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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Os Nossos Ferem-nos e os Outros Aproveitam-se


O que se está a passar no nosso Benfica é vergonhoso. Aliás, há anos que o é.

Esta pessoas que andam no futebol acham que nada lhes toca. Que o Futebol é um mundo à parte.

E até parece ser. Porque o cidadão João não é a mesma pessoa que o adepto João. A cidadã Maria não é a mesma pessoa que a adepta Maria.

No Futebol onde deveriam imperar os mais altos valores de desportivismo, respeito, solidariedade e camaradagem, neste mundo olhado e seguido por milhões e que devia ser um exemplo de comportamento para todas as crianças, é onde todos largam toda a educação e valores segundo os quais cresceram.

O que importa são as cores. As cores definem quem é o bom e quem é o mau. Não são os seus comportamentos. Não é a pessoa em si.
Se é da nossa cor é dos nossos. Se é dos nossos é dos bons. Se não é dos nossos é dos maus.


O futebol português é uma guerra de clubites onde os cidadãos se estragam, os clubes se arruínam, as pessoas se magoam e os dirigentes aparecem para recolher os espólios.

O sentimento de impunidade que existe nos clubes é alimentado pela existência de milhares de adeptos que vivem mais a guerra de clubes do que o desporto em si.

Os adeptos largam dos seus valores, da sua cidadania, dos valores que fundaram o clube, para darem a cara por um dirigente sobre quem nada sabem, para se sacrificarem por alguém que os usa como escudo em proveito próprio e que não se coíbe de lhes mentir, manipular e enganar.

O que se passa dentro do Benfica é vergonhoso, foi permitido e motivado pelos seus adeptos e assim o continuará a ser.

Porque ao adepto benfiquista importa mais o Porto e o Sporting do que o próprio Benfica. Tal como acontece em todos os outros clubes.


Somos gente que não percebe que quem faz mal ao nosso clube é quem lá anda dentro. Os nossos dirigentes ferem-nos e os nossos rivais desfrutam dessas feridas.

Vamos continuar todos a ser intoxicados pela comunicação oficial e oficiosa da Direcção do nosso clube? Vamos continuar a assobiar para o lado? A permitir que lesem o clube que amamos? A permitir que nos enganem?

O futebol irá melhorar quando os adeptos deixarem de estar de costas para o seu clube. Passamos tanto tempo a apontar o dedo e a olhar para os outros que não nos apercebemos que entretanto virámos as costas ao nosso amor.

Os benfiquistas têm de resolver o problema que têm em casa. Todos estes processos e suspeições têm de ser analisados, visados e valorizados pelos benfiquistas. Estamos a falar da nossa casa.

Os sportinguistas têm de lidar e enfrentar o que o antigo presidente deles lhes fez e o que o processo Cashball indicia.

Os portistas já há muito deveriam ter reconhecido o que se passou na altura do Apito Dourado e retirado consequências disso.

Mas todos, todos sem excepção, só se preocupam com a casa dos outros, bem manipulados pela comunicação criminosa dos seus dirigentes.

Hoje a Comunicação de um clube serve apenas um propósito: Alimentar os seus adeptos com mentiras para que estes travem as guerras dos dirigentes e ocultem o que de grave vai na sua casa.

Em todos os clubes os adeptos invocam ser Diferentes. Constantes frases do género “Se acontecesse no meu clube agiríamos de forma totalmente diferente”. Mas depois todos agem de forma igual. Todos.

O Ministério Público avançou com uma acusação gravíssima contra o nosso clube - o E-Toupeira.
Qual a reacção de muitos e muitos adeptos benfiquistas?

Uns falaram sobre o sorteio da Liga sem realmente estarem interessados em saber a verdade sobre o assunto.

Outros desataram a reproduzir algo que um candidato à presidência do Sporting disse. Reproduzir e deturpar.

Outros irão falar do penalty mal assinalado por falta do Yebda sobre o Lisandro.

Incomoda demasiado. Dói demasiado. Envergonha demasiado lidarmos com os nossos problemas. E tudo continuará esta merda. E o Benfica continuará sem ser defendido. E todos continuarão a ser iguais.

E não, não é verdade que tomos somos inocentes até prova em contrário.

Somos de um clube num país onde mais de metade da população veste a nossa camisola.
Temos uma Direcção que ao longo destes anos tem promovido as boas e próximas relações com várias pessoas e cargos de poder.
Temos um presidente que é o maior apoiante do presidente da Federação, tal como andou a segurar o guarda-chuva ao Oliveira.


E o que dizemos? Contra tudo e contra todos.

