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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Final da Taça de Portugal _ Braga 2 – 0 Benfica

O jogo que não salvava a época mas que daria um pouco mais de animo para a preparação da próxima temporada. Além disso, a história do Sport Lisboa e Benfica também se fez muito com conquistas da Taça de Portugal.

Deu-se a derrota que esta época do Benfica merecia.

No jogo da Pedreira o Benfica entrou melhor, conseguiu a expulsão de um adversário e sentenciou o jogo. Ontem aconteceu o mesmo mas com o Braga como protagonista.

Jorge Jesus, depois do bluff durante a semana, optou por manter os 3 centrais. Não diria que foi a decisão mais acertada pois aquele trio – com o Morato incluído – não apareceu, nem podia aparecer, muito bem oleado nos seus movimentos e posicionamentos. E ainda tivemos um Vertonghen limitado e um Otamendi a jogar demasiado para a plateia – peço equilíbrio a um central e não que varie grandes cortes com entradas e corridas desenfreadas.

Olhamos para os primeiros 17 minutos e o que vemos é que, apesar de nenhuma equipa estar a dominar o jogo, o Braga estava mais confortável em campo e com uma melhor capacidade de ter bola. Vimos no Benfica aquele que normalmente é o problema das equipas de Jorge Jesus – fortes sem bola mas incapazes de controlar o jogo com a mesma. A equipa do Carvalhal entrou melhor, com um futebol mais fluído e com maior capacidade de criar jogo. Foi com esse Braga a assumir o jogo que surgiu a oportunidade que levou à expulsão do Helton Leite.

Fora de jogo inexistente. Toque parece-me haver. O jogador do Braga ia isolado só com o guarda-redes e sofre o toque quando fica sem ninguém entre ele e a baliza aberta. Sim, a bola vai na direcção da bandeirola de canto mas não, a bola não ia sair pela bandeirola de canto. O desenrolar normal do lance seria o avançado ter a bola dominada próximo da área e sem ninguém entre ele e a baliza.

Em termos teóricos o árbitro só poderia dar vermelho directo. De uma forma mais subjectiva poderia haver a nuance da importância do jogo, do minuto da falta e da deslocação da bola a fugir da baliza, para o árbitro tentar defender o jogo 11 para 11. Enquanto consumidor de futebol talvez considere que essa fosse a decisão mais positiva contudo nunca a mais acertada.

Para lançar o Odysseas o Jorge Jesus entre o Pizzi e o Taarabt escolheu retirar o 21 encarnado. Acabou por ser a opção mais acertada devido a uma maior capacidade do marroquino em rasgar e comer metros com bola. Mas esperava mais, de um grande treinador no Benfica esperava não só que lançasse o obrigatório guarda-redes como tivesse imediatamente iniciativa de construir a equipa para jogar com 10: Darwin para o lugar do Everton. Com menos jogadores ofensivos era importante ter um avançado que só por si conseguisse carregar a equipa para zonas de ataque, deixando a defesa do Braga sempre desconfortável.

Depois da expulsão começa o recital do Galeno pela esquerda. Sem muito perigo o Braga foi fazendo tremer a nossa defesa mas a equipa acabou por se equilibrar e terminar a primeira parte, ali os últimos 15 minutos, a dividir o jogo e até a chegar com bastante perigo à baliza do Matheus.

A bater o minuto 45 há trapalhada do Vlachodimos e o Vertonghen, que tinha de fazer melhor, acaba por ser traído pelo movimento do keeper e improvisa um corte que leva a uma excelente finalização do Piazón.

Pelo que foi exigido dele durante toda a primeira e por aquilo que conseguiu corresponder, diria que o Taarabt acabou por ser o mais preponderante jogador do Benfica nos primeiros 45 minutos.

A segunda parte foi do Braga. Em vantagem quiseram desde o inicio procurar o segundo golo e aproveitar o maior espaço que o Benfica ia dar por ter de procurar o empate.

O Jorge Jesus acabou por melhorar o jogo encarnado com as substituições perto do minuto 60. O Rafa e o Darwin trouxeram desconforto à organização do Braga. Esse desconforto foi acentuado quando o Carvalhal tem de tirar o Al-Musrati já depois de ter substituído o Castro.
Assim, mesmo sem muita cabeça, o Benfica foi conseguindo voltar ao jogo.
Já a entrada do Nuno Tavares foi somente uma desesperada opção táctica para anular o Galeno numa marcação homem a homem. Não resultou.

O Braga fechou o jogo com o 2-0, foi um resultado justo de uma equipa que jogou melhor desde o primeiro minuto.

A verdade é que este Braga foi mais equipa que o Benfica, apresentou maior identidade de jogo, um colectivo mais oleado e muito mais conforto com a bola.

O Benfica, tanto com 10 como com 11, nunca mostrou dinâmicas colectivas, entrosamento entre os vários sectores nem jogadas de grande envolvência. Uma equipa mais trabalhada para jogar sem bola e que entrou a procurar pressionar alto de forma a condicionar a posse do adversário, foi assim dando espaços nas costas que o Braga nunca se importou de explorar.

