimos todo o tempo e espaço para o Herrera igualar o jogo, o Casillas esteve impecável e fomos perdulários na busca do segundo golo. Isto levou a um boost na confiança no Porto no momento em que o Soares Dias apitou para o intervalo.

O Porto voltou mais forte, mostrou mais qualidade na posse e o Peseiro soube corrigir a reacção da equipa à perda de bola.
Oportunidades para os dois lados mas eles tiveram mais jogo, subiram de rendimento e chegaram ao 1-2. O desespero tomou conta de nós e aí sim o jogo ficou decidido.
Passes falhados, lances precipitados e treinador em desespero a mexer na equipa. Não sou fã de treinadores que não agem, só reagem. O Rui Vitória não agiu sobre o futebol jogado, limitou-se a reagir ao resultado. Reagiu em desespero com duas substituições que mataram a equipa.

As soluções no banco não era muitas mas existiam e fica ao critério do treinador o número de substituições que faz.
As 2 substituições quebraram o ritmo da equipa, retiraram o entendimento ofensivo e facilitaram o trabalho de um Porto mais recuado.

Após o 1-2 perceberia a saída do Samaris ou Pizzi para a entrada do Carcela mas nunca aquele dupla substituição na fase de construção ofensiva. Não era jogo para o Talisca ser segundo médio e havendo a necessidade de maior velocidade e profundidade é uma incógnita a não utilização do N.Semedo.

Ver o Salvio regressar foi maravilhoso mas as circunstâncias foram medonhas. Pior momento do nosso treinador.

Com o Mitroglou exausto, até a entrada do mexido Jimenez seria mais justificável.
Sem esquecer aquele momento em que se decide colocar o nosso melhor definidor a jogar como lateral.

Não fizemos um mau jogo. Fizemos o nosso jogo e a história dos acontecimentos justifica o não termos vencido.

O Mitroglou é um jogador enorme. Excelente na leitura de jogo, sentido colectivo e técnica e inteligência nas combinações. Mais ou menos perdulário é o nosso titular.
O Jardel continua a ser um central mediano que com melhorias e muito esforço vai desenrascando.
O Eliseu é pujança. Não passa disso.

O Nico nota-se que ainda não está totalmente recuperado.

O Renato é um monstro. Falha passes, precipita-se e tem falhas de posicionamento. Faz parte. É um monstro e transformou o nosso futebol.
O Samaris é muito mais jogador que o Fejsa. Contudo, num processo defensivo tão mal trabalhado como o nosso, vejo o sérvio a ser mais útil que o grego.

O Jonas já sei, não marcou então não apareceu.

Podíamos ter ganho. Devíamos ter ganho.
O Zenit será um Porto em melhor.

O Rui Vitória está a ter muitos méritos: Nélson Semedo, Renato Sanches, confiança e união daquele balneário e o maravilhoso entendimento entre os nossos 5 mais adiantados. Mas aquele processo defensivo…

Vemo-nos na Mata Real.


domingo, 22 de novembro de 2015

Bailando

“O que aconteceu no domingo na Luz dificilmente voltará a suceder em circunstâncias semelhantes. O Sporting chegou a uma vantagem dilatada de uma forma dificilmente repetível, naquele que terá sido provavelmente o jogo mais fácil da temporada para a equipa de Jorge Jesus. Não se pense, contudo, que a vitória dos verde-e-brancos é injusta ou está aqui a ser menorizada. Não está. O maior erro será, por ventura, pensar que o jogo caiu para o lado do Sporting por acaso. Não, não e não. O Sporting foi mais organizado, soube tirar proveito dos momentos do jogo, foi mais adulto, maduro, trabalhado e, virando as palavras contra o próprio Rui Vitória, foi mais (a única) equipa. Vimo-lo na Supertaça e voltámos a vê-lo na Luz. O Sporting não vencerá o Benfica nem por 0-3 nem com facilidade em todos os jogos. Mas da forma como estão as coisas, seria surpreendente que o Sporting, em dez jogos com o Benfica, não ganhasse pelo menos sete ou oito, alguns deles com facilidade. Por questões que se prendem com as individualidades e com o colectivo. E quem não acredita nisto terá a realidade a entrar novamente de chofre pela cara adentro já no próximo dia 22 de Novembro.”

in Previsível, Ontem Vi-te no Estádio da Luz, 27 de Outubro de 2015

Vamos directos ao assunto. Não há volta a dar, o Benfica meteu-se a jeito. Primeiro na pré-época, ao não conseguir despachar Jorge Jesus para as arábias, como era aparentemente vontade de Vieira. Depois, ao potenciar o agravamento de uma situação por demais óbvia e que já se adensava desde o início da temporada anterior, a política de desinvestimento brutal no futebol, que serviu apenas para agudizar todos os problemas já conhecidos. O Benfica meteu-se nesta alhada porque quis. Porque foi anjinho. Basicamente, porque foi incompetente.

