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domingo, 20 de outubro de 2013

Promoções ou despromoções?



Era grande a espectativa para o jogo da taça de Portugal que opunha o Benfica ao modesto Cinfães. A espectativa gerada em torno do desafio não cresceu em razão do adversário ou das dificuldades que, em teoria, colocaria, mas sim pela perspectiva de se ver algumas das nossas maiores promessas envergarem, pela primeira vez, a camisola do Benfica ao serviço da equipa principal.

E de facto, quem, como eu, tinha essa espectativa, não pode dizer que se sente defraudado pelos acontecimentos. Pela parte que me toca, foi bom ver que Ivan Cavaleiro pode render, exactamente nas mesmas circunstancias, no mínimo, tanto quanto Ola John, foi bom ver Oblak na baliza, ainda que sem grande trabalho, foi bom ver Bernardo Silva aparecer na 2ª parte, mas, e há sempre um “mas”, foi deplorável ver Jorge Jesus chamar Cancelo para entrar a 30 segundos do final… do tempo de compensação, sendo que, como é obvio, o menino nem tempo teve para entrar em campo, fica a pergunta: qual era o objectivo disto?

Olhando para o jogo em si, e porque se tratava de um compromisso da equipa principal, apetece dizer que as entradas de Ivan Cavaleiro, Bernardo Silva, Lindelof, Funes Mori (ou aquele outro de que o treinador fala e que eu não sei quem seja) e a quase entrada de Cancelo foram uma promoção destes jovens à equipa principal, no entanto, olhando para a convocatória para este jogo, podemos constatar que apenas 5 dos jogadores convocados (Sílvio, Cortez, Djuricic, Ola John e Ruben Amorim) fazem parte do plantel principal e nunca jogaram pela equipa B, sendo que todos os outros são jogadores da equipa B e/ou jogadores do plantel principal que ainda só tinham jogado pela equipa secundária do Benfica. Isto é, quanto a mim, não se tratou de uma promoção de jovens ao plantel principal, antes uma despromoção de alguns jogadores à equipa B para defrontarem um adversário mais fraco do que aqueles que a equipa secundária normalmente defronta.

Porém, não é apenas por este motivo que considero que se tratou mais de uma despromoção do que uma promoção de jogadores, sustento esta opinião no facto de isto ser um acto isolado e esporádico que não terá continuidade e consequências nos jogos mais próximos. Independentemente da resposta dada por estes jovens no jogo de ontem, jamais uma boa prestação lhes daria direito a uma nova oportunidade nos próximos jogos, pois o jogo de ontem era, teoricamente, demasiado “fácil” comparado com os desafios que se aproximam.

Na verdade, penso que este tipo de aposta, com uma revolução no 11 e nos convocados como foi ontem efectuada, está mais próxima de “queimar” os jovens em quem recai a escolha que os ajudar na afirmação que eles pretendem ter no clube. Os meninos jogaram num 11 que nunca havia jogado junto, jogaram contra um adversário que não motiva muito os colegas mais velhos e fizeram equipa com os jogadores menos utilizados, logo, com os jogadores com menos ritmo de todos, ou seja, dos condimentos colectivos aconselháveis para uma aposta sustentada nos jovens valores, nenhum estava presente, nenhum estava reunido no jogo de ontem. Agora imaginemos se o Benfica tem sido eliminado, o que aconteceria aos mais jovens que foram utilizados?

Quanto a mim, uma aposta real na juventude é feita quando se enquadra estes jogadores num colectivo forte, quando se observa o que eles conseguem fazer contra os melhores, mas também com os melhores do seu plantel, quando são colocados em campo com um 11 minimamente rotinado, não com um 11 de remendos, quando essas oportunidades se sucedem, não quando são esporádicas.