Comportamento deplorável do Taarabt e do Eduardo no final do jogo. O Benfica vai perder o marroquino por vários jogos. Não percebi a expulsão do Piazón. Houve ali outros comportamentos que deviam ter sido analisados pelo árbitro e pelo VAR e que merecem ainda vir a ser escrutinados e punidos. Quis o Nuno Almeida tentar amenizar os estragos que estavam a ser criados numa Final que devia ser uma Festa.

Sintetizando:

Bom e competente jogo do Braga.

Medíocre e inseguro jogo do Benfica.

Arbitragem dentro da média, sem grande casos a assinalar e com um 3+ numa escala de 0 a 5.

Homem do jogo: Al-Musrati

Pior do jogo: Jorge Jesus, não só pelo pouco futebol da equipa como também pelas tristes declarações no pós-jogo.

PS: Uma nota para o Carlos Carvalhal. Ouvi-lo falar depois do jogo foi como ver uma criança toda feliz porque recebeu aquele brinquedo que sempre quis. Delicioso e muito mais disto no Futebol sff.



domingo, 22 de novembro de 2015

Bailando

“O que aconteceu no domingo na Luz dificilmente voltará a suceder em circunstâncias semelhantes. O Sporting chegou a uma vantagem dilatada de uma forma dificilmente repetível, naquele que terá sido provavelmente o jogo mais fácil da temporada para a equipa de Jorge Jesus. Não se pense, contudo, que a vitória dos verde-e-brancos é injusta ou está aqui a ser menorizada. Não está. O maior erro será, por ventura, pensar que o jogo caiu para o lado do Sporting por acaso. Não, não e não. O Sporting foi mais organizado, soube tirar proveito dos momentos do jogo, foi mais adulto, maduro, trabalhado e, virando as palavras contra o próprio Rui Vitória, foi mais (a única) equipa. Vimo-lo na Supertaça e voltámos a vê-lo na Luz. O Sporting não vencerá o Benfica nem por 0-3 nem com facilidade em todos os jogos. Mas da forma como estão as coisas, seria surpreendente que o Sporting, em dez jogos com o Benfica, não ganhasse pelo menos sete ou oito, alguns deles com facilidade. Por questões que se prendem com as individualidades e com o colectivo. E quem não acredita nisto terá a realidade a entrar novamente de chofre pela cara adentro já no próximo dia 22 de Novembro.”

in Previsível, Ontem Vi-te no Estádio da Luz, 27 de Outubro de 2015

Vamos directos ao assunto. Não há volta a dar, o Benfica meteu-se a jeito. Primeiro na pré-época, ao não conseguir despachar Jorge Jesus para as arábias, como era aparentemente vontade de Vieira. Depois, ao potenciar o agravamento de uma situação por demais óbvia e que já se adensava desde o início da temporada anterior, a política de desinvestimento brutal no futebol, que serviu apenas para agudizar todos os problemas já conhecidos. O Benfica meteu-se nesta alhada porque quis. Porque foi anjinho. Basicamente, porque foi incompetente.

O Benfica começou a perder o jogo de sábado na conferência de imprensa de antevisão ao clássico, no só pelo atraso patético de Rui Vitória, que queria saber antecipadamente o que Jesus iria dizer, ou pelo menos que o treinador do Sporting não pudesse usar as suas palavras na conferência de imprensa do Sporting, mas também pelo próprio conteúdo que verbalizou, que mostrou um Rui Vitória completamente perdido, com um discurso pobre, desconexado e repetitivo. O desnorte que o Benfica revela dentro de campo tem o seu espelho no discurso e na postura que o seu treinador evidencia fora dele. O Sporting ganhou bem, merecido, ao som de bailando na conferência de imprensa de antevisão e no relvado.

Contudo, a culpa não morre só com o treinador. Já no ano passado o Benfica tinha sido claramente inferior ao Sporting no confronto directo. No jogo da Luz acabaram por ser os leões a dispor das melhores ocasiões de golo, com Slimani a falhar um golo feito no último fôlego da partida, enquanto que em Alvalade foi uma avalanche da equipa de Marco Silva que terminou com um anti-climáx final quando Jardel fez o primeiro e único remate do Benfica à baliza de Patrício nesse jogo, para golo, por sorte. E quem diz com o Sporting diz com o Porto (empate sofrível na Luz e vitória milagrosa no Dragão) e nos seis jogos que efectuou na Liga dos Campeões. Este ano, à semelhança do que aconteceu na época passada, o Benfica demite-se de jogar o jogo e procura apenas vencer com base na sorte de um chutão para a frente poder resolver a questão. E aqui o problema não é só do treinador (ou dos treinadores, neste caso). Prende-se essencialmente com a falta de qualidade dos intérpretes. O Benfica deu-se ao luxo de perder jogadores essenciais, com Maxi à cabeça, e ainda Salvio por lesão, sendo que Lima foi o único cuja saída acabou por ser colmatada com alguma qualidade. Se a estes problemas somarmos uma defesa envelhecida em que Sílvio tem abordagens assustadoramente más aos lances, Luisão está em pré-reforma, Jardel só tem mostrado o agravar das suas deficiências com a idade (para não falar no inenarrável Eliseu, que ontem nem foi o elo mais fraco), e um miolo do terreno sem a qualidade de outros tempos, nomeadamente craques como Javi, Ramires, Witsel, Matic ou Enzo, fica tudo muito mais perceptível.