Os rivais estão contra nós.
Os restantes adversários estão contra nós.
A Liga está contra nós.
A Federação está contra nós.
A PJ está contra nós.
O Ministério Público está contra nós.
O Governo está contra nós.
Os Tribunais estão contra nós.
A Constituição está contra nós.
A Uefa está contra nós.
A FIFA está contra nós.
A UNICEF está contra nós.
Os Direitos Humanos estão contra nós.
O Vaticano está contra nós.

Está tudo contra nós.


“Contra tudo e todos” – Diz o adepto benfiquista e também o sportinguista e também o portista. Dizem todos.
Não somos diferentes. Pelo menos não o demonstramos.

Preocupemo-nos em cuidar da nossa casa, em curar as nossas ferias e em respeitar o nosso clube. Quando o fizermos os nossos rivais não terão sangue nosso para chafurdar.

Aí sim seremos superiores. Seremos melhores. Seremos novamente Gloriosos.

Esta acusação do MP envergonha qualquer ponta de benfiquismo.

No Benfica que eu sonhava enquanto criança não havia lugar a situações destas e muitos menos a tamanho desinteresse dos seus adeptos.


Eu enquanto aluno que fui, trabalhador que sou, cidadão deste país e do mundo, adepto e sócio deste clube que amo e pai que pretendo vir a ser, não posso nunca ser cúmplice deste tipo de trampa só porque é cometida por gente que se esconde por detrás das cores que eu envergo.

Não há cimento, não há vitórias e não há chavões que se sobreponham ao Sport Lisboa e Benfica.

E por aqui me fico.



terça-feira, 7 de junho de 2016

O Poder do Sporting



Lendo e ouvindo sportinguistas anónimos e conhecidos sobre Paulo Pereira Cristóvão quase fico com a sensação de que este foi um homem que foi Vice - Presidente do clube à revelia de todos os seus sócios e adeptos. Quase. Porque depois lembro-me do que a maioria de sportinguistas dizia deste mesmo Paulo Pereira Cristóvão - algo muito similar ao que hoje dizem de Bruno de Carvalho: que "finalmente temos quem nos defenda", que "o Sporting frouxo já acabou", que "acabaram-se os anjinhos!".

Este foi o homem que lançou o caos na Luz, quando foi para o meio dos adeptos sportinguistas atear fogo às cadeiras do nosso Estádio e que, no fim,  confrontado pela Comunicação Social, não mostrou um pingo de remorso ou vergonha na cara. Sempre apoiado pela maioria dos adeptos do Sporting, Pereira Cristóvão também é o responsável por colocar imagens escabrosas no corredor de acesso ao relvado do Estádio de Alvalade (imagino que também à revelia do clube), algo que muito agradou ao grande público leonino. Mais uma vez, era o tempo de "acabar com os anjinhos no Sporting".

Eu sou aquele adepto e sócio do Benfica que não quer o Sporting na Segunda Divisão. Gosto demasiado da rivalidade e dos jogos entre os dois clubes para, por mesquinhez ou ódio, defender essa descida do nosso rival. Mas poupem-nos ao triste espectáculo de quererem passar a imagem de um Paulo Pereira Cristóvão a corromper fiscais de linha à revelia de todos os sportinguistas. Isto, se fosse com o Benfica, tínhamos calimerismo para 100 anos. Ao menos aprendam com este caso a perceber que, apesar de nos últimos 34 anos só terem ganhado 2 campeonatos, o Sporting como grande clube que é tem o poder de fazer quase esquecer o que é óbvio para toda a gente com olhos na cara: o clube deveria ser severamente punido.

terça-feira, 30 de junho de 2015

AGORA SIM, A VERDADE DESPORTIVA.



Sporting e Porto, juntos e unidos pela verdade desportiva, votaram a favor do sorteio dos árbitros - verdadeira barreira à corrupção que, como todos sabemos, funcionou maravilhosamente bem nas higiénicas décadas de 80 e 90. Pelo menos, muda-se a literatura das desculpas: de "colinho" passaremos à clássica "bolas frias, bolas quentes". O futebol português é um bêbado em loop, a entrar e a sair de dois tascos ranhosos.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

«Qual era o restaurante?», perguntam os pobres de espírito.

«Hoje foi o dia em que, almoçando num restaurante, havia na mesa ao lado dois homens comendo, conversando e rindo. 

Um chama-se Joaquim Oliveira.

O outro chama-se Luís Filipe Vieira.»

