Num tempo sombrio em que o futebol foi inundado pela violência, urge dar relevo aos bons exemplos de desportivismo que, apesar de tudo, ainda existem.
Na imagem, Maxi Pereira testa a proeminência laríngea de Vukcevic, procurando libertar o jogador da preocupante expectoração que o aflige há cerca de um ano.
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domingo, 16 de abril de 2017
Maxi Pereira, um raro exemplo de desportivismo
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domingo, 2 de abril de 2017
Minúsculo Pereira
Não sou, nunca fui, um odioso de Maxi Pereira por ele ter saído do Benfica para o Porto. É parecido com o Manu Chao - o que me leva sempre a querer gostar dele - e eu não espero que um uruguaio sinta o clube da mesma forma que eu sinto. Além disso, muito haveria a dizer sobre quais as culpas de empresário, Presidente do Benfica e do próprio jogador. Não, eu não era o tipo que chamava nomes ao Maxi Pereira.
Mas ontem o Maxi entrou na lista negra do benfiquismo. Não por fazer o golo, que só fez a sua obrigação como jogador do Porto, mas pelos festejos. São festejos de alguém que, tendo estado 8 anos no Benfica, o revelam como pessoa menor. E isso eu não posso aceitar. Um jogador não deve confundir nunca uns assobios de uns idiotas com o clube que representou quase uma década.
Maxi Pereira é hoje um homem que não é do Benfica nem é do Porto - não é amado por uns porque mostrou ser de fraca índole e não é amado por outros porque já foi capitão do rival. Maxi Pereira é hoje o exemplo de um jogador-mercenário que nunca ficará na História dos clubes portugueses por onde passou. E isso, meus amigos de coração largo que ainda gostam deste jogo e de ler os génios que o transformaram em pátria de chuteiras, é o pior que pode acontecer ao futebol.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
Maxi Pereira e o FC Porto
Oito anos depois da chegada como jogador incógnito, oito anos depois de ter conquistado, por mérito próprio, o carinho e a admiração dos adeptos do Benfica, oito anos depois de vénias, de cânticos, de estandartes, de títulos e, mais importante que tudo isso, depois de ser sub-capitão e de ter capitaneado por várias ocasiões o mais titulado e prestigiado clube português, Maxi Pereira decidiu por vontade própria assinar pelo maior rival.
Manipulado ou não pelo seu empresário, cuja índole conhecemos há muito, Maxi Pereira não tem desculpa. Poderia ter saído para a Turquia, onde o Galatasaray lhe oferecia uma avultada soma, poderia ter saído para Espanha, onde se fala o seu idioma nativo, poderia ter saído para Inglaterra, onde pelo que se sabe tinha mercado, mas preferiu o Porto. Maxi, o herói, o ídolo da Luz, o homem com oito anos de casa, preferiu esquecer o passado e rumar a quem tanto mal nos quer e tanto mal nos fez.
O seu comportamento ao longo destas últimas semanas de negociação, para não dizer meses, foi igualmente inenarrável. Maxi revelou-se, tal como há três anos, aquando da sua primeira renovação de contrato, um indivíduo sem escrúpulos, que tentou leiloar-se à espera de uma proposta milionária, utilizando a família como escudo de defesa , desrespeitando os adeptos que sempre o acarinharam e mentindo inclusivamente à Direcção, quando a cerca de duas semanas antes do final do mês de Junho deu o acordo com o Benfica como confirmado e encerrado, voltando posteriormente com a palavra atrás sem dar qualquer justificação a quem lhe pagou o salário durante oito anos e com quem manteve esta morosa negociação. Gratidão? Não a peço. Peço respeito, pelo menos. Respeito por quem lhe pagou a tempo e horas, respeito por quem o idolatrou, respeito por quem o ajudou a chegar à Europa, a mostrar-se no Velho Continente e o ajudou a chegar às 100 internacionalizações e à capitania da selecção celeste.
A perda de Maxi, ao contrário da de Jorge Jesus, custa-me. Custa-me porque, independentemente do seu valor, Maxi Pereira foi nestes oito anos um jogador “à Benfica”. Exibiu dentro de campo um profissionalismo ímpar, tão típico de poucos jogadores que nós, mais jovens, vimos, tão típico dos muitos ídolos que pais e avós nos contam dos anos 60, 70 e para alguns, 80. Contudo, e centremos atenções no plano desportivo, o que não falta no mercado são jogadores com tanta ou mais qualidade que Maxi. Não desvalorizando o uruguaio, cujos atributos futebolísticos não são de desprezar, a verdade é que o Maxi Pereira de hoje em dia valia pelo conhecimento que tinha do jogo e, sobretudo, pela matreirice. É um jogador “rato”, que sabe quando cavar a falta, quando fazer a falta certa, no lugar correcto, no tempo exacto, e com uma garra e vontade pouco comuns que compensam a indisciplina táctica imprópria de um defesa direito que tanto pode aparecer na área, qual ponta-de-lança, ou na posição de número 10 para fazer uma assistência para golo. Com o avançar da idade, Maxi foi perdendo velocidade, perdeu capacidade de drible e finta (lembram-se quando ele conseguia ir à linha, fingir que ia cruzar e meter a bola para dentro?) e tornou-se um jogador mais “pesado”. Não sendo “velho” aos 31 anos, a verdade é que a longo prazo o Benfica pode conseguir melhor no mercado. Choca-me a perda do jogador por tudo o que representava, mas não fico sobejamente preocupado com uma eventual perda qualitativa porque a haver competência na gestão do mercado, não ocorrerá.