Ainda assim, e tendo em conta o historial de Jorge Jesus, já foi bom ver estes meninos na equipa principal, já foi bom ver provado que Ivan Cavaleiro não deve nada a outros da mesma posição que estão no plantel e em quem se aposta tudo, já foi bom ver que Nelson Oliveira é de longe melhor que Funes Mori, mas “tenho de contar com ele” diz o treinador…

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Palha para romântico comer



No dia de domingo e no dia de ontem fomos presenteados com reportagens, mais ou menos exaustivas, elaboradas pelo diário desportivo “Record”. Uma sobre o “BenficaLab” e uma outra sobre as 5 “pérolas” que o Benfica tem na sua equipa secundária.

Numa altura em que as competições de clubes se encontram em stand by, por via do calendário das selecções, convém aos jornais ter matéria para encher páginas e vender edições e, numa altura de contestação interna e externa aos resultados da equipa, convém ao clube, à sua direcção fazer um pouco de propaganda com assuntos que entusiasmam, tentam mostrar eficácia na gestão actual mas que, comparando matérias semelhantes e comportamentos subsequentes, ameaçam não passar de meras capas de jornal. Basicamente temos aqui uma relação de simbiose, em que a direcção propagandeia a sua aparente eficiência e o jornal, Record ou A Bola dependendo dos momentos e conveniências, vende edições e ilusões.

A questão não reside na utilidade do tal BenficaLab, embora possamos sempre perguntar o porquê de existirem tantas lesões no plantel ou questionar, ainda mais veementemente, as afirmações de Jorge Jesus no final do jogo com o PSG sobre Ibrahimovic, muito menos se coloca em causa a valia dos jogadores apresentados como as estrelas do futuro do clube. Se no primeiro caso demonstra organização, ou pelo menos uma tentativa disso, no segundo nem era preciso o Record para nos apercebermos da qualidade dos nossos meninos, aliás, basta observar 2/3 jogos da equipa B e facilmente nos saltará à vista a qualidade dos referidos jogadores, essencialmente de Cavaleiro, Bernardo Silva e Cancelo.

O problema deste tipo de modus operandi é o facto de se ir tornando repetitivo e, por isso, fácil de desmontar através da analogia que se pode fazer com o passado ou mesmo observando com atenção o que foi feito na construção do plantel actual.

Muitos se lembrarão das infinitas linhas de jornal que se escreveram quando se ia renovando contractos com jogadores como Miguel Vítor, Nelson Oliveira, Miguel Rosa entre tantos outros. Por aqui, facilmente perceberemos a esterilidade destas situações. Qual destes jogadores foi aposta do Benfica? Nenhum! Miguel Vítor foi posto de parte perante Jardel e mesmo perante Roderick (com quem o Benfica RENOVOU contrato em JANEIRO deste ano, mesmo depois de já se perceber que não havia ali qualidade para o Benfica, tendo-o dispensado no final da época passada); a Miguel Rosa de nada lhe valeu os inúmeros golos marcados pelo Belenenses durante os 2 anos de empréstimo que teve, nem sequer as boas exibições e nova enxurrada de golos pela equipa B, sendo dispensado pelo clube que tanto aposta nos jovens… estrangeiros; a Nelson Oliveira, internacional A por Portugal, de nada valeu ser formado no clube e, está mais que visto, perdeu a corrida com Rodrigo, ainda que este não tenha mostrado nada a mais que o jovem luso no plantel do clube, restando-lhe apenas andar de empréstimo em empréstimo, definhando em clubes de menor nomeada até ao dia em que será dispensado pelo clube. 

Podemos argumentar com uma hipotética falta de qualidade demonstrada pelos exemplos citados nas parcas oportunidades que lhes foram dadas (no caso de Miguel Rosa, não foram muitas nem poucas, apenas não existiram), mas pergunto: Que seria de jogadores como Di Maria ou David Luiz se lhes tivessem sido dadas as mesmas oportunidades? Ou estes, como outros, mal entraram na equipa demonstraram a qualidade que têm hoje? Ou, por exemplo, Di Maria não andou 2 anos a demonstrar tanto talento quanto inconsistência? E Rodrigo que ainda vive à sombra do que foi capaz de demonstrar nos primeiros meses de Benfica? Qual a diferença de Di Maria e Rodrigo para os que foram formados no clube? Simples, os milhões que custaram e que era preciso justificar a todo custo, daí o tempo que, muito bem, lhes foi dado para irem evoluindo.