Este foi o post que ontem aqui coloquei. A caixa de comentários explodiu com bibelots por todo o lado, gente que não é bem gente, digamos que respira, defeca, alimenta-se mas não usa propriamente o cérebro. Para estes oligofrénicos a ideia de um almoço entre Joaquim Oliveira e Luís Filipe Vieira simplesmente não pode acontecer. Que sou mentiroso! que faço mal ao Benfica! Pobres existências de pobres de espírito que levam o Benfica todos os dias mais para junto o abismo e acham - raras almas, estas - que estão a fazer um grande serviço, enquanto o outro das orelhas grandes vai enriquecendo e gozando o prato (junto ao Oliveirinha) de todas as formas e mais algumas. Já nem há pudor, é a céu aberto e restaurante afora, que os palermas comem tudo e se for preciso ainda fazem de tapete.

Perguntam-me ali umas alimárias qual o restaurante - já para não falar nos que dizem que Vieira estava fora do país. Quanto receberá esta gente para andar a mentir por essa blogosfera? Pedro Guerra, Tiago Pinto, Fialho, Gomes da Silva, eu sei lá, tudo uma corja de vendidos e tachistas, que de Benfica não sabem nada. De Benfica só sabem usar o seu nome e cagar-lhe em cima.

Pois bem, querem o nome, vão levar o nome. Vieira e Oliveira almoçaram onde o Eusébio passava muitas e muitas horas e dias e meses e anos... a conquistar: Adega Tia Matilde, na Rua da Beneficência, nº 77. E agora desafio todos os mentecaptos que aqui vieram dizer que estou a mentir que passem por lá nos próximos dias e perguntem se aquele é um espaço sob jurisdição estrangeira, assim como que um enclave no meio de Entrecampos. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ganhar com golo ilegal não é bem ganhar

É uma sensação estranha, incómoda, peganhenta, esta de ganhar um jogo com um golo ilegal. Não gosto, preferia que tivéssemos empatado. Assim, esta culpa cola-se-nos à pele, grita-nos aos ouvidos, fere-nos onde dói mais: na verdade. Seria incapaz de viver com isto mais do que um, dois jogos. Hoje percebi que um portista honesto já tem peso a mais sobre a alma, não precisa de nós nem da nossa moral. Passar 30 anos a sentir recorrentemente o que sinto hoje tem de ser prisão suficiente para quem tenha dignidade. Que horror. Antes ser sportinguista, caramba.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

30 anos de corrupção, violência e nojeiras

"Na altura do primeiro golo do Estoril, levei um murro, uma palmada forte nas costas que me projetou para a frente, até me amparar no muro da tribuna presidencial. Foi uma agressão do senhor Adelino Caldeira, não sei se com a mão fechada ou aberta", contou hoje à Agência Lusa o presidente da Associação de Futebol de Lisboa (AFL), Nuno Lobo, que assistiu à partida Estoril-F. C. Porto na tribuna presidencial do estádio da Amoreira.

Nuno Lobo descreveu as circunstâncias que antecederam a agressão: "No primeiro golo do F. C. Porto, toda a comitiva portista levantou-se e festejou o golo, como é natural. No golo do empate do Estoril, não me levantei por uma questão de respeito pelo adversário, como faço sempre, mesmo quanto defrontam equipas de Lisboa, mas cerrei o punho e pisquei o olho aos dirigentes do Estoril que estavam do lado direito, atrás de mim".

Segundo o líder da AFL, foi "nesse momento que ocorreu a agressão" de Adelino Caldeira e "o início de injúrias verbais" por parte de elementos da comitiva portista, que se "prolongaram durante o resto do jogo".

"No segundo golo do F. C. Porto, foi o senhor Pinto da Costa que me meteu os punhos à frente da cara, do meu nariz, para me picar, a ver se eu perdia a razão", acrescentou Nuno Lobo, que acusa ainda o presidente portista de lhe ter lançado "vários impropérios".

O presidente da AFL revelou, ainda, que assistiu ao jogo no lugar central da primeira fila da tribuna presidencial, "entre o selecionador nacional, Paulo Bento, e o presidente do F. C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa", tendo nas suas costas, numa segunda fila, seis ou sete dirigentes portistas, "entre os quais o senhor Adelino Caldeira", que lhe "desferiu a pancada nas costas".

Em função da gravidade da ocorrência, Nuno Lobo promete tomar medidas: "Vou avançar com uma queixa-crime por agressão e injúrias verbais, das quais são testemunhas as pessoas que estavam nos camarotes adjacentes".

"A própria Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou essas pessoas para testemunharem no processo-crime. Aliás, toda a gente que estava na bancada viu o que se passou", disse.

No final da partida, Nuno Lobo teve mesmo de "sair escoltado por segurança privada e policial", depois de ter sido "cercado por cinco ou seis elementos da comitiva portista", dos quais "o mais exaltado era Pinto da Costa e no qual se encontrava, também, Adelino Caldeira".»