Podemos tentar perceber o ponto de vista do jogador. Maxi sempre falou na família, na família, na família e a verdade é que, a fazer fé nos números veiculados pela comunicação social, os 6 milhões de euros que o Benfica se dispunha a pagar em 3 anos ficam muito aquém dos 16 milhões que o Porto oferece em 4 temporadas. Mas pelos vistos, para Maxi, o dinheiro é mesmo tudo. Teve clubes internacionais (com o Galatasaray à cabeça) a oferecer muito dinheiro, mas nenhum deles tanto quanto o Porto. E foi esse o motivo que o fez assinar pelos azuis-e-brancos. A família, a família, a família... que nojo usar a família como argumento para querer ganhar mais e mais dinheiro, esse sim o único objectivo. Em jeito de conclusão, resta dizer que o Benfica perdeu um bom jogador e o Porto fez um mau negócio. No meio disto tudo, só mesmo o jogador fica a ganhar. E “só” do ponto de vista financeiro. Até porque se fizesse o que fez ao Benfica lá na terra dele, o mais provável era acabar numa valeta ou pelo menos ser ameaçado com um tiro na rótula, qual Paulo Assunção.
P.S. Nada a dizer da atitude da Direcção do Sport Lisboa e Benfica. A Direcção, em especial na pessoa do seu presidente, não pode entrar em loucuras ou devaneios financeiros por jogadores com muitos anos de casa que já deveriam ter percebido o que é o Benfica. Entrar no leilão que Maxi e o seu empresário queriam seria um desprestígio para o próprio Sport Lisboa e Benfica.
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Há uns anos, num hospital da Grande Lisboa, deu entrada na pequena cirurgia um miúdo dos seus 10 anos. Joelhos escalavrados, sobrolho acerto, uma bola de futebol debaixo do braço. “Caiu de um muro quando tentou apanhar a bola”, disse a mãe. Por entre a desinfecção das feridas e a sutura do sobrolho, uma colega minha resolveu meter conversa com o petiz:
- Então, magoaste-te muito? De que clube és?
- Sou do Benfica e do Real Madrid – respondeu o rapaz.
- E qual é o teu jogador favorito? O Ronaldo ou o Messi?
- É o Maxi Pereira.
Raros serão os adultos que têm Maxi Pereira como o seu jogador preferido. Muito menos uma criança. Disto, Maxi, só poderias encontrar num clube. E o dinheiro não compra estas coisas.
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terça-feira, 16 de junho de 2015
Maxi e o agente estulto
Esta é a figurinha ridícula que há uns anos obrigou o Benfica a comprar um saco de uruguaios - entre eles, o famigerado Jim Morrison - em troca da renovação com o Maxi, o ser ridículo que convenceu Rodriguez a ir definhar para o Porto e desaparecer do mapa futebolístico e a alforreca falante que agora não quer parar de exigir mundos e fundos ao Benfica para que o nosso lateral-direito por aqui se mantenha.
Paco Casal, o perfeito anormal.
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domingo, 1 de setembro de 2013
Os cornos mansos
Claro, a culpa foi do árbitro - nem podia ter sido de outra forma. Um golo em fora-de-jogo que, se fosse ao contrário, teria sido, na visão dos benfiquistas, "uma coisinha milimétrica". O penálti sobre Cardozo, se tivesse sido na nossa área, um "lance perfeitamente normal". E o Maxi, se estivesse vestido de verde e branco, tinha de ter sido expulso. Como é do Benfica, mereceu os 90 minutos em campo.
Estou cansado de tanta anormalidade - de benfiquistas, de sportinguistas, de portistas, da generalidade dos adeptos. Metem o cérebro no bolso e escolhem o que lhes interessa, consoante o que lhes convém. Vão todos para o caralho, não respeito quem, na vez de amar o futebol, passa o tempo a falar nos árbitros. Mas falemos de árbitros e lembremos isto:
- O Presidente do Benfica apoiou por duas vezes a corrupção - a segunda com um "apoio inequívoco" um corrupto do Apito Dourado; primeiro para a Liga, depois para a Federação.
- O maior alvo dos adeptos benfiquistas, críticos da arbitragem, chama-se Pedro Proença. O mesmo que há duas semanas foi dar aulas de leis de arbitragem ao nosso Centro de Estágios, lições que o Presidente do Benfica achou fantásticas - gostou muito de ver, disse Vieira.
- "Não falo de arbitragens", diz Vieira.
Há espaço para um benfiquista sério reclamar dos árbitros, depois do que o Presidente do nosso clube faz e diz? Não há.
E olhar para o que define o que se passa no clube? Ver um Presidente incompetente, um treinador perdido, sem mão no balneário? Jogadores que não estão com o seu treinador? Uma equipa destroçada? Um clube gerido pelas mãos de um aldrabão que o aproveita para os seus negócios pessoais?
Não é importante. A culpa é dos árbitros - aqueles de quem Vieira não fala e aqueles escolhidos pela equipa "inequivocamente apoiada" por Vieira. Quando é que vocês acordam, caralho?
João Markovic Pinto. Demasiado bom. Infelizmente já está comprado pelo Chelsea. Vocês ainda não sabem, mas depois vão descobrir. Só mais uma mentira que vos deram. Mas já tudo é tão normal - já nada dói.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
As laterais
Parece próxima
a resolução de um dos problemas do plantel, isto é, a confirmar-se a chegada de
Sílvio para o plantel, finalmente teremos um lateral direito de nível,
escusando-nos a mais adaptações ou a viver “amarrados” a um lateral direito que
de defesa nem o nome tem e que é um dos pontos fracos do nosso plantel.