O Benfica começou a perder o jogo de sábado na conferência de imprensa de antevisão ao clássico, no só pelo atraso patético de Rui Vitória, que queria saber antecipadamente o que Jesus iria dizer, ou pelo menos que o treinador do Sporting não pudesse usar as suas palavras na conferência de imprensa do Sporting, mas também pelo próprio conteúdo que verbalizou, que mostrou um Rui Vitória completamente perdido, com um discurso pobre, desconexado e repetitivo. O desnorte que o Benfica revela dentro de campo tem o seu espelho no discurso e na postura que o seu treinador evidencia fora dele. O Sporting ganhou bem, merecido, ao som de bailando na conferência de imprensa de antevisão e no relvado.

Contudo, a culpa não morre só com o treinador. Já no ano passado o Benfica tinha sido claramente inferior ao Sporting no confronto directo. No jogo da Luz acabaram por ser os leões a dispor das melhores ocasiões de golo, com Slimani a falhar um golo feito no último fôlego da partida, enquanto que em Alvalade foi uma avalanche da equipa de Marco Silva que terminou com um anti-climáx final quando Jardel fez o primeiro e único remate do Benfica à baliza de Patrício nesse jogo, para golo, por sorte. E quem diz com o Sporting diz com o Porto (empate sofrível na Luz e vitória milagrosa no Dragão) e nos seis jogos que efectuou na Liga dos Campeões. Este ano, à semelhança do que aconteceu na época passada, o Benfica demite-se de jogar o jogo e procura apenas vencer com base na sorte de um chutão para a frente poder resolver a questão. E aqui o problema não é só do treinador (ou dos treinadores, neste caso). Prende-se essencialmente com a falta de qualidade dos intérpretes. O Benfica deu-se ao luxo de perder jogadores essenciais, com Maxi à cabeça, e ainda Salvio por lesão, sendo que Lima foi o único cuja saída acabou por ser colmatada com alguma qualidade. Se a estes problemas somarmos uma defesa envelhecida em que Sílvio tem abordagens assustadoramente más aos lances, Luisão está em pré-reforma, Jardel só tem mostrado o agravar das suas deficiências com a idade (para não falar no inenarrável Eliseu, que ontem nem foi o elo mais fraco), e um miolo do terreno sem a qualidade de outros tempos, nomeadamente craques como Javi, Ramires, Witsel, Matic ou Enzo, fica tudo muito mais perceptível.

E não venham com a desculpa da formação. Não se perdem estes jogos pela aposta nos jovens da formação. Basta ver que o Sporting terminou a partida de ontem com 7 elementos da sua academia. O projecto da aposta na formação encarnada está correcto. E tem tanto de correcto como de mal conduzido.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Rescaldo do Clássico



Independentemente de quem favoreceu o resultado, do pragmatismo e da objectividade, este foi um péssimo 0-0.

Um 0-0 não tem sempre de ser tão sem interesse e bastava termos acompanhado o jogo que começou uma hora antes na BTV para confirmarmos isso.

Não houve qualidade com bola no pé, não houve rasgos de magia e não houve qualquer espectáculo naquele relvado.
O interesse do jogo foi construído e limitado a tudo o que aconteceu até chegada a hora do apito inicial, à situação pontual do campeonato e à presença de dois clubes tão rivais no relvado. O jogo jogado teve pouco interesse, foi pobre e deu o espectáculo que esperamos ver em divisões regionais, nunca num relvado com os melhores artistas em solo português.

Não podemos andar a criticar os derbies italianos e a adjectivá-los negativamente para depois, perante o Clássico de ontem, virmos falar em grande exibição táctica, pragmatismo, inteligência e tudo mais.

Não dá para vender o futebol português quando após aquele descalabro do Porto em Munique, no jogo mais esperado do campeonato português e que contava com milhares e milhares de a acompanhá-lo, oferecemos um futebol tão pobre.

O 0-0 foi o resultado justo e este empate foi muito positivo para as aspirações do Benfica. Não foi decisivo mas quase.

Enquanto benfiquista este resultado só me vale pelo que aconteceu há uns meses no Dragão. Qualquer alegria minha com este 0-0 é ainda direccionada para o 0-2. No estádio o Jonas foi eleito o melhor em campo e na TSF foi o Samaris. Para mim teria de ter sido o Lima por ter bisado.

Saí do estádio com uma mistura de sensações. Por um lado aliviado e confiante pois conseguimos um resultado muito positivo para o nosso objectivo da época, por outro lado desiludido e chateado, tanto com o futebol que tinha acabado de assistir como com a ausente ambição de vitória que apresentámos em nossa casa contra o Porto.

