Rui Patrício; Maxi; Luisão e Lisandro; A.Sandro; Fejsa, Enzo e Talisca; Salvio; Nico; Jackson.
Estas foram as escolhas dos Ontianos.
A baliza ficou entregue ao Sporting. Houve um grande equilíbrio entre o Patrício e o Fabiano. Este sector mostrou ser bastante inquietante para os benfiquistas.
Na lateral direita o Danilo deu luta mas, como sabemos, ninguém luta tanto como o nosso Maxi.
Na lateral esquerda o Porto foi muito superior. De salientar alguma esperança no regresso do Sílvio. O Eliseu não teve qualquer voto o que manifesta a preocupação benfiquista com o momento da nossa lateral esquerda.
A dupla de centrais escolhida foi a do Benfica, seja com Luisão e Lisandro ou com Luisão e Jardel. Arrisco-me a dizer que com a presença do Luisão o resultado seria sempre encarnado. O Lisandro apesar de ainda só ter realizado um jogo aparece com maior confiança dos adeptos do que o Jardel.
Com Fejsa ou com Samaris a verdade é que o trio do meio-campo encarnado dominou totalmente a votação.
Nas alas também não houve qualquer dúvida. O Nani tentou espreitar mas o Salvio rapidamente se afirmou. O Nico dominou totalmente.
No ataque só deu Jackson. Escolha unânime.
Este é o resultado do balanço que os Ontianos fizeram deste início de época relativamente à qualidade comparativa entre os vários sectores dos 3 grandes.
Concluo que os benfiquistas esperam uma solução para o problema da baliza, aguardam por um Sílvio que encoste o Eliseu, têm expectativa no regresso do Fejsa e, com Jonas e Derlei no plantel, esperam uma melhoria no centro do nosso ataque. Também o Jardel parece não convencer sendo o estreante Lisandro o favorito para parceiro do capitão.
Luisão, Maxi, Enzo, Salvio e Nico mais uma vez fizeram a diferença. O Talisca parece estar afirmar-se na opinião encarnada.
Até esta pausa para as selecções foi assim.
Com 7 jornadas do campeonato disputadas, uma Supertaça e dois jogos da Liga dos Campeões, esperam-se agora mudanças, evoluções e afastamentos nas equipas.
Como já disse anteriormente, sobre Jesus falarei no final da época desportiva, embora já tenha uma idéia formada. Quanto ao LFV, eu sei que as eleições são só para Outubro, ou seja daqui a 6 meses, porque desta vez não interessa antecipá-las e porque os estatutos já condicionam suficientemente os sócios para que apenas uma pequena minoria possa ambicionar ser líder de qualquer orgão social do nosso clube, mas visto que estamos a falar do mandato desportivo, podemos já prepararmos um balanço.
Comecemos pois pelo futebol, a mim interessam-me os resultados, os títulos, não as séries de vitórias ou as boas campanhas.
Campeonato - 1 (lamento imenso, mas a teoria do matematicamente possível é boa para quem não tem calo suficiente para saber que se fôr preciso, o próprio PdC apitará o que fôr necessário para ser campeão).
Taça de Portugal - 0
Taça da Liga - 3
Supertaça - 0
Se compararmos com o mandato não desportivo que antecedeu temos:
Campeonato 1 vs 0
Taça de Portugal 0 vs 0
Taça da Liga 3 vs 1 (embora só tenham existido 2 edições no anterior mandato)
Supertaça 0 vs 0
Ou seja, o mandato desportivo, aquele onde foram investidos milhões atrás de milhões, onde tivémos os plantéis mais caros de toda história sem qualquer tipo de comparação, rendeu apenas 1 campeonato e 2 taças da liga a mais que um mandato não desportivo.
Será então na formação que obtivémos o domínio ?
Juniores 0 vs. 0 (desde de 2003/04 que não ganhamos 1 título de juniores)
Juvenis 1 vs 1
Iniciados 1 vs 1
Este ano está em aberto a possibilidade de sermos campeões nas 3 categorias, embora a derrota com o Porto neste fim de semana prejudique as nossas ambições em Juvenis.
Passemos então para o Pavilhão e continuemos com a bola no pé, ou seja o Futsal.
Campeonato 0 vs 3
Taça de Portugal 0 vs 2
Supertaça 1 vs 2
Uefa Futsal Cup (AKA Champions do Futsal) 1 vs 0
Conclusões, apostámos tudo na conquista da Champions, no primeiro ano de mandato, mas a nível nacional perdemos a hegemonia para os lagartos, mesmo que este ano conquistemos a dobradinha.
Basquetebol
Campeonato 1 vs 1
Taça de Portugal 0 vs 0
Supertaça 2 vs 0
Supertaça Luso-Angolana 1 vs 0 (De referir que a competição só existiu neste mandato, tendo nós conquistado em 2009/10, tido uma participação vergonhosa em 2010/11 e nem fomos apurados em 2011/12)
Troféu António Pratas 1 vs 2
Troféu Hugo dos Santos 1 vs 0 (A competição só existiu neste mandato)
No Basquetebol devido às constantes mudanças de nomenclatura e à criação e extinção de competições, torna-se difícil fazer comparações, mas não existe uma clara hegemonia a nível nacional, ao contrário do que parecia iniciar-se após as vitórias no campeonato no último ano do mandato anterior e no primeiro ano deste mandato. A derrota no ano seguinte, perante os tripeiros, ditou o fim do projecto em curso, pelo que se espera que o projecto iniciado este ano dê frutos.