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A portização do Porto


"Outros entreter-se-ão a meditar sobre torneios e troféus de particulares e sobre historiais de taças latinas dos tempos dos bisavós"


A ostentação da ignorância e o orgulho boçal pelo desprezo ao passado sempre foram características singulares dos pobres de espírito. No caso dos portistas - a sua generalidade, entenda-se -, não é diferente. A pobreza de espírito advém do facto de serem uns novos-ricos. Pior: novos-ricos através de actos corruptos. O que gera este híbrido sem quaisquer mais-valias: nem tem a dignidade e a ancestralidade dos valores nem, porque é corrupto, o mérito da riqueza que angariou.

A Taça Latina tem um peso na História das Competições Europeias extraordinário. Foi ela que originou a Taça dos Clubes Campeões Europeus, foi ela que, pela primeira vez, juntou, a um nível já condizente com o prestígio que ainda hoje exibe, grandes equipas e uma competitividade nunca antes vista. O mérito da conquista, esse pertence ao Benfica (e a Barcelona, Real Madrid, Milan, Stade de Reims), mas todos os que nela participaram e todos os que a quiseram no seu museu merecem, sem sombra de dúvidas, todos os elogios e o nosso respeito. Falar em "taças latinas dos tempos dos bisavós", além de uma profunda estupidificação da alma e de um orgulho imbecil em ser-se verdadeiramente mentecapto, é faltar ao respeito ao futebol. Não surpreende, é certo: um adepto de um clube que sempre faltou à verdade desportiva compreende-se que tenha outros princípios, seguramente mais dignos e menos antiquados.

Desprezo pela História, ignorância e orgulho boçal nestas premissas. É isto o adepto portista comum. Não espanta: se o próprio clube, corrompido transversalmente por caciques corruptores, promove a ignorância e o desprezo pela verdade, seriam os novos adeptos a pugnar por outros valores? Basta o exemplo que, no fundo, explica tudo: a mentira e a falsidade são tais que até a data de fundação foi corrompida. Haveria melhor forma de explicar ao mundo o que o Futebol Clube do Porto de Pinto da Costa é?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Que venha o Proença que eu já estou cansado.

Valerá a pena continuar, ano após ano, a acompanhar um futebol viciado? Cada erro absurdo a favor do Porto distancia-me mais e mais da paixão que sinto pelo futebol, apetece-me desistir, deixar de ir ver o Benfica, aproveitar o tempo para tantas outras coisas que valem realmente a pena - tempo que desperdiço a ligar para um futebol adulterado, do início ao fim da época. Épocas atrás de épocas disto. 

Quem me lê sabe a importância que dou aos erros que cometemos porque acredito não que o Benfica tenha de ser sempre melhor do que o Porto, apesar dos prejuízos, mas porque gerar competência dentro do nosso clube é aquilo que podemos controlar. Numa larga escala, poderíamos pelo menos tentar evitar os consecutivos escândalos a que assistimos. Mas também já sabem o que acho disso: nem há competência no clube para criar uma mentalidade forte nem há capacidade de eliminar os prejuízos e ainda há, pasmemo-nos todos de espanto ainda que alguns o aceitem como coisa normal, apoios inequívocos a personagens responsáveis pelo actual e passado deplorável estado do futebol português. É análise que raramente (nunca) vejo debatida: não será também na capacidade de lutar verdadeiramente contra o sistema um dos atributos que devemos valorizar e analisar num Presidente do Benfica? Pois este que temos é pouco mais do que zero nesse aspecto, para além de tantos outros. Ninguém se questiona sobre isto, pelo menos eu não vejo em parte nenhuma alguém afirmar: «Não votei nele porque não soube destruir a teia de benefícios ao Porto». E e é fundamental acabar com esta vergonha.

Mas deixemos o ventoinha para outras núpcias. Que futebol é este? E valerá a pena acreditar nisto? Gastar alma, esperança, dinheiro, tempo a acompanhar uma equipa que não tem as mesmas armas do seu principal rival? Vale, claro. Vale porque neste turbilhão que é o amor por um clube, mais do que em gesto calculado e metódico, avançamos todos os anos por devoção, ternura, irracionalidade. Mesmo que não acreditemos um segundo sequer numa igualdade de direitos entre Benfica e Porto em termos arbitrais. Confesso-me, no entanto, cansado.