Olhando para o Porto.
Esperava o 11 do costume e uma equipa em velocidade e pressão alta. Foi quase o oposto. As consequências de Munique podem em parte explicar as mudanças na equipa portista mas não explicam tudo.

A titularidade do Helton foi uma boa, mas tardia, cartada do técnico espanhol. Mais qualidade na baliza, liderança no relvado e identidade na equipa.

As restantes mudanças interpreto-as como uma opção táctica extremamente cautelosa, num jogo em que só a vitória interessava.
Contudo, percebo e até aplaudo o pensamento inicial do Lopetegui: O jogo tem 90 minutos e o Porto não tinha de o ganhar logo nos primeiros 20; O Benfica jogava em casa onde normalmente entra muito pressionante, ia ser empurrado por 60 mil apaixonados e estava mais descansado.
Assim o Lopetegui optou por um Porto mais cauteloso, a fechar os espaços ao Benfica, com capacidade de anular a iniciativa e empolgação benfiquista e que fosse crescendo ofensivamente com o decorrer do jogo. Na minha opinião o espanhol acabou por abusar da cautela e podia ter feito a mesma abordagem com o Quintero no lugar do R.Neves.

Ao longo da primeira parte o Porto foi crescendo e cada vez mais conseguiu abafar o futebol do Benfica e aproximar-se da área do J.César.
Esta melhoria foi é insuficiente para uma equipa que tinha de ganhar. O que se esperar quando um treinador abdica de um dos pontos fortes da sua equipa – profundidade lateral – e joga com os 2 laterais recolhidos, 2 trincos, 3 médios interiores e um avançado abandonado no meio de 2 centrais?
Com o Quintero mantinha-se a cautela mas a equipa teria melhor qualidade na saída com a bola e maior aproximação ao Jackson.

O início do segundo tempo fez-me temer pelo resultado pois pensei ver um Lopetegui a ler e a mexer bem no jogo. Percebi que estava enganado quando vi que era o Brahimi que ia dar o lugar ao Quaresma. O argelino não estava a fazer um bom jogo mas esta substituição ia manter a pouca profundidade e criatividade ofensiva no Porto. E até poderia melhor com o espaço que a entrada do Quaresma iria trazer ao jogo.
O Porto mudou mas não o suficiente.

Só com a entrada do Hernâni o Porto se apresentou para vencer, contudo já foi tarde a más horas. Quando os extremos entraram no ritmo do jogo a profundidade e velocidade que trouxeram já foram contrariadas pelo desespero portista. Além disso, o Lopetegui queimou uma alteração ao não trocar o Evandro pelo Quaresma e assim não teve possibilidade de mais tarde povoar mais o ataque, ou com o Aboubakar ou com o Hernâni.

Para quem só a vitória interessava, o Porto pouco fez. Subiu de rendimento no final da primeira parte mas no segundo tempo não fez o suficiente. O Lopetegui sobrevalorizou o Benfica e foi excessivamente cauteloso.

A nível individual os melhores foram os centrais, principalmente o Maicon. O Quaresma entrou mal, ao contrário do Hernâni. O Brahimi não esteve bem e não teve espaço para jogar. O Jackson abandonado trabalhou muito mas produziu pouco.

O Benfica apresentou o 11 previsível e foi muito afectado pela indisponibilidade do Salvio. Para Jorge Jesus a opção seria entre o Ola ou o Talisca e acho que escolheu mal. Eu teria apostado no Pizzi na linha com o Amorim no meio.

Na abordagem da equipa ao jogo confirmaram-se as fragilidades tácticas e individuais perante um adversário que quer e sabe ter bola, que tem a iniciativa de jogo e não se limita a defender. Também se percebeu que a equipa entrou mentalizada para o empate e sem chama imensa para tentar a vitória.

Há uma grande distância entre atacar à maluca e resignar-se com o empate e este Benfica apareceu resignado com o 0-0.
O ambiente fora do relvado foi fantástico e o mosaico que recebeu os jogadores ficará na memória. Este mosaico apelava à vitória, dizia “Vence por nós” e não “Não percas por nós”.

Na primeira parte o Benfica foi insuficiente. Não houve Salvio nem profundidade pois tanto o Nico como o Talisca tendem a vir para meio. Assim o jogo do Benfica foi demasiadamente interior o que facilitou defensivamente mas complicou ofensivamente. Para o Samaris foi positivo mas para o Pizzi, Nico, Talisca, Lima e Jonas não, com o português sem espaço para ter bola e os restantes mais na luta que na construção.

