Disserta Joseph LemUs, nos seus maravilhosos tratados de grande benfiquismo e eloquência gloriosa, sobre a Assembleia-Geral - pondo a nu o resultado de intensas pesquisas, redes de contactos e teias de influências que tem por todo o planeta, incluindo a Madragoa e a zona norte da Musgueira - e a origem desse estranhíssimo fenómeno chamado democracia, que a Lemos, por ter princípios, irrita sobremaneira:
«Como marginais que são e conhecendo os meios em que chafurdam, nada mais fizeram do que convencer meias dúzia de rufias das claques marginais, principalmente, segundo a informação credível que me chegou, dos nazis NN, e alguns benfiquistas da velha guarda possuidora de considerável número de votos, que se deixaram embalar e porque não dizer, prostituir-se, com a cantilena anti-Vieira .
Tudo indica que a Geração Bastarda esteve em peso na coordenação das operações mas, como sempre, na obscura posição encapotada.
Nem os petardos lhes insuflam coragem.»
É extraordinário como um acupunctor na Flórida (o ofício encapotado que o espião escolheu para não dar muito nas vistas) consegue obter este nível de aprofundamento da realidade - o mundo é este lugar próximo, milhares e milhares de quilómetros reduzidos ao pó da informação mais credível, fidedigna, honesta. Repare-se no grau de especificidade: o blogue Geração Benfica orquestrou todo um malévolo plano - na "obscura posição encapotada", necessariamente, porque formado por verdadeiros párias da sociedade benfiquista - enquanto convencia os "nazis NN" (malandros) e "alguns benfiquistas da velha guarda" (tolinhos que se deixam facilmente enganar porque não têm acesso à internet nem podem, que pena, ser convencidos pelos textos de garbosa índole que LemUs, o espião do ocidente, escreve nas noites mais solitárias, em que nem as agulhas que metodicamente coloca em redor do ânus o aliviam daquela memória de infância em que acaba dramática e recorrentemente aos gritinhos histéricos de clemência a uma voz e um falo que ele não vê mas tristemente sente).
Tudo isto de uma perversão abominável. Escribas de um blogue em conluio com os nazis NN que por sua vez se promiscuíram com uns tantos velhos numa orgia de democraticidade nojenta e anti-benfiquista! Mas LemUS vai mais longe, sempre sustentado na "informação credível que me chegou", e chama os bois pelos nomes:
«No entanto, teria bastado um pequeno rasgo de valentia, por exemplo, o Viriato, o mais "visível" parolo e rançoso tosco da camarilha com estofo de cão mandado, identificar-se publicamente em gesto de coragem e afirmação, ao mesmo tempo assumir as convicções do bando.
O quê???
E o Geração? E o Sombra? E o Vermelhusco? E o Eagle1? E o mal cheiroso Conde? E o porco anafado do Vendetta?»
Estes os grandes cabecilhas do vergonhoso movimento de Quinta-feira passada: escribas do Geração e também Vitto Vendetta - o rapaz que um dia enviou a LemUs informação do mais alto quilate mediático e que ele utilizou de boa-fé, percebendo depois que fora mais uma vez, e já são tantas, analmente vilipendiado a sangue frio. De facto, não se pode acreditar em ninguém e LemUs desde esse dia tomou medidas drásticas: informadores só os que ele conhece pessoalmente e lhe dão claras e inequívocas garantias de sucesso junto dos seus leitores - a quem ele faz o favor de explicar, com sacrifícios pessoais (mormente o tempo que abdica de acupunctar mais um bocadinho ou exaustivamente pesquisar no Google as origens da oligofrenia, doença de que infelizmente padece desde muito novo), todo o verdadeiro benfiquismo e suas malhas mais escabrosas que sobrevivem nas veias dos parasitas blogosféricos.
E o Ricardette, esse que é primo de Bruno Carvalho e tem relações promíscuas com homens casados em lagares de azeite (Azeite Andorinha, "segundo a informação credível que me chegou"), que se terá passado com ele? Terá ido à Assembleia mostrar a face ou, como os seus amantes e colegas de subversão, ter-se-á escondido, encapotado, sob o nefasto manto da virtualidade, qual pária deslocado para uma qualquer Flórida deste mundo?
«E o Ricardette? Este possivelmente não pôde ir por se lhe ter avariado o vibrador que sempre o acompanha. Como iria a "belezura" viajar de carro e manifestar-se sem o aparelhómetro metido para lhe acariciar o "ego" e dar largas ao seu contentamento?
Que gente corajosa!!! Eu disse corajosa???
Alguém viu alguma vez a cobardia dar a cara? Nunca!»
Já o esperávamos: Ricardette não compareceu. E a explicação, embora LemUs não saiba com segurança e a 100 por cento o que se terá passado ("possivelmente"), só pode ter tido repercussão nos seus pesadelos nocturnos: vibradores, aparelhómetros, metidos, contentamento. Para LemUs a compreensão do mundo é este universo de eternas enrabadelas nas quais inclui todos os pensamento e todas as pessoas, na esperança de que um dia alguém o abrace e lhe diga que já passou, que há vida para além disso, que um dia isso também será esquecido, que ele não teve culpa de nada, que a vida às vezes é injusta; mesmo para um honesto, conhecedor, repleto de contactos e teias de informação, verdadeiro, humilde e oligofrénico espião internacional.