Há quem diga
que Sílvio chegará para, de uma só vez, resolver os dois problemas que temos
nas laterais. Se for mesmo essa a ideia, isto é, se a intenção passar por não se
contratar nenhum lateral esquerdo digno desse nome, confiando a posição a
Melgarejo e Sílvio, eu não posso concordar.
O jovem
Paraguaio já deu provas suficientes que dificilmente será uma opção valida para
os maiores embates com que o Benfica terá de se defrontar na próxima época,
falo naturalmente dos encontros com equipas de nível semelhante e/ou superior
ao Benfica. Melgarejo é forte a atacar, com boa capacidade de condução de bola,
boa técnica e capacidade de romper pela ala – ou não fosse ele de origem um
avançado/extremo – mas deixa muito a desejar no capítulo defensivo, com falhas
no alinhamento com os restantes colegas de sector, dificuldades nas dobras e
ajudas aos centrais e debilidades no um para um defensivo. Essas mesmas
dificuldades são tanto mais evidentes por se enquadrar numa equipa com um
pendor muito ofensivo e que, não raras vezes, deixa à sua sorte os elementos do
sector mais recuado. Ou seja, Melgarejo será sempre um bom lateral para a maior
parte dos jogos internos, onde as obrigações defensivas são muito poucas e onde
até é benéfico para a equipa que tenha um lateral com tão boa capacidade
ofensiva que ajude na profundidade e largura de jogo ofensivo, mas não chega
para os confrontos com os rivais mais directos e para os jogos europeus de Liga
dos Campeões.
Com Sílvio a
lateral esquerda terá o equilíbrio e solidez que Melgarejo não consegue
oferecer, mas perderá capacidade ofensiva, quanto mais não seja, por ser um
jogador destro e que por isso tem dificuldades em dar a profundidade e largura –
muito menos em velocidade – que Jorge Jesus tanto aprecia nos seus laterais
(como foi visível nos primeiros tempos de SC Braga e Selecção), sendo que,
quando colocado à direita, embora sem grande capacidade de romper linhas em
posse, Sílvio dará sempre maior equilíbrio táctico e emocional que Maxi
Pereira.
Sendo assim,
com Sílvio e Melgarejo como soluções para a lateral esquerda, não teremos,
novamente, um lateral completo que seja capaz de desempenhar as tarefas
defensivas e ofensivas com a mesma qualidade. Não obstante, com Sílvio e Maxi
para a lateral direita, teremos sempre um jogador equilibrado e capaz para os
jogos de nível superior e um lateral muito ofensivo e guerreiro para os jogos
mais “bloqueados” e de maior exigência física no vai e vem constante.
Por tudo isto
considero que com a chegada de Sílvio ainda nos fica a faltar a contratação de
um lateral esquerdo, sendo que o Português nessa posição deverá ser sempre
encarado como uma solução de recurso e não habitual.
P.S.1 – Sílvio
regressa à casa que o formou, embora nunca tenha jogado na equipa principal.
P.S.2 – A
contratação de Sílvio agrada-me, mas deixa-me algo apreensivo essencialmente
pela inconstância física que ele revelou nos últimos 2 anos, com sucessivas
lesões que não lhe permitiram a afirmação no Atlético de Madrid.
P.S.3 – Com a
chegada de Sílvio esgotam-se as poucas esperanças de se ver João Cancelo a
aparecer na equipa principal do Benfica, sendo que nesse caso, parece-me de todo
conveniente para o Benfica e para o jogador que este seja colocado por empréstimo
num clube de primeira liga, onde possa ganhar a “rodagem” que a equipa B do
Benfica não pode oferecer e que o seu talento já justifica. Talvez o Vitoria de
Guimarães que perdeu Alex e que tem um treinador capaz no desenvolvimento dos
jovens.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Vemo-nos em Amesterdão.
Pois é, os erros dos laterais às vezes dão merda. Normalmente, passam ao lado do comum dos mortais - até dos experts que não são os "entendidos da internet" -, outras vezes dão golos adversários. Dois laterais medíocres é o que o Benfica tem e teve durante a época toda. Há quem veja isto e quem prefira não ver. O pior é que há quem devia mesmo ver isto.
No resto, temos tudo para passar a eliminatória. E, já agora, amanhã vou tratar da minha passagem para Amesterdão.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O que ainda falta ao Benfica - 5 diferenças entre a frustração e a glória
1) Dois laterais de qualidade superior (e um central) - Penso que é hoje óbvio para todos que Emerson não serve como primeira opção - nem sequer, opinião pessoal, como alternativa. Uma falha grave no planeamento da época que pode ter repercussões dramáticas, se não se encontrarem formas de admitir o erro e o colmatar com um jogador de qualidade acima de qualquer suspeita. A meu ver, é muito simples: se Emerson for o titular até final de época, todos os objectivos da equipa estão seriamente em risco. Esperemos que, por parte de quem pensa o futebol no Benfica - dirigentes e equipa técnica -, haja a humildade suficiente para deixar cair a primeira aposta do Verão e a sabedoria necessária para encontrar uma solução indiscutível.