Escrevi há uma semana e tal que se for Proença o nomeado para o jogo de Domingo deixarei de ver competições nacionais até sentir que o futebol está limpo desta nojeira. Por um lado, tenho muito medo de ter de cumprir a promessa; por outro, confesso, antevejo uma existência mais feliz e serena. Se tiver de ser, que seja: venha Proença que eu vou embora. O bilhete que já está comprado será dado neste blogue ao gajo que escrever o melhor poema sobe futebol. Que é outra coisa, não é isto:



nem isto:


nem isto:


nem isto:


e tanta, tanta, mas tanta coisa que se passa, época após época, ano após ano, roubo após roubo. Pus estas porque foram as primeiras que apareceram. Podia passar aqui um ano a meter lances absurdos a favor do Porto. Claro que há outros a favor do Benfica, claro que é fácil colocar 3 vídeos de lances absurdos, qualquer um o pode fazer. Mas eu não pretendo convencer ninguém; quem vê este futebol de há 30 anos para cá e acredita seriamente na possibilidade de o Porto não ser pornograficamente beneficiado em relação a todos os outros clubes não é sério ou é cego - é assim muito simples. E não são só os lances postos aqui num post, sem qualquer método. São os "critérios", essa palavra que dá para tudo. Os critérios que, em lances iguais, preservam uns e prejudicam os outros. Quando é que o Benfica foi beneficiado num jogo do titulo? Quando é que o Benfica foi beneficiado nas Antas/Dragão? Quantos penalties tem a favor o Benfica na casa do Porto? Eu digo-vos: nos últimos 35 anos, tem um. Num jogo que o Porto ganhava confortavelmente. Um.

Os critérios explicam-se de forma simples: imaginem o jogo do título no Dragão, 2-2 a poucos minutos do fim e um cruzamento para a área do Porto que dá golo do Benfica de um jogador na, vá, duvidosa linha em que estava Maicon. Agora pensem se algum fiscal de linha deixaria passar a jogada. É isto o futebol português.

Estou cansado, farto, enojado. Ver os jornalistas à volta do pintinho, babando-se das suas idiotices, olhando uns para os outros, admirando aquele ser repugante, corrupto, boçal. Farto deste país de ladrões e mentirosos, gente hipócrita, falsa, baixa, mesquinha, torpe; gente adorada por uma chusma de atrasados mentais, rindo-se das piadas, afagando os egos, baixando a cabeça. Farto dos adeptos que aceitam a podridão intelectual e ética, limpando para o lado as evidências porque ganham títulos. Gente que na sua vida é trabalhadora, decente, educada, bela, que ao fim-de-semana vai clamar por um cacique corrupto. Gente que diz que as escutas não são válidas - e o que é que isso interessa, caralho? O que lá está se não chega para a Justiça não deve chegar para os corações, para o instinto, para o carácter? Que merda de conceito é este? Ah o gajo é corrupto mas como em tribunal não podem usar as escutas está tudo bem? Foda-se.

Estou cansado. Venha o Proença de vez. E façam um poema.


domingo, 27 de novembro de 2011

Nós não gostamos de sapatos de vela


1) Sexta vitória consecutiva.


2) Não jogámos um caralho (na primeira parte; na segunda, o árbitro não deixou).

3) A lebre continua a ser empurrada pela arbitragem.


4) Os viscondes, mais uma vez, demonstraram toda a sua cagança aristocrática: foderam o sector com tochas, sapatos de vela e pólos Lacoste inflamáveis.

5) O Artur. Quantos pontos terá dado o Artur ao Benfica? Onde andam os gajos do "vamos dar tempo ao Roberto"? Por esses, ainda hoje estávamos a dar tempo ao Roberto e a ouvir que os grandes guarda-redes custam muito dinheiro. O Artur veio a custo zero.

6) Somos a única equipa invicta em toda a Europa. Não sendo um troféu para o museu, não deixa de ser um sinal muito positivo.


7) O Aimar é um génio.

8) Defendemos o resultado de forma brilhante. Numa parte inteira em desvantagem numérica contra uma equipa bem organizada e dinâmica do meio-campo para a frente, não demos espaços e evitámos quase sempre situações claras de golo. Quando não evitámos, Artur evitou.

9) Uma bola no poste, outra na trave, um árbitro que não queria ver o seu Sporting sair da Luz com uma goleada. Merecíamos ter ganho por mais.

10) O público está melhor mas ainda é muito dependente do que a equipa joga. Temos de puxar mais por eles.

11) Alguém notou jaulas ou gaiolas? Eu estava a 3 sectores dos gajos e aquilo pareceu-me normalíssimo. Não há pachorra para mentecaptos.

