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terça-feira, 17 de março de 2015

Youth League

João Carvalho, que classe. Que classe João.

No futuro resumo do jogo, João Carvalho surgirá no lance do golo, mas este menino é tão mais que apenas esse lance... Mas tão mais mesmo. 


Tão menino e já sabe tanto do que é a visão periferica de jogo, do que é fixar o adversário e soltar num colega, do que são os movimentos interiores tão importantes no melhor futebol moderno.

Confesso, estou apaixonado!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Copo meio cheio ou meio vazio?



As vendas de Bernardo Silva e André Gomes são negócios com valores, no mínimo, surpreendentes e deixam-me um enorme vazio, por ver sair do clube dois jogadores de altíssima rentabilidade financeira, mas ínfima ou inexistente rentabilidade desportiva.

Perante tais negócios, há sempre dois tipos de visão: 1 – A dos que atentam ao aspecto meramente objectivo, valorando exclusivamente o lado financeiro do negócio; 2 – A dos que valorizam a qualidade dos jogadores e apresentam o seu amargo de boca pela inexistente valorização desportiva do jogador entreportas.

Eu, talvez por ser um entusiasta da formação em geral e profundo admirador destes dois em particular, talvez por não gostar de Vieira, talvez por não ser fã de Jorge Jesus, encontro-me completamente no 2º grupo de opinião, no grupo do copo meio vazio.

Porém, até podemos ser contra a aposta na formação, podemos ser ainda cegos defensores de Vieira, sermos “apaixonados” pela competência e pessoa de Jorge Jesus ou, no cúmulo, ser tudo isto ao mesmo tempo, mas mal estará o Benfica, pior estará Jorge Jesus, no dia em que não conseguir retirar dividendos desportivos de jogadores que valham 15M€… E já lá vão dois.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Que talento!



Ao intervalo, e já com o resultado em 2-0 frente a um adversário que jogava com 10, JJ decide calar de vez os críticos e fazer uma aposta arrojada na partida: Retira os consagradíssimos Guedes e Fonte, lançando na partida as mais recentes pérolas da formação Benfiquista: Sálvio e Jonas.

Esta é a resposta de Jorge Jesus ao presidente que tem passado as últimas 1439 entrevistas a pedir/anunciar mais aposta na formação, e foi uma resposta em grande, diga-se. Sálvio demonstrou uma capacidade impressionante no 1x1 e Jonas uma leitura de jogo e maturidade táctica invulgares para um jovem da sua idade.

Diziam que JJ tinha algo contra os jogadores da formação? Então tomem lá esta aposta inequívoca. Genial o nosso “mister”. É que para além de lançar esta duas pepitas na equipa principal, ainda evitou que alguma lesão indesejável aparecesse em Guedes e Fonte, num jogo que estava completamente resolvido.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Propaganda populista desorienta os que não querem ver

Antes de mais nada, desde a eliminação das competições europeias, quantas capas com o presidente do Benfica foram feitas?

Coincidência talvez.

Agora ao tema do dia.

Luís Filipe Vieira voltou a afirmar a aposta na formação. Desta vez é para começar em 2014-2015. Lembro-me do tempo em que estas datas tinham um 0 no lugar do 1.
Esta declaração não é novidade nenhuma e o mais interessante aqui é tentar perceber como é que uma notícia tão banal continua a fazer capas de jornais.

Ainda há os que acreditam nestas baboseiras populistas. Também há os que sabendo que isto é tudo palha dedicam-se a discutir e argumentar sobre assuntos ao lado.

A ver se nos entendemos.

O investimento financeiro na formação tem sido enorme. Ninguém diz o contrário.

O Caixa Futebol Campus tem todas as condições para os jovens trabalharem e evoluírem. As infra-estruturas são excelentes e há muita qualidade a ser lá trabalhada.

Os escalões de formação estão a trabalhar muito melhor que há uns anos. Os resultados nas competições de formação têm sido bastante positivos.

Não tenho qualquer dúvida que neste aspecto estão criadas todas as condições para se apostar na formação enquanto fornecedora do plantel principal. Basta ter as pessoas certas à frente do futebol do clube.