E não venham com a desculpa da formação. Não se perdem estes jogos pela aposta nos jovens da formação. Basta ver que o Sporting terminou a partida de ontem com 7 elementos da sua academia. O projecto da aposta na formação encarnada está correcto. E tem tanto de correcto como de mal conduzido.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ainda houve Festa da Taça

Para começar uma palavra sobre o Vianense.

Equipa compacta, confiante e muito bem organizada. Tentou jogar dentro das suas possibilidades. Nota muito poisitiva.

Para o Benfica este jogo não serve para grandes conclusões.

Fomos melhores mas só podiamos ser. Ganhámos mas só podiamos ganhar.
Faltou criatividade e velocidade no nosso ataque e principalmente houve um grande buraco entre a defesa e o meio-campo. Não sei se por culpa do Fejsa ou dos centrais que não encurtavam esse espaço.

Jogo demasiado morno do nosso lado.

O 0-1 é todo do Carcela. Até aí o Benfica não conseguia criar perigo e nesse lance, numa bola perdida, o belga tem um excelente e imparável remate.

Individualmente é dificil tirar conclusões definitivas devido à qualidade do adversário.

O Carcela mostrou qualidade mas de forma muito inconsistente.
O Nuno Santos teve bons momentos.
O Jiménez e o V.Andrade entraram muito bem e foram os maiores responsáveis por um inicio de segunda parte bastante superior do Benfica.
O Jardel, como sempre, capaz do melhor e do pior.
Não gostei do jogo do Fejsa nem do jogo do Talisca.

O Silvio foi lançado para a posição do Nélson Semedo. Percebemos assim que o Rui Vitória não irá desfazer a dupla Samaris-Almeida - é com agrado que vejo isso.

Continuamos sem ver o Cristante e o Djuricic. O Taarabt continua a ser carta fora do baralho.

Deu para assustar. Agora é Turquia.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Receber o Braga com crescimento




Jogo de enorme esforço no Domingo mas amanhã temos outro muito exigente e importante para a época do Benfica. Com 4 dias entre os dois jogos, sou apologista de duas ou três mexidas na equipa e não mais que isso. O próximo jogo é Domingo na Luz com o Gil e isso permite um maior foco para esta eliminatória da Taça. 

Passados 3 dias da vitória do Dragão, olhando mais a frio para o jogo disputado nas 4 linhas, que situações vocês consideram merecer atenção para o jogo de amanhã contra o Braga? 

Ignorando a possível rotatividade, na sequência do que aconteceu no Dragão, que pontos consideram essencial melhorar para a recepção ao Braga?



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O maquiavelismo do sorteio

Sorteio da Taça de Portugal: Porto - Sporting; Sp. Covilhã - Benfica. 

Enquanto Porto e Sporting jogam num estádio com todas as condições para a prática da modalidade, o "sorteio" leva o Benfica a fazer centenas de quilómetros por estradas nem sempre no melhor estado e a ter de jogar num campo que não garante o melhor terreno para o futebol (podendo inclusivamente provocar lesões nos nossos atletas, situação em que certamente os que fizeram este "sorteio" pensaram). Assim é impossível, está tudo contra o Benfica.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mais que um Clube


Foram mais as vezes que este clube, o meu clube, me fez chorar de tristeza que de alegria. Nem vale a pena enumerar os múltiplos episódios. Hoje, o que se viveu na Luz foi absolutamente mágico. É difícil pôr em letras aquilo que sinto hoje enquanto benfiquista. Somos mais que um clube. A vitória de hoje, nas condições em que foi conseguida, tem um carácter tão épico que parece uma daquelas histórias que se contam às crianças em que o Bem triunfa sobre o Mal. 

Hoje tive a sensação de aquilo que me foi tirado durante os últimos 20 anos estava a ser reposto. Todas as alegrias, todos os troféus roubados estavam ali a cair perante os meus olhos. Tudo devolvido ao Benfica sob a forma de uma vitória que assumiu contornos de uma surrealidade sádica digna de um quadro de Dali. Uma alegria e um sentimento de pertença a uma família gigante que não conhecemos mas que acarinhamos que são difíceis de descrever.

A tal hegemonia do futebol português conquista-se assim. Com vitórias épicas e títulos conquistados dentro de campo. Com emoção e paixão fora dele. A Mìstica do Benfica é isto. Este grupo está a escrever uma das mais belas páginas da história centenária deste clube. A nós, adeptos, cabe-nos ajudar a escrevê-la. Vamos a isso?