Gostaria de ilustrar esta discrepância de tratamento e aposta com mais 2 casos do actual plantel, falo de Markovic e Ola John. No caso do holandês, que diferença há entre ele e Ivan Cavaleiro, por exemplo? No caso do primeiro, estreou-se pelo clube com 20 anos, no caso do segundo leva 19 anos e, apesar de já estar na 2ª época em bom nível na equipa B, ainda não teve qualquer oportunidade na primeira equipa (talvez surja com o Cinfães). Analisando Markovic, que brota talento por todos os poros do corpo, mas que ainda está longe de apresentar uma consistência exigível para o nível do Benfica, tem 19 anos, pergunto: Que há de diferente entre o Sérvio e Bernardo Silva, também de 19 anos? 

Mais uma vez, por estes e tantos outros exemplos, se vê que a tal aposta na “prata da casa” (digo eu que é mais “ouro da casa”) é uma falácia, porque se não for o argumento da qualidade apresenta-se o argumento da idade, ignorando que é vasta e longa a lista de jogadores que se estrearam e brilharam na primeira equipa do Benfica jogadores de tenra idade, tendo-lhes sido dado o tempo e as oportunidades necessárias para a sua evolução, assim haja vontade (€).

domingo, 8 de setembro de 2013

E que bem jogam os miúdos




O “laboratório” futebolístico do Benfica, leia-se camadas jovens, andou durante muitos anos adormecido, diria mesmo, encerrado. Ainda assim, mesmo durante os tempos mais conturbados do clube, no que a estabilidade directiva e ausência de títulos diz respeito, foi possível extrair da nossa formação jogadores como Moreira, Manuel Fernandes ou João Pereira, que, embora não tenham atingido o futebol top do top, chegaram a patamares competitivos bem aceitáveis e, à excepção de Moreira, capazes de jogarem, se a aposta tivesse sido sustentada, no actual Benfica sem grande celeuma.


Todavia, e há que reconhecer esse mérito, o Benfica tem vindo a reerguer todo o seu edifício futebolístico desde a base, tendo apresentado já alguns resultados, como Miguel Rosa, Miguel Vítor ou Nelson Oliveira, e prepara-se para apresentar daqueles resultados absolutamente inequívocos, falo de André Gomes, Ivan Cavaleiro, João Cancelo e, o mais recente “rebento”, Bernardo Silva.


De facto, ainda que completamente diferentes entre si, estes 4 “produtos” do tal “laboratório” apresentam qualidades que dificilmente não farão deles jogadores de aposta firme e segura num futuro a curto/médio prazo.


Destes jovens apenas um já teve oportunidade de jogar de forma mais ou menos consistente no plantel principal do nosso clube e, curiosamente, talvez seja dos 4 o que menos se enquadra no modelo de jogo do nosso treinador, falo, naturalmente, de André Gomes.


Ainda assim, numa opinião muito pessoal, a aposta em André Gomes deveu-se exclusivamente às necessidades urgentes do plantel, depois das saídas tardias de Witsel e Javi Garcia, e não por Jorge Jesus ser apreciador do estilo de André Gomes ou por achar que as suas características servem de forma ideal o seu modelo de jogo.