Do lado direito, o cenário é menos grave, embora exista também um problema: falta um jogador que não só seja alternativa a Maxi como lute com o uruguaio pela titularidade. O lateral-direito tem qualidades que todos apreciamos - intensidade, agressividade, dinâmica ofensiva, garra, querer "à Benfica" - mas está longe de constituir a melhor solução, ainda para mais numa fase em que parece estar a voltar aos primeiros tempos no clube. Os erros sucedem-se, como na época em que chegou: perdas de bola inadmissíveis, desposicionamento constante da linha defensiva (são vários os lances em que deixa o adversário em jogo), incapacidade para acompanhar o atacante do seu lado, quando a bola é cruzada da ala oposta, distracções, forma física deficiente. Maxi Pereira, por tudo o que tem feito nos últimos anos, merece ser uma aposta firme nesta equipa mas só teria a ganhar (e, por consequência, a equipa, que é o que mais importa) se tivesse competição séria dentro do plantel.
Menos premente do que nas laterais - mas que obriga a uma reflexão -, surge a questão do central que seja alternativa à dupla titular. Jardel não é suficientemente bom para o Benfica e Miguel Vítor poderá ser pouco, no caso de uma lesão prolongada de Luisão ou Garay. De contactos anteriores com o Vasco (clube no qual temos dois jogadores emprestados, o que serve como arma favorável à negociação) e pela qualidade indiscutível que tem, Dedé seria uma tremenda mais-valia em Janeiro.
Todas estas questões foram aqui identificadas em Agosto. E, se não têm sido motivo de preocupação maior, à regularidade dos titulares e à capacidade colectiva da equipa muito devemos. Mas isso não invalida que tenha havido uma deficiente abordagem à planificação do plantel. Que os erros sejam admitidos e superados, é o que se espera de uma Direcção que diz querer uma época desportiva de glória. Caso contrário, a frustração - à imagem da época passada - será um cenário facilmente adivinhável.
2) Preparação mental/orientação disciplinar - A expulsão de Cardozo no último fim-de-semana deverá servir como estudo sobre a falta de uma orientação clara por parte de quem gere o futebol no clube. É evidente a injustiça da decisão do árbitro, tal como evidentes têm sido várias injustiças arbitrais ao longo da época. Sobre esta premissa - que se alastrará e provavelmente se intensificará nos próximos meses -, deverá assentar a pedagogia feita aos jogadores. Se temos a noção de que, a qualquer acto mais "espontâneo" dos nossos atletas, surgirão medidas drásticas por parte de quem arbitra os nossos jogos, a única resposta - porque é a que podemos controlar - passa por condicionar os nossos a um comportamento exemplar dentro do relvado, fazendo-os compreender que da capacidade de disciplina e auto-controle dependerá o sucesso do colectivo.
A expulsão do Cardozo não só prejudicou a estratégia num jogo importantíssimo - que felizmente superámos, mas que poderia ter criado consequências nefastas - como nos retirou uma solução, a mais efectiva, para o jogo na Madeira. Como este caso, outros houve em que os nossos jogadores foram admoestados, justa ou injustamente, sem razão para tal; apenas e só porque não souberam reagir mentalmente a uma decisão arbitral - Aimar, especialmente, torna-se repetitivo na recolha de amarelos idiotas.
Compete a quem lida com os jogadores que estas situações aconteçam muito raramente e em momentos impossíveis de contrariar o sentimento de injustiça. Tudo o resto, deverá desaparecer. Também passa por aqui a diferença entre uma equipa adulta e um equipa incapaz de gerir emocionalmente os vários momentos de um jogo.
3) Qualidade nas bolas paradas ofensivas- Há um paradoxo na forma como a equipa aproveita as suas qualidades: se, por um lado, pelo tipo de jogo que apresenta, as situações de bola parada são em grande número e, pelas características dos próprios jogadores, há uma vantagem clara em relação a quase todas as outras formações ao nível da estatura física e dos movimentos, bem treinados, que o colectivo desenvolve neste tipo de situação específica de jogo, por outro, e isto é que causa perplexidade, são em dose industrial as vezes em que a bola é mal pontapeada.
Seja em cantos, livres laterais, livres à entrada do meio-campo, a percentagem de lances em que a equipa deixa de aproveitar as qualidades que tem por deficiente arremesso é sinal de preocupação e deverá ser seriamente estudado e melhorado. Não se admite que jogadores da qualidade de Aimar, Gaitán, Bruno César, Amorim marquem cantos e livres quase como infantis, batendo ou muito por cima ou tão fraco que a bola cai imediatamente nos pés do primeiro defesa adversário.
A juntar a isto, que é consequência do mau arremesso, surge o mau posicionamento dos que ficam mais atrás em campo e da lenta reacção à perda de bola, gerando vários contra-ataques perigosos que, em vários jogos, poderiam ter definido as partidas de modo comprometedor. Vemos Jesus gesticular bravamente do banco, nessas situações. Mas o problema, como é óbvio, é dele e é a ele que devem ser pedidas responsabilidades: tudo advém do treino.
E, se o treinador do Benfica é capaz de treinar eficaz e por vezes brilhantemente a movimentação dos seus jogadores dentro da área adversária, terá de saber igualmente como colocar a equipa de modo a que, primeiro, as bolas cheguem ao destino e, segundo, caso não cheguem, como deverá reagir o colectivo aquando da perda. Erros destes - que temos visto ao longo dos jogos desta época -, contra equipas de maior qualidade, serão letais. Para o jogo e, a médio prazo, para os objectivos até final do ano. Mais uma vez, a mesma linha quase invisível entre frustração e glória. Os detalhes que decidem épocas.
