Mostrar mensagens com a etiqueta José Peseiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Peseiro. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Peseiro-frio
Faço parte daquele grupo de gente estranha que vem defendendo José Peseiro ao longo dos anos. Sou de uma minoria que não acredita em coisas tão científicas como alguém ser "pé-frio" - no fundo, a crença de que há pessoas perseguidas uma vida inteira por um azar diabólico. Não creio que José Peseiro ou algum ser humano neste mundo sofra de tal coisa, embora a sorte e o azar naturalmente existam; só não são exclusivos de ninguém. Defendi e defendo a sua competência técnica, o seu saber sobre o jogo, a sua óbvia capacidade para procurar o bom futebol.
No entanto, esta passagem pelo Porto mostrou-me um José Peseiro diferente daquele que eu conhecia. Desde logo, na forma comunicacional. O homem que não se refugiava em conversas vazias de adeptos, procurando sempre falar sobre o jogo e valorizar os aspectos mais interessantes do fenómeno desportivo, passou a ser um queixinhas, um alheado, um lunático - Peseiro chegou mesmo a dizer que, se não fossem os árbitros, o Porto seria campeão, o que é algo que nos demonstra a sua instabilidade emocional. De tanto procurar o sucesso sem o conseguir, Peseiro perdeu-se e agora já nem é o homem das virtudes que procura pela qualidade e lucidez afirmar a sua competência nem tem a capacidade dos rudes para motivar a sua equipa com um discurso mais bélico. Ficou no meio, Peseiro. Na ponte que vai dele para ele próprio.
E é pena porque ontem no Jamor já pudemos vislumbrar um bocadinho do excelente trabalho que está a fazer com a equipa do Porto.
Etiquetas:
José Peseiro
sábado, 13 de fevereiro de 2016
7 notas sobre o Clássico
1) Há dias escrevi sobre as minhas preocupações em relação ao fraco modelo de Rui Vitória, esperando que, contra uma equipa liderada por alguém que admiro, José Peseiro, o nosso treinador pudesse enfim provar que tem qualidade para treinar o Benfica. O jogo provou que Rui Vitória não serve: não só pela fragilidade dos posicionamentos (inacreditáveis os dois golos do Porto pela tão má movimentação colectiva do Benfica) mas também por aquilo que fez ao longo do jogo - três substituições absurdas, sendo a do Salvio algo que supera a compreensão humana, só entendível pelo facto de ser o mister um bebedor compulsivo de água na esperança de que a equipa adversária não marque golos;
2) Apesar da fraca qualidade de Vitória, mais uma vez a principal responsabilidade tem de ir para uma Direcção que não só escolheu este técnico como não lhe condições apropriadas. De uma pré-época planeada de forma amadora até este Janeiro em que podia ter havido a competência de dotar o plantel de outras soluções tudo minou o trabalho do treinador, como é costume. A única solução de banco para a posição 8, quando queremos mexer no jogo e criar outro tipo de problemas ao adversário, é... Talisca. Tudo dito.
3) A mediocridade de Jardel exposta uma e outra e mais uma vez. Depois dizem-me que persigo injustamente o rapaz. Bom moço, medíocre jogador.
4) Força, velocidade, agressividade, rasgo podem ajudar mas não sāo um fim em futebol. Renato Sanches tem culpa no primeiro golo e esteve demasiado ineficaz no passe. Todo o potencial do mundo mas convém não crescer para o lado errado. É evidente que não ter um bom treinador está a prejudicar a sua evolução.
5) Exceptuando dois ou três lances, e mesmo apesar de termos criado algumas oportunidades de golo, o ataque do Benfica foi forçado a procurar o jogo exterior à espera de um acidente que metesse a bola lá dentro. Ou seja, Peseiro soube condicionar o jogo do Benfica e Rui Vitória não soube condicionar o jogo do Porto.
