A análise completa sobre os investimentos do Benfica nas dezenas de jogadores que acabaram dispensados, emprestados ou a rodar na equipa B (sem qualquer intenção de os trabalhar para a equipa principal e tapando lugar aos nossos jovens e a outros jovens de valor) ficará para mais tarde, quando o mercado fechar. Por ora, centremo-nos apenas em 4 casos que, diz a imprensa, estão a ser meticulosamente tratados pelo grande Presidente Vieira: Carlos Martins, Sidnei, Luisinho e Franco Jara.
Carlos Martins custou ao clube 2,5 milhões de euros.
Sidnei custou ao clube 7 milhões de euros.
Luisinho custou ao clube 1 milhão de euros.
Franco Jara custou ao clube 5 milhões de euros.
4 jogadores - entre dezenas e dezenas de outros que por aí andam aos caídos e que, mesmo comprados a preços baixos, todos juntos perfazem mais umas dezenas de milhões de euros -, apenas e só estes 4 jogadores que, reforço, neste momento não interessam ao clube, custaram ao Benfica 15,5 milhões de euros. Mas não custaram só 15,5 milhões de euros. Custaram ordenados, prémios, custaram espaço no plantel para outros jogadores.
E foram apostas claras? Carlos Martins foi até 2010, depois foi emprestado e voltou a época passada para um contrato de... 4 anos - um ano depois, foi dispensado ("agora, se quiserem despachar-me, paguem", diz o Carlitos).
Sidnei ainda teve uma época em que apostaram nele, depois foi sendo relegado para segundo plano, depois emprestado e agora aos caídos na equipa B. Este rapaz só custou ao Benfica 7 milhões de euros, coisa pouca.
Luisinho nunca foi aposta para Jorge Jesus. Aliás, após uma boa exibição, ouviu logo do Mestre que havia jogadores para a Liga e outros para a Champions. É que nós tínhamos lá um gajo muita bom e este ano ainda temos um melhor - isto depois de termos tido um cepo chamado Emerson uma época inteira a titular. De laterais-esquerdos percebe o nosso Mister!
Franco Jara, mais uma escolha pessoalíssima de Jesus após visionamentos televisivos de madrugada do campeonato argentino. Jogou uma época aos soluços, na segunda foi despachado pelo treinador que lhe augurava um futuro risonho e obrigou o clube a pagar 5 milhões de euros por ele. Uma ninharia.
4 casos. Apenas 4 casos. Podemos fazer o mesmo exercício para muitos outros jogadores, que descobriremos não só o exemplo do que é gestão danosa como ficaremos boquiabertos com o valor total de custo dos que agora não interessam ao clube. Só aqui, nestes 4 casos, estão enterrados 15, 5 milhões de euros.
É preciso dizer mais alguma coisa sobre a competência desta gente? E acham que, quem anda há 13 anos no clube a cometer estas e outras façanhas, algum dia vai aprender? Ou este tipo de estratégia visa outras mais-valias que não a puramente desportiva? O dinheiro rola a grande velocidade no entra-e-sai do Benfica. Os títulos são mais do que muitos - falo dos títulos de investimento, claro. Os outros só dão chatices e até "nem deviam ter acontecido".