Considero que há 3 questões que devem ser colocadas sobre este projecto do Seixal: A realidade financeira do Benfica e do país aconselha a tanto investimento em infra-estruturas? Faz sentido tamanhos custos numa formação na qual não se aposta? A filosofia “Formar a vencer” será a mais adequada?

Mas estas são questões para outra oportunidade.

Todo o dilema de hoje não tem a ver com a formação, não tem a ver com o Seixal e não tem a ver com a aposta na formação. Hoje é sobre as palavras do presidente do Benfica.

A maioria dos adeptos gostava de ver mais formação na equipa A. Outros não dão importância a isso.
O Sporting tem essa cultura de aposta na formação. O Porto não tem. Cada clube tem a sua identidade e cada um segue o caminho que considera mais benéfico para si.
Então e o Benfica. Este Benfica não tem cultura de formação mas diz que tem.
E é esta a questão. Se não é para apostar na formação então não se aposta, se é para apostar então aposta-se. Não faz qualquer sentido andar a dizer uma coisa e a fazer outra.
Isso é só propaganda, um desviar das atenções e uma recolha de apoios.

Gosto pouco de mentiras. Gosto pouco que me atirem areia para os olhos. Não percebo como há tanta gente que vive bem com isso e ainda bata palmas.

E depois há aqueles que perante uma critica a estas mentiras respondem com “Mas acham que se pode ser campeão com um 11 todo da formação?”

Que raio tem isso a ver com a conversa?

E, defendendo uma aposta na formação não afirmo que temos de começar a jogar com um 11 da formação. Ninguém diz isso. Um titular? 3 suplentes? 3 reservas? É preciso começar por algum lado.
Todos os anos contratamos jogadores sem qualquer valor para o Benfica. Porque não usar essas vagas para incorporar os miúdos na luta?

O problema da ausência de formação no Benfica não é só directivo nem técnico. Os sócios também têm culpa.
Um estrangeiro com um nome estranho gera uma maior crença e paciência aos adeptos do que um Carlos Sousa desta vida. Para uns há a mentalidade “Precisa de tempo, precisa de adaptação, precisa de apoio”, para outros há a exigência de mostrar tudo em 5 minutos.
Esta responsabilidade extra afecta os miúdos. Vejam só os disparates que o Bernardo Silva fez na pré-época.

Um miúdo aos 18 anos continua a necessitar de ser formado. Se no Benfica desistimos de os formar estamos à espera de quê? Aparece uma estagnação no desenvolvimento do jogador e a confiança é afectada.
Os jogadores não precisam ser Cristianos Ronaldos para se acreditar neles.

É fácil enumerar os jogadores que não foram parar a nenhum colosso europeu. E ainda é mais fácil ignorar que esses foram apresentados como o futuro mentiroso do Benfica. E ainda é mais fácil ignorar que esses depois dos 18 anos foram esquecidos pelo clube que os “devia” ajudar.

Um jovem de 19 anos. Inexperiente. Muito potencial para explorar e evoluir. No seu clube acreditam nele e há qualidade nos treinos para evoluir e espaço para ir crescendo aos poucos. Emprestado a um clube que joga com a corda no pescoço para não descer, será que tem estas condições? Será que um treinador irá apostar numa qualidade mediana mas segura ou num talento em potência que acarreta maior risco?

A aposta na formação é uma actividade complexa. Ou se acredita nesta e nos jovens ou então não se está disposto a tal aposta e admite-se isso.

Num Benfica com um presidente que de futebol só percebe de propaganda de egos e com um treinador que, com todas as suas virtudes e defeitos, não tem qualquer interesse em apostar na formação, esta é para esquecer.

As palavras do presidente são para surdo ouvir e tolo acreditar.
No fundo talvez, apesar da ideia ser mentirosa, o conteúdo seja verdadeiro.
No próximo ano com um P.Lopes/Varela como terceira opção para a baliza, Sílvio e Amorim mais tempo lesionados do que a jogar, um Nélson Oliveira a servir de suplente do suplente e o Lindelof a fazer o papel do Steven… teremos os 5 da formação no plantel.