4) Saída de bola - No final do último encontro com o Sporting, Jesus, na sua bazófia habitual, defendia que a equipa está preparada para lidar com uma pressão agressiva e alta por parte dos adversários. Não está. Ou melhor: está, só que não da forma que possibilite a melhor estratégia para o jogo que queremos implementar.
A resposta que está programada a um pressing agressivo (como o que o Sporting usou em grande parte do jogo do passado fim-de-semana), passa por criar, em jogo directo, duas zonas preferenciais de destinatários: o avançado, geralmente Cardozo, e a direita do meio-campo, geralmente Witsel ou Gaitán. É uma solução que permite menos risco mas que "entope" o jogar do Benfica, porque na altura da recepção o jogador está rodeado de adversários e porque muitas vezes não tem apoios para manter a posse.
Esta solução serviria os interesses de muitas equipas mas defendo que ao Benfica, pela qualidade que tem, este é um tipo de solução que não interessa e, pior, prejudica gravemente a ideia de jogo que Jesus quer para os seus jogadores. Mais interessante, embora mais arriscado e que requer outro tipo de treino e aperfeiçoamento, seria solucionar o problema passando a jogar, mesmo contra equipas muito pressionantes, em posse de bola corrida e sempre rente ao relvado, usando preferencialmente o passe vertical em detrimento do jogo directo ou do passe em largura (neste particular, tendo uma peça como Emerson, é suicídio procurar a lateral como fuga).
Como fazer isto, sem arriscar em demasia? Não baixar tanto Javi - mantendo-o no seu espaço da linha do meio-campo, criando um apoio alternativo e fixando um jogador adversário - mas baixar, em simultâneo, Aimar e Witsel, cada um do seu lado. Assim, o central que tivesse a bola tinha quatro apoios directos (o guarda-redes, o lateral, o outro central e o médio do seu lado) e um apoio indirecto (o pivot defensivo, que serviria não só de apoio ao apoio, caso a equipa criasse progressão, como de "tampão" às investidas do adversário, se este quisesse subir mais no terreno). Nesta configuração, que obviamente requer uma dinâmica mais trabalhada e uma maior certeza de passe, o posicionamento dos extremos seria fundamental: não abertos nas linhas, mas interiores, à frente de Javi.
Num desenho, teríamos um dado com o número 5: Aimar e Witsel em baixo, Javi ao centro e César (Nolito) e Gaitán em cima. Espaços curtos, vários apoios, prioridade para as as combinações e a equipa mais junta, sem pontapés para a frente pelo ar e com várias alternativas para progredir, com bola, até ao meio-campo adversário.
Claro que para os jogos com o Feirense até o jogo directo serve. Mas o Benfica entrará nos próximos meses numa espiral de jogos fundamentais contra equipas de grande qualidade e organização, em que o pressing à nossa saída de bola será uma constante (mesmo as equipas pequenas já perceberam que devem forçar, mesmo que com menos jogadores, a nossa posse logo no início, como forma de condicionar a dinâmica do nosso jogo). Encontrar uma solução que aniquile essa pressão alta adversária, sem que por isso percamos a nossa identidade, é, pois, fundamental para o sucesso a médio e longo prazo. Para a glória e não para a frustração.
5) Ter um Gaitán ao nível do seu talento - Das coisas que me custa mais ver neste Benfica é o desperdício criminoso das características únicas do argentino. Há ano e meio que falo em colocá-lo numa posição de menor dimensão física e de maior aproveitamento das suas qualidades - a segundo avançado. Gostava que um dia o Jesus o fizesse mas deixei de ter esperanças: Jesus quer interpretá-lo como um jogador de ala, com movimentos interiores, buscando a sua capacidade de desequilíbrio e de passes de ruptura.
Assim seja: Gaitán numa das alas. Mas então há que moldá-lo à posição onde joga. Se Gaitán neste Benfica será sempre um ala, convém que tenha adquiridos os fundamentos básicos para que o colectivo não sofra com as displicências frequentes do argentino. Chamo-lhe displicência, porque não é uma questão de não entender o jogo. Gaitán simplesmente não quer fazer mais. Isso fica evidente nos jogos da Champions ou contra os rivais nacionais, em que se vê um jogador completamente diferente: apoia o lateral, dando apoios (não só ajuda fisicamente, como sabe ocupar os espaços), recua em sintonia com o adversário, fecha ao meio, dobrando colegas que se desposicionaram momentaneamente.
Se um jogador faz isto em certos jogos, e fá-lo bem, é porque entende o que deve fazer a cada momento de um jogo. Se o não faz sempre (ou quase sempre), a culpa é do treinador, que permite que, em determinados jogos (a grande maioria), Gaitán se arraste pelo relvado, apenas esperando que a equipa conquiste a bola para finalmente acordar e começar a jogar futebol. Começa aqui a conquista de um Gaitán diferente: obrigá-lo a uma consciência defensiva colectiva para lá dos jogos de maior visibilidade. Se isto for conseguido, não só o argentino aumenta os níveis de concentração e intensidade - melhorando o seu jogo - como, por arrasto, toda a equipa se desenvolve em campo de forma mais eficaz - porque aproveita a qualidade inegável do jogador e deixa de estar condicionada à ideia de que deve compensar os adormecimentos de Gaitán, emperrando a própria dinâmica.