Hóquei em Patins
Campeonato 0 vs 0
Taça de Portugal 1 vs 0
Supertaça 1 vs 0
Taça Cers (equivalente à Taça UEFA) 1 vs 0
Taça Continental (equivalente à Supertaça Europeia) 1 vs 0
Embora no campeonato não existam indicações do fim da hegemonia dos tripeiros, os títulos europeus e as taças mostram que se está a trabalhar melhor que nos anos anteriores, a liderança no campeonato perto do fim, embora seja apenas de 1 ponto, deixa-nos a esperança de sermos campeões.
Andebol
Campeonato 0 vs 1
Taça de Portugal 1 vs 0
Supertaça 1 vs 0
Taça da Liga 0 vs 1
O despedimento incompreensível de Aleksander Donner, interrompeu uma trajectória de sucesso que existia no mandato anterior. Neste mandato nunca, em momento algum parecemos fazer perigar o domínio dos tripeiros.
Voleibol
Campeonato 0 vs 0
Taça de Portugal 2 vs 0
Supertaça 2 vs 0
Sem lagartos nem tripeiros, com um investimento sem precedentes, que inclui 3 titulares da selecção nacional resgatados a equipas profissionais estrangeiras, inacreditável foram as derrotas nos 2 primeiros anos de mandato nas fases decisivas após largo domínio nas fases regulares, estando este ano em aberto a possibilidade de finalmente sermos campeões.
Atletismo
Campeonato Nacional de Clubes (Masculinos) 1 vs 0
Após 15 anos o título foi conquistado em Masculinos, como consequência do trabalho realizado em Sub-23 e Juniores, que apesar de ter procurado informação, nem no site do Benfica, nem do da Federação consegui identificar resultados mas tenho ideia que o título de sub-23 foi conquistado pela 2.ª ou 3.ª vez consecutiva no ano passado.
O Atletismo é a modalidade paradigma, onde um investimento na formação e detecção de valores nacionais jovens nos levou a conquistar o título quando foram aliados a valores seguros com alguma experiência. Infelizmente esta prática pouco ou nenhuma vez foi repetida nas outras modalidades onde independentemente dos valores dispendidos, serem muitas vezes muito superiores à concorrência, nem sempre conseguimos os resultados pretendidos.
Cada um retirará as conclusões que quiser do mandato desportivo, na minha opinião os resultados ficaram muito aquém das expectativas, revelando na maioria das modalidades onde os tripeiros participam uma incapacidade em quebrar a hegemonia deles, o resultado do basquetebol este ano ditará se nesta modalidade quebrámos a hegemonia ou não. No futsal, perdemos a hegemonia nacional para os lagartos, no voleibol apesar da quase ausência de concorrência os resultados são pobres, apenas no atletismo se vê um trabalho de fundo, sustentado e digno de todo o realce.
Obviamente que esta é uma pré-avaliação antes de se saberem as decisões dos campeonatos, mas para um mandato desportivo que se queria de êxitos, mesmo que conquistemos alguns títulos este ano, ficará muito aquém do esperado.
Não sei qual o vosso veredicto, mas o meu é muito negativo, mais ainda quando se endividou e acumulou resultados financeiros negativos na SAD e no Clube para tentar obter os resultados que afinal não apareceram.
Tudo o que Vieira fez foi mau ? Não.
Objectivamente o Benfica exponenciou a sua capacidade de marketing e as receitas que daí advêm
O Benfica aumentou significativamente a sua base de sócios e a rede de casas.
Os trabalhos realizados na formação de base, quer ao nível do futebol, quer de outros desportos, é exemplar, mas deverá produzir frutos para as equipas principais, caso contrário poderá vir a ser posto em causa um trabalho meritório.
O Benfica é o clube em Portugal que tem consciência social e ambiental.
O Benfica foi pioneiro na comunicação, com a criação da Benfica TV, apesar dos maus caminhos pelos quais recentemente esse projecto tem entrado, com o saneamento de benfiquistas que ousam criticar ou pensar diferente da direcção (António Melo ou Alberto Minguéns, por exemplo).
Muito do trabalho feito tem como objectivo o longo prazo, não tem visibilidade actual, pelo que deveremos estar gratos pela visão estratégica.
Mas falta o golpe de asa, aquele que caracteriza as Águias. A cultura dos Yes-man nada de bom traz para o Benfica como a qualquer organização. Introduzir no Benfica infiltrados de outros clubes (incluindo homens para quem o Porto é uma religião), ou pessoal que apenas vê no Benfica um bom meio de promoção pessoal ou de ganhar uns trocos à custa do clube é pernicioso. O romper com os interesses instalados, porque representam o que de podre o futebol português tem tido nos últimos 30 anos, em vez de tentar aproveitar as sobras do sistema (será que não aprenderam nada com as lições dadas ao Sporting ?).
