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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Finalmente Paulo Bento

Paulo Bento fora da Selecção Nacional.
Excelente noticia!

Seleccionador fraco, treinador mediano mas com tempo para melhorar se quiser.
Ao demitir-se recuperou um pouco daquele respeito que já tinha perdido por ele.

O ciclo dele acabou no Euro-2012 e nestes últimos tempos foi um desgaste total da sua imagem e da imagem da selecção.

1 mês para o jogo com a França e a deslocação à Dinamarca.
2/3 semanas para o Fernando da contabilidade Gomes escolher e contratar um treinador ambicioso, dinâmico, sem medo de arriscar e que compreenda de forma geral o que significa uma selecção nacional.

Sugestões?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Uma tragédia anunciada



Na passada segunda-feira o país futebolístico acordou de um conto de fadas de única forma que podia acordar: Com estrondo!

A equipa que conta nas suas fileiras com o melhor jogador do mundo e um dos dois melhores da sua história, foi copiosamente goleada por uma das mais fortes candidatas à vitória neste mundial, obtendo assim o seu pior resultado de sempre em fases finais de Mundiais.

Procuram-se agora causas para esta hecatombe, desde a convocatória elaborada, passando pela forma de preparação para esta competição e acabando na arbitragem. Tudo é colocado em causa, tudo é motivo de crítica, servindo tudo de abstracção do essencial desta derrota: A diferença de qualidade abissal entre os dois conjuntos.

Nesta diferença de qualidade entra o handicap qualitativo de cada um dos 23 eleitos por cada seleccionador, mas sobretudo a incomparável base de recrutamento ao dispor de cada treinador.

Sim, há jogadores que ficaram de fora desta lista final que justificariam a ida ao Brasil, mas pergunto: Com Adrien, Quaresma, Antunes ou outro qualquer a história desta partida havia sido muito diferente? Não. Não, porque simplesmente não é comparável a qualidade ao dispor de Paulo Bento e de Joachim Low.

Após o Euro 2000 e aquela derrota humilhante da Alemanha frente às segundas linhas Portuguesas, o futebol Alemão iniciou um processo de reinvenção que passou pela aposta clara nos jovens futebolistas que militam no futebol alemão, culminando em gerações sucessivas de jogadores de qualidade indubitável.

Desde então que também o futebol Alemão ao nível de clubes sofreu uma grande transformação, suportada na necessidade de revitalizar a selecção e na oportunidade de renovação de infra-estruturas que ofereceu o Mundial 2006.

Em sentido inverso, desde o Euro 2000 que Portugal não voltou a apresentar uma convocatória tão rica quanto a desse Europeu, sendo esta falta de qualidade atenuada pelo FCP de Mourinho que, em contraciclo, montou uma equipa constituída por diversos jogadores nacionais de qualidade e até ali escondidos nas profundezas do futebol nacional.

Desde então fomos vivendo à sombra dessa geração e de um ou outro sucedâneo como Ronaldo, Moutinho e Nani, bem como da naturalização de jogadores Brasileiros como Deco ou Pepe (escuso-me a referir Liedson) e uma tentativa recente e frustrada de naturalização de Fernando.

Ou seja, desde a geração de ouro que a selecção nacional vive de fogachos pouco ou nada sustentados e que, mais dia, menos dia, teria o seu epílogo final.

A FPF, afundada em jogos cosméticos e de poder, demitiu-se da sua principal função: Defender os interesses do futebol nacional. A Federação, uma vez provada pouca vontade dos clubes nacionais em apostar no jovem futebolista Português, deve regulamentar nesse sentido. Se os clubes, erradamente, não têm essa vocação natural, então cabe à entidade reguladora – leia-se FPF – “obrigar” a que assim seja, pois os jogadores também deveriam ser parte representada pela Federação.

Mas em vez disso, a FPF parece mais interessada em explorar ao máximo a imagem de Cristiano Ronaldo, esquecendo-se que nada fez para que o jogador surgisse e muito menos para que outros lhe sucedam.