Lembrem-se das vossas peladinhas de Quinta à noite. Recordem-se de quando sabem que têm lá um gajo que só fica à mama. O que é que acontece? Para lá de o chamarem de tudo e de acabarem à porrada com ele, em campo há sempre aquela ideia que vos martirza o espírito, sempre que vêem o adversário a cavalgar contra vocês: foda-se, recuo mais ou vou mais à direita para compensar a ausência daquele filho da puta que está a fumar encostado ao outro poste?
No meio desta dúvida, nem vão à direita, nem recuam, nem pressionam, o cérebro pára ali por um segundo e quando vocês voltam à realidade já andam a correr feitos tontos sem saberem para que lado devem ir. Numa equipa profissional, em dimensões diferentes, isto também funciona assim: a confiança/desconfiança que temos em relação aos colegas de equipa faz toda a diferença não só no sucesso/insucesso mas individualmente na forma como tomamos decisões. Limpar o espaço de dúvida, garantir que cada um dos onze que estão em campo se concentrem nas suas aptidões e responsabilidades (não propriamente funções, porque o futebol deve caminhar para um jogo em que não haja propriamente funções em campo, mas uma osmose entre dinâmicas individuais), promover a solidariedade entre cada dois, entre cada três, no limite, entre cada 11, será sempre a melhor resposta à necessidade colectiva e a ao bem-jogar.
Ter um Gaitán ao nível do seu talento não só traz à equipa a extraordinária capacidade criativa e original do argentino - que gera incerteza no adversário e dúvida sobre as soluções que lhe aparecerão pela frente - como solta todos os outros jogadores para, também eles, potenciarem ao máximo as suas virtudes. E quem ganha é o Benfica.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Não tem de quê, Senhor Elias.
Apesar de toda a discriminação e silêncio a que sou votado por parte do Senhor Elias - nem uma estatisticazinha depois dos jogos, um bilhete de borla, uns croquetes, nada -, não quero deixar de dizer, muito humildemente, que o Senhor Elias não tem de agradecer o extraordinário contributo que este blogue deu à iniciativa que visa chegar ao milhão de fãs no facebook.
Se bem se lembram, a 27 de Outubro recordei os adeptos benfiquistas com um post cirúrgico ao qual juntei uma foto e uma frase a roçar o genial logo à entrada do tasco. Com isso, não só garanti a profusão de "Likes" pela página do Sport Lisboa e Benfica como, numa primeira instância, pensava ter ganho a corrida ao convite para ser integrado numa comitiva até Manchester ou, quem sabe?, à final da Liga dos Campeões. Fraca tentativa, no entanto, que, do Departamento de Multimedia, ainda nada chegou e eu já estou cheio de fome.
Fica para a posteridade, então, o meu contributo a todos os títulos revelador de ser este um blogue que mexe com o povo (pense nisso, Senhor Elias) e que, por tal facto, fez arrancar a iniciativa para uma velocidade tal que, mais dia menos dia, terão de inventar outra que esta estará concluída.
Para terem uma ideia da dimensão do contributo: a 27 de Outubro, aquando do fantástico post que aqui se escreveu, o Benfica tinha 826.059 fãs. Hoje, após publicidade ao mais alto nível neste espaço (pense nisso, Senhor Elias), tem:
949.037! Em duas semanas, cerca de 123.000 "Likes", Senhor Elias! Envia os bilhetes para Old Trafford por correio ou tenho de ir ao estádio?
E, Senhor Elias, veja o crescimento dos nossos rivais, de 27 de Outubro para hoje:
Sporting - De 222.368 para 226.640 -» Nem 4.500, Senhor Elias, nem 4.500!
Porto - De 420.202 para 421.978 -» Nem 2.000, ó Elias Multimedia!
Não tem de quê, Senhor Elias. A morada para o cheque chorudo envio-lha por email, se não se importar.
E, como não sou de ressentimentos, deixo-lhe uma música do Maxi Pereira:
Bom fim-de-semana, lampiões.
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sábado, 1 de outubro de 2011
Tormentas (e duas premonições)
- Morreu Duda Guennes, um dos poucos que mantinha "A BOLA" num estado levemente superior aos restantes concorrentes. Inteligente, cínico, céptico, sonhador, certeiro, carregado de humor e uma escrita apelativa, foi sempre um dos pontos altos da minha leitura desse jornal que já não compro há ano e meio. Ficarão as memórias das crónicas em livro para quem quiser. Menos um dos bons.
- O Benfica alienou parte dos passes de Gaitán, Jara, Nolito, Bruno César e Garay ao Fundo de Investimento. Se compreendo a necessidade de algum retorno financeiro e a natural obrigatoriedade de dar ao Fundo algo com que o mesmo se sinta ressarcido no "risco" que corre, há, por mais voltas que dê, negócios incompreensíveis:
2 milhões de euros por 15 por cento de Gaitán? Ou seja, para os responsáveis do Benfica, o argentino vale menos de meio Coentrão, é isso?
600.000 euros por 10 por cento de Jara? Pensei que o empréstimo fosse uma aposta segura na qualidade que no Benfica se acredita que o argentino tem. Pelos vistos, não. Vale 6 milhões de euros. O mesmo que custou.
Vende-se logo 20 (!) por cento do Nolito, um jogador que explodiu nos primeiros meses e que, a não ficar no Benfica, poderá sair por valores muito acima da média? E vende-se por... 1,3 milhões de euros? Então o rapaz vale só 6,5 milhões de euros? Não dá para entender estes negócios. Claro que virá alguém dizer que o espanhol chegou a custo zero e que por isso o negócio é genial. São formas de ver as coisas. Eu acho que, se fazemos um bom negócio, devemos potenciá-lo ao máximo e não pensar de forma rasteira. Mas se calhar eu sou um mau benfiquista.