P.S. Os pêsames, sinceros, ao presidente Luís Filipe Vieira nesta hora difícil. Independentemente de desavenças futebolísticas, mãe é mãe. Nas vitórias e nas derrotas.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Uma questão de mentalidade



A derrota no jogo de ontem poderá ter razões de duas naturezas diferentes, mas complementares: A questão técnico-táctica e a questão anímica.

No plano táctico, Jorge Jesus optou por mexer naquele que é, em teoria, o melhor 11 do Benfica neste momento. Neste aspecto, considero que a alteração mais negativa ocorreu no ataque, com a troca de Cardozo por Lima.

Compreendo a razão pela qual Jorge Jesus apostou no Paraguaio, já que há a necessidade de manter Tacuara motivado e isso só é possível se ele continuar a achar-se importante no plano colectivo. Porém, tacticamente, este não me parece ser um jogo à medida de Cardozo. Nem à medida do jogador, sob o ponto de vista individual, já que será sempre um jogo que tenderá a ter um caudal ofensivo menor e, por consequência, tender-se-á a fazer-se de Cardozo uma ilha na frente de ataque. Mas também Cardozo não é jogador que sirva à medida da equipa, pois, como todos sabemos, não apresenta uma grande amplitude de movimentos, nem sequer ajuda com eficácia na pressão sem bola sobre os centrais e médios defensivos do adversário. Ou seja, a equipa, inconscientemente, isola-o na frente e ele não consegue juntar-se aos colegas, isolando-se também ele da equipa. A somar a tudo isto, há o péssimo momento de forma do Paraguaio. Não obstante, repito, compreendo a intenção de Jorge Jesus em coloca-lo de início.

Como já tinha escrito, considero que a grande evolução táctica da equipa se deu com a entrada e afirmação da dupla Rodrigo-Lima como avançados, ajudando a equipa a juntar linhas e encurtar espaços de circulação entre as nossas linhas e, por via da melhor capacidade técnica e de mobilidade de ambos, conseguem dar mais e melhores soluções à equipa na saída de bola, disfarçando assim o défice numérico a meio-campo. Nestes jogos, para jogar com Cardozo na frente, talvez seja mais aconselhável optar por uma estratégia que passe por 3 médios e menos pelo 4x4x2 mais clássico.

Para lá da questão táctica, há a questão anímica, a questão da mentalidade colectiva. Nos últimos largos anos, temos assistido a uma espécie de bloqueio mental colectivo na hora de defrontar o FCP, que se agrava e multiplica de forma preocupante quando os confrontos se disputam a norte.

Por muito bem que esteja o Benfica e/ou por muito mal que esteja o Porto, sentimos sempre que a equipa que joga no Dragão/Antas é animicamente diferente. Há um fantasma azul e branco que assombra todos os jogadores na sua individualidade e que se transporta para o colectivo. Raramente conseguimos jogar à Benfica frente ao FCP e, muito menos, no Dragão. Um exemplo claro disso foi o jogo de ontem, mas também outros mais ou menos recentes. Até no primeiro ano de Jorge Jesus em que a equipa praticava um futebol avassalador, respirava e transpirava confiança por todos os poros, podia sagrar-se campeão no Dragão caso vencesse o jogo e o que vimos foi uma equipa completamente descaracterizada, amorfa, apática e receosa.

Esta questão não é exclusiva dos tempos de Jorge Jesus à frente da equipa, bem pelo contrário. Esta questão já tem anos e anos, sendo que Jorge Jesus é “apenas” mais um que não a consegue inverter e este jogo apenas acentua este bloqueio mental que não será resolvido com uma vitória esporádica num dos próximos jogos que teremos no mesmo recinto

domingo, 10 de novembro de 2013

Obrigado, futebol.

Não foi bem jogado, o Benfica continua com os mesmos problemas para controlar o jogo em vantagem, há desnorte mental, mas... voltei a festejar golos e a viver a Luz como já não acontecia desde o jogo com os turcos. No Piso 1 há álcool. O terceiro golo do Cardozo é uma maravilha.

A arbitragem? Uma vergonha inaceitável.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O fim da linha para Cardozo



Ponto prévio – Nada do que vou escrever tem em conta as capacidades técnicas e tácticas de Cardozo, muito menos a sua eventual importância para a equipa principal de futebol profissional. Tão pouco tem em conta a minha opinião sobre a continuidade ou não de Jorge Jesus à frente do comando técnico do Benfica.


Parece ser cada vez mais certa a saída de Cardozo do Benfica, uns criticam, dizendo que quem deveria sair deveria ser Jorge Jesus, outros dizendo que ambos deveriam sair e outros argumentando que tudo se resolveria com uma conversa entre ambos em nome do superior interesse do Benfica. Seja como for, a maioria dos adeptos vê a saída do avançado Paraguaio com mágoa e bastante apreensão.

