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sábado, 18 de outubro de 2014

O 11 Ontiano à oitava jornada


Rui Patrício; Maxi; Luisão e Lisandro; A.Sandro; Fejsa, Enzo e Talisca; Salvio; Nico; Jackson.


Estas foram as escolhas dos Ontianos.

A baliza ficou entregue ao Sporting. Houve um grande equilíbrio entre o Patrício e o Fabiano. Este sector mostrou ser bastante inquietante para os benfiquistas.

Na lateral direita o Danilo deu luta mas, como sabemos, ninguém luta tanto como o nosso Maxi.

Na lateral esquerda o Porto foi muito superior. De salientar alguma esperança no regresso do Sílvio. O Eliseu não teve qualquer voto o que manifesta a preocupação benfiquista com o momento da nossa lateral esquerda.

A dupla de centrais escolhida foi a do Benfica, seja com Luisão e Lisandro ou com Luisão e Jardel. Arrisco-me a dizer que com a presença do Luisão o resultado seria sempre encarnado. O Lisandro apesar de ainda só ter realizado um jogo aparece com maior confiança dos adeptos do que o Jardel.

Com Fejsa ou com Samaris a verdade é que o trio do meio-campo encarnado dominou totalmente a votação.

Nas alas também não houve qualquer dúvida. O Nani tentou espreitar mas o Salvio rapidamente se afirmou. O Nico dominou totalmente.

No ataque só deu Jackson. Escolha unânime.


Este é o resultado do balanço que os Ontianos fizeram deste início de época relativamente à qualidade comparativa entre os vários sectores dos 3 grandes.

Concluo que os benfiquistas esperam uma solução para o problema da baliza, aguardam por um Sílvio que encoste o Eliseu, têm expectativa no regresso do Fejsa e, com Jonas e Derlei no plantel, esperam uma melhoria no centro do nosso ataque. Também o Jardel parece não convencer sendo o estreante Lisandro o favorito para parceiro do capitão.

Luisão, Maxi, Enzo, Salvio e Nico mais uma vez fizeram a diferença. O Talisca parece estar afirmar-se na opinião encarnada.


Até esta pausa para as selecções foi assim.

Com 7 jornadas do campeonato disputadas, uma Supertaça e dois jogos da Liga dos Campeões, esperam-se agora mudanças, evoluções e afastamentos nas equipas.

Que recomecem os jogos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Arranque 2014-15 – Até agora (1/2)

Após uma pré-época mal preparada, após uma quase revolução no plantel, após a saída de jogadores essenciais, após a aquisição de atletas de qualidade duvidosa e após amigáveis carregados de incertezas e maus presságios, finalmente começou a época.

O Benfica arrancou com um ponto a seu favor: o trabalho táctico feito ao longo de 5 anos. Essas rotinas foram cruciais para minimizar o impacto da redução na qualidade do plantel. Foram muitas as saídas mas a época arrancou com 9 titulares que já faziam parte das contas na época transacta.

Já todos sabemos que as equipas do Jorge Jesus têm uma tendência para começar mal, crescerem e depois claudicarem no final. Essa tendência foi um pouco ultrapassada nestes últimos 4 meses de competição. Se os últimos dois da época passada trouxeram 3 conquistas, já os primeiros dois desta trouxeram uma resposta positiva da equipa (pelo menos em termos de resultados nacionais).

Esta equipa, ainda numa fase muito frágil e inconsistente, tem conseguido juntar às más exibições, as vitórias que tanto interessam. Claro está que ganhar a jogar mal só é possível em consumo interno.

O Benfica à sétima jornada já conquistou uma Supertaça e está na liderança do campeonato com mais 4pts que o Porto e mais 6pts que o Sporting.

Não nos podemos é iludir. Há muito por onde melhorar mas também os rivais têm potencial para fazer melhor. Não há nada pior do que descansarmos na sombra das vitórias, principalmente quando estas são construídas sob exibições tão pobres e com um calendário tão favorável.

O Benfica tem uma competição ganha e também seis vitórias e zero derrotas em sete jogos do campeonato.
Contudo, também temos uma vitória só nos penalties contra o Rio Ave; um arranque na Luz contra um mediano Paços que ainda assustou; uma pobre exibição no Bessa perante um Boavista de segunda divisão e que se pode queixar de um lance mal invalidado perto do fim da partida; um empate na Luz contra um Sporting que terminou o jogo por cima; uma péssima exibição na Luz frente a um Moreirense que foi superior e esteve em vantagem até passar a jogar com 10; uma exibição passiva no Estoril onde deixámos que chegassem merecidamente ao empate depois de termos arrancado com um 2-0 e onde mais uma vez só contra 10 conseguimos a vitória; e ainda mais uma péssima exibição na Luz, desta vez contra o Arouca, e onde o Artur era herói ao intervalo e só aos 75 minutos nos superiorizámos e chegámos às redes do adversário.

Não desvalorizo as vitórias mas também não ignoro os desempenhos.

O pior destes arranques de baixa qualidade é o facto de ficarmos sempre arredados de outras lutas na Liga dos Campeões.
Sou um acérrimo defensor de que o Benfica é clube de Liga dos Campeões e que deve sempre almejar objectivos além da fase de grupos. É com bons desempenhos nesta competição que vamos recuperar o prestígio europeu há muito perdido, e não com grandes prestações em divisões muito inferiores.

Mas será o Jorge Jesus o treinador indicado para um Benfica vencedor na Liga dos Campeões?
Não acredito que o seja e por vários motivos:

• Frequentes maus arranques
• Desconhecimento da génese benfiquista
• Repetida desvalorização da competição
• Insistência numa postura derrotista na antevisão dos jogos
• Incompreensão das necessidades tácticas que esta competição exige.

Claro que o desconhecimento sobre o adepto benfiquista por parte de vários profissionais do clube também não ajuda.
O que pode ser pior do que pegar numa manifestação de amor ao clube cantada por milhares de adeptos e transformá-la numa jogada de marketing, usá-la para tapar a derrota caseira e transfigurá-la para uma “ovação de pé” aos jogadores e staff? Transformar tamanho amor em uma baboseira mediática também não ajudou ao realismo da equipa e a superficialidade com que se abordou e jogou na Alemanha foi bem demonstrativa da fictícia falta de exigência que tanto marketing criou.
 
Seria interessante se todos estes gestores que querem destruir o clube e implementar uma empresa, um dia se dedicassem a conhecer o benfiquismo vivido no meio daqueles que mais o sentem.

(Alguém reparou naquele vídeo onde num agradecimento aos adeptos pelo apoio prestado após a derrota caseira, praticamente só aparecem imagens de festejos efusivos e que nada têm a ver com o momento em questão?)

 
O Benfica 2014-15 parece simplesmente talhado para consumo interno. E é com esse foco que pode surgir aqui algum optimismo. A equipa tem potencial para melhorar, Jorge Jesus costuma evoluir ao longo do campeonato e as más exibições da equipa têm sido compensadas com vitórias atrás de vitórias.

Chegámos agora a uma paragem do campeonato. Veio em boa altura.