 Sou e serei sempre um entusiasta de André Gomes, no entanto sou forçado a admitir que o jovem atleta está longe de apresentar as características ideais para um médio-centro (vulgo 8, se preferirem) deste modelo de jogo que JJ implementou no Benfica. Na realidade, num meio-campo ocupado apenas por 2 jogadores, pede-se a estes que sejam muito rotativos e competentes não só no aspecto ofensivo mas também, e sobretudo, no aspecto defensivo. Por tudo isto, não vejo que o “menino” possa vingar facilmente nesta proposta competitiva. Sim, vejo em André Gomes um jogador que respira classe por todos os poros do corpo, que tem uma qualidade de passe e visão de jogo muito acima da média, que tem uma capacidade de remate com os dois pés muito assinalável, no entanto, é um jogador que tem dificuldade em jogar no espaço, prefere sempre a bola no pé, tem dificuldade em apresentar rapidez de processos, não raramente é desarmado por isso mesmo, e parece um jogador que joga sem emoção, sem nervo, coisa que para o tal 8 no estilo de Jorge Jesus é fulcral que se tenha, o André é um jogador muito, talvez demasiado, cerebral. Não é por acaso que Enzo Pérez lhe ganhou facilmente a corrida pela titularidade neste Benfica, apesar de ser uma adaptação. Vejo no André um jogador mais de 4-3-3, em que tenha com quem repartir melhor o trabalho defensivo e as marcações adversárias, do que de um 4-4-2.


Bem diferentes são os restantes 3 casos. Se acho que André Gomes, apesar da qualidade intrínseca que tem, não se enquadra na ideia de jogo e sistema táctico de Jorge Jesus, também considero que todos os outros servem na perfeição esse modelo e sistema.


Vejo em João Cancelo um lateral que encaixa na perfeição nas ideias do treinador, ou seja, um lateral rápido, de excelente qualidade técnica, boa capacidade de progressão com bola e boa qualidade de cruzamento com os dois pés, podendo até ser adaptado ao flanco esquerdo quando necessário, ainda que seja, de longe, no flanco direito onde rende mais. De facto, até nos defeitos João Cancelo encaixa no perfil de laterais que Jorge Jesus tem escolhido para o Benfica, ou seja, a sua capacidade e posicionamento defensivos (que melhorará com a competição a alto nível, estou certo) e o excessivo descontrolo emocional que, necessariamente, terá de aprender a mascarar. Por isso, numa altura em que Maxi aparece numa forma horrível e em que Sílvio se encontra lesionado, porque não ir dando uma oportunidade ou outra ao nosso jovem? Obviamente em jogos de coeficiente de dificuldade reduzido e, idealmente, em jogos em casa, onde as suas capacidades ofensivas serão muito solicitadas e uteis, mas porque não?


Em Ivan Cavaleiro também vejo um extremo capaz de render a bom nível com as ideias de Jorge Jesus, é rápido, gosta de diagonais interiores, tem boa técnica individual e, bem ao estilo de Jorge Jesus, é um extremo que tem golo nos pés. Precisa, necessariamente e como qualquer outro, de ser mais e melhor trabalhado, mas numa altura em que, infelizmente, Sálvio se lesionou com a gravidade que conhecemos, Gaitan se encontra também lesionado, Sulejmani também aparece tocado, Ola John aparece “pesado” e completamente sem ritmo competitivo, porque não ir dando minutos ao jovem?


Ligeiramente diferente aparece o “caso” de Bernardo Silva, jovem talentoso que se encontra no seu primeiro ano no patamar profissional e a quem, estou certo, fará muito bem este ano que passará a enfrentar defesas mais duros e matreiros. Ainda assim, numa perspectiva a um ano, gostava de o ver chegar ao nosso plantel principal. É um miúdo com um drible estonteante, e um pé esquerdo prodigioso. No sistema de Jorge Jesus parece-me que pode ser enquadrado na posição 10/2º avançado e que, depois de apreender os momentos certos em que deve partir para a jogada individual e/ou combinações ou parar e, eventualmente, “congelar” o jogo com um passe conservador, pode tornar-se um jogador de nível imprevisível. Mas para isso é preciso que lhe seja dada a oportunidade, a ele e aos restantes, de demonstrar o que pode e sabe fazer com e contra os melhores.





terça-feira, 9 de julho de 2013

As laterais



Parece próxima a resolução de um dos problemas do plantel, isto é, a confirmar-se a chegada de Sílvio para o plantel, finalmente teremos um lateral direito de nível, escusando-nos a mais adaptações ou a viver “amarrados” a um lateral direito que de defesa nem o nome tem e que é um dos pontos fracos do nosso plantel.