6) Este Porto chegava à Luz destruído, uma vitória nossa não só nos lançava para o título como arrumava as esperanças portistas. Nunca foi tão fácil poder vencer o Porto, até golear. Porém, eles têm um bom treinador, nós não. Se depois deste jogo não conseguiu perceber a diferença entre uma equipa com um bom treinador e outra sem um bom treinador, talvez deva dedicar-se à pesca.
7) Não acredito que o Benfica consiga ir ganhar a Alvalade, o que sugere a inevitabilidade de ganharmos os outros jogos todos até ao fim. Tendo em conta o calendário mais difícil do Sporting, é possível sonharmos com o TRI. De qualquer forma, vencendo ou perdendo o Campeonato, se eu fosse Presidente do Benfica, estava já a pensar numa solução de qualidade para a próxima época. Esta claramente não serve.
Etiquetas:
Benfica-Porto 2015/2016,
Jardel,
José Peseiro,
Renato Sanches,
Rui Vitória
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Pastorinhos
Uma pessoa que acredita no "pé frio" de um treinador é uma pessoa que acredita em beber água para os adversários não marcarem golo ou que é verdade que Nossa Senhora de Fátima tenha aparecido em cima de uma árvore. Não tem nada a ver com o que o futebol é. Boa escolha do Porto.
Etiquetas:
José Peseiro
domingo, 14 de abril de 2013
Foi quase o quase.
O Braga tem dois títulos no seu historial: uma Taça de Portugal em 1966 e uma Taça da Liga em 2013. Foram precisos 47 anos para voltar a vencer um troféu. Passaram muitos treinadores pelo clube - Cajuda, Domingos, Jorge Costa, Jorge Jesus, Leonardo Jardim, entre tantos, tantos, outros. Nenhum ganhou nada.
Até hoje. Com um treinador chamado José Peseiro, o homem que tem tido de levar, desde 2005 (ano em que levou o Sporting à luta pelo campeonato até ao fim e, coisa pouca, deu ao clube a segunda final europeia do seu historial), com todos os impropérios mais rascas, as análises ignorantes, as frases-feitas, os lugares-comuns, as expressões gratuitas.
"Mas foi a Taça da Liga"? Foi. E foi eliminando Benfica (este Benfica de Jorge Jesus) nas meias-finais e Porto na final. É capaz de ter algum mérito, digo eu. Ou se calhar não. De qualquer forma, parabéns ao Peseiro por mais um quase.
Etiquetas:
Braga,
José Peseiro
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Só pode dar Jamor
- O Peseiro é um excelente treinador. Hoje ganhou, outras vezes perdeu. Nada disso influi na qualidade deste técnico. O Braga joga um futebol que denota - como denotaram as outras equipas de Peseiro - uma capacidade acima da média. Espero que um dia seja treinador do Benfica.
- Apesar da vitória do Braga, é importante não esquecer que ficou um penálti contra o Porto por assinalar. Fundamental, mesmo. É um clássico do nosso futebol: o Porto é beneficiado. Hoje, no entanto, teve o azar de apanhar uma equipa que, mesmo prejudicada, soube lutar pela vitória. Uma lição para o Benfica, talvez.
- Com o Porto de fora da competição, o mínimo dos mínimos exigível ao Jesus é chegar ao Jamor. E ganhar a nossa 25ª. Temos saudades.
- Apesar da vitória do Braga, é importante não esquecer que ficou um penálti contra o Porto por assinalar. Fundamental, mesmo. É um clássico do nosso futebol: o Porto é beneficiado. Hoje, no entanto, teve o azar de apanhar uma equipa que, mesmo prejudicada, soube lutar pela vitória. Uma lição para o Benfica, talvez.
- Com o Porto de fora da competição, o mínimo dos mínimos exigível ao Jesus é chegar ao Jamor. E ganhar a nossa 25ª. Temos saudades.
Etiquetas:
José Peseiro,
Taça de Portugal 2012/2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)