Com o sucedido na última edição da final da Taça de Portugal, Cardozo marcou ali, irrevogavelmente (no sentido literal, não no sentido de Paulo Portas), o seu futuro no Benfica, ou seja, na minha opinião, depois do que aconteceu só haveriam duas decisões a tomar por parte da direcção do Benfica:

1 – Saída de Cardozo e de Jorge Jesus: Depois de um acto tão grave, cabe à estrutura directiva analisar as razões que estiveram na base da decisão, isto é, perceber se o treinador havia “perdido” o balneário ou se este permanecia com Jorge Jesus, fazendo daquela atitude, um acto isolado de alguém que havia perdido a noção das “hierarquias” internas do clube. Caso se percebesse que o balneário se havia desligado do treinador, só poderia ser tomada a decisão de saída do mesmo, mais que pela questão dos resultados, pois, por muito bom que seja um treinador, se não tiver os jogadores do seu lado, se eles não acreditarem no seu líder, jamais acreditarão que seguindo as suas instruções caminharão no sentido certo, logo, jamais se conquistará algo. 

Por outro lado, com aquela atitude publica e tão vincada, o Paraguaio colocou em causa a liderança do treinador e a capacidade da estrutura do clube, pois os empurrões e apontar de dedo, feitos pelo avançado, fragilizaram, e muito, a liderança do treinador, não só perante os adeptos, como, e essencialmente, perante os demais companheiros de equipa. Jamais um jogador se pode permitir ter a atitude que Cardozo teve perante um estádio nacional completamente cheio e perante as camaras de televisão. Aquela atitude não foi tomada a quente, não foi de um jogador que acaba de sair e se encontra frustrado por não poder contribuir, em campo, para a vitória da equipa. Não, aquela atitude foi amadurecida durante todos os minutos que Cardozo esteve sentado no banco depois da substituição.

2 – Saída de Cardozo e permanência de Jorge Jesus: Acreditando que a estrutura directiva fez a análise ao balneário que referi anteriormente, acredito que se achou, ou melhor, se teve a certeza que, apesar dos desaires sucessivos no final de época, os restantes jogadores permaneciam com o treinador e que nele depositam toda a confiança para o futuro.

Sendo assim, a saída de Cardozo torna-se ainda mais inevitável que no primeiro cenário, pois há que passar a imagem e a certeza para os restantes de que jamais será tolerada qualquer atitude semelhante seja a que jogador for, pois o grupo é muito mais que a soma das partes e está muito acima de qualquer um, demonstrando-se ainda que, haja o que houver, quem manda, quem decide é o líder Jorge Jesus e que acima dele, só a direcção.

Como se pode ver, eu não coloco em análise um terceiro cenário que passaria pela saída de Jorge Jesus e a manutenção de Cardozo na equipa. E não o faço pelo simples motivo de que, a acontecer esta hipótese, se passaria a mensagem que, no Benfica, um jogador pode despedir um treinador após uma qualquer derrota, se passaria a mensagem de que no Benfica não há disciplina e solidariedade de grupo. Se isto acontecesse, qualquer treinador que viesse para o lugar de Jorge Jesus, teria, desde logo, a sua imagem de liderança fragilizada.

Pode ainda argumentar-se que a melhor solução passaria pela permanência de ambos, desde que fossem capazes de colocarem de lado a suas diferenças e conseguissem perceber que com ambos o grupo seria mais forte. No entanto, seria inevitável que, a cada decisão contra os interesses de Cardozo, os adeptos e, sobretudo, o jogador colocassem a hipótese de essa mesma decisão ter sido tomada por ressabiamento do que se havia passado, criando um ambiente propício para que uma situação semelhante se repetisse.

Ainda assim, considero que todo o processo poderia ter sido conduzido de outra forma, isto é, o clube poderia ter tentado passar a imagem de que as coisas entre jogador e treinador estariam resolvidas e que o clube contaria com o atleta para a nova época, uma vez que, sem que isso tivesse acontecido, os possíveis interessados no Paraguaio jogam sempre com o evidente interesse do Benfica em vender Cardozo.

Em suma, os eventuais custos desportivos pela saída de Cardozo, jamais se podem sobrepor aos interesses do grupo, aos interesses do clube. Se não temos outro avançado com as características de Cardozo? Pois então que se alterem dinâmicas de jogo, que se alterem sistemas, mas o que não se pode alterar é a liderança do clube! Se não temos capacidade para trazer alguém que substitua o Cardozo? Pois que não se empreste o Nelson Oliveira, que se “promova” um jogador da equipa B nos momentos de maior “aperto” ou que se apele às invenções de Jorge Jesus, mas o que não se pode comprar, o que não se pode pedir emprestado, é a união em torno do objectivo comum que deve ser o Sport Lisboa e Benfica!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ontem não te vi a ganhar nada.