E não me apresentem o exemplo do Sporting como excepção à regra, porque é falso! É verdade que o clube leonino tem sido o que mais tem apostado no jovem futebolista Português formado nas suas fileiras, mas tem-no feito por necessidade e não por opção. Exemplo disso foi o “reinado” de Godinho Lopes à frente do clube que, tendo dinheiro da banca, não se inibiu de comprar muito, mal e caro no estrangeiro, escondendo assim um qualquer William Carvalho que pudesse aparecer.

Neste aspecto Benfica e Porto têm sido os que mais têm contribuído para a ruina da selecção. Há quantos anos não tem o Benfica um jogador que se afirme como titular da selecção e que seja formado no clube, à excepção de João Pereira? E não me falem de falta de qualidade na nossa formação, porque terei de perguntar quantas vezes tiveram de errar Emerson ou Cortez para que JJ desistisse deles, enquanto o clube dispensava Luís Martins? Luís Martins é um lateral de topo? Não, pelo menos por agora. Mas em que é inferior a estes dois exemplos?

E como este exemplo, outros e como no Benfica também no Porto. No futebol nacional está instituído o compadrio e os interesses dos agentes dos jogadores. No futebol nacional mais do que se tentar valorizar os jogadores formados nos clubes e assim rentabilizar os milhões que se gastam por ano nos elefantes brancos que são os centros de estágio, tenta-se oferecer o melhor negócio possível aos agentes, sendo que a FPF compactua com este regime podre, esquecendo-se que os empresários não se importam com o sucesso ou insucesso desportivo de ninguém, mas tão só com o lucro próprio.

Parabéns! Temos o que tanto procuramos.

sábado, 31 de maio de 2014

Hoje com 3 gloriosos a reviverem a Festa do Jamor

Sem Cristiano e sem Pepe o que espero de Portugal?

Titularidade para Patrício que é o guarda-redes da selecção. Minutos para Beto. Postes para o Eduardo se sentar.

João Pereira e A.Almeida nas laterais. O André com a polivalência que tem provavelmente irá ser util no Mundial e precisa de minutos e confiança. O Fábio não está lesionado mas chegou agora com o Cristiano e o Pepe, portanto algum descanso para ele e alguns minutos na segunda parte.

Não há Pepe tem de haver B.Alves. Neto a titular para prolongar até ao Mundial. R.Costa com minutos na segunda parte.

No meio-campo é largar o Veloso filho e integrar o William com o Meireles e Moutinho. A minha ambição tem de ser limitada pois não posso pedir a este seleccionador nem a saída do Meireles para a entrado do Amorim e muito menos para a entrada do Rafa. Contudo, estes dois são sem dúvida para lançar no segundo tempo, principalmente o joker Rafa.
O William vem de lesão e portanto o Veloso servirá como gestão física do novato.

Nani na direita para dar tudo. 3 jogos não integrais desde o inicio de Dezembro, precisa de dar o litro até ao Mundial. Na esquerda lá terá de ser o Varela pois a alternativa é o extremo direito Vieirinha, ainda a recuperar ritmo depois de lesão prolongada.

No ataque tem de ser o Eder. Postiga é o que se sabe e o Almeida é muito pior. São os dois do costume e para se evoluir é preciso mudar. Aposta forte no Eder a ver o que dá. Postiga entra no segundo tempo.
O Almeida fica a a controlar o Eduardo.


Os 23 são estes portanto é com estes que contamos...


Para recordar:
https://www.youtube.com/watch?v=y_prxzNLuLc

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nós, nós, nós

Ronaldo é um jogador fabuloso, uma máquina bem oleada de velocidade, técnica, movimentação, aproximação à área, faro pelo golo, finalização. Um espécie de super-homem dos relvados: mais rápido, mais alto, mais forte, mais letal - o gel na cabeça e o ar altivo fazem o resto deste retrato de super-herói. Falta-lhe a capa vermelha, mas é pormenor insignificante, até porque lhe retiraria aquela velocidade de ponta que é a de uma atleta de eleição.

Ronaldo não é genial. Não é Messi, nem sequer é Iniesta, é outra coisa e tudo está certo tal qual está. Bom é tê-los todos a jogar na mesma era - e tantos outros, além destes três. Só há algo que acho insuportável em Ronaldo: o eu, eu, eu.