Agradeço o trabalho efectuado, mas pode ser feito mais e melhor e não me parece que esta equipa seja capaz de elevar o Benfica à excelência, seja ela desportiva ou organizativa, pelo que é altura de uma renovação na estrutura dirigente.
Quando me falam de grandes presidentes penso em Maurício Vieira de Brito, Borges Coutinho, Fezas Vital, Adolfo Vieira de Brito, Ferreira Bogalho. Querem comparar o palmarés do Benfica no tempo destes presidentes com o tempo de Vieira ? Nem brinquem comigo. Nenhum deles tem menos palmarés que Vieira e em muito menos tempo, pois o único que esteve 8 anos no Benfica, Borges Coutinho, ganhou 6 campeonatos e 2 Taças de Portugal (e não havia nem Taças da Liga nem Supertaças).
Presidentes vão e presidentes vêm e o Benfica continua. O Benfica é muito maior que qualquer presidente. É pois urgente surgir uma alternativa a Vieira.
Não vou discutir nomes, pois esse não é o meu interesse.
Um Benfica ganhador não pode ser incompetente, aquele que ganha 1 campeonato em cada 5 anos, deixando os adeptos a culpar o sistema, apesar de o Benfica com ele pactuar e o alimentar constantemente.
Quero alguém que seja benfiquista, honesto, vertical, não pactue com esquemas, que imprima uma cultura de exigência em vez de pactuar com a mediocridade e afastar os mais competentes, como foi o caso do Donner, em detrimento de outros menos conflituosos, mas obviamente muito menos competentes.
Quero alguém que tenha uma visão estratégica e que pense o Benfica como sendo maior que o rectângulo onde vive, um Benfica Europeu e Mundial, que não se limite a falar de 6 ou 14 milhões e efectivamente explore e desenvolva a marca Benfica no mundo.
No Benfica, desde que me lembro, oiço falar nos abutres. a primeira vez que ouvi perguntei ao meu pai:
- "Abutres, então no Benfica não são Águias ?"
Obviamente que ele se riu da minha pergunta e explicou-me:
- "Filho, falam de abutres, pois existem alguns senhores que mal sentem o cheiro a insucesso aparecem logo com grandes declarações como se estivessem à espera que o treinador ou o presidente morressem, isto é, caíssem do poleiro."
Estranhei tal conceito, mas de facto pude aperceber-me perante as cada vez mais frequentes temporadas mal sucedidas, e relembre-se que quando eu era menino e moço eram pouco frequentes, não estávamos 2 anos sem ganhar um qualquer Campeonato ou Taça de Portugal, que efectivamente uns indivíduos que eram apelidados de notáveis, eram chamados aos jornais, nunca percebi se eram eles que se dirigiam aos jornais se os jornais a eles, a botar faladura sobre os motivos do insucesso.
O problema, é que quando esses notáveis estavam no Benfica como dirigentes, eram eles os alvos dos outros notáveis, que passavam então para a categoria de abutres. Segundo a sabedoria popular, o abutre começa a voar sobre o animal enfermo/moribundo à espera do falecimento para se banquetear com os restos mortais, ou seja, o abutre é um necrófago que se limita a viver dos restos mortais dos outros animais.Ora a sabedoria popular repete à exaustão preconceitos e ideias feitas que muitas vezes estão completamente equivocadas. O abutre, não é exclusivamente um necrófago, pois também se alimenta de seres vivos e bem vivos.
Já tinha dito ao Ricardo que pretendia fazer um pequeno post após o meu regresso de uma viagem que me afastou de Portugal na altura, tida como mais crucial da época (Chelsea em Londres e Sporting), para mim não foi, mas não quero discutir isso antes do fim do campeonato. Quero antes discutir os abutres.
Porque num clube democrático e livre, considero uma ofensa esse tipo de rótulos. Quem discorda do rumo, se fala durante a época ainda com objectivos em vista é vilipendiado com todos e mais alguns adjectivos, se fala após os insucessos é apelidado de abutre. Como não quero insultar quem defende o Jesus e o Vieira de carneiros, também rejeito os insultos com que nós, os críticos, aqueles que criticam quando vêem as coisas mal, independentemente dos resultados, somos mimoseados, desde os mais boçais até aos mais elaborados.
O balanço da época far-se-á no final, após as 4 finais. Se o Jesus quer fazer balanços após uma competição que ganhou é lá com ele, acho curioso que não o tenha feito quando perdeu a Taça de Portugal, a 2.ª competição do calendário nacional. Quem quiser apoiar, que o faça dentro dos estádios, ou na net, ou onde quiser, não aceito é que me digam o que é apoiar o clube, pois cada um sabe dos sacrifícios que faz por ele.
Agora aqueles que vieram chamar de abutres o Veiga e o Figueiredo, por criticarem a Direcção (AKA Vieira) e/ou o Jesus, que nome têm então para o Capristano ?