12) O Sporting continua a ser um cliente de qualidade. Nos últimos 6 jogos, 6 vitórias; 13-2 em golos. Lá teremos de ir a Alvalade buscar a 7ª. 

13) Agora é que o campeonato começou a sério para o Sporting. Em Janeiro, estão em 5º lugar. Mesmo levados ao colo como vêm sendo consecutivamente de há 2 meses para cá.

14) O Witsel e o Javi foram heróis.

15) Finalmente, um canto de jeito! O Benfica tem uma quantidade astronómica de cantos por jogo. Convém começar a marcá-los bem. É uma vantagem grande sobre os adversários.

16) O Capel é burro. O Carrilho é craque. O Elias é craque, o Schaars é estúpido. O Rui Patrício é medíocre.

17) O vigarista Godinho Lopes é ladrão, vigarista, corrupto, vigarista, burro, vigarista, estúpido, vigarista, parvo, vigarista, totó, vigarista e não gostou de ir para o pé do povo. E o fogo que os mentecaptos causaram, vigarista? Que pequeno imbecilóide. 


18) O Aimar é um génio.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uma pergunta sincera aos apoiantes de Vieira (que, muito honestamente, gostava de ver respondida)

Qual é a diferença - ao nível da cegueira conveniente - entre os adeptos portistas que, a troco de títulos, aceitam apoiar um clube corrupto e os adeptos benfiquistas apoiantes de Vieira que, a troco de não sei o quê, aceitam ver o Presidente do seu clube, a troco de interesses pessoais (e contra os interesses do Benfica), sentar-se, em grandes amizades, ao lado de um dos responsáveis (mandatado pelo corrupto-mor) por esta nojeira nacional, corrupção ao mais alto nível e ódio ao Benfica, branqueando assim os vários escabrosos episódios que vão acontecendo em Braga?

A sério, gostava de saber. A pergunta é extensa, agradecia que as respostas também o fossem. Com argumentos, com inteligência, com provas de que faz sentido tudo isto. A sério, muito a sério, convençam-me de que Luís Filipe Vieira está a exercer as funções para que foi eleito - defender unicamente os interesses do Sport Lisboa e Benfica. 

domingo, 30 de outubro de 2011

Com critérios me enganas

Longe vão os tempos em que as coisas se faziam às claras, sem quaisquer medos de alguma suspeita - era simples: toda a gente sabia que havia corrupção mas, uns, por beneficiarem com isso, aceitavam-na e outros, por nada poderem fazer, tentavam ultrapassá-la em campo, ingorando-a. Nesses idos anos, havia equipas inteiras do Porto a correr atrás de árbitros, defesas de Baía 5 metros fora da área, jornalistas violentamente agredidos em directo, enfim, toda uma panóplia de acontecimentos escabrosos que mancharam de forma indelével a imagem do campeonato português e, especificamente, de um clube que ficará para a História como um dos mais corruptos clubes que alguma vez existiu.

Actualmente, porém, com mais olhos a verem a vergonhosa falta de escrúpulos de corruptores e corrompidos, a estratégia é outra. Menos evidente embora igualmente eficaz. Passa pelos... critérios. Hoje em dia, Helton já não poderia defender, quase no meio-campo, bolas que vão para a baliza nem poderíamos ver Hulk, James e seus compinchas correr um campo inteiro atrás de um árbitro e decididamente não poderíamos observar jogadores do Porto a dar peitadas num dos juízes de partida sem ser imediatamente expulso (ah, espera... o ano passado vimos). 

Agora o que conta e faz toda a diferença entre ganhar ou perder campeonatos - entre pontuais descaradas decisões, que ainda vão existindo, de quando em quando - são os critérios. E o que são os critérios?, perguntam vocês, visivelmente curiosos e intrigados. Eu explico-vos: os critérios no futebol português resumem-se a um conceito simples: em caso de dúvida, decidir contra o Benfica; em caso de dúvida, decidir a favor do Porto. 

No espaço de uma semana assistimos à aplicação dos critérios que regem o futebol lusitano: abdico de falar no caso do golo de Walter porque esse nem sequer entra no exemplo dos "em caso de dúvida"; o golo mal legitimado de Walter existiu porque, com todas as palavrinhas, o fiscal de linha de Cosme Machado quis que o Porto marcasse um golo naquela altura. Apenas e só isto e nada mais. Os caso de dúvida são, para compreendermos bem os critérios que os árbitros aplicam em Portugal - e posteriormente os que comentam as arbitragens, que também seguem o princípio: se é caso de dúvida contra o Benfica, "compreende-se a decisão do fiscal, pois o lance é difícil de ajuízar", mesmo que a regra devesse ser a de favorecer o ataque; se é caso de dúvida a favor do Porto, "compreende-se a decisão do fiscal, pois, na dúvida, deve ser dado benefício ao ataque"; mesmo que o jogador esteja em fora-de-jogo - o golo de Hulk da semana passada e o golo de Cardozo desta. Eles apenas têm uma diferença: o de Hulk é irregular, o de Cardozo é legal. Mas um, o irregular, foi validado; o outro, o legal, foi anulado.