Há quem diga que Sílvio chegará para, de uma só vez, resolver os dois problemas que temos nas laterais. Se for mesmo essa a ideia, isto é, se a intenção passar por não se contratar nenhum lateral esquerdo digno desse nome, confiando a posição a Melgarejo e Sílvio, eu não posso concordar.

O jovem Paraguaio já deu provas suficientes que dificilmente será uma opção valida para os maiores embates com que o Benfica terá de se defrontar na próxima época, falo naturalmente dos encontros com equipas de nível semelhante e/ou superior ao Benfica. Melgarejo é forte a atacar, com boa capacidade de condução de bola, boa técnica e capacidade de romper pela ala – ou não fosse ele de origem um avançado/extremo – mas deixa muito a desejar no capítulo defensivo, com falhas no alinhamento com os restantes colegas de sector, dificuldades nas dobras e ajudas aos centrais e debilidades no um para um defensivo. Essas mesmas dificuldades são tanto mais evidentes por se enquadrar numa equipa com um pendor muito ofensivo e que, não raras vezes, deixa à sua sorte os elementos do sector mais recuado. Ou seja, Melgarejo será sempre um bom lateral para a maior parte dos jogos internos, onde as obrigações defensivas são muito poucas e onde até é benéfico para a equipa que tenha um lateral com tão boa capacidade ofensiva que ajude na profundidade e largura de jogo ofensivo, mas não chega para os confrontos com os rivais mais directos e para os jogos europeus de Liga dos Campeões.

Com Sílvio a lateral esquerda terá o equilíbrio e solidez que Melgarejo não consegue oferecer, mas perderá capacidade ofensiva, quanto mais não seja, por ser um jogador destro e que por isso tem dificuldades em dar a profundidade e largura – muito menos em velocidade – que Jorge Jesus tanto aprecia nos seus laterais (como foi visível nos primeiros tempos de SC Braga e Selecção), sendo que, quando colocado à direita, embora sem grande capacidade de romper linhas em posse, Sílvio dará sempre maior equilíbrio táctico e emocional que Maxi Pereira.

Sendo assim, com Sílvio e Melgarejo como soluções para a lateral esquerda, não teremos, novamente, um lateral completo que seja capaz de desempenhar as tarefas defensivas e ofensivas com a mesma qualidade. Não obstante, com Sílvio e Maxi para a lateral direita, teremos sempre um jogador equilibrado e capaz para os jogos de nível superior e um lateral muito ofensivo e guerreiro para os jogos mais “bloqueados” e de maior exigência física no vai e vem constante.

Por tudo isto considero que com a chegada de Sílvio ainda nos fica a faltar a contratação de um lateral esquerdo, sendo que o Português nessa posição deverá ser sempre encarado como uma solução de recurso e não habitual.

P.S.1 – Sílvio regressa à casa que o formou, embora nunca tenha jogado na equipa principal.

P.S.2 – A contratação de Sílvio agrada-me, mas deixa-me algo apreensivo essencialmente pela inconstância física que ele revelou nos últimos 2 anos, com sucessivas lesões que não lhe permitiram a afirmação no Atlético de Madrid.

P.S.3 – Com a chegada de Sílvio esgotam-se as poucas esperanças de se ver João Cancelo a aparecer na equipa principal do Benfica, sendo que nesse caso, parece-me de todo conveniente para o Benfica e para o jogador que este seja colocado por empréstimo num clube de primeira liga, onde possa ganhar a “rodagem” que a equipa B do Benfica não pode oferecer e que o seu talento já justifica. Talvez o Vitoria de Guimarães que perdeu Alex e que tem um treinador capaz no desenvolvimento dos jovens.