Bruno César, jogador com uma margem de progressão fantástica (e já hoje uma certeza clara de que tem qualidade), vale 7 milhões de euros (1,035,000 euros por 15 por cento do passe)? Ok.
Garay - 1.175.000 euros por 10 por cento - é o único que faz sentido nesta negociata. Por outro lado, chegam notícias de Espanha de que, afinal, o Benfica não deu 5,5 milhões de euros mas 13 pelo internacional argentino. Do Benfica, ainda não se ouviu palavra. Talvez se compreenda melhor assim o porquê de ser o único negócio que parece defender o Benfica nesta troca de interesses com o Fundo. Ou então não.
- Capdevila não serviu para a Champions nem serve para sentar o rabo no banco num jogo contra o Paços de Ferreira na Luz. A sério: já é tempo de alguém explicar aos adeptos, especialmente aos sócios, que novela é esta. É que o homem veio contratado por vários motivos que os dirigentes benfiquistas deram e não cumpriram. Além disso, não deve estar a ganhar pouco. A convocação de Luís Martins é a prova final de que o espanhol não entra nas contas de Jesus. Mais uma vez, ficamos sem saber porquê.
- A renovação de Maxi Pereira é algo que vai acontecer nos próximos dois meses? Não querem esperar pelo último dia? Sempre a deixar os adeptos naquela roda-viva da emoção, estes malandros.
- Continuo à espera que alguém do Sporting me explique os 16.000 títulos. E já lá vai um mês. É fodido.
- O Benfica hoje vai ganhar 6-1.
- O Benfica alienou parte dos passes de Gaitán, Jara, Nolito, Bruno César e Garay ao Fundo de Investimento. Se compreendo a necessidade de algum retorno financeiro e a natural obrigatoriedade de dar ao Fundo algo com que o mesmo se sinta ressarcido no "risco" que corre, há, por mais voltas que dê, negócios incompreensíveis:
2 milhões de euros por 15 por cento de Gaitán? Ou seja, para os responsáveis do Benfica, o argentino vale menos de meio Coentrão, é isso?
600.000 euros por 10 por cento de Jara? Pensei que o empréstimo fosse uma aposta segura na qualidade que no Benfica se acredita que o argentino tem. Pelos vistos, não. Vale 6 milhões de euros. O mesmo que custou.
Vende-se logo 20 (!) por cento do Nolito, um jogador que explodiu nos primeiros meses e que, a não ficar no Benfica, poderá sair por valores muito acima da média? E vende-se por... 1,3 milhões de euros? Então o rapaz vale só 6,5 milhões de euros? Não dá para entender estes negócios. Claro que virá alguém dizer que o espanhol chegou a custo zero e que por isso o negócio é genial. São formas de ver as coisas. Eu acho que, se fazemos um bom negócio, devemos potenciá-lo ao máximo e não pensar de forma rasteira. Mas se calhar eu sou um mau benfiquista.
Bruno César, jogador com uma margem de progressão fantástica (e já hoje uma certeza clara de que tem qualidade), vale 7 milhões de euros (1,035,000 euros por 15 por cento do passe)? Ok.
Garay - 1.175.000 euros por 10 por cento - é o único que faz sentido nesta negociata. Por outro lado, chegam notícias de Espanha de que, afinal, o Benfica não deu 5,5 milhões de euros mas 13 pelo internacional argentino. Do Benfica, ainda não se ouviu palavra. Talvez se compreenda melhor assim o porquê de ser o único negócio que parece defender o Benfica nesta troca de interesses com o Fundo. Ou então não.
- Capdevila não serviu para a Champions nem serve para sentar o rabo no banco num jogo contra o Paços de Ferreira na Luz. A sério: já é tempo de alguém explicar aos adeptos, especialmente aos sócios, que novela é esta. É que o homem veio contratado por vários motivos que os dirigentes benfiquistas deram e não cumpriram. Além disso, não deve estar a ganhar pouco. A convocação de Luís Martins é a prova final de que o espanhol não entra nas contas de Jesus. Mais uma vez, ficamos sem saber porquê.
- A renovação de Maxi Pereira é algo que vai acontecer nos próximos dois meses? Não querem esperar pelo último dia? Sempre a deixar os adeptos naquela roda-viva da emoção, estes malandros.
- Continuo à espera que alguém do Sporting me explique os 16.000 títulos. E já lá vai um mês. É fodido.
- No 5º aniversário do Caixa Futebol Campus, o Benfica organizou o torneio Youth Cup, em que participaram os escalões de iniciados, juvenis e juniores. Os nossos putos despacharam a concorrência (e que concorrência!) em todos os jogos e venceram o caneco. Os resultados foram estes:
Primeiro dia:
Iniciados: Benfica - 2 Barcelona - 1
Juvenis: Benfica - 3 Real Madrid - 2
Juniores: Benfica - 3 Fulham - 1
Segundo dia:
Iniciados B: Benfica - 2 Sevilha - 1
Juvenis B: Benfica - 2 Ajax - 1
Ora, isto só quer dizer uma coisa, usando de uma lógica batatal muito pouco fiável: daqui a 5, 6 anos - e, a partir daí, por 10 anos consecutivos - seremos campeões europeus.