Outro "em caso de dúvida" é a chamada intensidade com que um jogador empurra outro dentro da área. No caso do Sporting, a semana passada, assistimos a um leve toque de um adversário sobre Van Nhónhó - resultado: penálti; esta semana, o mesmo movimento de um olhanense sobre Gaitán - resultado: não há nada. Não me entendam mal: acho que o lance de esta noite não foi penálti. O problema é que, por esse critério, o marcado a semana passada por suposta falta sobre Van Rover também não. 

Já o escrevi antes: num campeonato que promete ser disputado até ao fim, os golos poderão vir a ter uma importância fundamental. A APAF sabe disso e tem garantido até ao momento alguma vantagem na diferença entre sofridos e marcados a favor do Porto. Pelo sim, pelo não. A nós competir-nos-á ganharmos os nossos jogos. Contra golos mal anulados e critérios a favor dos outros. Ontem juntámos mais uns troféus ao pecúlio que vamos amealhando na época: um golo nosso mal anulado e uma bola que saiu de campo a dar golo adversário. Teremos, como há dois anos, de ganhar a adversários mas também a árbitros. Terá de ser à Benfica, o único grande clube português que nunca beneficiou de conluios com o regime fascista. 

Isto independentemente de Jesus continuar a sua saga de teimoso patológico (que um dia vai dar merda, como ontem podia ter dado) e de a equipa não ter jogado um caralho.



Assistências
Gaitán
6
Aimar
4
Saviola
3
Cardozo
2
Witsel
2
M. Pereira
2
Bruno César
1
Luisão
1
Nolito
1
R. Amorim
1



Golos
Cardozo
9
Nolito
8
Bruno César
6
Saviola
3
Rodrigo
3
Witsel
2
Gaitán
2
Luisão
2
Aimar
1

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A fruta nacional contra a crise

- A melhor notícia do fim-de-semana, além da vitória do Benfica, foi a goleada do Porto. Com um resultado tão avolumado, o decrépito Vítor Pereira lá continuará a minar por mais uns meses a equipa que Villas-Boas construiu. A exibição dos portistas foi pobrezinha mas a de Cosme Machado foi genial: dos 5 golos, 2 são em fora-de-jogo, 1 nasce de um livre mal marcado e ficou um penálti a favor do Nacional por marcar. É fruta fresca, esta! Só para lembrar que, num campeonato muito disputado como este provavelmente será, os golos têm uma importância enorme. A Apaf está a par do assunto.

- Li no MágicoSLB estes dados altamente curiosos:

Expulsões (Campeonato Nacional) desde 2006/2007 (157 jogos)

BENFICA - 37
Porto - 14

Expulsões (Europa) desde 2006/2007

BENFICA (61 jogos) - 3
Porto (55 jogos) - 11



Giro, não é? 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A política do bigode

Estranham o silêncio deste blogue em relação à vaca fria? É normal, temos habituado os nossos leitores à vergastada exemplar a Luís Filipe Vieira sempre que este comete pecadilhos - e se os comete com uma regularidade e pontualidade suíças!

A vaca fria terá de ficar para mais tarde, para quando compreendermos verdadeiramente que espécie de loucura/demência foi esta em, mais uma vez, apoiar um corrupto para os lugares do poder do futebol português.

Vieira é estúpido? Não me parece. Vieira é ingénuo? Não creio. Vieira tem uma agenda própria? Sim. Qual? Ainda está por entender.

Fica, no entanto, a pergunta: a agenda própria envolve defender o Benfica e recolher louros, PARA O CLUBE, deste desavergonhado apoio OU tudo isto não passa de mais uma vieirada de rei na barriga e olhos nos lucros próprios, saindo o Benfica prejudicado?

E, já agora, uma conclusão: apoiando um corrupto, é-se corrupto. Vieira não tem - há já muito tempo - legitimidade para criticar a corrupção no futebol português. Isso que fique claro, de uma vez por todas.

A vaca fria vai ficar a pastar. Até que alguém se decida a queimar-lhe o cu.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A fábula dos filhos da puta

Estamos em Outubro do ano de 2011. O ambiente é paradisíaco, o Benfica lidera campeonato e grupo da Champions, faz um futebol bonito, envolvente, romântico, o público festeja os jogos sem ódio aos rivais, apenas entoando durante longos minutos odes aos seus heróis. As pessoas riem, dançam, cantam, há no ar aquele ambiente de festa que todos antecipam poder vir a fazer meses mais tarde. 