Companheiro Cristiano: para tu correres no espaço e rematares para golo, alguém antes, com passes perfeitos, o possibilitou; e alguém tinha recuperado a bola; e o guarda-redes defendido bolas dos adversários; e o treinador explorado a saída rápida; e o massagista massajado; e o adepto apoiado. No futebol, perde-se e ganha-se em conjunto. E assim é que é bonito.

terça-feira, 26 de março de 2013

7

1. "Pausa para a Selecção" é bem capaz de ser a pior frase que um benfiquista pode ouvir. Duas semanas sem Benfica é doloroso, causa urticária, doem os dentes, caem cabelos, andamos nervosos, ansiosos, modorrentos. Acabem lá com isso em Baku e devolvam-nos o futebol a sério.

2. Sábado recebemos o Rio Ave e, como é evidente, temos de ganhar. Aliás, ajudava que ganhássemos todos os jogos até ao Dragão. Se o fizermos, mesmo perdendo com o Porto, seremos campeões. Apareçam pelo estádio. Aquilo até é giro.

3. Os paraguaios vieram mais cedo por estarem lesionados. Acaba por ser positivo: não se desgastam mais e temos substitutos para eles até voltarem a estar em forma. Por outro lado, viram as famílias e comeram as comidinhas das mamãs. Isto no fundo até correu bem.

4. Na Selecção de Portugal, o nosso único representante vai fazendo uns minutos, uns passes meio disparatados e uma correrias para aparecer em grande nos últimos jogos da época. Vai afinando a mira, Carlos, que ainda vamos precisar de ti daqui a um mês.

5. A apresentação de Jesus na Faculdade foi qualquer coisa de genial. Sabe sempre bem ouvir quem percebe do assunto a dissertar sobre o jogo daquela forma. É pena é que neste país passemos o tempo a falar de todos os assuntos secundários e quase nunca daquilo que interessa. Jesus esteve sublime, mesmo no seu português original. Já o "A BOLA" hoje esteve como tem estado nos últimos largos anos: a enxovalhar o jornalismo. A capa "Peixeirada" é o sinal claro de que aquela gente desistiu de amar o futebol.

6. O Benfica pode vir a ter quase o dobro dos jogos do Porto até final da época. Há quem considere a eliminação dos portistas uma benção para nós por ter baixado a moral das tropas de Vítor Pereira. Eu continuo a achar que, apesar desse claro elemento desestabilizador, a questão física terá importância - é bom não esquecer que, a meio de jogos cruciais, teremos 2 (provavelmente 4) jogos europeus de grande intensidade e importância. Resta-nos esperar que o Porto volte a falhar e, aí sim, só muito dificilmente não seremos campeões. Por outro lado, é bom que tenhamos bem presente que uma escorregadela nossa sem que o Porto volte a perder pontos significa que não podemos ir perder ao Dragão. Um cenário que devemos evitar de todas as formas.

7. A onda benfiquista não chegou. A onda benfiquista começou em Agosto, quando os mesmos de sempre começaram a ir ver jogos à Luz e aos estádios dos adversários. É ela que eleva a equipa às vitórias. A mini-onda benfiquista dos que só vão ver o Benfica quando ele está quase a ganhar alguma coisa só serve para estatísticas e receitas. Desportiva e clubísticamente, vale muito pouco.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E tu, se fosses Queiroz, que dirias?

Alto! Pára tudo! Queiroz pronunciou-se sobre a Selecção. Vejamos o que tem a dizer o responsável por Coentranizar Paulo Sousa num famigerado jogo:

"Comigo à frente da Selecção, a qualificação teria sido absolutamente natural, normal, consistente, e estaríamos agora na fase final do Euro". Falou e disse!

Pois bem, caro leitor, propomos-te a oportunidade de seres, por um dia, Carlos Carlinhos Queiroz e de, também tu, poderes dizer coisas bonitas do género das que disse o adjunto de Ferguson.

Começo eu: "Comigo a treinador do Sporting, o 6-3 nunca teria acontecido".