Primeiro dia:
Iniciados: Benfica - 2 Barcelona - 1
Juvenis: Benfica - 3 Real Madrid - 2
Juniores: Benfica - 3 Fulham - 1
Segundo dia:
Iniciados B: Benfica - 2 Sevilha - 1
Juvenis B: Benfica - 2 Ajax - 1
Ora, isto só quer dizer uma coisa, usando de uma lógica batatal muito pouco fiável: daqui a 5, 6 anos - e, a partir daí, por 10 anos consecutivos - seremos campeões europeus.
- O Benfica hoje vai ganhar 6-1.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Quando?
Quando o empréstimo vale a pena - a exibição de Ivo Pinto, lateral-direito do Porto emprestado à União de Leiria, é algo que deve merecer-nos o maior dos respeitos. Conseguiu desequilibrar a própria defesa 4 ou 5 vezes (3 delas de forma perigosa), atacar desenfreadamente, arriscando tudo sem ninguém nas costas, e a falta de intensidade nos lances, especialmente nos primeiros 20 minutos em que era crucial dar vantagem a quem lhe paga, e em alguns golos, especificamente nos terceiro e quarto, constituem uma exibição de gala. Assim, meus caros, vale a pena emprestar jogadores.
Quando o futebol não chega - o que será mais preciso para renovar os contratos a Maxi e Aimar?
Quando o papel nem serve para ler nem para limpar o cu - o tipo de folha do jornal "Record" é áspero, desbota a tinta e não tem possibilidade de leitura. Um exemplo da desavisada utilização de recursos que tanta falta fazem ao planeta. A última tara do pasquim é a possibilidade de Capdevila rumar a outras paragens. Alguém explique ao palerma do Alexadre Pais que as inscrições acabaram há uma semana.
Quando não há argumentos contra a verdade - eles vêm, alguns tímidos, outros mais agressivos, comentam, insultam, falam noutras coisas. Argumentos que sustentem o que andam a dizer há anos a fio é que... nada. 16.000 títulos? Está bem, Marreco. Onde é que estacionaste a nave?
Quando um ex-Presidente do Sporting é apoiado pelas Associações de Braga e Porto - o que dizer? São muitos anos de submissão. Onde estará o Sporting Clube de Portugal? Este Sporting Clube do Porto não serve. E como poderia ter havido uma limpeza geral a estes corruptos se o primeiro tivesse aparecido e se tivesse unido a nós. Infelizmente o ódio ao Benfica é maior que o amor-próprio. E assim Pinto da Costa vai dividindo e reinando. Já chega deste futebol podre. Seara ou Hermínio. Tudo o resto é merda.
Quando o futebol não chega - o que será mais preciso para renovar os contratos a Maxi e Aimar?
Quando o papel nem serve para ler nem para limpar o cu - o tipo de folha do jornal "Record" é áspero, desbota a tinta e não tem possibilidade de leitura. Um exemplo da desavisada utilização de recursos que tanta falta fazem ao planeta. A última tara do pasquim é a possibilidade de Capdevila rumar a outras paragens. Alguém explique ao palerma do Alexadre Pais que as inscrições acabaram há uma semana.
Quando não há argumentos contra a verdade - eles vêm, alguns tímidos, outros mais agressivos, comentam, insultam, falam noutras coisas. Argumentos que sustentem o que andam a dizer há anos a fio é que... nada. 16.000 títulos? Está bem, Marreco. Onde é que estacionaste a nave?
Quando um ex-Presidente do Sporting é apoiado pelas Associações de Braga e Porto - o que dizer? São muitos anos de submissão. Onde estará o Sporting Clube de Portugal? Este Sporting Clube do Porto não serve. E como poderia ter havido uma limpeza geral a estes corruptos se o primeiro tivesse aparecido e se tivesse unido a nós. Infelizmente o ódio ao Benfica é maior que o amor-próprio. E assim Pinto da Costa vai dividindo e reinando. Já chega deste futebol podre. Seara ou Hermínio. Tudo o resto é merda.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Ontem, hoje e amanhã OU conta-me outra que esta já conheço
- Jorge Jesus diz de Emerson isto: "O Emerson é mais defensivo do que o Capdevila"; Emerson, por seu lado, diz de si próprio: "sou um lateral muito ofensivo, sempre em apoio ao ataque". E eu pergunto: com Capdevila, Carole e até, surpreendentemente, David Simão a poder fazer o lugar, vamos gastar mais 2,5 milhões de euros neste Emerson para quê?
- Roberto emprestado ao Saragoça - mais 8,5 milhões de euros empatados em jogadores emprestados. Na impossibilidade de vendê-lo, é a solução mais inteligente. O problema foi comprá-lo, agora teremos de rezar para que no final da época nos queiram dar 2 ou 3 milhões, vá, 200.000 euros para nos livarmos do mal. Amén.
- Luisão, Garay e o lateral-esquerdo começam a treinar ou temos tempo?
- Maxi Pereira assina ou temos tempo?
- Já gastámos quantos milhões em jogadores? Aquela premissa do custo zero e outros mercados foi estratégia-ejaculação precoce, não foi?
- E vender jogadores, é assim tão difícil? Até o Yebda, que parecia ter sido vendido por um valor que apesar de baixo nos garantia alguma entrada de capital e o libertar a folha salarial, afinal anda aí aos caídos sem saber para onde vai.
- A anarquia continua. Sem rumo, estratégia, planeamento. Tudo ao sabor do vento, conforme as marés. Não, isto não me satisfaz. De qualquer forma, acredito. Acredito sempre.
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