Momento «vamos acalmar o pito»: Temos uma final para ganhar, não é uma final já ganha. Só naquela de não irmos já outra vez armados em campeões antes de tempo. Vitória, equipa bem orientada, bons jogadores, adeptos do melhorzinho que existe no país. Portanto, é ir com coragem, vontade, confiança, mas sem o que tem feito perder quase tudo nos últimos anos: soberba, arrogância, bazófia. E depois então, se a ganharmos, festejemos que bem merecemos uma alegria.

domingo, 19 de maio de 2013

Para que fique escrito antes de sabermos do desfecho do campeonato:

devemos renovar com Jorge Jesus. Após duas épocas a cometer erros - mais do que básicos, erros estranhos - o que Jesus fez este ano com o plantel desequilibrado que tinha na mão é de uma qualidade inegável. 

O campeonato está próximo da perfeição - um erro crasso, é certo, contra o Estoril, que provavelmente custou-nos o título, mas porque o Porto tem feito outro fabuloso campeonato -, na Champions falhou, mas recuperou na Liga Europa onde chegou à final com todo o mérito e a perdeu com muito, muito, muito azar - o que eu vi em Amesterdão ao vivo, aquele jogo da nossa equipa contra uma equipa forte apesar de mal orientada, não é obra do acaso: há trabalho de qualidade de Jorge Jesus; provavelmente, o melhor jogo do Benfica em toda a época. E ainda o Jamor, onde provavelmente levará a Taça para o museu do Benfica. 

Nunca posso considerar "brilhante" uma época em que o Benfica "só" vença a Taça de Portugal, mas posso deixar de olhar apenas para os resultados e analisar o caminho até às decisões. Jesus inventou, criou, desenvolveu novas soluções num plantel parco de alternativas credíveis para certas zonas do campo - laterais, centrais, médios 6 e 8. Não será brilhante, mas será muito boa uma época em que ganhemos Campeonato e Taça e boa se apenas ganharmos a última, tendo em conta a presença na final de uma competição europeia e um campeonato disputado até à última jornada. 

Jesus tem defeitos? Tem e continuará a tê-los enquanto não estiver sustentado por uma estrutura que, nas alturas cruciais, saiba calar-se quando deve e falar quando não deve estar calada - no Benfica, é ao contrário: a possibilidade de sucesso fez com que a cagança voltasse a surgir e a partir desse momento foi o descalabro. Mas o maior erro da estrutura esteve antes, muito antes: quando não deu ao seu treinador o que era evidente que ele tinha de ter: pelo menos mais um médio que servisse de opção a Matic e Enzo, um central de qualidade superior ao fraco Jardel e um lateral-esquerdo que não estivesse em aprendizagem dentro da competição. Não lhos deram, Jesus fez o que pôde. Mas não pôde tudo, como era expectável. E, assim, nos momentos decisivos, o Benfica falhou.

Não se perguntem se Jesus deve ou não renovar - deve; perguntem-se antes se devemos renovar com estes dirigentes - não devemos. Enquanto Vieira se mantiver no Benfica, nunca teremos sucesso continuado - tenham lá o Mourinho ou o Guardiola ou o Jesus. Porque o homem ainda antes de poder ganhar alguma coisa já demonstra não saber ganhar coisa nenhuma. E por isso perde. E perderá. E perderemos mais vezes do que as que ganharemos. Mesmo que, de tempos a tempos, apareça um título esporádico. Que, rezemos todos à espera do milagre, pode ser já hoje.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Planos para o fim-de-semana.


SÁBADO: ser campeão. Passar a noite a mamar copos e a gritar "Benfica" pelo menos durante 7 horas seguidas. 

DOMINGO: arranjar forma de ter bilhete para o Jamor enquanto mamo copos e grito "Benfica" pelo menos durante 20 horas seguidas. Não faço ideia como: nem estou em Lisboa nem sou Premium. Serei apenas um mero e pobre sócio - uma grande chatice. Para aliviar, se não tiver bilhete para o Jamor, aproveito e continuo a mamar copos. 30 horas seguidas a gritar "Benfica". 

 SEGUNDA: 40 horas seguidas a gritar "Benfica" e 10 litros de uísque depois, parto de carro para Amesterdão, no qual instituirei a nova canção da moda: "BENFICA, BENFICA, BENFICA!". Vou a mamar copos até Quarta e chegarei à Arena a gritar Benfica há 4 dias seguidos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Algumas considerações sobre estes tempos de ilusões

1. Não está a ser um campeonato bom, está a ser um campeonato fabuloso. 21 vitórias e 4 empates em 25 jogos é um registo de uma qualidade praticamente insuperável. Mérito a quem o tem: Jorge Jesus e os jogadores. Após duas épocas a cometer erros básicos de gestão dos recursos que tinha à sua mercê, o técnico emendou a mão e começou a usar o cérebro para mais do que apenas pensar em tácticas e exercícios para os treinos. Com isso, ganhou verdadeiramente um plantel (e não um grupo de 12 ou 13 jogadores, como nas épocas anteriores), soube "inventar" o que parecia, aos olhos humanos, praticamente impossível e potenciou a real possibilidade de uma época de sonho. 