A segunda parte começou com um Benfica mais ofensivo e com maior vontade. Soube também aproveitar os espaços que o Porto começava a ter de dar. Apesar da produção quase nula este foi o momento em que jogámos melhor. Acredito que a melhor entrada encarnada tenha quebrado a estratégia e a confiança portista.

Depois de uma péssima primeira parte, conseguimos uma segunda mais adequada. Mesmo assim queria um Benfica mais arrojado, mais forte e com a cabeça na vitória pelo menos até 15/20 minutos do final. Por isso não gostei da entrada do Fejsa para o lugar do Talisca. A saída do brasileiro foi tardia mas pedia a entrada do Ola ou pelo menos do Amorim. Que jeito teria dado o Guedes nesta substituição…

O melhor momento do Jorge Jesus foi nos últimos minutos. Com o 0-0 e o Porto virado para o ataque, o técnico encarnado soube ler o jogo, soube reconhecer a altura de não perder o empate e soube fazê-lo. Desta vez as suas acções não contrariam as suas palavras, como aconteceu em Vila do Conde e Paços de Ferreira.
Passou a mensagem certa para o relvado, manteve o meio-campo fechado com o Fejsa e Samaris e com a entrada do Almeida anulou o Hernâni e evitou a expulsão do Eliseu.

“Se não podes vencer também não podes perder”. Esta é uma expressão que tem sido muito repetida nos últimos tempos e que muitos querem aplicá-la à exibição do Benfica.
O problema é que esta expressão é só referente ao final dos jogos, não à sua totalidade. A menos que acreditem que na Luz o Benfica não tinha como vencer o Porto com 90, 70, 50 e 30 minutos por jogar.

Acho impensável a exibição do Benfica e notaram-se várias fragilidades na equipa contudo é preciso fazer o elogio aos últimos 15 minutos.
Estou convencido que tal elogio também só é possível por demérito do Lopetegui, pois se a equipa portista não tivesse tanto tempo a assumir só lhe interessava a vitória, é provável que no final do jogo em fez de gelo estivéssemos a colocar desespero no relvado.

Os centrais do Benfica estiveram muito bem apesar do trabalho facilitado. O Jardel está muito mais maduro mas ainda foi a tempo de um descuido que isolou o Jackson e que podia ter tido outro final se não fosse o acertado bom senso do Jorge Sousa.
O Samaris esteve muito bem ao contrário do Pizzi que, expectavelmente, não entrou no jogo.
O Nico foi uma sombra de si mesmo.
O Fejsa entrou bem mas acusou falta de ritmo e arriscou um desnecessário segundo amarelo.
O Eliseu e o Talisca fizeram um péssimo jogo, também sem surpresa. A este nível o Eliseu é uma banalidade a atacar e péssimo a defender. A este nível o Talisca está fora do seu campeonato. Tem toque de bola e jogando numa zona interior de frente para a defesa e com liberdade pode ser útil, não mais que isso.

Agora é vencer em Barcelos e sem volta olímpica nem bailinho da Madeira no relvado. Para mim isso é o suficiente para, eu que só sou sócio, dizer que somos campeões.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Como ganhar ao Futebol Clube do Porto

É em tempos de grandes desgraças que as pessoas se unem. Não me lembro de ver tantas glórias do Benfica juntas como nestes dias de luto pela morte de Eusébio. À falta de glória desportiva, a verdadeira força do Benfica encontra-se na memória, no passado e nas pessoas que contribuíram decisivamente para que houvesse essa memória e esse mesmo passado.

Imaginem-se jogadores do Benfica. Imaginem entrar no balneário, e poucos minutos antes de subir ao relvado, darem-se de caras com uma avalanche de benfiquismo que invade balneário adentro. Abre-se a porta e entram Rogério Pipi, Mário João, Ângelo, Mário Coluna, Artur Santos, António Simões, José Augusto, Cruz, Humberto Coelho, Zé Gato, Malta da Silva, Toni, Nené, Artur Correia, Vítor Martins, Shéu, Bastos Lopes, Pietra, Mário Wilson, José Luís, Fernando Chalana, António Veloso, Álvaro Magalhães, Carlos Manuel, João Alves, Diamantino Miranda, Magnusson, Vítor Paneira, Valdo, Mozer, Ricardo Gomes, Isaías, Preud'homme, Rui Costa, Nuno Gomes, Simão Sabrosa, entre tantos outros. Haverá maior injecção de benfiquismo possível?

Demasiada gente? Exemplos destes nunca são demais. Homens que, nascendo benfiquistas ou não, representaram o nosso clube de forma exemplar e que por direito próprio têm o seu nome gravado na imortalidade da História do Sport Lisboa e Benfica.

Querem homenagear Eusébio? Ganhem o jogo frente ao Porto.