Todo o país foi ocupado pela qualidade do jogo do Benfica. Todo? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis filhos da puta vestidos de negro ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para os talentos de legionários benfiquistas nos campos fortificados de Aimarom, Saviolium, Witselom, Nolitum, Cardozum e até, sim, em Cesarium,  terra do Imperador Brunus Cesarius.

O pequeno Bruno Estevix, herói apafiano e melhor amigo de Fernando Gomix, só tem medo de uma coisa: que a mão do druida Pinto da Costix lhe caia em cima. É o único medo que tem Estevix, o protagonista épico desta história que devia ser aos quadradinhos para o herói e para quem lhe dá a poção, feita de uma mescla muito trabalhada e antiga que envolve café com leite, fruta de época, quinhentinhos e uma essência especial muito secreta que só quem visita a Madalena pode conhecer.

Com este néctar dos Corruptos, Estevix e seus companheiros fiéis ganham uma força tremenda, uma energia superlativa, uma espécie de visão alucinogénica que os faz ver coisas que não existem e não ver outras que lhes aparecem aos olhos de quase tão perto como os javalis, ouro e menires que estranhamente vão aparecendo nas catacumbas antes do herói e seus compinchas subirem as escadas do Coliseu.

Nesta aldeia de palhaços irredutíveis, o que os move é o ódio aos legionários benfiquistas - sempre tão brilhantes nas suas armaduras, com a destreza de espadas que envergonha e humilha os que não aprenderam o ofício -, o que os move é a dor e a vergonha de serem apenas carne para animais repousarem as patas depois de comerem.

Estevix, embriagado de poção, usou de todas os golpes baixos que podia para que a contenda ficasse desequilibrada a favor das bestas. Mas nem assim pôde contra a força da arma em punho e do golpe rápido e incisivo com que os gloriosos benfiquistas atacaram o mal e dele fizeram trapo inconsequente e imóvel.
Estevix ajoelhou no pó, pediu clemência e o druida, enfadado com a impotência do seu servo, deixou-o sair catacumba abaixo, sem o ferir de morte.

Apenas deixando no ar a frase que corroeu por milhões de anos, pela eternidade, a alma do palhaço irredutível: "acabou-se a poção!".



sábado, 6 de agosto de 2011

"Outros entreter-se-ão a meditar sobre torneios e troféus de particulares e sobre historiais de taças latinas dos tempos dos bisavós", Mundo Azul

A ostentação da ignorância e o orgulho boçal pelo desprezo ao passado sempre foram características singulares dos pobres de espírito. No caso dos portistas - a sua generalidade, entenda-se -, não é diferente. A pobreza de espírito advém do facto de serem uns novos-ricos. Pior: novos-ricos através de actos corruptos. O que gera este híbrido sem quaisquer mais-valias: nem tem a dignidade e a ancestralidade dos valores nem, porque é corrupto, o mérito da riqueza que angariou.

A Taça Latina tem um peso na História das Competições Europeias extraordinário. Foi ela que originou a Taça dos Clubes Campeões Europeus, foi ela que, pela primeira vez, juntou, a um nível já condizente com o prestígio que ainda hoje exibe, grandes equipas e uma competitividade nunca antes vista. O mérito da conquista, esse pertence ao Benfica (e a Barcelona, Real Madrid, Milan, Stade de Reims), mas todos os que nela participaram e todos os que a quiseram no seu museu merecem, sem sombra de dúvidas, todos os elogios e o nosso respeito. Falar em "taças latinas dos tempos dos bisavós", além de uma profunda estupidificação da alma e de um orgulho imbecil em ser-se verdadeiramente mentecapto, é faltar ao respeito ao futebol. Não surpreende, é certo: um adepto de um clube que sempre faltou à verdade desportiva compreende-se que tenha outros princípios, seguramente mais dignos e menos antiquados.

Desprezo pela História, ignorância e orgulho boçal nestas premissas. É isto o adepto portista comum. Não espanta: se o próprio clube, corrompido transversalmente por caciques corruptores, promove a ignorância e o desprezo pela verdade, seriam os novos adeptos a pugnar por outros valores? Basta o exemplo que, no fundo, explica tudo: a mentira e a falsidade são tais que até a data de fundação foi corrompida. Haveria melhor forma de explicar ao mundo o que o Futebol Clube do Porto de Pinto da Costa é?