2. Outro que vem melhorando a sua performance é Luís Filipe Vieira. Ainda falta muito para ser um verdadeiro Presidente do Sport Lisboa e Benfica - desde logo, porque apoia inequivocamente escumalha corrupta ligada ao Apito Dourado -, mas tem tido a virtude de, em vez de cavalgar o excelente momento da equipa em torno do seu ego (como fez o ano passado, com os resultados conhecidos), andar calado. E, como todos sabemos, um Vieira calado significa um Benfica mais preparado. Que continue em silêncio até Maio. Seria muito bom sinal.

3. Há, no entanto, um dilema. Dos grandes. Aquela que pode ser uma das melhores épocas de sempre da História do Benfica (nunca conseguimos vencer Campeonato, Taça e uma competição europeia no mesmo ano) pode também acabar por se revelar uma das mais decepcionantes de sempre da História do Benfica. Sim, estamos neste exacto ponto: ou luxo ou lixo. E, se é verdade que a ilusão que temos neste momento já ninguém no-la tira, não deixa de ser uma óbvia realidade que, se não ganharmos nada, a queda será tremenda. E se há ainda dificuldades:

Campeonato - o principal objectivo está, ao contrário do que leio, oiço e vejo por aí, bem distante de estar resolvido. Basta lembrar que, se o Benfica perde pontos num dos próximos 3 jogos (Sporting em casa, Marítimo fora, Estoril em casa) e o Porto ganha os seus jogos, chegaremos ao Dragão a não poder perder o jogo - um cenário que, como já falámos aqui algumas vezes, nos não interessa nadinha. O Benfica tem de chegar ao Dragão a poder perder - e se lá chegar a poder perder, a probabilidade de o ganhar aumenta consideravelmente, porque perde a pressão, o medo e sobretudo o trauma que ainda existe sempre que nos deslocamos ao Porto. Portanto, estamos a um empate de estragarmos tudo. E a 3 vitórias (nos próximos 3 jogos) de sermos campeões. Porque, mesmo que vamos perder ao Porto, um Benfica a jogar em casa contra o Moreirense na última jornada, com maior ou menor dificuldade será sempre campeão. 

Taça de Portugal - é o troféu mais provável, no momento. A final, não estando garantida, está bem encaminhada e o adversário no Jamor, apesar de ter méritos, é bastante acessível. Passaram 9 anos desde que o Benfica ganhou a sua última Taça e 8 desde a última final - perdida por falta de profissionalismo. É muito tempo para um clube que domina claramente o histórico desta competição.

Liga Europa - Depois de ultrapassada a fase em que devia ter havido prioridades (e, de certa forma, houve, embora não tão evidentes), agora, como diz e bem o Jesus, é meter a carne no assador. Ninguém pode estar perto de uma meia-final de uma competição europeia e simplesmente abdicar da prova. É isso que o Benfica fará. Importante, no entanto, lembrar que ainda estamos nos quartos-de-final e que o jogo na Luz (3-1) teve alguns momentos de sorte que ajudaram ao resultado final. O Newcastle tem valor, precisa da competição para atenuar dores internas e pode ganhar-nos um jogo num dia sim. Ir para Inglaterra a pensar no adversário das meias-finais pode custar-nos o sonho. Fundamental marcar um golo e arrumar mentalmente o adversário. Depois, caso passemos os ingleses, tudo pode acontecer. Qualquer um dos que chegue às meias (incluindo o Chelsea) pode ser eliminado pelo Benfica. Por mim, se lá chegarmos, não me importava nada de encontrar o Basileia.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O futebol podia aprender com este voleibol

Depois da Supertaça, a Taça de Portugal. Esta época promete ser de luxo para a equipa de Voleibol do Benfica. 

Parabéns a todos, incluindo, claro, o treinador - que tem trabalhado muito bem - e Coelho, o empregado de mesa que nas horas vagas é desportista.

Sempre que vejo Coelho imagino-o a perguntar-me, após o repasto, se quero mais alguma coisinha, talvez um cafezinho com um uisquezinho ou a dar-me a lista das sobremesas. Coelho é um homem normal, que em campo usa uma camisola diferente dos demais colegas. Podia perfeitamente usar camisa branca, calça preta, sapato engraxado e o seu nome em destaque, junto à caneta com que aponta os pedidos.

Mas Coelho afinal é jogado de Voleibol. Parabéns a ele, ao Jardim e a toda a equipa.

Depois da Supertaça, a Taça de Portugal. E agora venha o Campeonato, para completar o ramalhete.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

50 anos depois, a Champions será nossa!

Pelo menos era este o sentimento de 43 pessoas que votaram ali na sondagem, respondendo à pergunta: "O que esperar da época?". Mais: não só acreditavam numa gloriosa jornada europeia, como viam o Benfica vencer a Liga, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e mais 3 troféus angolanos. Hoje, mais comedidos, certamente dispensariam a segunda prova nacional, num gesto de solidariedade com o rival da segunda circular. Entende-se o gesto simpático e o próprio clube entendeu por bem corroborar esse desejo, deixando na Madeira a possibilidade de vencer o troféu, 8 anos depois. Somos uns mãos largas.

No entanto, que não se espere do adepto qualquer outro altruísmo para além deste que já passou - talvez, se o calendário não o permitir, ainda venhamos a abdicar de algum sucesso em terras africanas mas nada, nada para além disso. A partir de agora, Champions, Campeonato e Taça da Liga são objectivos fulcrais para o resto da época. 

A última, porque é nossa por direito e dever: 3 títulos em 4 possíveis é a chamada benfiquização do torneio - como nas outras competições nacionais, o Benfica lidera por números insuperáveis e assim continuará a ser.

Quanto ao campeonato, olhando o calendário e as performances adversárias - Sporting, como se previa, em direcção ao abismo (Olá, Natal) e Porto, apesar de alguns sinais de retoma, muito pouco capaz de manter uma regularidade constante até Maio -, diria que o Benfica só não será campeão pelos motivos que já anteriormente apresentei: incompetência/teimosia de Jorge Jesus. Se o treinador do Benfica souber aliar à competência táctica a flexibilidade de opinião em relação aos (excelentes) recursos que tem no plantel, muito dificilmente não andaremos todos nus pelo Marquês daqui a uns meses. Pelo Marquês e pelo Mundo, que o Benfica não vive de esporádicos lugares no planeta nem da necessidade de fazer de uma cidade uma espécie de fortaleza dos sentimentos. Amigos, sejamos simples na análise: se fizermos o nosso trabalho, seremos campeões. Se o não fizermos, também seremos. Só noutro ano qualquer.
 
Já em relação à Champions, a ópera é mais bufa. Há reais possibilidades de chegarmos aos quartos-de-final e ficamo-nos lucidamente por aqui. O resto que vier será sempre dependente de outros factores que não só a nossa qualidade: arbitragens (sim, na Europa também as há de muito má raiz) e, acima de tudo, da competência do adversário. É que jornadas à Porto 2004 só há para cagões. Ou acham que seria possível alguma equipa chegar até ao troféu ultrapassando Lyon, Corunha e Mónaco? Era bom, era. Mas essa sorte só calha ao Mourinho - sim, a mesma sorte que o treinador português usa para justificar a excelência do futebol do Barcelona. Mais parvo do que ele, mas mesmo muito mais parvo, só mesmo Muricy Ramalho - homem por quem tinha grande admiração e que, de repente, de um momento para o outro, passou a estar nos "2 most wanted" a abater. O outro é, claro, Jose Antonio Camacho. Há que extirpar o futebol destes cancros. 


 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

César, o Imperador dos Algarves

Gostava de saber o que pensam as cabeças iluminadas que, logo no princípio da época, chamaram "gordo inútil" a Bruno César. Será que batem todos os dias com a cabeça na parede ou, num gesto muito conhecido de contorcionismo, hoje dizem a toda gente: "eu sempre vi a qualidade neste gajo"?

Não me apetece falar no jogo: foi lento, aborrecido, fraco. Muito por culpa de um gajo que decidiu atirar os seus onze jogadores para a área e lá deixá-los até que alguém se lembrasse que do outro lado estava uma baliza. No fim do jogo, o man tem a ousadia de dizer que o resultado foi injusto, entre outras animalidades. O que é que se passa com os treinadores das equipas adversárias, sempre que nos defrontam? Ópio, maconha, coca? Não, isso daria para uma moca decente. Os gajos enfiam, com seringa, a própria merda no cérebro.

O Capdevila esteve certinho. E foi isso. Se quer ter alguma hipótese - improvável - terá de se enquadrar muito mais nos movimentos ofensivos. Mas é bom deixar isto claro: a defender é MUITO melhor que o Emerson. Por mim, punha-o em Basileia.

Foi uma boa surpresa a exibição do nosso puto Miguel Vítor. Pode estar ali a solução para colmatar a falha no planeamento de pré-época. 

Podem dizer: o David Simão perdeu algumas bolas. É verdade, Gaitanizou um bocadinho. Mas a qualidade, é inegável, está lá. Tem de ter mais oportunidades.

O Bruno César é um 10. Pela milionésima vez: O BRUNO CÉSAR É UM 10! Que puta de jogador.

O Matic não é um 6. Cumpre, mas é a 8 que pode fazer a diferença.

O Nolito não apareceu hoje. Chamem o gajo para Basileira, que faz falta aquele rasgo.

Rodrigo - bom jogo e grande golo (desmarcação e frieza em frente ao guarda-redes). Para o ano já não está cá.

Até em Portimão ouve-se "SLB... filhos da puta... SLB"? Foda-se, a estupidez está mesmo em toda a parte.

Tenho saudades do Aimar.


Assistências
Aimar
4
Gaitán
4
Saviola
3
Cardozo
2
Witsel
2
Nolito
1
Bruno César
1
Luisão
1
M. Pereira
1
R. Amorim
1



Golos
Nolito
8
Cardozo
7
Bruno César
5
Saviola
3
Witsel
2
Gaitán
2
Luisão
2
Aimar
1
Rodrigo
1